Os EUA e a liberdade que eles dizem defender

Mauro Santayana
Hoje em Dia

O Senado dos Estados Unidos vota, a toque de caixa, uma nova lei que permita renovar a licença do governo norte-americano para espionar dados e movimentos de seus cidadãos sem necessidade de autorização judicial, expirada na semana passada, e de fazer o mesmo com cidadãos e autoridades estrangeiras – como fez com o Brasil e a Alemanha, entre outros países- mesmo depois das denúncias de Edward Snowden.

Na semana passada, os senadores haviam rejeitado a extensão do Patriot Act, considerado excessivamente rígido, promulgado pelo presidente Bush logo após os atentados terroristas de 11 de setembro.

O “establishment” norte-americano não suporta os diferentes, os rebeldes, os insatisfeitos, e precisa de uma lei que ajude a dominar e a manter sob rédeas seus próprios cidadãos, eliminando rapidamente qualquer contestação, como se viu no caso do Movimento Occupy Wall Street, em 2011.

Assim como precisa de leis que lhe permitam combater quem, em outros países, se opõe ao domínio norte-americano sobre o mundo.

CYBER-DITADURA

Ao implantarem uma cyber-ditadura futurista, votando leis que agridem a liberdade de seus cidadãos e estendem, com base unicamente na suposição de sua força, a jurisdição de seus órgãos de segurança para outros países, como se não houvesse outra bandeira e fronteiras além das suas, os EUA tratam todas as nações e povos do mundo como inimigos, e dão o direito moral a todos os países do mundo de espionar cidadãos norte-americanos em seus territórios e no próprio território norte-americano.

Pródigos em usar o discurso da liberdade em defesa de seus interesses e dos interesses de suas grandes empresas e de seus donos, os Estados Unidos fazem questão de negar dois princípios fundamentais da liberdade humana: primeiro, o de que não se pode agredir, violentar, eliminar a liberdade, sob o pretexto de defendê-la, restringindo direitos, entre eles o de ir e vir e o da privacidade, de cidadãos que ainda não foram julgados ou condenados por seus supostos crimes.

O segundo é o de que, quando se defende a liberdade, defende-se também o direito do outro a pensar, viver e agir de forma diferente àquela que pensamos, vivemos e agimos, na linha da afirmação incorretamente atribuída a Voltaire pela leitura do livro da escritora britânica Evelyn Hall a respeito do filósofo francês de que “eu discordo do que você diz, mas vou defender até a morte seu direito de o continuar dizendo”.

ENTENDER O MUNDO

Se os Estados Unidos procurassem entender melhor o mundo no lugar de confrontá-lo, e se despissem da condição de tutores iluminados nomeados por Deus para reger o planeta, aceitando a liberdade dos outros e suas eventuais diferenças com o espírito e o estilo de vida norte-americano, não teriam que espionar países teoricamente amigos ou teoricamente inimigos, nem precisariam de uma lei “antiterrorismo” para combater “terroristas” que eles mesmos “fabricaram” para destruir seus desafetos, como é o caso do Estado Islâmico.

10 thoughts on “Os EUA e a liberdade que eles dizem defender

  1. O experiente Jornalista Sr. MAURO SANTAYANA, depois de criticar as Leis de Segurança Interna/Externa do EUA, que reduzem o grau de Liberdade de seus Cidadãos, aconselha os EUA a entender melhor o Mundo, em lugar de confrontá-lo.
    O problema é que os Cidadãos dos EUA concordaram tacitamente em trocar parte de suas Liberdades por Prosperidade e Alto Padrão de Vida.
    Quanto a entender o Mundo em lugar de confrontá-lo, os EUA estão preocupados mesmo é em manter sua HEGEMONIA, o que lhes assegura viver muito acima de suas Posses, emitindo a vontade a Moeda Internacional, o US $ Dollar.
    Agora mesmo, em matéria de Geo-Política, os EUA descobriram que mesmo dominando os 7 Mares, quem dominar Politica/Economicamente a grande Massa de Terra EURÁSIA ( boa parte da Europa e Ásia ), terá a Hegemonia do Mundo. Os dois Países chave da Eurásia são a Rússia e a China. Logo, está tratando de enfraquecer a RÚSSIA atuando em sua esfera de influência vizinha (Polônia, Países Bálticos, Cazakistâo e outros TÃO, mas especialmente seu maior “satélite” a UCRÂNIA. Está ali na ofensiva e a Rússia se defendendo, a meu ver BEM, mas em grande escassez de MEIOS.
    Tentando cercar e conter com todos os MEIOS a CHINA, que admite que seja um Sócio Minoritário na EURÁSIA, mas nunca HEGEMÕNICO. Agora mesmo a CHINA está ampliando a sua atuação no Mar do Sul da CHINA onde em um estratégico arquipélago semi-submerso, inabitado, Ilhas Spratlys, a +- 700 Km da Costa da China, em zona contestada por 5 Países adjacentes à CHINA, está aterrando, juntando várias ilhotas tudo num conjunto, e planejando estabelecer ali uma grande Base Aero-Naval, de onde controlará as principais Rotas Marinhas do Mundo, além de se assegurar dos RECURSOS na plataforma adjacente. Os EUA, EMBARGARAM. Vamos ver o que vai acontecer nos próximos meses.
    Mas a meu ver, salvo ACIDENTE, o grande confronto mesmo com a CHINA se dará daqui a +- 50 Anos. Ali se decidirá quem controla a EURÁSIA e será HEGEMÕNICO no Mundo, e terá poder para emitir a vontade a Moeda Internacional. Se essa DECISÃO será pacífica como foi a transição do Império Inglês para o Americano, após a I Guerra Mundial, ou NÃO, VEREMOS. Infelizmente, a Transição dessa vez tende a ser NÃO PACÍFICA. Abrs.

    • Eu disse antes:
      “Parece que há um acordo tácito entre Estado e pessoas : “Nós pilharemos todos os outros países em vosso benefício, mas ai daqueles que infringirem a lei: tratá-los-emos como se estrangeiros fossem. Além disso, como somos nós que imprimimos o dollar, pagaremos bem para trazermos muitas das mentes brilhantes do mundo para beneficiar nossa sociedade. Estamos combinados ?”

      E você disse agora: “O problema é que os Cidadãos dos EUA concordaram tacitamente em trocar parte de suas Liberdades por Prosperidade e Alto Padrão de Vida”.

      Concordaram tacitamente, embora “docemente” constrangidos (royalties para Helio Fernandes) em trocar parte de suas Liberdades por Prosperidade e Alto Padrão de Vida

      Para aqueles que acreditam mesmo na lei americana, peço que lembrem de um Kennedy e Tyson sendo acusados de estupro. Casos semelhantes, mas, com Tyson , a “vítima” é que fora ao seu quarto de hotel às duas da manhã. Quem foi condenado ? Tyson, claro.

      Mas, como foi Santayana quem escreveu, ele está errado. Não é assim ?

    • De acordo com o insuspeito Paul Robert Creig, assistente secretario do tesouro do governo Reagan,tudo indica que a transicao nao sera pacifica. Seu maior temor e que, antes que o dolar exploda e vire farelo, os EUA explodam o mundo com suas armas nucleares.

  2. Excelentes análises tanto do Santayana quanto do Flávio José Bortolotto. Trata-se de uma guerra geopolítica. Apenas uma observação: a consolidação da hegemonia norte – americana em substituição à britânica ocorreu depois da Segunda Guerra Mundial. O fim da hegemonia britânica se deu com a independência da Índia, em 1948.

  3. Este comunista e petralha enrustido, não cita oque seu amiguinhos querem fazer no Brasil. Os petralhas querem controlar toda a mídia. Eles fomentam um rede de MAVs para ficarem bsisbilhotando to a mídia que são contrárias as suas ideais e divulgam falsos perfis na internet. Em sua totalidade estes MAVs são sustentados for verbas federais através de ONGs fajutas.

    Gostaria de saber deste comunista se na Rússia os seus cidadãos tem liberdade total para se expressarem. Diversos opositores do putinho já foram assassinados e este debilóide não menciona nada.

  4. Este ancião perdeu a noção do ridículo e da patetice. Anda lendo sobremaneira teorias da conspiração, só pode. É certo que trata-se de um país líder por natureza. Inseriu-se na história tanto pela força do acaso, tanto quanto, mais tardiamente, pela ação direta e busca pela hegemonia e superioridade de amplo espectro, décadas à frente dos demais países. Seus cidadãos foram e ainda são os principais protagonistas dessa hegemonia, não foi o governo nem tampouco as forças armadas.

    Trata-se de um país que passou por guerra civil violenta, duas guerras mundiais sangrentas e tem, hoje, a grande responsabilidade natural de ser o fiel da balança. Obviamente tem muitos problemas, não é a Utopia de Morus. Ruim com eles, muito pior sem.

  5. Excelente artigo do Sr. Mauro Santayana e o comentário do Sr. Flávio José
    Bartolotto. Não tenho a preocupação de quem escreveu o artigo e sim o que
    escreveu.

  6. E para imensa surpresa do comentarista quem impediu a Patrioct Act foi Rand Paul, do partido Republicano. E quem queria a manutenção da lei? Os democratas, a esquerda americana. Eu tenho muita preocupação de quem escreve os artigos, ainda mais se é feito por alguém com intenso treinamento e prática como o referido autor. Se tem uma coisa que realmente não quer para os brasileiros, com as canalhices que defende, é liberdade.

  7. Ao que se vê por essa informação, a farsa imperialista globalista, financiada pelos interesses da Oligarquia Financeira pró-Sionista, infiltrada e dominante na política dos EUA, prossegue tranquilamente em seu curso, no seu peculiar estilo “rolo-compressor”, através dos “puppets” (fantoches) que elegem a postos no Congresso, focados no secular ideário de implantação da Nova Ordem Mundial escravocrata, a criar as condições necessárias para consolidação de seus megalômanos objetivos de apropriação messiânica da “Terra Prometida” (hoje expandida para o planeta Terra, literalmente).
    Achar que os EUA devessem ENTENDER MELHOR O MUNDO atinge uma ingenuidade muito surpreendente!
    Esse é exatamente o ponto crucial e equivocado de se interpretar as presunções de dominação global americana como sendo um objetivo específico de sua “cultura”. Absolutamente não é. Até porque este impedimento está definido até em sua própria Carta Magna. Entretanto, o Judaísmo Sionista que a mais de século tomou conta da máquina política-financeira e bélica do país, não têm a menor intenção de “Entender o mundo”, mas sim de “apropriarem-se dele”. Dessa forma, independentemente da vontade da população americana, dirigem a politica e as finanças da nação para os objetivos ditados pelos interesses totalitários do sionismo definido por Israel. É oportuno lembrar aqui, que, em 3/10/2001, logo após o ataque às Torres Gêmeas, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, fez a seguinte declaração para Shimon Peres, como informou a rádio Kol Yisrael: “Toda vez que fazemos algo você me diz que a América vai fazer isso e vai fazer aquilo …. Eu quero te dizer uma coisa muito clara, não se preocupe com a pressão americana sobre Israel. Nós, o povo judeu, controlamos a América, e os americanos sabem disso”.

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