Outro ex-gerente da Petrobras também operava com Youssef

Vaidoso, Geovanne é metido a seresteiro

Cleide Carvalho
O Globo

Demitido em 2013, o ex-gerente de Comunicação da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, Geovanne de Morais, intermediou a negociação de pagamentos no valor de R$ 1,795 milhão para a empresa Muranno Brasil Marketing por meio do esquema criminoso operado pelo doleiro Alberto Youssef. A negociação com a Muranno teve participação também de Silas Oliveira Filho, gerente de Comércio de Álcool e Oxigenados da Petrobras.

Morais foi acusado de pagar fornecedores por serviços não realizados por Venina Velosa Fonseca, funcionária da Petrobras demitida em novembro após ter seu nome incluído no relatório da Comissão Interna de Apuração, que investigou irregularidades em contratos da refinaria Abreu e Lima.

Os sócios da Muranno, Luciana Mantelmacher e Ricardo Marcelo Vilani, alegam que mantiveram negócios com a estatal sem contrato, todos relacionados a eventos de marketing da Fórmula Indy entre 2004 e 2008. A investigação ainda está em curso.

SALDO A RECEBER

Vilani afirmou que teria ficado com saldo a receber pelos serviços prestados na Fórmula Indy e que só recebeu em 2010 depois de conversar com Paulo Roberto Costa. O doleiro Alberto Youssef teria ficado encarregado de fazer os pagamentos e fez contato com Vilani. Os depósitos para a Muranno – R$ 815 mil e R$ 980 mil, ambos no dia 22 de dezembro de 2010 – foram feitos pela empresa Sanko Sider. Os sócios da Sanko Sider admitiram na Justiça que a empresa foi usada para repassar dinheiro de propina a pedido do Consórcio Nacional Camargo Corrêa.

O nome da Muranno apareceu também nas planilhas feitas pela Sanko Sider, que recebia os pagamentos do consórcio e relacionava em planilha o que era “repasse” de propina. Aparentemente, a conta da Muranno não era controlada por Alberto Youssef, embora tenha recebido depósitos provenientes do suposto esquema criminoso.

Os sócios da Muranno ingressaram com habeas corpus na Justiça no mês passado. O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, responsável pela investigação da Operação Lava Jato, extinguiu o pedido e argumentou que, até aquele monto, não havia qualquer indício de que os sócios da Muranno poderiam ser presos. “A mera existência de investigação criminal que, nas circunstâncias, se justifica, não é causa suficiente para habeas corpus”, observou Moro.

One thought on “Outro ex-gerente da Petrobras também operava com Youssef

  1. Petistas/Governistas já me chamaram de “esquerda burro”, mas, na qualidade de estudioso do Marxismo Clásssico, lembro de dois importantes conceitos: “Luta Contínua” e “Revolução Permanente”, que depois os trotkistas adotaram a partir do famoso livro “A Revolução Permanente” do Leon Trotsky. Deste modo, qdo criticamos os governos PTs e, por terem eles, abandonado/negado tais importantes reflexões filosóficas (nem tentaram implantar à guisa de laboratório) descambam para destratar das mais diversas formas. Falam em terceiro turno, descer do palanque, ora… justamente o que as politicagens sempre fizeram, só de 4 em 4 anos debate-se,… depois tchau. Queremos então, desde já, refletir não um hipotético terceiro turno e inexistente palanque, mas o conceito de “Eleição Permanente”, “Luta Contínua 24 horas” com pleonasmo e tudo o mais. Penso que, estes dois novos conceitos, irão ajudar na politização/esclarecimento da sociedade.

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