Oposição pede “apuração rigorosa” sobre marqueteiro do PT

Santana diz que não há nada de errado

Deu na Folha

A Folha revelou domingo que o marqueteiro João Santana é investigado pela Polícia Federal devido à internalização, por meio de duas empresas dele, de US$ 16 milhões de Angola para o Brasil em 2012. A PF investiga se foi uma operação de lavagem de dinheiro para beneficiar o PT.

O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirma que é preciso averiguar se o PT se beneficiou de recursos estrangeiros, o que é proibido pela legislação brasileira.

“O mensalão e o petrolão foram arquitetados para desviar dinheiro público e financiar o projeto do PT para se manter no poder. Sendo o marqueteiro João Santana uma peça importante nessa obsessão petista do poder pelo poder, é provável, como desconfia a Polícia Federal, que os recursos trazidos para o Brasil de Angola tenham como origem empresas brasileiras que prestam serviço no país africano. Além disso, é preciso averiguar se o PT se beneficiou de recursos estrangeiros, o que é proibido pela legislação brasileira”, declarou Sampaio em nota.

Já o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), declarou que empreiteiras brasileiras que atuam em Angola podem ter pago a João Santana naquele país para indiretamente quitar débitos do PT com o marqueteiro.

ORIGEM DOS RECURSOS

“A dúvida que fica é a origem real dos recursos. Esse ponto precisa ser apurado com rigor pela Polícia Federal, que deve dar a maior transparência possível em torno dessa investigação. O pagamento dos impostos poderia ter servido apenas para esquentar um dinheiro de origem duvidosa. É um caso que não pode cair no esquecimento como aconteceu com os pagamentos feitos pelo PT no exterior ao marqueteiro Duda Mendonça na época do mensalão”, afirmou Bueno, em nota.

7 thoughts on “Oposição pede “apuração rigorosa” sobre marqueteiro do PT

  1. Artigo do Financial Times diz que Angola é uma cleptocracia

    Lusa

    07 Mar, 2015, 16:05

    O jornal britânico Financial Times classifica hoje Angola como uma cleptocracia e os seus dirigentes como uma elite indiferente ao resto da população, num artigo sobre o novo livro do investigador Ricardo Soares de Oliveira.
    O texto, com o título `Porque o Ocidente adora um cleptocrata`, publicado hoje na secção de Fim de Semana do jornal britânico, aborda o lançamento do livro `Magnificent and Beggar Land: Angola Since the Civil War`, de Soares de Oliveira.

    O texto começa por dizer que “mesmo pelos padrões dos Estados petrolíferos, Angola é quase risivelmente injusta”, e descreve que “os oligarcas deixam gorjetas de 500 euros nos restaurantes da moda em Lisboa, enquanto cerca de uma em cada seis crianças angolanas morrem antes de terem cinco anos”.

    No artigo, que estava no sábado ao final da manhã na primeira página do site do Financial Times, refere-se que “esta pequena cleptocracia é aceite como uma parte integrante do sistema ocidental” e explica-se que são os expatriados que fazem a economia angolana mexer, desde as consultoras que ajudam a definir a política económica até aos bancos que financiam os negócios.

    “Os oligarcas angolanos habitam a economia do luxo global das escolas públicas britânicas, dos gestores de ativos suíços, das lojas Hermès, etc”, lê-se no jornal, que classifica o livro sobre Angola como “maravilhoso”.

    O livro, de resto, foi lançado no final da semana passada em Londres e é o segundo da autoria de Ricardo Soares de Oliveira, um professor de Política Africana em Oxford e faz parte do Instituto de Políticas Públicas Globais, em Berlim.

    No texto que serve de lançamento para o livro, é feito um retrato de fortes contrastes entre a elite e o resto da população angolana, por exemplo quando se lê que “a clique dirigente consiste largamente numas poucas famílias de raça mista da capital, Luanda, que considera que os cerca de 21 milhões de angolanos negros no mato ou musseques são imperfeitamente civilizados, e com pouco desejo para os educar”.

    A relação entre Portugal e Angola faz também parte da análise do jornalista que assina o texto, que cita o autor do livro dizendo que “por trás de cada magnata angolano há uma equipa de gestão maioritariamente portuguesa”, que não se preocupa com as consequências da sua gestão, “por isso os estrangeiros bombam petróleo, fazem luxuosos vestidos e constroem aeroportos sem sentido no meio do nada”.

    Criticando de forma direta as luxuosas viagens à Europa, os passeios entre capitais europeias recorrendo a aviões a jato, o artigo prossegue argumentando que a crise económica fez com que os governos ocidentais procurassem novos negócios sem olhar ao contexto político desses países, contando com o exemplo da conhecida política de não interferência da China, um dos novos grandes investidores em África na exploração de recursos naturais.

    Depois de criticar os governos ocidentais por não fazerem a distinção entre o dinheiro dos governantes e o dinheiro dos Estados, porque afinal “eles empilham-no nos nossos bancos e gastam-no nos nossos quadros, em cirurgias plásticas e em casas de praia, para além de ações das nossas empresas, especialmente em Portugal”, o artigo termina abordando a descida do preço do petróleo.

    “A elite fez a festa durante o crescimento do petróleo. O provável impacto no regime do colapso nos preços é pouco, porque se só se está a alimentar uma pequena percentagem do povo, 50 dólares por barril chega e sobra”.

  2. Luanda – Isabel dos Santos entrou pela primeira vez, em 2012, na lista das personalidades mais ricas do mundo, elaborada pela revista Forbes, com uma fortuna avaliada em 2 biliões de dólares norte-americanos.

    Fonte: Forbes

    A empresária é a primeira multimilionária de Angola e a mulher mais rica de África, de acordo com a lista ‘The World’s Billionaires 2013’, nesta segunda-feira, 04, divulgada pela Forbes.

    O primeiro negócio da filha mais velha do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, foi um restaurante chamado Miami Beach, que inaugurou em Luanda, em 1997, quando tinha 24 anos.

    Aos 40, Isabel dos Santos detém participações em várias empresas em Angola e em Portugal, sendo o seu maior activo os 25% que detém na Unitel, uma das duas redes de comunicações de telefone em Angola, em que tem também um lugar na administração.

    A nível nacional, Isabel dos Santos faz parte do conselho de administração do Banco Bic, onde detém uma participação de 25%, e, em Portugal, detém quase 15% da Zon Multimédia e pouco menos de 20% do BPI.

    “Apesar de os seus representantes negarem que as suas ‘holdings’ tenham qualquer ligação ao seu pai, investigações em Angola mostram que o presidente [Eduardo] dos Santos transferiu acções em várias companhias para a sua filha”, escreve a revista Forbes.

    A lista das personalidades mais ricas do mundo bateu, em 2012, vários recordes: dos 1.426 nomes que compõem o ‘ranking’, 210 integram-no pela primeira vez e, no global, detêm uma fortuna de 5,4 biliões de dólares, um valor que, em 2011, foi de 4,6 biliões.

  3. Esta é a nossa dita Oposição que não sabe que “Apuração” sem ser rigorosa se chama “Embromação” ou “Enrolação”.

    Resumindo: “Apuração” não rigorosa não é “Apuração”.

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