Os candidatos invisíveis, intocáveis, não identificáveis, por enquanto irreparáveis, e em muitos casos, insubstituíveis e até indesejáveis para 2010

Depois de duas ditaduras, uma de 15 anos, outra de 21, tivemos entre elas os quase 18 anos, (de 1946 a 1964, números indecifráveis, invertidos, surpreendentemente com alguns personagens se repetindo) o que se chamou indevidamente de redemocratização.

Terminada a segunda ditadura, começou a fase dos vices que assumiram (Sarney e Itamar), entrecortados por um presidente que não terminou (Collor), o que tumultuou indelevelmente todo o processo sucessório.

Logo, logo surgiu a fase dos que se consideravam mais importantes do que a própria Constituição, não ligavam nem para cláusulas pétreas (FHC), e tentavam permanecer no Poder para favorecer os mais execráveis grupos multinacionais ou globalizados.

Foi o período aparentemente curto do retrocesso de 80 anos em 8. Curto só na aparência mas atingindo irreparavelmente o povo e o país.

FHC já reduzira o mandato presidencial de 5 para 4 anos, tentando encurtar o tempo de Lula no Planalto-Alvorada, pois em 1994 ele parecia invencível. Mas quem ganhou para infelicidade geral foi o indesejado FHC, que voltou a modificar o mandato.

De 5 para 4, de 4 para 8, queria 12, não obteve. Mesmo na companhia indesejável de Menen e Fujimori, que também tinham o sonho, a determinação ou a ambição de ficarem para sempre.

Implantada essa reeeleição sem povo e sem ratificação popular, o mandato ficou maculado. Apesar de não conseguir os 12 anos, FHC acionou os 8 anos que serviram a ele, por que não servir a outros? Esperava que os beneficiados fossem amigos, apadrinhados e apaniguados.

Por causa da maldição de FHC, surgiu a reeeleição dupla ou até tripla. Agora, faltando 1 ano para terminar o mandato de Lula, discutem 2010, 2012 e até 2014, sempre com os mesmos personagens cogitados e comandando. Para felicidade geral, apenas FHC está fora do processo, ninguém aguentaria.

Mas o que acontecerá? Impossível prever. Antes de 1930, os presidentes escolhiam seus sucessores. Depois de 30, não escolhiam, ficavam. Agora se concretizou a idéia de que quem está no Poder, pode não só indicar, escolher, nomear, eternizar, como também decidir por si mesmo.  E esse alguém se chama Luiz Inácio Lula da Silva, que como em 1932 na Revolução de São Paulo, lembra muito a “Batalha de Itararé, a que não houve”.

Sem qualquer dúvida, Lula dirige o espetáculo. Monta e desmonta palanques, junta, divide, torna a reunir, sejam adversários ou correligionários. Pode até nem conseguir, mas todos se preocupam com ele.

* * *

PS- Gostem ou não gostem, continuará como hóspede do Planalto, que até mandou reformar, estava muito velho, o palácio e não ele.

PS2- De qualquer maneira, haja o que houver, só Lula conquistou o direito de identificar os que ficarão como indesejáveis, intocáveis e até insubstituíveis. Não demora.

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