O TRE e o TSE sabem quem é Sergio Cabral?

Se não sabem, podem encontrá-lo diariamente no movimentado “Pólo de Cinema” do RioCentro. Lá, 300 pessoas trabalham para a sua candidatura. Ninguém reclama, pagamentos adiantados e sem “regatear”, que palavra.

E não para por aí. Serginho cabralzinho, que tem muito conhecimento das coisas, conhece o ditado, “o gado engorda com o olho do dono”.

Então, pela manhã ou à tarde, vai verificar como estão as coisas. Qual o problema de deslocamento, entre Laranjeiras e Jacarepaguá? Nenhum. Vai e volta de helicóptero, sobrevoando os múltiplos engarrafamentos. Em quatro anos, NADA FEZ para melhorar o trânsito para a Barra da Tijuca, que se danem os moradores.

Aliás, como já contei aqui, o governador demonstra uma predileção absurda pelo helicóptero. Por isso, nos últimos anos, com o incessante sobe-e-desce dos “helicópteros cabralinos”, a vida dos moradores no Parque Guinle, em Laranjeiras, virou mesmo um inferno.

Além do barulho ser realmente ensurdecedor, as hélices dos modernos e possantes helicópteros desfolham as árvores e levantam muita poeira (a área junto ao palácio Laranjeiras, residência do governador, é uma belíssima reserva florestal, preservada desde o tempo do Império).

Os apartamentos vizinhos têm que manter as janelas fechadas e os terraços das coberturas ficam imundos. Para os moradores, é impressionante o que está acontecendo, porque muitas vezes os helicópteros chegam, descem e ficam até 10 minutos pousados, com as turbinas e as hélices em funcionamento, até que “autoridade” (seja ela quem for) se digne a embarcar.

O problema maior, logicamente, é o risco de acontecer um acidente, num bairro densamente povoado. Há alguns meses, houve um problema num dos helicópteros, que decolou com dificuldade, ficou parado no ar sobre a Rua das Laranjeiras, parecendo desgovernado, pois girava em torno de si mesmo, e com impressionante lentidão enfim conseguiu voltar e pousar na área do palácio.

Já contei aqui que os moradores já encaminharam diversas queixas ao governador, sem sucesso. A única providência dele foi mandar que molhassem constantemente o local onde os helicópteros pousam, mas pouco adianta, porque o entorno é a reserva ambiental, e a poeira da terra sobe assim mesmo.

A maior curiosidade dos moradores é saber: 1. Quem usa tantos helicópteros? 2. Por que usa? 3. Para que usa? Essas dúvidas são procedentes, porque esporadicamente, quando o governador sai de carro,  mesmo assim continua o sobe-e-desce de helicópteros.

Cabralzinho filhinho não demonstra ter medo de andar de helicóptero, mas com toda a certeza morre de medo de sofrer um atentado. Quando sai de carro, a comitiva é formada da seguinte maneira: motocicletas de policiais militares à frente, atrás e pelos lados da caravana; três carros de luxo pretos, com seguranças, à frente, outros três atrás, e duas vans brancas, com vidros escuros e impenetráveis, que seguem no meio do cortejo (uma leva cabralzinho, a outra só faz figuração, não leva ninguém).

Cabralzinho usa duas vans iguais, para que os possíveis autores de algum atentado não possam saber com certeza em qual dos veículos o governador se encontra. Isso é que é pretensão. Quem se interessaria em fazer um atentado contra figura tão inexpressiva e sem importância? Seria uma bestial perda de tempo.

No desespero, os moradores do Parque Guinle cansaram dos apelos a cabralzinho e fizeram uma queixa formal à ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil). A resposta foi incisiva, decisiva e definitiva: o local não é adequado para pouso e decolagem de helicópteros e há enorme risco para a população do bairro.

Os líderes dos moradores então voltaram a procurar cabralzinho e o informaram sobre o relatório da ANAC. Resposta dele: “Sou o governador e os helicópteros pousam onde eu bem entender”. Diante, disso, os moradores acionaram o Ministério Público, mas o inquérito estranhamente não anda. Estranhamente? Ora, todos sabem por que não anda.

***

PS – Os jornalões e as televisões não se interessam pelo assunto, silenciados pelas generosas verbas de publicidade do governo estadual. Por isso, esse problema é sempre tratado com exclusividade apenas neste blog, em primeira mão.

PS2 – O comportamento de cabralzinho é irregular, porque os helicópteros do governo estadual não podem ser usados em campanha. O próprio presidente Lula, que sempre diz que NÃO SABIA DE NADA, no caso sabe que não pode usar os helicópteros da Presidência na campanha milionária de Dilma.

PS3 – Mas para serginho cabralzinho filhinho, esse menino que nasceu e cresceu pobre, no subúrbio de Cavalcanti, e hoje se diverte enriquecendo na política, helicóptero é uma espécie de eletrodoméstico de uso pessoal, embora custeado pelo povo. Que República.

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