Ou Dona Dilma estanca o desperdício da DÍVIDA, inicialmente interna, ou será devorada por ela, não adianta sonhar com a REEELEIÇÃO, mesmo com aval de Lula. O total assusta, o juro, assombra.

Helio Fernandes

Dias antes do segundo turno e da ratificação do nome de Dona Dilma, o secretário do Tesouro (corretíssimo) publicou no Diário Oficial e revelou em entrevista, os números das DÍVIDAS: a interna e a externa. Ninguém escreveu, elogiou, protestou, analisou ou debateu esses números. Parece que não têm importância, na verdade é a altura deles que impede o investimento, compromete nosso desenvolvimento, mantem o país enganado em “berço esplêndido”.

Apenas um reparo ou esclarecimento: vou repetir os números publicados, não são os meus (muito mais altos e convincentes), mas de qualquer maneira, são os oficiais, manejados, manipulados e mobilizados pelo governo. Não importa se é o que está saindo ou entrando. Pela forma como estão acontecendo as coisas no Brasil, é uma fusão de quem está saindo e de quem está entrando.

E nem se sabe quem vai mandar no futuro (que está logo ali na esquina), pois Lula, o senhor dos anéis, a cada dia afirma uma coisa. Anteontem, consagrou a REEELEIÇÃO de Dona Dilma, ontem já aparecia com uma nova enciclopédia em punho. E nessa enciclopédia, ele mesmo aparecia, destacado em todas as páginas. Mas deixemos Lula “fazer e acontecer”, examinemos o “legado financeiro deixado por ele”.

Dívida interna revelada pelo secretário: 2 TRILHÕES E 300 MILHÕES. Dívida externa: 262 BILHÕES. Vejamos inicialmente a “DÍVIDA” interna, com as aspas que o governo não usa, para melhor iludir a opinião pública, que fica mais real e verdadeira, chamada de cidadão-contribuinte-eleitor. Cidadão desprezado, contribuinte cada vez mais sofrido, eleitor obrigado a votar apenas em 1 ou 2 nomes.

A juros de 10,75%, essa “Dívida” de 2 TRILHÕES e 300 BILHÕES, exige um pagamento anual de 250 BILHÕES, mais ou menos isso. Esse pagamento anual (que não verdade não é pagamento e sim AMORTIZAÇÃO) obrigou os governantes (primeiro, FHC, depois o próprio Lula, e agora Dona Dilma, que na certa cumprirá o mesmo trajeto) a inventarem o que chamaram de DEFICIT PRIMÁRIO.

Isso não existe em país algum do mundo. Nos mais diversos, ricos ou pobres, o ano fecha do SALDO ou DEFICIT. Mas como os “CREDORES” exigem o pagamento (amortização) dos juros, os “DEVEDORES” criaram o déficit primário, que é farsa, mentira, mistificação, fantasia, desperdício que atinge diretamente o povão, que tem que pagar, DIRETA ou INDIRETAMENTE.

Também como consequência da DÍVIDA elevada e naturalmente dos juros correspondentemente altos, o governo Lula inventou o que comunica à opinião pública como ECONOMIA. Todo ano vem a explicação, como aconteceu em 2009 e aparecerá agora como um pouco mais alto: “ECONOMIZAMOS 90 BILHÕES DE REAIS”. Não dizem, mas é para entregar aos “CREDORES”.

90 BILHÕES não dá nem para a metade, mas como esses “CREDORES” são generosos e compreensíveis, aceitam que a diferença entre o total dos juros a serem pagos e os 90 BILHÕES efetivamente disponíveis, aumentem o total da DÍVIDA.

Nas duas últimas reuniões do Banco Central, os juros ficaram em 10,75%, os “CREDORES” compreenderam, era véspera de eleição, a continuação dos que estavam no Poder seria excelente, “por que mexer em time que está ganhando?” (É para agradar a Lula, que adora fazer comparação com futebol).

Ainda em 2010 ou logo no início do novo governo, haverá aumento dos juros. É do jogo, qualquer coisa que dê a impressão de mudança provocará gritaria, protesto de todos os lados, referendados pela grande mídia que não tem pátria, apenas formidáveis interesses, dela e do sistema.

Mas vou apresentar um raciocínio diferente, favorável à Dona Dilma e ao país, mas que tenho certeza, antecipadamente, que não será cumprido. Digamos que os juros, em vez de serem AUMENTADOS, sejam REDUZIDOS, venham de 10,75% para 5% ao ano. Puxa, queda violenta, inimaginável, mas que vamos admitir.

A “DÍVIDA” interna estará miseravalmente em 3 TRILHÕES, aumento “pequeno” de 25 por cento. Com os juros em 5 por cento (sonho alucinação do repórter) para uma DÍVIDA DE 3 TRILHÕES, estaremos obrigados a dispor anualmente de 150 BILHÕES. Como só conseguimos, com ENORME esforço, “economizar” 90 BILHÕES, a “DÍVIDA” aumentará anualmente, 60 BILHÕES.

A solução correta, digna, saudável, progressista, não é portanto essa que foi colocada aqui com a maior descrença do mundo, afinal conheço os personagens do meu país. O que precisa ser feito dá a impressão de radicalização, mas é apenas sistematização, é satisfação, normalização, humanização, preservação dos dinheiros e dos recursos do cidadão.

1 – Deixaríamos de amortizar, criminosamente, a DÍVIDA que não DEVEMOS. 2 – Negociaríamos amigavelmente esses 2 TRILHÕES E 300 BILHÕES, com uma forma não hostil, desde que a DÍVIDA DESAPARECESSE.

3 – Surgiriam logo os que protestariam, gritariam, retumbariam: “Isso é CALOTE, ficaremos desmoralizados”. 4 – Só se coloca a palavra CALOTE, quando se deixa de pagar uma DÍVIDA verdadeira. 5 – Quando se negocia para NÃO PAGAR UMA DÍVIDA QUE NÃO DEVEMOS, é apenas a recuperação do bom senso, da dignidade, aí sim, teremos CREDIBILIDADE.

Como podem “argumentar” que sem a colocação de bônus no mercado, ficará faltando dinheiro, que é realmente indispensável, preencheríamos o vazio, injetaríamos esse dinheiro, mas invertendo o processo.

Eliminaríamos a VENDA de bônus, pagando (por enquanto) 10,75% aos tomadores. O governo passaria a emprestar a empresários e aos que necessitam de recursos para investir, recebendo, digamos, 3 ou 4 por cento. Vejam que satisfação: em vez de pagar 250 BILHÕES, receberíamos 15 BILHÕES.

(Esse cálculo é feito com 3 por cento em cima de 500 BILHÔES, soma que o governo poderia colocar imediatamente e inicialmente em circulação. Com isso, todos sairiam vencedores. Pois os grandes, médios e pequenos empresários, (apesar de serem ligadíssimos aos bancos), são reféns deles. Vejam os lucros deles, cada vez TRIMESTRALMENTE mais altos. E tentando provar em caminhões de publicidade, que “1 + 1 NÃO É IGUAL A 2, É MUITO MAIS DO QUE ISSO”. Ha!Ha!Ha!

Com isso, o dólar continuaria flutuante sem a influência dos fabricantes de lucros. E o governo que há anos vem comprando dólar desde que estava em 3 reais, para manter o preço, vem desperdiçando fortunas, e o dólar, neste momento, está em 1,679.

O que Dona Dilma, principiante nesse quesito, chama de “guerra fiscal”, é apenas o resultado de manipulação de dinheiro e utilização da margem aberta, visível e escancarada.

“Arranjam” dinheiro lá fora a 1, 2 ou no máximo 3 por cento, trazem para cá, empregam a 10,75%, façam os cálculos, constatem quanto ganham.

Fechada essa torneira calamitosa, os dólares não entrarão escandalosamente no Brasil, a moeda subirá naturalmente. Como esses “investidores” (Deus me perdoe a blasfêmia) dizem que o “Brasil é confiável e é ótimo mandar dólar para cá”, continuaremos querendo e recebendo esses dólares, para EMPREENDIMENTOS OU INVESTIMENTOS sólidos e a longo prazo. É o chamado capital-motel que inflaciona o dólar.

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PS – Reconheço que é preciso coragem para fechar essa “fábrica” de dólares falsos, que não FAVORECEM o Brasil em nada, PREJUDICAM em tudo.

PS2 – Deixo para depois, a análise sobre a dívida externa. O governo Lula MENTIU tanto, enganou de tal maneira a opinião pública, que estou envergonhadíssimo.

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NÃO PERCA AMANHÃ:

Livro de Amaury Junior desnuda a relação de Dantas
com Serra, revela a ligação entre os dois, e mais a IRMÃ de
Dantas, a FILHA do ex-governador, e o próprio GENRO.
A bomba explodiu no seu colo.

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