Os desperdícios do condomínio Brasil

Percival Puggina

A imagem ao lado, que recebi por e-mail, fala muito ao Brasil sobre o modo como nós brasileiros lidamos com as questões do Estado, do governo e da política.

O que aí está exposto deveria conscientizar-nos da necessidade e das imensas possibilidades que se abririam a um projeto determinado, valente e moralmente indispensável, de redução do tamanho do Estado. Para onde olharmos, o que se agigantou no gigante adormecido, foi o zelador. É como se, na administração de um condomínio, se fossem criando mais e mais funções e cargos com o repasse mensal da conta para os proprietários ou inquilinos. E que isso prosseguisse assim, num crescendo sem limites, através dos anos. De repente, os moradores sustentam uma corte a que todos se submetem, sem saber bem por quê.

O Brasil poderia custar muito menos para todos nós! Os desperdícios estão por toda parte e são maiores onde menos se necessita do Estado.

10 thoughts on “Os desperdícios do condomínio Brasil

  1. NA FALTA DE Leonel Brizola VAMOS DE PEPE

    Minha chamada sugere reflexão abrangente, continental e livre de fronteiras entre países ou ideológicas, instigante sobre realidades só possíveis conhecer através de líderes forjados independentes e livres como foram Leonel Brizola e José Mujica. Amigos de exílio, um partiu deixando exemplos e outro continua circulando pelo mundo como modelo de civilidade e honradez. A escassez de fontes isentas por aqui nos leva a apelar para o vizinho, desafiando manobras divisionistas.

    1. DIVISIONISMO – Parece que, quando as pessoas passam por uma profunda crise como a da Espanha, o melhor é que as tensões possam ser canalizadas politicamente. O fato de a crise da Espanha ter produzido uma coisa como o Podemos me parece o mais saudável. É um fenômeno mais maduro. E por isso mais manejável. Imaginemos uma França que se fecha, que não quer nada com a União Europeia, com os negros. Aonde vamos? Por isso aposto sempre na política.

    2. CONTRA SENSO – A crise da política apenas acentua o individualismo. Prefiro que as pessoas não estejam com a esquerda, mas que estejam com a política. Pagaria esse preço. A antipolítica é aventureirismo ou fascismo. Prefiro a política conservadora, mas a política. Tenho medo dos sem partido, os que não respondem a nenhuma disciplina. Os partidos são o primeiro elemento de controle que os indivíduos têm. Seja o PP, o socialismo, Podemos. Mas é algo coletivo.

    3. O POPULISMO – Mas, cuidado, se o populismo é luta para elevar o nível de vida das pessoas ou as políticas de igualdade, muitos podem cometer esse pecado. A fronteira disso é quando as medidas tomadas paralisam a economia, porque você quer dividir tanto, que no final rompe o interesse no trabalho e no investimento. Se você matar isso, não tem para dividir. Eu chamaria isso de populismo.

    4. BOBOS MADUROS – A Venezuela tem a desgraça do petróleo. O país mais roubado da América Latina. Como pode andar uma sociedade em que uma garrafa de água custa mais do que um litro de gasolina? Acho que há um interesse em ir preso na Venezuela. É uma técnica, é a forma de lutar da oposição. Induzem o Governo a passar dos limites. Com isso criam uma contradição internacional notável, e esses bobos caem. Eu disse isso a eles. É um erro.

    5. A IMPUNIDADE – Temos um flagelo interior de caráter ético. Quando o afã de fazer dinheiro se mete dentro da política, isso mata a nós da esquerda. Por que a corrupção prolifera tanto? Parece sensato que pessoas de 60, 70 anos se sujem com pesos imundos? Sabem que têm pouca vida pela frente! A questão de ter dinheiro para ser alguém pode ser uma ferramenta de progresso no mundo do comércio, onde há riscos empresariais, mas, quando se insere na política, estamos fritos. Isso aconteceu na Itália, em parte na Espanha. É inexplicável isso no Brasil. E aqui na Argentina o vice-presidente está sendo processado.

    6. FALSO DILEMA – A democracia moderna é muito cara. O Brasil é muito grande, tem Estados que são como países. Ali há partidos locais, e o que conquista o Governo nacional tem de negociar com eles. Aí começa tudo. Não sabemos. A direita também não está dando muitas respostas, não acho que possa fazer maravilhas. Acho que estamos em um momento de retrocesso da esquerda na Europa e certo grau de estancamento na América Latina.

    7. CUBA-EUA – Era um resquício da guerra fria, é preciso acabar com isso. Nos EUA muita gente acredita que isso vai levar a mudanças na sociedade cubana, e os cubanos acham que vão resistir. A história vai decidir. Os cubanos têm um ponto forte: mandam milhares de médicos para o exterior e o grau de deserção é mínimo. Poderão resistir? Não sei, porque será preciso ver o efeito da entrada em Cuba da “magia da mercadoria”, nas palavras de Trotsky.

    8. COLÔMBIA-FARC – Nunca se esteve tão perto. Vale a pena resistir. Manter um conflito in aeternum não é estratégia para nada. A geografia colombiana é de terror. Perseguir as FARC nessas montanhas é infinito. A guerrilha poderá não triunfar, mas acabar com eles é impossível. É a guerra ucrônica, permanente. O presidente Santos tem boa fé, mas há resistência dentro e eu gostaria de ver se quem está representando as FARC nas negociações em Cuba é obedecido em todo o campo das FARC. Quando alguém está com as armas na mão a política passa pela mira. É um problema que os homens armados sempre têm. Tendemos a ver a estratégia política através das armas, desconfiamos dos demais.

    9. GUERRA TECNOLÓGICA – Custa muito às organizações armadas ter capacidade política para negociar. Mas entramos em outra época. Com o avanço tecnológico, a guerra é uma ilusão de ótica que a tecnologia dirime. Nada tem a ver com o heroísmo. Submeter-se a que te matem por controle remoto… Hoje é possível fazer os Governos passarem bastante mal sem disparar um tiro. Não é preciso ir para a serra.

    http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/05/internacional/1430833813_436915.html (fonte) EL PAIS

    • “Tenho medo dos sem partido, os que não respondem a nenhuma disciplina.”

      “Os partidos são o primeiro elemento de controle que os indivíduos têm. ”

      E eu tenho medo dos COM partido. Dos coletivizados. Dos que sofrem lavagem cerebral. Dos sem personalidade. Dos que seguem as lideranças sem questionar. Dos que matam sem nem perguntar porque estão matando. Destes eu tenho medo.

      Desde o fim da era Napoleônica, quando criaram os partidos, as massas são usadas e enganadas pelos partidos. Partidos dominados por pessoas inescrupulosas, que contratam marqueteiros para melhor enganar os eleitores ignorantes.

      Leiam, por favor, estes dois livros. Depois podemos conversar mais à respeito.

      04. “O Instituto Tavistock de Relações Humanas – Conformando o Declínio Moral, Espiritual, Político e Econômico dos Estados Unidos da América”- Dr. John Coleman.
      05. “O Instituto Tavistock” – Daniel Estulin.

      http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2015/05/livros-especiais-45-do-espirito-das.html

  2. Senado brasileiro: 13.000 pessoas na folha de pagamento. Para o Brasil, uma inutilidade.
    Pentágono – EUA: 15.000 pessoas na folha de pagamento. Para os EUA, cuida dos seus interesses no mundo inteiro.
    Se criássemos um pentágono para nós, só para olhar para a América Latrina, não ficaria por menos de 150.000 pessoas na folha der pagamento. Teria que contemplar todos partidos da base enlameada.

    • Pentágono 15 mil provavelmente civis E DE CARREIRA compreendido dentro do condado de Arlington. Ai, não deve contar certamente os terceirizados civis em Washington e nas bases dentro dos EUA, os militares de carreira, os mercenários contratados que dão segurança à alta oficialidade nas mais de 120 bases militares no exterior que integram forças especiais e que treinam combatentes norte americanos e estrangeiros dentro e fora dos EUA. Porque TODOS são integrantes do Pentágono e respondem ao Secretário de Defesa. Quanto ao último parágrafo, discordo. Desde a criação do ministério da Defesa no período FHC, somente o ministro tem sido membro de partido. Seus assessores todos são militares e de carreira. Ou o comentarista acha que excepcionalmente o José Genoíno não foi na época bem vindo pelos militares? A menos que legalizemos a terceirização para atividade fim.

  3. Segundo IMPOSTOMETRO o governo arrecadou em 2014 R$ 1,8 Trilhões:

    50% ou 900 bilhões foram desviados pela corrupção epidêmica nos 3 poderes.

    Os 900 bilhões que sobraram foram mal aplicados em projetos desnecessários e obras superfaturadas o que faz com que a população não perceba nenhuma mudança em seu entorno. FALTA HOSPITAL, ESCOLA, SEGURANÇA e SANEAMENTO BÁSICO.

  4. E se o PT continuar no poder por mais dez anos, então o Planalto terá 46’000 funcionários. Vai faltar papel higiênico para limpar tanta “m”.

  5. O Palácio do Planalto é mais uma amostra do desgoverno das ratazanas que atinge todo país, só clamando aos céus para mandar uma praga que consiga dizima-los.
    A verdadeira reforma politica exige pelo menos: 1º – redução do número de partidos para 5 ou 6; 2º – redução do número de senadores de 3 para 1 por estado; 3º – redução de 50% dos números de deputados federais, estaduais e vereadores; 4º – voto distrital misto; 5º – proibição de todo tipo de publicidade dos governos: federal, estadual e municipal, bem como das estatais: Petrobrás, Bco.do Brasil, Caixa Econômica, Correio, Sabesp, Metro, etc.. Resultado: economia e a velha seleção natural, já que poucos teriam condições de serem eleitos.

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