Objetivo de Moro e Bolsonaro é implantar um Plano Real contra corrupção

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Nas ruas, o povo soube indicar o caminho aos políticos

Merval Pereira
O Globo

A nomeação do juiz Sérgio Moro para um ministério da Justiça ampliado, que tratará também da segurança e dos crimes financeiros, foi uma iniciativa meritória do presidente eleito Jair Bolsonaro, além de movimento político certeiro.

As críticas da oposição, especialmente o PT, estão precificadas pelo próprio Moro, que deve ter feito um balanço dos prós e contras e, aceitando, demonstra que considera a possibilidade de montar um esquema coordenado de combate à corrupção uma tarefa acima da que se propunha como juiz.

MAIS RIGOR – “Um bem maior” para o país valeria, na sua avaliação, as agruras por que passará, tanto devido aos ataques da oposição, quanto aos problemas que enfrentará no interior do próprio governo, com seu jogo político a que não está habituado. 

Trazer Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do ministério da Fazenda para o superministério da Justiça propiciará a que sejam acompanhados em tempo real os alertas de movimentação financeira, sinais exteriores de riqueza que passam pelos órgãos fiscalizadores que não têm como objetivo prioritário o combate à lavagem de dinheiro ou o combate à corrupção.

Em vez de um órgão fiscalizador burocrático do ponto de vista econômico, será um vigilante das transações financeiras que possam indicar crimes. Esse será um papel importante no combate ao crime organizado, pois assim o ministério da Justiça poderá estabelecer políticas para cortar o suprimento de dinheiro que o financia.

SEM PUNIÇÃO – Durante a Operação Lava Jato, e mesmo antes, quando atuou como assistente da ministra Rosa Weber no julgamento do mensalão, o juiz Moro constatou que o Coaf registrou operações atípicas, mas nada aconteceu de concreto. Moro já havia dito que o país precisava de um “Plano Real contra a corrupção”, e o governo Bolsonaro está lhe dando as condições para estabelecer a ligação entre os diversos órgãos de fiscalização, inclusive o controle das fronteiras, por onde entram armas e contrabando.

O PT vai tentar atacar a nomeação do juiz Moro para o ministério da Justiça com a alegação de que é prova da tendência contrária a Lula no julgamento. Mas quando o ex-presidente foi condenado, nem se sabia se Bolsonaro seria candidato. E naquele momento, Lula era o favorito à presidência, só ficando inviabilizado pela Lei da Ficha Limpa, com o que Moro não tem nada a ver.

Se a condenação de Lula fosse baseada em erros jurídicos ou provas inválidas, o Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF-4) teria anulado a sentença de Moro. Ao contrário, os juízes do TRF-4 aumentaram a pena do ex-presidente, condenação em segunda instância que o transformou em “ficha-suja”.

CARREIRA POLÍTICA – É absurdo achar que Moro, desde o início, tivesse a ideia de uma carreira política, coisa que negou várias vezes. Seria condenável se tivesse abandonado a Justiça para se candidatar ao Congresso ou ao governo, de algum Estado ou mesmo do país, como chegou a ser cogitado por vários partidos políticos. Embora existam exemplos no meio político, como o governador do Maranhão Flavio Dino, do PC do B, que largou o Judiciário para entrar na política partidária.

É muito bom que ele tenha aceitado o cargo num governo que tem uma agenda anticorrupção e está dando a ele todos os instrumentos para montar um esquema anticrime organizado muito necessário, pois o país chegou a um limite de corrupção inaceitável.

UM PLANO REAL – Moro disse que o Brasil precisava de um Plano Real contra a corrupção e, aparentemente, o presidente eleito está dando a ele condições de montar grande esquema para estimular as investigações e a Polícia Federal. As medidas contra a corrupção apresentadas pela Transparência Internacional, FGV e procuradores de Curitiba têm mais chance de serem aprovadas, porque haverá um ministro poderoso empenhado nisso.

Moro poderá até mesmo ajudar o governo a superar certas questões polêmicas, como a classificação de terrorismo para os atos do MST ou do MTST, ou a permissão para matar que se pretende dar à polícia, especialmente no Rio, onde o futuro governador Wilson Witzel anuncia, com o apoio do presidente eleito, que treinará atiradores de elite para atacar bandidos que andem de fuzil. São medidas que provavelmente serão barradas na Justiça, e Moro poderá aconselhar a melhor maneira legal de fazer o combate.

12 thoughts on “Objetivo de Moro e Bolsonaro é implantar um Plano Real contra corrupção

  1. “…permissão para matar que se pretende dar à polícia, especialmente no Rio, onde o futuro governador Wilson Witzel anuncia, com o apoio do presidente eleito, que treinará atiradores de elite para atacar bandidos que andem de fuzil.”

    -Isso não pode. Como a atual Constituição foi feita para proteger ladrão e homicida, tais decisões deverão ser consideradas “inconstitucionais” pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, eternos e supremos guardiões da Carta Magna.
    -Quem mora na periferia que se dane!

    • Fala sério pessoal, a prioridade deste pais e deste povo neste momento histórico, com o país literalmente falido, com déficits e mais déficits, com as despesas superando as receitas, dívida pública quase engolindo o pib, com essa Lava Jato ajudando a quebrar as pernas do país, premiando a alta bandidagem com tornozeleiras eletrônicas, não é de mais delegacias de polícia, que aliás, já estão quase todas falidas tb, o que o país mais precisa é de Solução estrutural, tendo em conta que jamais resolveremos este país no varejo, nos municípios, sem resolvê-lo antes, no atacado, em Brasília, onde se reúne a alta bandidagem que sangra a nação. Moro é “salvador da pátria” dele, apenas isso, nada tem para oferecer de Solução para o país, só repressão, que logo se converterá em repressão de defuntos, massa falida. E se não entenderem eu desenho.

  2. A mídia nacional, mais preocupada com as verbas de propaganda oficiais e, sectários petistas, em criticar o governo eleito que ainda não assumiu, deixaram de lado a tarefa que Moro recebeu de Bolsonaro no combate à corrupção!!

    Ao assumir o Ministério da Justiça, Moro desencadeará a operação Super Lava Jato!!!

    O que antes era limitado como juiz, agora terá liberdade para investigar o que bem entender, de fazer diligências de quem ainda não foi alvo da Lava Jato!

    Moro e Bolsonaro mudarão o Brasil:
    antes, à mercê da corrupção, depois, a corrupção à mercê da lei!!!

  3. A hora e essa, , os politicos estão com razão de ter medo, , acabou a farra com o dinheiro do povo, como são bem criativos vão achar uma maneira de continuar roubando…mas ai e que MORA o perigo…existe um novo sherife na area…, e o consumo de fraldas geriatricas vai aumentar consideravelmente com os politicos sendo presos

  4. Menos Merval, menos. Será que o Merval combinou tudo isso com o Moro e o Bolsonaro ? Merval, abra teu olho, irmão. O que se pretende é montar uma super delegacia de polícia chefiada por um sujeito extremamente autoritário, que até no seu ofício confunde autoridade com autoritarismo, que arrasta para dentro de um processo quem ele quiser, e soca a caneta do jeito que lhe convier. E sabe quais são as batatas que irão assar, Merval ? Acorda, criatura. A Globo que lhe dá emprego, paga as suas contas, tb está na lista, como traidora da famigerada ditadura militar. E vingança mano, contra todos que chutaram a bunda da dita-cujadura para fora do poder e a demonizaram. Enfim, esses comentaristas da globo-news me parece tão alienados e tão retardatários que eles só irão descobrir o novo de verdade, o trigo, que esteve nas ruas do país em Junho de 2013, depois que o coitado morrer de velho.

  5. DO GOLPE DE 1930 À POSSÍVEL E NECESSÁRIA REVOLUÇÃO DE 2018. Tendo em vista que estamos todos, direita, esquerda e centro, de fato num beco sem saída, diante de um gigantesco nó górdio histórico, que precisa ser desatado, como condição de continuidade alvissareira, com o país e a população pedindo pelo amor de Deus o advento de uma Revolução Redentora, da política, da nação e da população, pacífica, negociada, liderada por um Estadista nato, com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, que nos descortine o novo caminho para o novo Brasil de verdade. Tendo em vista que a última disputa eleitoral, sob toda sorte de suspeitas procedentes, se deu entre dois candidatos nos quais a maiorias dos seus respectivos eleitores não votou por gosto e nem em prol dos mesmos, mas, isto sim, um lado para evitar a eleição do outro, uma espécie de votação contra e não a favor, sinalizando que a votação majoritária na verdade foi contra os dois, por falta de uma Terceira Via de Verdade, da qual saiu eleito um presidente que não foi eleito pela vontade da maioria da população do país mas apenas por um contingente que apenas rejeitou a candidatura adversária, e vice-versa, restando claro que ambas as candidaturas não representam o são sentimento de mudanças de verdade da população, mudanças sérias, estruturais e profundas, sentimento expresso nas ruas do país em Junho de 2013, ambos muito aquém nas novas demandas nacionais e reivindicações populares. Tendo em vista tb que o eleito já manifestou o seu desejo de fazer o país voltar 50 anos no tempo, daí a pergunta que não quer calar: por que então não voltarmos 88 anos no tempo, a 1930, e, ao invés de golpe, fazermos a Revolução completa, com começo, meio e fim, que está por ser feita neste país há mais de 100 anos, como o povo tem pedido nas ruas do país desde Junho de 2013 ? https://www.youtube.com/watch?v=iKGnVrpQXBE

    • Prezado Loriaga, que revolução é essa que o senhor tanto fala?

      -Onde é que está escondido esse “exército”, formado por nobres e desinteressados “revolucionários”, que está prestes a acudir a sociedade em uma “revolução redentora”, batalhando contra os moinhos de vento e os seus lacaios do “sistema político podre”, ainda neste ano de 2018?

      -Quem é o candidato da tão apregoada “terceira via”, que o senhor diz ser melhor do que o atual, democraticamente eleito, cuja alcunha todos nesta Tribuna (provavelmente) ainda desconhecem?

      -Onde estava esse líder popular e puritano e em que partido se candidatou na última eleição, já que não ouço ninguém, além do senhor, falar dele, nem tampouco ouvi os seus brados de de guerra quando a Esplanada e a Praça dos Três Poderes estavam apinhados de ladrões?

      -Será que permanecera acocorado, atrás de alguma moita de capim elefante, enquanto todo o período eleitoral se desenrolava?

      Abraços.

      • Melhor que o eleito até um poste é, perdia até pro Lula torrado, não fosse o Moro fazer o serviço sujo e de eliminá-lo do páreo. Aliás, só foi eleito porque o adversário era o PT, demonizado pela mídia há 20 anos, e pelo dito-cujo desde que assumiu o poder, 24 horas nas redes sociais, falando do maldito foro de são paulo, enxergando fantasmas em plenas luz do meio dia e fazendo pobres coitados enxergá-los tb, pregando golpes e ditaduras o tempo todo. Fosse um poste o adversário, por outro partido que não o PT teria levado uma lavada. Portanto, o que estamos fazendo e tentando colocar uma escada no poste para que o Jabuti desça sem perigo de se esfacelar ao chão. O que estamos propondo é um novo pacto social capaz de pacificar e resolver o país para os próximos 100 anos, acabar com essa guerra idiota e nefasta entre militarismo e partidarismo , irmãos brasileiros, fardados e à paisana, por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, que já perdura por 128 anos. É isso que estamos propondo a resolução pacífica dos últimos 128 anos de república. Solução de verdade para o nosso país e o nosso povo, é disso que o veio gosta, é isso que o veio quer. É isso que estamos propondo. Topas, ou vai preferir continuar nessa ameaça demente de perseguir, torturar e matar milhares de irmãos brasileiros ? Tenho autoridade moral, credibilidade, conhecimento, amizades e condições de unir todos em torno de um novo pacto social para o bem do nosso país e da nossa gente. E se quiser conversar a respeitos estamos prontos para unir o país e passar a república a limpo, pacificamente, sem disparar um tiro sequer.

      • Curto e grosso. O que o Loriaga está propondo é um novo pacto social como instrumento de pacificação, união e mobilização do país, direita, esquerda e centro, em torno da Mega-Solução, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, alicerçado na paz, no amor, no perdão, na conciliação e na união.

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