Os ecochatos e ecoólatras em total desespero. Saiu a licença ambiental para a Usina de Belo Monte.

Carlos Newton

Depois de longo e tenebroso inverno, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) enfim decidiu autorizar a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. A demora na concessão da licença pode atrasar a obra em até um ano, mas vamos em frente.

A liberação ambiental da usina no Pará foi precedida de uma disputa que parecia interminável, apimentada por manifestações agressivas de índios e de organizações não-governamentais envolvidas por polêmicas e sustentadas do exterior, houve queda de presidentes do Ibama e tudo o mais.

É um projeto antigo e necessário, idealizado ainda no período da ditadura militar. Atendendo à pressão dos ambientalistas, o governo brasileiro teve de ir diminuindo o tamanho da represa, e com isso a usina poderá gerar no máximo 11.233 Megawatts de energia. De toda forma, um potencial altamente respeitável, será a terceira maior do mundo, superada apenas pela chinesa Três Gargantas e por Itaipu.

Os especialistas do IBAMA destacam que o licenciamento “foi marcado por robusta análise técnica e resultou na incorporação de ganhos socioambientais”, especialmente a garantia de vazões na chamada “Volta Grande” do Xingu, suficientes para a manutenção dos ecossistemas e dos modos de vida das populações ribeirinhas.

Nas negociações para liberação da licença, o Ibama e a empresa Norte Energia (consórcio liderado pela Chesf) firmaram um acordo de cooperação prevendo apoio logístico às ações de fiscalização na região para controlar os crimes ambientais, como o tráfico de animais silvestres e a exploração ilegal de madeira na região. A Norte Energia terá de investir cerca de R$ 100 milhões em unidades de conservação na bacia do rio Xingu a título de compensação ambiental, conforme determina a legislação vigente.

Além disso, o consórcio Norte Energia (Nesa) terá de implementar ações em saúde, educação, saneamento e segurança pública em Altamira e Vitória do Xingu, que são os municípios mais afetados pela construção, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de janeiro (Coppe/UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobrás, diz que o Brasil não pode abrir mão da energia proveniente das fontes hídricas para promover o crescimento e atender à demanda.

Em entrevista à Agência Brasil, o especialista afirmou que considera uma utopia a crença de que as chamadas fontes alternativas irão suprir essa necessidade energética que se apresenta em face do desenvolvimento brasileiro.

“O fato é que o Brasil precisa de mais energia porque o coeficiente energético per capita é muito baixo no país e a tendência da distribuição de renda, que já vem ocorrendo há alguns anos, é o aumento da pressão pela demanda por mais energia. Nesse ponto, as hidrelétricas são a melhor solução”.

Para Pinguelli Rosa, o custo da energia estabelecido no leilão de Belo Monte – de R$ 83 por megawatts/hora – é bastante razoável. “É só lembrar que as últimas termelétricas que foram leiloadas tiveram o custo da energia na faixa de R$ 140 por megawatts/hora. Então, R$ 83 é muito mais barato”, avaliou.

Espera-se que, com a licença ambiental e todas essas providências complementares, os ecochatos e os ecoólatras (especialmente as mais de 100 mil ONGs estrangeiras que atuam na Amazônia) agora vão cantar em outra freguesia. Se dependesse deles, iriam encher a Amazônia de usinas nucleares, para não derrubar árvores.

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