Os mistérios da urna eletrônica

José Carlos Werneck

O jornalista Sebastião  Nery, em seu bem humorado livro “350 Histórias do Folclore Político”, conta um episódio, ocorrido em Pernambuco, com o mais famoso “coronel” do Nordeste, no tempo em que a cédula era usada nas eleições. Um cabo eleitoral depois de cumprir diligentemente as ordens do chefe político, ”recheando” a urna com  as cédulas indicadas, resolveu perguntar ao “coronel” se podia saber quem tinha votado.

Prontamente o astuto coronel respondeu:

-Você está louco meu filho? Nunca mais me pergunte uma asneira dessa. O voto é secreto.

O fato me vem à lembrança devido à insistência, quase que fanática das propagandas da Justiça Eleitoral, em insistir reiteradamente em afirmar, de maneira dogmática de que A URNA ELETRÔNICA É TOTALMENTE SEGURA. Ora todos sabem que NENHUM sistema é totalmente seguro, e que no caso de uma necessidade de recontagem de votos,seria impossível fazê-lo no sistema atualmente usado,em que nenhum recibo fica registrado. O sistema é tão secreto que o TSE devia acrescentar em seus comunicados a seguinte frase: ”O voto na urna eletrônica é tão secreto que nem o próprio eleitor,em caso de uma possível fraude e necessária recontagem de votos, saberá em quem votou!”

Insisto no assunto, porque diante de tantas pesquisas falhas pode-se estar preparando um grande e bem urdido calote, no candidato que não estiver bem nas “pesquisas”. E aí ninguém poderá provar uma eventual fraude.

Por isso é imprescindível que tanto o PT quanto o PSDB exerçam uma implacável e permanente fiscalização, para que nem de longe sejam levantadas quaisquer suspeitas,sobre a lisura do pleito, e o candidato,QUALQUER QUE SEJA O ELEITO, tenha uma vitória da qual possa realmente se orgulhar e sobre a qual ninguém poderá levantar dúvida. É com essa convicção é que o eleitor deverá comparecer às urnas e participar da maior conquista da Democracia: a escolha dos que irão comandar o País, e suas unidades federativas pelos próximos quatro anos.

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