Pacto de não agressão foi firmado tarde demais na campanha

Pedro do Coutto

Em matéria publicada na edição de quinta-feira 23, em O Globo, a repórter Carolina Brígido revela que os representantes de Dilma Rousseff e Aécio Neves firmaram quarta-feira no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, um pacto de não agressão no arremate da campanha, que foi elogiado pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. Através do acordo firmado, as partes desistiram das ações que os candidatos apresentaram um contra outro e se comprometeram a não repetir as agressões recíprocas. Vamos ver se o pacto será cumprido no debate final desta noite na Rede Globo de Televisão. Não custa esperar algumas horas para conferir.

Mas o acordo foi firmado, vamos reconhecer, tarde demais. Porém, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. É provável que, nesta altura dos acontecimentos, contribua para esfriar o confronto decisivo. Entretanto é sempre melhor que, finalmente, as ofensas e os ataques pessoais sejam substituídos pela apresentação de projetos e programas com embasamento nas possibilidades financeiras e administrativas concretas, e não de fantasias como se, as invés da realidade, estivéssemos todos no reino mágico de OZ, como no filme famoso da década de 40.

Até porque a fantasia incorpora-se ao plano da arte, não as da política. A ilusão que flutua no universo artístico não voa sobre o campo político. Pois quem fala de política implicitamente inclui a viabilidade da proposta. A proposta da arte pode-se deslocar, sem problemas, para um plano imaginário, onde habitam, em muitos casos, a fantasia e o voo livre da imaginação.

Vamos aguardar o debate desta noite na Rede Globo.

6 thoughts on “Pacto de não agressão foi firmado tarde demais na campanha

  1. Bem, não vi agressão alguma por parte do Aécio. Ele apenas reagiu às ofensas sofridas com verdades que deixaram a manda-chuva meio zonza.
    Se estivesse em seu lugar teria sido bem mais veemente que ele. E cá prá nós, diante dos roubos praticados em suas barbas… leviana é adjetivo sutil demais para esta presidente.
    Danilo Gentili faz uma projeção futurista, com bom-humor, de como será o jornalismo em 2018, caso o PT vença as eleições:

    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/humor/danilo-gentili-diretamente-do-futuro-noticias-do-planalto-em-2018/

  2. Concordo com a Hebe, é bom lembrar que a Dilma atacou o Aécio com
    mentiras, como o caso da votação do salário mínimo, a escola em Minas
    Gerais com as obras paralisadas etc. Dilma falava a mentira com uma
    convicção como se fosse verdadeira e ainda fazia uma cara como quem diz:
    te peguei. É duro acreditar que uma Presidente se utilize disso para se
    reeleger.

  3. Agora que ele rebateu às pancadas da gerentona (de condomínio) e está caindo, vem com esse papinho furado. Dilminha & cambada, a mamata acabou! A verdade é dura e derruba picaretas!

  4. Estou sabendo pelo noticiário ( SENSUS), que não deu em nada. à representação feita pela candidata Dilma ao STE sobre a matéria publicada pela revista Veja, mais especificamente a denúncia do doleiro Alberto Youssef de que o Planalto, nas pessoas de Dilma e Lula, sabiam do desvio do dinheiro da Petrobras para o PT .
    O TSE, simplesmente ignorou o recurso que visava impedir à circulação da revista VEJA.

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