Outubro Rosa: sem tabus, Daniella Zupo fala sobre sua cura do câncer de mama em seu livro

Amanhã hoje é ontem | Editora RamalheteJúlia de Aquino
Instagram literário @juentreestantes

“O nascer do sol não dura a manhã toda. Um céu carregado de nuvens não dura o dia todo. Tudo vai passar”

A campanha anual Outubro Rosa define este mês como chave na prevenção e combate ao câncer de mama. Pessoas, empresas e diversas instituições unem esforços para prevenir e combater o câncer de mama, doença que pode aparecer tanto em mulheres como homens, ainda que seja raro nestes.

No entanto, ainda é comum o assunto ser tratado como tabu e talvez seja por isso que ele não apareça com frequência na Literatura.

Mas o livro “Amanhã hoje é ontem”, de Daniella Zupo, tratou de quebrar tanto o silêncio como o tabu que envolvem a temática.

O LIVRO E A AUTORA – Aos 42 anos, o diagnóstico de câncer de mama mudou a vida de Daniella. O livro foi lançado dois anos após sua cura, e é através dele que ela expõe relatos sobre momentos que viveu e faz diversas reflexões sobre questões da vida.

A LEITURA – Li no início de 2020, e foi uma leitura prazerosa, que me fez refletir muito sobre o modo como vemos a vida e as coisas “negativas” que acontecem conosco. É muito bacana – e importante – ver a autora transformando essa experiência difícil em arte e passando isso para nós, leitores.

Além de ser muito inspiradora, é uma leitura curta, fluida e rápida, que pode ser feita em um único dia. A diagramação e estética do livro também é linda, com algumas ilustrações ao longo das páginas.

FALTA DE CABELO – As partes que mais me tocaram foram as que ela conta sobre a falta de cabelo e do sentimento de estar em público (no início). É incrível pensar como algo estético afeta tanto a nós, seres humanos. E no final das contas isso só acontece porque automaticamente nosso foco vai para o que os outros vão pensar da nossa imagem (o último trecho do livro, citado no final do post, fala sobre isso).

Nesse sentido, uma das passagens mais emocionantes do livro é no capítulo em que ela conta que tirou o chapéu numa praia pela primeira vez e se sentiu livre – uma liberdade diferente de qualquer outra que já tenhamos vivenciado.

SUPERAÇÃO – É um livro excelente para quem gosta ou precise ler sobre casos de “superação”. Foi maravilhoso ler sobre a experiência da autora e ver como ela saiu fortalecida disso.

Em breve o livro será lançado em formato audiobook. Mais informações sobre a obra e os formatos do livro no perfil da autora no Instagram: @daniellazupo

DADOS E INSTITUIÇÕES – A maioria dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres. Esse dado do INCA mostra a importância de se prevenir, fazendo o autoexame e a mamografia (exame para mulheres entre 50 e 69 anos).

Para saber mais informações sobre o câncer de mama, como se prevenir e como ajudar a causa, visite o site de instituições que atuam nessa área. Algumas delas são:

Livro: Amanhã hoje é ontem
Autora: Daniella Zupo
Editora: Ramalhete
Páginas: 136

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ALGUNS TRECHOS

  • “Meu psicanalista sempre me alertava: ‘você não está doente; está enfrentando uma doença’”.
  • “Estamos confundindo autoimagem com autoestima. São tempos em que tudo que não somos cabe numa selfie”.
  • “Lenços, perucas, chapéus… usá-los não é o problema, se isto te fizer se sentir melhor. Mas o problema é que, quase sempre, o que fazemos é esconder uma cabeça sem cabelos por receio do duro olhar do outro”.
  • “O nascer do sol não dura a manhã toda. Um céu carregado de nuvens não dura o dia todo. Tudo vai passar”.

7 thoughts on “Outubro Rosa: sem tabus, Daniella Zupo fala sobre sua cura do câncer de mama em seu livro

  1. Além de ter resultados questionáveis, a estratégia de rastreamento por mamografias também está associada a danos basicamente ligados ao sobrediagnóstico, ou seja, ao diagnóstico e tratamento de tumores que não produziriam dano. O sobrediagnóstico é definido como a detecção de uma anormalidade que não progrediria ao ponto de causar dano ao paciente, e por isso, seu tratamento seria desnecessário[8]. No caso do sobrediagnóstico do câncer de mama, temos danos que variam de danos psicológicos (ansiedade pelo resultado do exame e/ou pelo diagnóstico) até consequências dos procedimentos diagnósticos/terapêuticos (incluindo dor crônica, infecções, cirurgias desnecessárias e mutilações). Estima-se que para cada vida salva pela mamografia teremos 200 mulheres vitimadas por problemas relacionados ao sobrediagnóstico[9].

    Por Rodrigo Lima, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC)

  2. Se eu tivesse oportunidade de dialogar com uma liderança da causa feminina, aproveitaria para sugeri-lhe:
    1- Deflagrar uma campanha, valendo-se de todos os recursos disponíveis, para por fim a essas músicas chulas que vilipendiam as mulheres. Mais notadamente funk e forró.
    2- Que fosse criado um observatório permanente, com o objetivo de proceder ações proativas sobre esposas ou amásias de policiais e drogados. Proporcionalmente, são elas as campeãs de torturas físicas psicológicas e feminicidios. O caso das companheiras de policiais tem mais o agravante de elas não poderem falar e, muitas vezes, nem ter a quem se queixarem.
    3- Que a mulherada desse uma desacelerada na parição. Ora, a Superpopulação é a pior desgraça que paira sobre a humanidade.
    Eu sei que é um prazer seu, mãozona, contemplar um SER emanado das suas entranhas, pode majorar sua cota de Bolsa Família e até servir para extorquir o papai na justiça. Oh, mas cede um pouco do seu egoísmo! Esse diabinho é fofinho pra você, mas, pro bem-estar coletivo, é mais um inseto que vem gerar transtornos. Cada arroto ou peido que ele expele, libera sulfeto de hidrogênio, dióxido de carbono, metano…..tudo para degradar ainda mais o nosso ecossistema. Apenas o conjunto de fraldas que esse capetinha vai gastar, quantas árvores não serão derrubadas! E o tempo para esse desfalque vegetal se repor? Transportes nas grandes cidades, escolas, hospitais, violências, desemprego, sua cria como vítima e vetor na propagação de doenças…. Já pensou? Prolifere esta nova mentalidade!

    • Olá, Paulo!
      Já tem muitos grupos e coletivos que lutam contra essa cultura machista (causadora de tantas músicas que depreciam a mulher)

      Também há diversos grupos e organizações de apoio a mulheres em todo o Brasil, posso listar alguns se você precisar de contatos!

      E sobre controle da natalidade, as mulheres não são as únicas responsáveis por uma gravidez, certo?
      Inclusive, de acordo com dados do IBGE do ano passado, mais de 30% das mães brasileiras são solteiras, após os respectivos “pais” deixarem de lado após o nascimento da criança.

      Obrigada pela contribuição e seguimos lutando por mais equidade! =)

      Bom final de semana!

  3. A minha mãe morreu de câncer de mama aos 42 anos, em 1.971!

    Lembro-me perfeitamente do quanto sofreu antes de ir a óbito, no dia 25 de março, em minha presença no hospital.

    Hoje, esse tipo de neoplasia tem à disposição uma série de protocolos, que oferecem grandes chances de cura, desde que a paciente ajude a Medicina e o detecte no seu início.
    Depois, com o tumor maior e mais tempo no organismo fica difícil e, impossível, se o tumor se descapsular, e se espalhar em metástases pelo corpo da mulher.

    Agora, é inegável que as mulheres têm sido negligentes consigo mesmas, colaborando com o governo em não providenciar os exames que mostrariam disfunções orgânicas previamente.

    As meninas ainda correm riscos maiores porque a gravidez precoce é uma realidade nacional, e nada tem sido feito para diminuir essas ocorrências cruéis para adolescentes que viram mãe muito cedo.

    Não há planejamento familiar; o governo não se interessa; os atendimentos são precários; há falta de informação; os exames são caros, com o SUS protelando-os por vários anos.

    Aliás, um dos erros crassos do Bolsa Família é exatamente a falta de uma contrapartida dos beneficiados.
    No mínimo, o Chiquinho e a Chiquinha deveriam se comprometer em fechar a fábrica de futuros seres humanos carentes, pois ninguém pode ser responsabilizado na hora do aperto, enquanto o casal se delicia com os prazeres inenarráveis do sexo.

    O casal inscrito e que não obedecer o limite de ter filhos, as crianças irão para orfanatos.
    Claro, haverá camisinhas, as mulheres terão contraceptivos, a pílula, o DIU, injeções …
    e os marmanjos teriam a chance da vasectomia.

    Eu até dei a ideia, que o casal que quisesse se esterilizar, ele e ela deveriam cada um ganhar um salário mínimo como incentivo!
    Agora, ambos em casa esperando pelo donativo e, nesse meio tempo, dê-lhe que te dê-lhe, aí é demais.

    Que o sexo seja de minuto em minuto, porém com responsabilidade, cuidados, e não tendo como alvo o nascimento de mais filhos porque recebem 15,00 a mais para cada “fruto do amor” dos apaixonados.

    Ter filhos sem condições econômicas e financeiras é um crime! Permitido pelas nossas ditas autoridades, cínicas e hipócritas, com essa questão crucial.
    Se a Igreja é contra, as neopentecostais da mesma forma, basta mostrar a Constituição que reza o Brasil ser laico.

    Porém deixar que a população de miseráveis e pobres aumente, sem que nada seja feito para evitar que esse número de necessitados seja cada vez maior a cada ano, os governantes estão sendo indiscutivelmente genocidas, e de maneira direta, sem subterfúgios!

    Ter filhos é uma dádiva divina.
    No entanto, trazer para este mundo um inocente para sofrer, passar trabalho, sem jamais conhecer o que seria infância, um brinquedo, uma bicicleta, um par de tênis e uma escola prazerosa, que o anime a estudar, e não frequentá-la apenas pela merenda escolar, as organizações estão se caracterizando pela crueldade, pela tortura de inocentes, pela maldade inquestionável de se deleitarem em ver meninos e meninas passando fome e frio, e sem ter um casebre para se abrigar.

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