“Operador” do PP se apresenta à Justiça nesta segunda-feira

Adarico levava malas de dinheiro, segundo o doleiro Youssef

 Fábio Brandt
O Estado de S. Paulo

Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das cidades e deputado federal Mário Negromonte (PP-BA), afirma “não suportar mais as mazelas” decorrentes do pedido de prisão que a Justiça Federal expediu contra ele. Ele é o único dos investigados pela sétima fase da Operação Lava Jato que as autoridades consideram foragido.

A reclamação de Negromonte está em um pedido de revogação do pedido de prisão temporária que seus advogados apresentaram nesta sexta-feira, 21. Os defensores dizem que seu cliente se apresentará na próxima segunda-feira, 24 de novembro, mas querem garantir que ele não será preso.

Os advogados reconhecem que o irmão do ex-ministro sabe da existência do pedido de prisão desde a sexta-feira da semana passada, dia 14. Mesmo assim, negam que Adarico Negromonte seja um foragido. Motivo: os policiais não teriam procurado por ele em sua casa, na cidade de Registro (SP).

NÃO ERA FORAGIDO…

Na terça-feira desta semana, os advogados informaram ao juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Criminal federal de Curitiba, que a Polícia Federal procurou seu cliente na capital paulista e não na cidade de Registro, no interior de São Paulo. “De tal modo (…) não pode ser considerado como foragido da Justiça”, alegaram.

Negromonte é acusado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal de ter transportado malas de dinheiro para o doleiro Alberto Youssef. Esse seria, de acordo com as autoridades, o envolvimento do irmão do ex-ministro no escândalo que já prendeu dirigentes de algumas das principais empreiteiras do País e ex-diretores da Petrobrás.

“Youssef é líder de uma organização criminosa (…) especializada em operações à margem do sistema financeiro nacional formada por subordinados diretos, parceiros de confiança, ‘laranjas’ e ‘mulas’ que carregam os numerários”, diz uma ação penal em que o doleiro é réu. O transporte dos valores em malas e no corpo das “mulas” serviria para facilitar a movimentação do dinheiro do grupo de Youssef e dissimular a lavagem de dinheiro do esquema, de acordo com as autoridades.

3 thoughts on ““Operador” do PP se apresenta à Justiça nesta segunda-feira

  1. Roubaram tanto na Petrobras que as empresas de auditoria não querem assinar nada. Os stalifascistas fizeram um grande rapa, mas agora como a questão foi parar na Justiça americana, não há ministro Eletrobras que segure!
    (…)…A crise pode gerar falta de crédito internacional para a Petrobras, que rola uma imensa dívida diária, além do corte de financiamentos para investimentos pedidos por empreiteiras sob suspeita. A confusão também mexe com a credibilidade das maiores empresas de auditoria. A PriceWatherhouseCoopers se recusou a assinar o balanço do terceiro trimestre – que analistas independentes de mercado suspeitam registrar um prejuízo em torno de R$ 2,5 bilhões. A situação pode ficar ainda mais delicada para a KPMG Auditores Independentes – que cuidou dos balanços dos anos anteriores a 2011, agora sob investigação da Lava Jato.
    (…)…No momento, o que poderia ser pior para Dilma é o agravamento de uma indisposição com o governo Obama – que enfrenta problemas de instabilidade política interna pela perda de hegemonia no Congresso dos democratas para os republicanos. A reeleita Dilma vive uma situação mais problemática ainda. Enfrenta dificuldades para indicar sua equipe econômica (que terá de fazer milagres para consertar tanta bobagem feita até agora). Além disso, a base aliada do Palácio do Planalto anda apavorada para saber quem faz parte da lista negra de uns 70 parlamentares candidatos à indiciamento na Lava Jato, após várias delações premiadas.

    A governabilidade de Dilma tende a zero. Seu primeiro mandato acabe sem ter começado. O segundo pode começar com prazo de validade politicamente vencido. Se for processada nos EUA, como é altíssimo o risco, Dilma fica em condições imorais de governar o Brasil. Nenhum investidor, por mais idiota que seja, vai botar dinheiro em um País com uma chefe de Estado pronta para sentar no banco dos réus dos Estados Unidos – uma situação vergonhosamente surreal, mas que deve ser levada a sério por petistas, peemedebistas e por aqueles que lhes dizem fazer crítica “oposição” política.

  2. Estamos em um país dominado por uma quadrilha. O reeducando José Dirceu, foi dar uns bordejos por São Paulo sem a autorização do STF. Até o ministro Eletrobras Barroso ordenou a sua volta, mas ele não voltou pois ‘não foi notificado”. O engraçado é que por muito menos o seu colega de mensalão, deputado Pedro Henry, foi obrigado a usar tornozeleira. Por que somente os bandidos de estrelinha tem esse privilégio? Tem que colocar tornozeleiras nesses meliantes !

  3. Da mesma forma que o cagoeta do Tuma ia processar o Tuma Jr, a Dilma ia processar a veja. Agora veio o resultado do ‘processo’, que o amigão íntimo do Zé Dirceu moveu contra o Paulinho….
    ” Um mês antes de ser preso, Renato Duque entrou com uma ação por calúnia e difamação contra Paulo Roberto Costa na Justiça do Rio de Janeiro. Duque se ofendera com o trecho da delação premiada de PRC em que ele confirmou a Sergio Moro a participação do ex-diretor de serviços da Petrobras no esquema de corrupção na estatal.

    Segundo Costa, o setor controlado por Duque destinava de 2% a 3% dos contratos da área de abastecimento da estatal ao PT.

    No início de novembro, dias antes de ser preso, Duque viu a juíza Simone Frota decidir em favor do ex-colega. Segundo a juíza, seria necessário provar que a declaração de PRC é falsa. Duque, até agora, não recorreu.

    Por Lauro Jardim
    ( Resumindo: Haja Vergonha na Cara ).

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