Oposição se mobiliza para protestos contra Bolsonaro e aumenta o risco de confrontos

Entidades de oposição estão mobilizando seus militantes

Jorge Vasconcellos e Israel Medeiros
Correio Braziliense

Partidos de oposição e movimentos sociais também estão se preparando para fazer manifestações em várias partes do país no 7 de Setembro, mesmo dia em que ocorrerão atos em apoio ao presidente Jair Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Neste sábado, aconteceu o Mutirão Fora Bolsonaro, uma panfletagem nacional visando os protestos do Dia da Independência, por convocação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Já o PT anuncia que, no próximo feriado, haverá em todo o país uma nova edição do Grito dos Excluídos, acompanhada de atos contra Bolsonaro e a favor da democracia, do emprego e de outras bandeiras.

Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) passou a enfrentar uma forte pressão depois de proibir a realização, no feriado, de outros eventos políticos no estado além dos planejados por bolsonaristas. Legendas de esquerda e organizações populares decidiram, à revelia do tucano, manter o protesto marcado para o Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista.

JUSTIÇA A FAVOR – Eles conseguiram, ontem, o respaldo do Tribunal de Justiça de São Paulo. A Corte decidiu que Doria não pode proibir as manifestações contra Bolsonaro, desde que ocorram em locais distintos dos atos a favor do governo, convocados para a Avenida Paulista.

Os organizadores pediram uma liminar contra a decisão de Doria sob a justificativa de que “o estado de São Paulo, ao proibir o regular exercício do direito de reunião e manifestação, afeta garantia constitucionalmente assegurada aos peticionários, o que justifica o interesse jurídico na intervenção aqui manifestada”, disse um trecho do pedido.

A petição foi atendida pelo juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara de Fazenda Pública do estado. O Correio teve acesso à decisão do juiz. Ele entendeu que o ato não pode ser proibido.

DISSE O JUIZ – “Que não sejam impedidas, respeitadas as balizas constitucionais: pacificidade — o que inclui a vedação de portar armas, cabe destacar, vedação aplicável a qualquer participante da manifestação —, prévio aviso e não frustração de outra reunião convocada para o mesmo lugar (exclusividade)”, afirmou.

À reportagem, um dos organizadores do ato Fora Bolsonaro afirmou que os grupos tentam, ainda, obter uma decisão específica que garanta a realização do ato no Vale do Anhangabaú.

As manifestações da oposição para o 7 de Setembro estão programadas desde 24 de julho, data em que houve protestos em várias partes do país pedindo o impeachment de Bolsonaro. Em São Paulo, ficou acertado com as autoridades que a Avenida Paulista seria o local dos atos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Ao que parece, apenas o governador paulista está preocupado em evitar confrontos. Na grande mídia não há notícias de que, em outras cidades, os protestos pró e contra estejam sendo programados distantes um dos outros. Em Brasília, por exemplo, se não colocaram a grade dividindo a Esplanada dos Ministérios e isolando a Praça dos Três Poderes, tudo pode acontecer. Mas o governo de Ibaneis Rocha acha que nada acontecerá, se o policiamento for reforçado, conforme já solicitado por Câmara, Senado e Supremo. Ou seja, a irresponsabilidade social abunda neste país. (C.N.)  

12 thoughts on “Oposição se mobiliza para protestos contra Bolsonaro e aumenta o risco de confrontos

  1. BOLSONARO E SUA FAMÍLIA ROUBARAM MUITO MAIS DINHEIRO PÚBLICO DO QUE LULA.

    FOLHA DE S. PAULO

    Patrimônio de Jair Bolsonaro e filhos se multiplica na política

    https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1588765638852467-os-imoveis-de-bolsonaro#foto-1588765638935945

    EDIÇÃO IMPRESSA
    RANIER BRAGON
    CAMILA MATTOSO
    DE BRASÍLIA
    ITALO NOGUEIRA
    DO RIO

    O presidente Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seus três filhos que exercem mandato são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 400 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca.

    Levantamento feito pela Folha em cartórios identificou que os principais apartamentos e casas, comprados nos últimos dez anos, registram preço de aquisição bem abaixo da avaliação da Prefeitura do Rio à época.
    Em um dos casos, a ex-proprietária vendeu uma casa em condomínio à beira-mar na Barra a Bolsonaro com prejuízo –pelo menos no papel– de R$ 180 mil em relação ao que havia pago quatro meses antes.

    O filho mais velho do presidenciável, Flávio, deputado estadual no Rio de Janeiro, negociou 19 imóveis nos últimos 13 anos.

    Os bens dos Bolsonaro incluem ainda carros que vão de R$ 450 mil a R$ 1,500 milhõrs, um jet-ski e aplicações financeiras, em um total de R$ 37 milhões, como consta na Justiça Eleitoral e em cartórios.

    Quando entrou na política, em 1988, Bolsonaro declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor em Resende, no interior no Rio –valendo pouco mais de R$ 10 mil em dinheiro atual. Desde então, sua única profissão é a política. Já são sete mandatos como deputado federal.

    Bolsonaro, 62, tem duas ex-mulheres (está no terceiro casamento) e cinco filhos. Três são políticos: além de Flávio, Carlos (vereador no Rio desde 2001) e Eduardo (deputado federal desde 2015). Ao todo, os quatro disputaram 19 eleições.
    Eles apresentam, como o pai, evolução patrimonial acelerada. Com exceção de uma recente sociedade de Flávio em uma loja de chocolates, todos se dedicam agora só à atividade política ,”rachadinhas” agressões àJustiça, fake news, e desvio de dinheiro público para enriquecimento do clã, especialmente com a compra de mansões, e a divisão de dinheiro com milicianos seus correligionários.

    Até 2008, a família declarava à Justiça Eleitoral bens em torno de R$ 1 milhão, o que incluía apenas 3 dos atuais 13 imóveis. As principais aquisições ocorreram nos últimos dez anos.
    As duas principais casas do patrimônio de Bolsonaro ficam em um condomínio à beira-mar na Barra, na avenida Lúcio Costa, um dos pontos mais valorizados do Rio.

    Segundo documentos oficiais, ele adquiriu uma por R$ 400 mil em 2009 e outra por R$ 500 mil em 2012.

    Hoje o preço de mercado das duas juntas é de pelo menos R$ 5 milhões, de acordo com cinco escritórios imobiliários da região consultados pela Folha. Ou seja, teriam tido valorização de pelo menos 450% no período.

    À época, a prefeitura já avaliava o preço das casas muito acima, no cálculo para o imposto de transmissão de bem. Para a de R$ 400 mil, R$ 1,06 milhão. Para a de R$ 500 mil, R$ 2,23 milhões.

    Sem ser informado do caso específico, o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Rio, Manoel Maia, afirmou que conhece o condomínio de Bolsonaro e que o preço das casas no local não teve variação significativa nos últimos oito anos. “Talvez não tenha valorizado quase nada.”

    Já levantamento do Secovi-RJ (sindicato das empresas do ramo imobiliário) aponta que houve valorização, mas muito abaixo de 450% –alta de 63% de 2011 até agora.

    SUSPEITA

    As transações que resultaram na compra da casa em que Bolsonaro vive, na Barra, têm, em tese, indícios de uma operação suspeita de lavagem de dinheiro, segundo os critérios do Coaf (Ministério da Fazenda) e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci).

    A Comunicativa-2003 Eventos, Promoções e Participações adquiriu a casa em setembro de 2008 por R$ 580 mil. A responsável pela empresa, Marta Xavier Maia, disse à Folha que comprou o imóvel num estado ruim, reformou-o e vendeu-o para o deputado quatro meses depois, com redução de 31%.

    Ela afirmou que decidiu ter prejuízo porque precisava dos recursos para adquirir outro imóvel.
    O Cofeci aponta que configura ter “sérios indícios” de lavagem de dinheiro operação na qual há “aparente aumento ou diminuição injustificada do valor do imóvel” e “cujo valor em contrato se mostre divergente da base de cálculo do ITBI”, o imposto cobrado pelas prefeituras. Desde 2014, operações do tipo devem ser comunicadas ao Coaf –a unidade que detecta operações irregulares no sistema financeiro.

    No mercado, é comum a prática irregular de colocar na escritura valor abaixo do real, com o objetivo de driblar o imposto de lucro imobiliário. Desta forma, registra-se um valor de aquisição menor, com pagamento por fora. Outra intenção da fraude é fazer com que o comprador não oficialize um aumento patrimonial incompatível com seus vencimentos. O Coaf não se pronuncia sobre comunicações recebidas, por questões de sigilo legal.

    O presidente recebe hoje salário bruto de R$ 33,7 mil (líquido de R$ 24 mil), além de soldo –segundo o Exército, um capitão da reserva na situação de Bolsonaro recebe cerca de R$ 5.600 brutos.

    O valor real dos imóveis de toda a família –cinco em nome de Jair Bolsonaro, três de Carlos, dois de Eduardo e três de Flávio –representa cerca do triplo do que a família declarou à Justiça. Não há ilegalidade. A lei exige apenas o informe de bens.

    OUTRO LADO

    A Folha procurou Bolsonaro e seus três filhos desde a tarde de quinta-feira (4) e encaminhou 32 perguntas para as assessorias dos quatro.
    Apenas as de Flávio e Carlos responderam, mas de forma genérica.

    Flávio afirmou que estava em viagem ao exterior e que ficaria à disposição quando retornar ao Rio, dia 17.

    A assessoria de Carlos disse que seu patrimônio é modesto e igual há vários anos.

    A Folha enviou 13 questionamentos a Jair Bolsonaro, entre os quais se ele considera o patrimônio de sua família compatível com os ganhos de quem se dedica exclusivamente à política. O deputado não respondeu.

    Em 2015, a Procuradoria-Geral da República recebeu uma denúncia questionando os valores informados por Bolsonaro em relação às suas duas casas da Barra.

    Apenas tendo ouvido a defesa do presidente, o então procurador-geral, , mandou arquivar o expediente dizendo que valores eram os mesmos do Imposto de Renda. Alegou se tratar de denúncia anônima sem “elementos indiciários mínimos” de ilícito.

    A advogada Marta Maia, dona da empresa que vendeu com deságio a casa de Bolsonaro, negou irregularidades.

    “Foi tudo feito com depósito em conta”, disse. Ela afirmou que revendeu o imóvel com prejuízo de R$ 180 mil porque tinha interesse em outro. “Meu negócio é esse. Pegar uma casa em condições ruins, reformar e revender.”

    EM ASCENSÃO

    Evolução do patrimônio dos Bolsonaros acompanha trajetória política da família

  2. CN, você votou nos dois turnos no Genocida.
    Defende a proibição de “manifestações da oposição para o 7 de Setembro estão programadas desde 24 de julho” – segundo citado na própria matéria. Isto sim é irresponsabilidade sob a ótica do direito Constitucional.

    Da parte desses manifestantes nada dizem sobre praticar violência e conduta ilegal e inconstitucional.

    Já daqueles que defendem intervenção militar, fechamento do Congresso e do STF, retirada de todos os seus ministros, não se pode dizer o mesmo – isto, sim, contra a Constituição e, portanto, ato que deveria ser proibido de se manifestar.

    Mas segundo a nota da Redação. O certo está errado e o errado está certo

    • Leão, você começou o comentário errando, ao dizer que votei em Bolsonaro nos dois turnos. Está mentindo, propositadamente, porque à época declarei meu voto aqui na TI. E acho melhor ficar quietinho aí, igual ao leãozinho de Caetano Veloso, porque esse tipo de mentira provoca o meu lado mais detestável, que é bom você nem conhecer.

      CN

  3. Sou a favor de toda e qualquer manifestação.
    Porém sou radicalmente contra reunião de grupos para PROTESTO.
    A manifestação é proativa é um desejo.
    O protesto no fundo quer a quebra da lei e da ordem.

    • Pera aí, Ronaldo, agora eu embananei, quer dizer que manifestação só pode ser a favor, a reclamação e o protesto foram proibidos ao cidadão? É isso mesmo?

    • “O protesto no fundo quer a quebra da lei e da ordem”

      Nenhum direito conquistado desde o tempo da primeira geração de direitos fundamentais, e sociais, não foi de outra forma senão a partir de movimentos que passaram por revindicações, protestos e, portanto, manifestações, que pode se dar por qualquer meio, escrito, falado, individual ou coletivamente, e mesmo nas formas mais violentas, especialmente na manutenção dos direitos, logo, contra o retrocesso, a eliminação de direitos.

      • Temos visto exemplos recentes no mundo, mesmo da última situação.

        Os protestos da população de Hong Kong contra o Governo chinês.

        Manifestações na França contra reformas pretendidas por governos desde o final da década de 90 e mais recentemente no Governo Macron. Também na Espanha, na Grécia, na crise de 2008. Especialmente naquilo que atinge a população e poupa (as grandes) empresas.

  4. Bolsonaro está lascado, essa manifestação contra ele é de meter medo, mas acho que tem um plano b, fugir pra Cuba ou pedir asilo na embaixada cubana, hehehe,
    Manifestação dessa magnitude é de intimidar até o Conde Vlad, o empalador, parecer uma freira carmelita.

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