Os filhos do PSD

Sebastião Nery

Em 1963, o PSD achou que o presidente João Goulart não queria eleições. Resolveu forçar a barra e lançar logo o “JK 65”. Marcaram a convenção nacional. Mas havia uma encruzilhada difícil. O PSD não podia ficar contra as “reformas de base” porque o país estava emocionalmente conquistado para elas. Mas também não queria ficar abertamente a favor, para não perder suas bases latifundiárias, sobretudo os coronéis de Minas, do Nordeste e do Centro-Oeste.

Durante uma semana Juscelino e seu staff discutiram o discurso da convenção. Terminou escrito a seis mãos, dentro da mais fina sabedoria pesedista mineira. Tinha até a fraudulenta frase famosa:

– “Vamos fazer as reformas sem reformar a bandeira nacional”.

Na tarde da convenção, chegaram ao Rio os delegados dos Estados. Um deles fincou o pé:

– Só voto se ler antes o discurso do candidato.

Juscelino achou um desaforo, ficou irritado, vieram as ponderações: o delegado era importante líder estadual, mostraram o discurso. O líder estadual ficou uma fera:

– Então é isto? Então o País quer uma reforma total de suas estruturas e nosso candidato vai fazer esse discurso flor de laranja? Não voto e meu Estado não vota. Temos que apresentar uma mensagem radical. Como as massas estão exigindo.

Foi um corre-corre. Amaral Peixoto e a cúpula do PSD foram para a casa de Juscelino, mexeram no discurso, puseram umas frases radicais de efeito, o líder estadual gostou, aprovou, o discurso foi lido. Eu estava lá.

O líder estadual que radicalizou o discurso de Juscelino (e foi esse o principal pretexto para a cassação do ex-presidente logo depois no golpe militar de 64) chamava-se Paulo Guerra, do PSD de Pernambuco e vice-governador de Miguel Arraes. Quando veio o golpe, Arraes foi preso em Fernando de Noronha e Paulo Guerra posto no governo de Pernambuco.

RENAN E CUNHA

O PMDB está em pé de guerra. Renan e Eduardo Cunha atacam Dilma por causa da injustiça do ajuste fiscal que come os direitos dos trabalhadores e da traição da lei da Terceirização. Michel Temer defende a Presidente sem convicção nenhuma. No Senado e na Câmara o governo perde todas as votações. Dilma não abriu a boca no 1º de maio com medo de mais um panelaço e o PT se esconde com medo de ir para a cadeia.

São filhos do PSD. Não largam o osso do poder.

A QUEBRA DA PETROBRÁS

No início do governo de Dilma Rousseff, em 2011, a dívida da Petrobrás era de R$ 115 bilhões, hoje é de R$ 351 bilhões. Uma empresa sólida e lucrativa foi quebrada e levada a um estágio de quase ruína. E farta e imoral publicidade anestesia a consciência crítica dos brasileiros.

Os governos Lula e Dilma capturaram a Petrobrás para seu sórdido projeto de 20 anos de poder e produziram o desastre. Há um século, o pioneiro do petróleo nos EUA, John D.Rockefeller disse uma verdade que nem por ser tão repetida perdeu a atualidade:

-“O melhor negócio do mundo é uma refinaria bem administrada; o segundo melhor negocio é uma refinaria mal administrada; o terceiro é uma refinaria pessimamente administrada”.

DILMA E LULA

O lúcido e bravo jornalista Josias de Souza, em seu “blog” (em 23/04/2015), registrou sem qualquer contestação:

– “A ruína da Petrobras tem nome(s): Lula e Dilma. A Petrobras, por delegação de Lula, está sob a alçada de Dilma desde a chegada do PT ao governo, em janeiro de 2003. Primeiro, foi ministra das Minas e Energia, de cujo organograma pende a Petrobras. Depois acumulou as atribuições de supergerente da Casa Civil com a presidência do Conselho de Administração da Petrobras. Em seguida, como presidente da República”.

Em 7 de outubro de 2010, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro,o então presidente Lula da Silva discursava:

– “No nosso governo a Petrobras é uma caixa branca e transparente. A gente sabe o que acontece lá dentro. E a gente decide muitas coisas que ela vai fazer”.

JANOT

Demonstrando que a Petrobras foi vítima de bandidagem e vigarice, onde o cinismo e a rapinagem passaram a ser programa de governo, o honrado Procurador Geral da Republica, Rodrigo Janot, disse:

– “Essas pessoas roubaram o orgulho dos brasileiros”.

AJUSTE

O ajuste fiscal está abalando os alicerces do governo Dilma. Até fieis aliados, como Renan Calheiros, já não aguentam mais calados o embuste:

– “O Congresso está ao lado dos trabalhadores e não será um mero espectador do ajuste fiscal. O Congresso é o próprio fiscal do ajuste. Ajuste que penaliza o trabalhador é desajuste”.

18 thoughts on “Os filhos do PSD

  1. LEVY ESTEVE REUNIDO COM O MINISTRO MARCO AURÉLIO NA ÚLTIMA TERÇA 28/04

    Em meio ao esforço do governo para fazer prosperar o ajuste fiscal, e na iminência de julgamentos caros aos cofres públicos no Supremo Tribunal Federal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem feito uma peregrinação para defender seus pontos de vista e cultivar boas relações com os integrantes da Corte.

    FONTE:claudio humberto

    PS
    Levy é advogado ????
    Nãoooooooo.
    CARACTERIZA TRÁFICO DE INFLUÊNCIA.

  2. Está na web: amanhã, terça-feira, 05/05/15, 20:30, panelaço, programa eleitoral do PT. A proposta é fazer o mesmo com todos os partidos, inclusive com o meu, o PSB, claro, Democracia… Panelacracia…

  3. A revista Época denuncia que Lula está sendo investigado pelo MPF por tráfico de influência, usando o seu prestígio e força política para fazer com que o BNDES financiasse a Odebrecht, especialmente, em outros países. Especialmente em ditaduras amigas do PT, verdadeiros antros da corrupção como Venezuela, Cuba, Equador, Gana, onde o comissionamento pelos serviços prestados deve ter sido altíssimo. Estes empréstimos são uma verdadeira caixa preta, mas suspeita-se que os juros tenham sido altamente subsidiados. Estes empréstimos, junto a subsídios vergonhosos a meia dúzia de grandes grupos, abriram um rombo nas contas do BNDES. Cerca de R$ 30 bilhões. Onde o banco quer buscar dinheiro para cobrir parte do buraco? No Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS. O BNDES quer R$ 10 bilhões dos trabalhadores. Lula já deve ter planos para onde mandará este dinheiro. Abaixo, notícia da Folha de São Paulo.

    O governo quer usar R$ 10 bilhões de um fundo que conta com recursos do FGTS para ajudar o BNDES a fechar suas contas neste ano. Com esse dinheiro, o FI-FGTS, fundo responsável pela operação, poderá cobrir sozinho um terço do buraco no BNDES, que precisará neste ano de R$ 30 bilhões para fazer todos os desembolsos que já estavam programados.

    Administrado pela Caixa, o fundo usa recursos do trabalhador para investir em projetos de infraestrutura. A pressão para que o “investimento” no BNDES seja feito partiu da Fazenda. Inicialmente, a pasta tinha pedido à Caixa R$ 15 bilhões, com a justificativa de que o dinheiro seria destinado ao novo plano de concessões.

    A Folha apurou que os recursos, no entanto, serão usados para cobrir o possível saldo negativo do BNDES, que, neste ano, não terá repasses do Tesouro, já que a Fazenda se comprometeu a economizar 1,2% do PIB para reduzir a dívida pública. Só no ano passado, o Tesouro repassou R$ 60 bilhões ao banco de fomento

  4. O líder Leonel Brizola apontava como falsos dilemas certos chavões projetados pelas classes dirigentes para dividir a população, visando desvia-la de fatos que verdadeiramente interessam. Agora, por exemplo, há setores que tentam a todo custo pautar disputas entre ‘direita X esquerda’ sem qualquer pauta concreta, se vitimizam sobre ameaças institucionais que se existem são efêmeras e não justificam a pretensão de fazer disso uma pauta nacional permanente, como parecem tentar. No fundo o que querem é o país dividido ao meio, desde que essa esquerda com aspas prospere sobre uma direita sem aspas porque generalizam como golpista e desprovida do sentido conservador que no fundo eles próprios alimentam na luta do poder pelo ‘puder’. A resposta mais cortante é exaltar a diversidade política de cima e os mais variados pensamentos independentes, ativos tanto no governo quanto na oposição e isto não vem de agora como demonstro a seguir.

    MANIFESTO DE BRIZOLA AO POVO GAÚCHO

    ‘Aos Meus Conterrâneos de Todo o Rio Grande’ Profundas razões doutrinárias e políticas nos separam… Cumpre dizer que o trabalhismo é nacionalista; o comunismo é Internacional, o comunismo é materialista; o trabalhismo se inspira na doutrina social cristã; o Comunismo é a abolição da propriedade; o trabalhismo defende a propriedade dentro de um fim social; o comunismo escraviza o homem ao Estado e prescreve o regime de garantia do trabalho; o trabalhismo é a dignificação do trabalho e não tolera a exploração do homem pelo Estado, nem do homem pelo homem; o comunismo educa para formar uma sociedade de formigas; o trabalhismo educa para o progresso, para a liberdade, para a elevação da pessoa humana; o comunismo existe onde pontifica o capitalismo reacionário e explorador e desaparece nas comunidades e países bem organizados sob o ponto de vista social e humano.. Por todos estes motivos, não sou o candidato para receber os seus votos.. (comunistas) E eles sabem, melhor do que ninguém, que os amigos e propagandistas do regime vigorante na Rússia, estão justamente do outro lado, dando apoio consentido à Frente Democrática.. (Leonel Brizola, em 10/09/1958, candidato a governador)

    Convido os amigos a conferir outros textos em meu face, relacionados e contrários à tática petucana… https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1606328689583396&set=t.100006188403089&type=1&theater

    • (Leonel Brizola, em 10/09/1958, candidato a governador).

      Isso em 1958 e se ele não fizesse um discurso anti-comunista, ele jamais ganharia a eleição para governador, pois todo interior do estado era anti-comunista. Depois de eleito, foi o que se viu.
      Eu estudava em Porto Alegre entre 1962 e 1965, na Escola Técnica Parobé.
      Sextas-feiras, na saída das aulas noturnas, Brizola discursava em um cinema perto da linha do bonde, que ficava entre a Borges de Medeiros e a Lima e Silva.
      Caminhávamos até um ponto seguinte, de medo do pessoal que ele Brizola, incentivava à baderna.
      Portanto Valmor, você poderia explicar para o pessoal que nos lê, o que Brizola queria com a criação dos “Grupos dos 11”, cujo chefe regional era da minha cidade natal.
      O Brizola de 1964, inspirado em Fidel Castro, que fazia pouco tinha se tornado um ícone mundial das esquerdas, foi um.
      O Brizola de 1979, inspirado nos principais líderes socialistas europeus de então, e com quem conviveu quando saiu do Uruguai para os EUA, Mário Soares, Willy Brandt, François Mitterrand, foi outro, nada à ver com o de 1964.

      • Há controvérsias sobre a organização do Grupo dos Onze, Martim, meu pai (Ernesto Stédile) viveu isto como seguidor do PTB dessa época. Eu cresci ouvindo de que a ideia do grupo era resistir ao golpismo iminente, embora fossem acusados pelos ‘vencedores’ da ‘revolução’ de 64 de que pretendiam subverter a ordem.

        É preciso considerar que Leonel Brizola vinha escaldado de outras peleias, tendo se formado líder na Era Vargas. Ele deixou sempre muito clara a sua admiração pelo legado trabalhista do Presidente Getúlio Vargas. Agora, claro, cada período da história enseja cenários e reflexões diferenciadas, assim como preconceitos.

        • “Eu cresci ouvindo de que a ideia do grupo era resistir ao golpismo iminente, embora fossem acusados pelos ‘vencedores’ da ‘revolução’ de 64 de que pretendiam subverter a ordem.”

          Não lhes cabia trabalhar antes que a “revolução” do Brizola, principal liderança dessa “revolução” em todo Brasil, tivessem alcançado seus objetivos.
          A eles cabia o trabalho à posteriori, já então tendo à disposição o armamento necessário para cumprir sua tarefa.

          • É fácil tirar do contexto uma declaração… “Não lhes cabia trabalhar antes” é verdade, porém ‘vírgula’: “…É preciso considerar que Leonel Brizola vinha escaldado de outras peleias, tendo se formado líder na Era Vargas. Ele deixou sempre muito clara a sua admiração pelo legado trabalhista do Presidente Getúlio Vargas. Agora, claro, cada período da história enseja cenários e reflexões diferenciadas, assim como preconceitos…”

  5. Tudo bem, mas no primeiro governo Brizola, RJ ele criou o conceito de Socialismo Moreno e depois os prestistas (mesmo saindo do PCB continuaram comunistas) entraram no PDT, penso que o ilustre governador Leonel, a quem muito admiro, foi evoluindo com o tempo até o Socialismo Moreno com Prestes.

  6. Fonte: FOLHA DE PERNAMBUCO

    EUA veem risco de ditadura de esquerda

    O embaixador americano, Lincoln Gordon, envia telegrama a Washington. Ele relata conversas com líderes civis e militares, dizendo-se convencido de que Goulart se prepara para “assumir um poder ditatorial”, com apoio da esquerda e detalha as articulações de Castello Branco. Gordon pede ainda ao governo dos EUA a entrega clandestina de armas ecombustível aos militares insurgentes.

    A definição pelo golpe

    No sábado, Castello Branco envia ao coronel Antônio Bandeira, de Pernambuco, mensagem cifrada informando que a ação militar ocorrerá na próxima semana. O documento é apresentado ao comandante do IV Exército, general Justino Alves Bastos, que só então adere ao movimento.

    Discurso do Automóvel Clube

    Em reunião de sargentos no Automóvel Clube do Rio de Janeiro, João Goulart faz um dos discursos mais duros de sua carreira política, atacando grupos militares que articulam a insurreição e a oposição, aos quais chama de “defensores dos golpes de estado e dos regimes de emergência ou de exceção”. Transmitida pela televisão, a fala do presidente era o pretexto que faltava para disparar o golpe. Em telegrama a Washington, Lincoln Gordon afirma que a insurreição é irreversível.

    AÇÃO AMERICANA

    Somente em meados dos anos 70 a participação americana no golpe de 1964 começou a ser desvelada. Documentos da BibliotecaPresidencial Lyndon B. Johnson, liberados apenas em 1974, revelaram ao mundo a chamada Operação Brother Sam, idealizada pelo embaixador dos EUA, Lincoln Gordon, e o Estado Maior americano, que providenciava apoio militar e logístico ao movimento. Gordon alertava a Casa Branca desde 1962 sobre a suposta disposição de João Goulart em se perpetuar no poder, com ajuda dos comunistas. Entidades como o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais(IPES), foram idealizados e financiados pelo serviço de inteligência americano, para disseminar o ideário anticomunista e, respectivamente, financiar as oposições aos presidentes Juscelino Kubitshek e João Goulart.

  7. João Goulart, era detestado na época pela cúpula militar, as elites
    dominantes da época queria vê-lo fora do poder. O Presidente tinha que mostrar força com o apoio do trabalhador, e o grupo dos 11, nada mais era
    do que uma demonstração de força, tanto é, que após o golpe de 64, ao desbaratar
    o grupo dos 11, os militares não encontraram uma arma sequer.
    Os golpes nos países da América Latina, foram sempre contra governos nacionalistas,
    contando sempre com a ajuda do EUA.
    O trabalhismo de Getúlio, Jango e Brizola, a meu ver, era o verdadeiro socialismo democrático.

  8. Hoje os tempos são outros e o PDT não é o mesmo de Brizola. Sobre o PDT de Brizola, fui buscar este texto. Fonte: WIKIPEDIA:

    O trabalhismo do PDT

    Com a anistia política e o fim do bipartidarismo no final dos anos 1970, Leonel Brizola, ainda no exílio, resolve reunir políticos e intelectuais progressistas para a refundação do trabalhismo na vida partidária nacional. É nesse sentido que um congresso é realizado na cidade de Lisboa, Portugal culminando ao final com a redação de um documento que ficou conhecido como Carta de Lisboa, e que é considerada como sendo da fundação do PDT.

    Nesse momento, o trabalhismo que viria a ser adotado pelo PDT sofre uma certa mutação. Tendo maior contato com os ideais socialistas e social-democratas do Estado do bem-estar social dos países europeus durante a segunda metade do século XX, políticos que viriam a formar a liderança do PDT, resolvem patrocinar uma evolução no conceito trabalhista, considerando-o como sendo uma forma democrática de se chegar ao socialismo, o que não existia no trabalhismo defendido nas décadas anteriores.

    Essa evolução pode ser confirmada pelo seguinte trecho da Carta de Lisboa:

    “Analisando a conjuntura brasileira, concluímos pela necessidade de assumirmos a responsabilidade que exige o momento histórico e de convocarmos as forças comprometidas com os interesses dos oprimidos, dos marginalizados, de todos os trabalhadores brasileiros, para que nos somemos na tarefa da construção de um Partido Popular, Nacional e Democrático, o nosso PTB. Tarefa que não se improvisa, que não se impõe por decisão de minorias, mas que nasce do encontro do povo organizado com a iniciativa dos líderes identificados com a causa popular.

    Nós, Trabalhistas, assumimos a responsabilidade desta convocatória, porque acreditamos que só através de um amplo debate, com a participação de todos, poderemos encontrar nosso caminho para a construção no Brasil de uma sociedade socialista, fraterna e solidária, em Democracia e em Liberdade.”

    “Art. 1 – O Partido Democrático Trabalhista – PDT – é uma é uma organização política da Nação Brasileira para a defesa de seus interesses, de seu patrimônio, de sua identidade e de sua integridade, e tem como objetivos principais lutar, sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo, pela soberania e pelo desenvolvimento do Brasil, pela dignificação do povo brasileiro e pelos direitos e conquistas do trabalho e do conhecimento, fontes originárias de todos os bens e riquezas, visando à construção de uma sociedade democrática e socialista.”

    Deve-se, no entanto, frisar que o trabalhismo se diferencia do socialismo na medida em que ele não se posiciona contra o mercado, nem prega a luta e de classes, muito menos sua extinção e substituição por uma sociedade sem classes, buscando no entanto superar o capitalismo de forma processual, através de reformas democráticas, na busca por uma sociedade mais justa e equitativa, numa espécie de socialismo de mercado, sendo possível a existência de uma economia mista, onde os meios de produção estratégicos devem ser coletivos, enquanto que em outras áreas, a existência das praticas capitalistas e da propriedade privada são aceitas, sendo, no entanto, reguladas pelo Estado, com intervenções voltadas para o bem estar social. Nesse sentido o trabalhismo foi considerado por Leonel Brizola como o “socialismo moreno”, e é por isso que o PDT é o único partido político brasileiro filiado à Internacional Socialista.

  9. Carta de Lisboa, nacionalismo trabalhista, socialismo moreno, socialismo democrático, etc.

    Em cada uma destas citações, sem especificar claramente como funcionará a economia, como serão as empresas, como se darão as relações entre população e Poder, tudo não passa de rótulos.

    A Carta de Lisboa então, a parte que o Ednei Freitas teve a gentileza de apresentar acima, é apenas uma carta de intenções, que serve para qualquer partido populista.

    Tenho em mente uma regra que procuro levar em conta:
    – O que está dando certo para a maioria ?
    Tendo isto em vista, devo me preocupar com seu constante aperfeiçoamento. O que está dando certo hoje, não pode ser transformado em dogma, pois o mundo evolui e nada é estático.

    Capitalismo Social. Até o presente momento, as empresas nas mãos da iniciativa privada produzem melhor. Pois vamos melhorá-las, aperfeiçoar seu relacionamento com seus trabalhadores e não, obstinadamente, pregar o seu fim.
    As empresas tendo o Estado como sócio majoritário, necessárias em certas circunstâncias, não podem se transformar num saco sem fundo, como até hoje o são.
    Se forem mantidas nas mãos do Estado, serão obrigadas à zelar por eficiência e produtividade. Gerar lucro ou não, é uma decisão política, de política de Governo visando o desenvolvimento do todo.
    Ela não pertence à seus funcionários, e que em grande parte lá estão por influência política e sem necessidade, mas à sociedade. Deve explicações dos seus atos à sociedade e não servir de depositário de cabos eleitorais, parentes, amantes e amigos de donos de partidos políticos momentaneamente no Poder.

  10. Só acha que o PDT de Leonel Brizola é outro quem não viveu as duas realidades por dentro. A falta do eterno líder é óbvia ‘uBRILOLAnte’ e abriu vácuo que ninguém em pessoa possa preencher, mas a instituição segue com as contradições internas e contrariedades externas inerentes à realidade do nosso país, há preconceituosos e gente costeando alambrados ou mesmo aqueles que já passaram. Se tivesse a sigla mudado isto já não existiria, como dantes.

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