Os suspeitos de sempre ressuscitam o Caso Banestado para desmoralizar Sérgio Moro

Ninguém me quer", diz doleiro Alberto Youssef

Alberto Youssef, da Lava Jato, era um dos doleiros do caso Banestado

Carlos Newton

No clássico “Casablanca”, de Michael Curtiz, um dos melhores filmes de todos os tempos, rodado em plena Segunda Guerra Mundial, os ocupantes alemães exigem que a Polícia francesa persiga os insurretos que tentam expulsá-los do Marrocos. O chefe de polícia, vivido pelo ator francês Claude Rains, então dá uma ordem que ficou na História do Cinema: “Prendam os suspeitos de sempre”.

Agora, repete-se a cena com outros atores e objetivos, que irrigam a internet e as redes sociais com a enésima reprise do Caso Banestado, uma superprodução que em 2003 marcou a estreia do então juiz federal Sérgio Moro na mídia nacional, ao desmontar uma superquadrilha internacional de lavagem de dinheiro.

EVASÃO DE DIVISAS – A quadrilha operou na lavagem de dinheiro e evasão de divisas de 1996 a 2002, período em que foram retirados do país cerca de 30 bilhões de dólares, através das chamadas contas CC5 do Banco do Estado do Paraná (Banestado), segundo estimativas reveladas pela operação Macuco, da Polícia Federal.

Um dos presos foi Dario Messer, até hoje chamado de “doleiro dos doleiros” e que voltaria à cena no passado recente da Lava Jato. Naquela época, ele foi acusado de desviar 228,3 mil dólares de uma conta da agência do Banestado de Nova York. Espertamente, Messer fez acordo com a Procuradoria, quando ainda nem existia a delação premiada prevista em lei.

Em sua defesa por escrito, não apenas admitiu o desvio, como revelou detalhes do esquema de captação e remessa ilegais de dinheiro para o exterior, relacionando 107 contas naquela agência do Banestado em Nova York.

YOSSEF NA JOGADA – Havia outros doleiros envolvidos, entre ele o indefectível Alberto Youssef, que também fez delação e entregou à força-tarefa da CC-5 (formada pela Polícia Federal e procuradores de Curitiba) diversos concorrentes do mercado de venda ilegal de dólares, entre os quais o doleiro Paulo Roberto Krug.

Foi com o caso Banestado que os delegados federais, os procuradores, os auditores da Receita e o juiz Moro enfrentaram os maiores e melhores advogados do país, ganhando a experiência necessária para depois conseguir levar a bom termo a Lava Jato,  Sem o Banestado, não haveria Lava Jato e o ex-presidente Lula da Silva certamente estaria de novo no poder, pensem nisso.

Agora, 17 anos depois, os suspeitos de sempre buscam ressuscitar o caso Banestado, em mais uma tentativa de desmoralizar um homem como Sérgio Moro, que merece receber desse país todas as homenagens possíveis e imagináveis.

PASSADO EM JULGADO – Na ilusão de atingir Moro, as redes sociais ligadas a Bolsonaro se alvoroçam com a reciclagem e lavagem do lixo do Banestado. Usam como arma um recurso em habeas corpus contra Moro, impetrado pelo doleiro Paulo Roberto Krug, que alegou cerceamento de defesa. E ressuscitam também o advogado espanhol Tacla Durán, foragido do aís e já apanhado em flagrante fraudando provas contra Moro numa CPI do Congresso.

Aqui na Tribuna, os robôs humanos infiltrados não somente pelo “gabinete do ódio” ligado a Bolsonaro, mas também aos chamados “assassinos de reputações”, ligados a Lula, denunciam o editor-chefe da TI por se recusar a exibir essa velha reprise do Banestado.

O que posso dizer é que se trata de um processo com trânsito em julgado, com Moro tendo sido inocentado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal. O caso foi arquivado em 2019, só restou o desespero contra Moro.

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P.S.
Sabemos que a força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz Moro costumam ler a TI. Então, vamos usar esse espaço para pedir a esses bravos operadores do Direito mil desculpas pelas injustiças, injúrias e indignidades com que tentam atingi-los. Ser decente e correto nesse país ainda é um risco que se corre, mas iniciativas como a Lava Jato estão mudando essa realidade degradante (C.N.)

22 thoughts on “Os suspeitos de sempre ressuscitam o Caso Banestado para desmoralizar Sérgio Moro

  1. Prezado C.N. Parabéns irretocável. Moro realmente é um grande brasileiro merecedor de todas homenagens.

    Agora é o AMIGO DO AMIGO DO MEU PAI. Qual a razão da proteção a um dos maiores corruptos desse país junto com Zé Dirceu, Luladrão, Cuecão ….
    É Fake News que ele tem codinome na planilha da Odebrecht?
    É Fake News que a mulher faz depósitos de 100 mil reais?
    Ah país vagabundo.

  2. O Brasil está passando por um momento gravíssimo de sua história, com um BOÇALNATO em sua chefia, escudado pelos filhos (que são mais boçais ainda) e sem perspectivas de sair da miséria política e moral em que se encontra. Uma solução para esse pobre país poderia ser um HOMEM ÍNTEGRO E EXEMPLAR, LIMPO, COMO O MORO !!! Mas, ao que parece, ele não quer mais se aproximar desse mar de lama constituído pelo nossos políticos. Que o senhor DEUS tenha piedade de nós !!!

  3. A Lava Jato começou fazendo justiça, mas cedo começou a se compadecer dos reais criminosos e contemplä-los com penas brandas. Bastava admitir o “mau passo” e pedir desculpas e prometer não fazer mais. Mas no segundo tempo, e por encomenda, redirecionou suas atenções ao PT e notadamente a um imbatível candidato: Lula. Passou a cometer vario crimes, tudo em nome da lei. Os meios justificavam os fins. E todos aplaudiam o linchamento. Não contava Moro, que um dia a verdade viria a tona. É um crápula que sabe que a justiça tarda mas não falha. Será fatalmente condenado. Se ainda fosse juiz, com certeza será defenestrado.

  4. Carlos Newton, teu artigo é, de fato, excelente memória histórica de parte da corrupção reinante no Brasil.

    Moro vai continuar a ser perseguido e espancado com ofensas, pois é o candidato a presidente mais forte do país e inimigo nato da corrupção reinante.

    Basta lembrar que o STF (Gilmar Mendes) proibiu que a vida do autor dos delitos cometidos pelo Intercept Brasil fosse investigada.

    No Brasil, infelizmente, com a mudança da capital para Brasília, a corrupção virou “instituição” e vem dando provas soberbas que é a mais forte do país.

    Será esse o Brasil que iremos deixar para as futuras gerações ?

  5. Moro é um político. Há muito tempo deixou suas funções primordiais de juiz para atuar politicamente. Também muitas vezes extrapolou os limites da lei.

    Muita gente o endeusa, talvez pela razão de que sua atuação tenha retirado o PT do poder.
    Alguns até o acham um bom ou ótimo candidato para ser o próximo presidente do país. Mas será que tem competência para tal? A meu ver, experimentos com pessoas que nunca tiveram um desempenho provado em cargos como gestores públicos, são temerários. Tivemos uma experiência com ele como gestor da segurança e cada um deveria julgar seu desempenho usando a razão.

    A turma da lava-jato também cometeu excessos, mesmo que tenha atingido objetivos de combate a corrupção. Mas não deve ficar à parte do resto do MP. As forças-tarefa fazem parte do todo e deveriam atuar com uniformidade e dentro das leis vigentes.

    Quanto à corrupção deve ser combatida sempre. Mas parece que alguns tipos de corrupção são deixadas passar como se fossem menos danosas. Vide a sonegação, procrastinação de pagamentos de impostos e outros mecanismos legais, mas imorais que são usados por muita gente.

    Sem falar na corrupção moral que grassa faceira em todos os setores da sociedade.

    • E a péssima experiência no RJ, colocando um juiz sem experiência na Política como governador?

      No segundo turno, quando falei que nunca voto nulo (e revelei meu voto no Paes), o pessoal do trabalho abriu a boca contra mim (que Paes era corrupto junto com Cabral etc.).
      Agora estão caladinhos…

      • E nem só cabe essa crítica quanto a cargos de Presidente, Governador e Prefeit.
        O eleitor tem que se preocupar também na escolha para o Senado.
        Veja o desastre que são os representantes do RJ: um miliciano,
        um pastor e um jogador de futebol.
        Depois não sabem porque o estado e a cidade está na lama.

  6. E o homem que fugiu das garras daquela equipe que antecedeu a Lavajato?

    https://epoca.globo.com/politica/noticia/2018/01/o-incrivel-caso-do-homem-que-escapou-do-juiz-sergio-moro.html

    Teria, conforme matéria, mudado os métodos para alcançar êxito na Lavajato?

    Será que outros métodos, recentemente empregados, não seriam excesso acusatório e, portanto, formas de abuso?

    Qualquer ser humano está sujeito a cometer falhas.
    E especialmente aqueles que perseguem ideais, sem equilibrar-se na razão e na ação com proporcionalidade, estão sujeitos a cometê-las.

    Assim deve ser a essência de todo ato do Estado de Direito Democrático que não se coaduna com interesses pessoais e de grupos.

    É importante a autocrítica constante a fim de não desvirtuar o fim válido.

  7. CARLOS NEWTON PORQUE NENHUM TUCANO FOI PRESO NO CASO BANESTADO,ORELATORIO DO CASO BANESTADO ENTRE OUTROS TEM O BARROSO,ORGANIZAÇÕES GLOBO VARIOS EMPRESARIO NAS,POLITICOS ,EMPRESARIOS DA MIDIA COM MAIS DE 1500 PAGINAS.ENTRE EM CONTATO DIRETO COM O ADVOGADO INTERNACIONALISTA ROMULUS MAIA OU VEJA O DUPLO EXPRESSO NO YUOTUBE QUE TEM MUITAS INFORMAÇÕES SOBRE O CASO.O INTERESSANTE E QUE A MAIORIA DOS CANAIS DE ESQUERDA NAO DA UMA LINHA SOBRE O CASO BANESTADO COMO O CANAL 247 DO LEONARDO ATTUF E GGN DO NACIF COM A MESMA ARGUMENTAÇÃO SUA.Quem tem medo do caso BANESTADO CC5.

  8. COMPLETANDO NÃO SOU ROBO,VIRA E MEXE FAÇO COMENTARIOS NA TRIBUNA E VOCE USOU O MESMO ARGUMENTO DOS CANAIS 247,GGN E BOB FERNANDES QUANDO SAO COBRADOS PARA FALAREM DO BANESTADO E COMPLETANDO NEM OS DOCUMENTOS QUE LULA SOLICITOU A SUIÇA TEVE ESPAÇOS NESSES CANAIS QUE SÃO PETISTAS.

  9. Cumprimentos e obrigado CN. Vou copiar o testo e os comentários.
    É impressionante como misturam tudo, embaralham verdades com mentiras e conseguem, mesmo não querendo, demonstrar a parcialidade e falta de caráter e ética.
    Estão surgindo, novamente, ideias separatistas. Certamente, dirão alguns que é inconstitucional até mesmo pensar nisto.
    Mas dizer besteiras, escrever mentiras, defender criminosos, assaltar os cofres públicos, mesmo tudo sendo crime, está liberado!
    Do jeito que o pais fico e a existência de uma parcela grande do povo aceitando e querendo tudo que é errado, temos de pensar em separar , pelo menos, o joio do trigo!
    Uma parcela dos brasileiros é lixo não reciclável.
    Não sei se Moro será candidato. Direito ele tem!
    Mas precisamos de alguém que as pessoas honestas, de caráter e com ética, possam depositar sua confiança, esperanças e o voto.
    De desfaçatez, estou cheio!
    Fallavena

  10. Quando eu vi você requentando uma bobagem antiga, fui pesquisar, pois desconfiei que você estava querendo esconder algo mais grave.

    PS: Só não vou dizer que o Sergio morto, já está morto politicamente, porque isto seria redundância; ele não elege nunca. Ser honesto não é o suficiente (se for), não ser traíra é essencial.

    “””Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, jornal da Rede Globo, também chamado de Pravda,”””

    “””As tratativas entre a PGR e Tacla Duran, que é advogado, para um acordo de delação premiada foram retomadas em junho. Ele acusa o também advogado Carlos Zucolotto, padrinho de casamento de Sérgio Moro, de agir como intermediário de negociações paralelas, envolvendo supostos pagamentos de propinas entre delatores e investigadores da Operação Lava Jato.”””

    • Estou sabendo que os robôs se Bolsonaro e Lula estão coma incumbência de destruir o Sérgio Moro, mas o Tacla Durán já foi flagrado forjando provas contra Moro, é apenas um doleiro foragido tentando ganhar mais algum dinheiro dos patrocinadores dos robôs.

      CN

  11. Para quase tudo existe contraponto.
    Em qualquer assunto, como o colocado pelo editor, será que podemos afirmar, com certeza, com quem está a verdade? Ou será que não existe uma verdade por inteiro? Eu sempre vou para o lado do benefício da dúvida, acho melhor, pois o meu lado cético se sobrepõe ao meu lado crédulo. Para mim, quase toda a verdade é relativa.

    https://www.poder360.com.br/lava-jato/ao-retomar-acordo-de-delacao-com-a-pgr-tacla-duran-rebate-lava-jato/

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