O TSE se equivocou, dando governos a derrotados

Dois anos depois da eleição e da posse, candidatos que não obtiveram a vitória, receberam os governo, DOAÇÃO do maior tribunal eleitoral. Até considero que isso pode acontecer, mas com nova eleição.

PARAÍBA DE MARANHÃO

José Maranhão não ganhou mas recebeu o governo de graça. Agora, repudiando o vernáculo e a gramática, disputou a REEELEIÇÃO sem ter sido ELEITO. Foi novamente repudiado pelo povo, vai para o segundo turno, explorando a máquina.

MARANHÃO DE DONA SARNEY

A mesma coisa com ela. Perdeu, e apesar de usar todos os recursos pessoais e do pai, de quem Lula falou: “Não se pode acusar um homem como Sarney”. Perdeu, mas disputou a REEELEIÇÃO.

Teve 0,7 por cento acima dos 50 por cento, isso só foi decidido no escuro final. Se não fosse esse 0,7 (ou 007?), iria para o segundo turno e perderia para Flavio Dino, o melhor candidato.

FHC AINDA TENTA SE EXIBIR

Procura “capitalizar” (palavra adequada para o ex-presidente, principalmente em relação à própria reeeleição) a vitória estrondosa de Aloysio para o Senado.

Na verdade, os 11 milhões de votos têm esta origem e identificação. 1 – Suas próprias qualidades, responsabilidade e dignidade. 2 – O apoio de Alckmin, eleito no primeiro turno. 3 – O voto decidido de Quércia, que estava quase eleito, se retirou por doença, mandou votar nele. 4 – Os votos do prefeito Kassab, que apesar de serem duas as vagas, tinha Aloysio como prioridade.

5 – O governador Alberto Goldman, elogiado pelo presidenciável como “lealíssimo”. 6 – Lógico, não pode ser negada a contribuição eleitoral de Serra, importante, são intimíssimos. 7 – Aí “aparece” FHC, impossível deixar de citá-lo. (Como ex-presidente, não como eleitor).

HELIO COSTA, SEMPRE DERROTADO

Foi uma das minhas certezas, reiterada sempre. Disse várias vezes que conheceria a terceira derrota. Da última vez, teve quase 49 por cento no primeiro turno, perdeu feio no segundo. Agora, se dizendo “antecipadamente eleito”, teve 3 milhões de votos contra 6 milhões de Anastasia, que disputava a primeira eleição.

EM ALAGOAS, TRÊS GOVERNADORES

Teotônio Vilela Filho, Fernando Collor e Ronaldo Lessa, um no Poder e os dois tentando voltar, luta duríssima. Teotônio teve 150 mil votos mais do que Ronaldo Lessa (acusado de irregularidades), mas vai para o segundo turno. Collor, que continua senador, perdeu para Lessa por menos de 5 mil votos.

Renan Calheiros quase ganha do ex-amigo milionário. Benedito de Lira, ficou em segundo. Ninguém consegue explicar a baixíssima votação e a derrota de Heloisa Helena.

OS IRMÃOS VIANA, NO ACRE

O senador Tião, franco favorito, quase não se elege, teve apenas 4 mil votos a mais. Curiosidade: os dois senadores tiveram mais votos do que o governador, fato raro. Um deles, Jorge, irmão de Tião, que já foi governador. O outro, Sérgio Petecão, do PMN.

A ABSTENÇÃO FOI ALTÍSSIMA

Praticamente 27 milhões de eleitores não votaram. Dos 135 milhões de inscritos, mais de 22 por cento não votaram. Não era a previsão ou expectativa.

LULA ERROU, PODE ESTAR ACERTANDO

Estava eufórico, arrogante e certíssimo da vitória, se recolheu e desapareceu no domingo, com a derrota. Mas hoje pela manhã (segunda-feira) já estava no Planalto. E fez uma declaração, respirando euforia: “Vai demorar apenas mais 30 dias”. Pode estar acertando, depois de ter errado no primeiro turno.

FICHA-SUJA PODE PERDER MANDATO

Os que estavam enquadrados no ficha-limpa, que se elegeram e foram empossados, podem perder os mandatos depois. Existem muitos nessa situação, como Maluf e até governadores. Jader Barbalho nem conseguiu concorrer.  Garotinho disputou com liminar, depende de confirmação. Mas é duro cassar um deputado com 700 mil votos.

CÂMARA E SENADO, FRAGILIZADOS

Deputados (513) e senadores (81) estão muito divididos. Haja o que houver, serão necessárias e imprescindíveis diversas modificações, que provavelmente não serão feitas. Mas para fazer, terão que “conversar” muito, as bancadas dos maiores partidos são mínimas. Analisaremos, esperemos a confirmação.

A QUEM PERTENCE O VOTO?

Na iminência de muitas cassações de eleitos, é preciso lembrar decisão do Supremo: “O voto pertence ao partido”. O Supremo tem errado (ou se omitido) muito. Mas nesse caso, não há dúvida, ninguém pode concorrer sem partido. Até 1934 havia o voto independente, que tanto serviu a Rui Barbosa. Agora acabou.

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