Onyx continua na articulação política até aprovação da reforma, anuncia o governo

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Onyx Lorenzoni vai funcionar como um “gerentão” do governo

Natália Portinari e Bruno Góes
O Globo

A Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov) informou que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vai continuar à frente da articulação política “até o final do processo da reforma da Previdência “, apesar de a função ter sido transferida formalmente à Segov.  O novo ministro da pasta, Luiz Eduardo Ramos, será empossado em julho no lugar do general Santos Cruz, demitido na última quinta-feira.

“O processo de transferência das atividades dessa Secretaria se dará de forma paulatina, até que o novo ministro da Segov, Luiz Eduardo Ramos, possa se inteirar de toda a pasta sob o seu comando. Dessa forma, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, continuará à frente da articulação política do governo até o final do processo da Reforma da Previdência, em discussão na Câmara dos Deputados”, diz a Segov em nota na tarde desta quarta-feira.

A MUDANÇA – Em Medida Provisória publicada nesta quarta-feira, a atribuição de articulação política foi transferida da Casa Civil para a Secretaria de Governo. Na cúpula da Câmara e do Senado, a percepção é de que o movimento esvazia os poderes de Onyx, mesmo que ele continue recebendo deputados e falando em nome do governo.

Não está claro para o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), segundo um interlocutor próximo, como o governo irá coordenar sua articulação em votações importantes que devem ocorrer nas próximas semanas. Uma delas é a possível derrubada do decreto que ampliou o posse e a porte de armas. Aprovada nesta terça-feira pelo Senado, a proposta agora será analisada na Câmara.

TERRAS INDÍGENAS – A MP desta quarta-feira também devolveu ao Ministério da Agricultura a função de demarcar terras indígenas, o que o Congresso já havia vetado ao aprovar a reforma administrativa de Bolsonaro. Partidos da oposição querem que a MP seja derrubada, outra crise em que será preciso articular.

Historicamente ligada à Casa Civil, a Subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) também deixou a pasta e passará a integrar a Secretaria-Geral da Presidência, que hoje é comandada por ministro Floriano Peixoto. Algumas lideranças consideram a perda da SAJ a alteração mais importante da MP.

O órgão é responsável pela análise e formulação de portarias, decretos, leis e medidas provisórias. Segundo o presidente de um partido do centrão, é um dos mais cobiçados do governo, pois interfere em grande parte das iniciativas do Executivo. Portanto, Onyx perderia poder sem a SAJ.

Mas aliados do ministro da Casa Civil alegam que a mudança foi estruturada pelo próprio Onyx, e que agora ele será uma espécie de “gerentão do governo”.

Onyx será responsável pela interlocução dos ministérios, terá a secretaria que trata do programa de privatizações e cuidará da supervisão de todas as pastas.

IGUAL A TEMER – O modelo é descrito por como similar ao do governo Michel Temer, quando Carlos Marun era uma espécie de “gerentão” e Eliseu Padilha tocava a articulação política e supervisionava votações no Congresso. A expectativa é que o general que vai assumir a Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, nomeie um político para comandar a articulação política. Entre deputados, circula o nome do secretário especial da Previdência, Rogério Marinho.

Aberlardo Lupion, que assumiu recentemente o lugar do ex-deputado Carlos Manato na Casa Civil, não será mais responsável por auxiliar no relacionamento com parlamentares. Ele assume a Secretaria Especial de Relacionamento Externo, que terá a função de dialogar com associações, empresários, conselhos e outras entidades.

Na terça-feira, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), recebeu do presidente da República a notícia de que Onyx deixaria a articulação política. Segundo aliados de Joice, a troca causou insatisfação. A parlamentar gosta de Ramos, mas não o vê como uma pessoa adequada para supervisionar a articulação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Joice Hasselmann tem razão. General fazendo articulação política é mais esquisito do que cachorro usando óculos escuros. É claro que não vai dar certo. (C.N.)

6 thoughts on “Onyx continua na articulação política até aprovação da reforma, anuncia o governo

  1. Quem está esquisita é a Hasselmann…
    O nosso Presidente tem que abrir o olho com ela.Tem cheiro de traição no ar… o tempo talvez me dê a razão.
    Também surfou na onda, mas é fabiana e doriana.
    Conhecem a história do escorpião, pois é…
    Não engulo mais ela desde que reprovou o povo ir à rua nesta última manifestação. NEM SE RETRATOU!
    Pelo menos a Janaína percebeu o erro é se desculpou publicamente.
    A Joyce pisa na cabeça de qualquer um.
    Não suporto quando quer nos empurrar a Previdência a qualquer custo, do jeito que for, fazendo o maior terrorismo!
    Perderá muitos votos pela sua atuação até agora, pois é evidente que só pensa nela e abandonará o cargo de deputada federal, pela prefeitura de São Paulo. É ambiciosa acima dos limites. Os eleitores dela estão percebendo.
    Só fico preocupado que ela exploda antes da previdência ser aprovada… rsrs
    A mulher não para de engordar. Credo!
    Atenciosamente.

    • Caro Espectro. Joice Hasselmann nunca foi de direita, inclusive debochou de Bolsonaro quando este ainda iniciava sua campanha para presidente. Joice é uma das inúmeras oportunistas que surfaram e se elegeram pegando carona na onda conservadora/bolsonarista. Josnalista medíocre, fez algum nome batendo no PT quando o PT se trnasformou na Geni na política nacional. Enchia a boca pra dizer que privava da intiomnidade de Michel Temer, depois que este ocupou a presidência. Ela sempre foi aduladora de vagabundos tucanos, como FHC e é amicíssima de Dória. Quem não lembra de Joice vindo ao Rio com Dória pra tentar fazer Bolsonaro gravar um vídeo em apoio o tucano? Quebrou a cara, tomou um chá de cadeira e levou bolo. Joice só engana otários. Ela Alexandre Frota, Carla Zambelli, MBL, Rodrigo Amorim, Daniel Silveirae outros lixos oportunistas nunca foram de direita. Apenas aproveitaram onda pra obter votos de otários.

  2. “Mais grave que simples venda de mandato”, diz José Medeiros

    Brasil 20.06.19 17:59

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    O deputado José Medeiros, que pediu investigação sobre possível venda de mandato por Jean Wyllys, foi ao Twitter comentar a matéria de O Antagonista sobre o embate travado, em fevereiro de 2018, entre o então deputado federal e o jornalista Glenn Gleeward.

    Para Medeiros, Wyllys pode ter sido forçado por Glenn a declinar do mandato. “São linhas de investigações que não podem ser descartadas.”

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