Golpistas querem Zelaya no Brasil

Vergonhoso, indecente, antidemocrático e até mesmo revoltante esse “convite” para que o desprezível ex-presidente de Honduras venha ao Brasil. Parece que é para não deixar sozinho o homicida do Irã, aquele que tem cara de “flanelinha” (nenhuma ofensa a estes).

Se confirmarem as duas visitas (verdadeira provocação à opinião pública) então precisam completar a lista dos “indesejáveis”, colocando o nome de Chavez, o coronel provinciano da Venezuela. Provinciano e com a angústia e o desespero de não deixar o Poder. (Exclusiva)

Baixaria histórica e sem precedentes

Augusto Magalhães Coimbra:
“Estou escrevendo decepecionado e até frustrado, sem sequer pedir desculpas, pois seu admirador, nunca vi o senhor se omitir como agora. Ontem à noite acessei logo seu blog para ver o que o senhor iria dizer sobre a sessão do Senado. Hoje o senhor certamente terá uma explicação.”

Comentário de Helio Fernandes:
Você justamente não pede desculpas, eu peço, completando que tenho explicação ou explicações, mas nenhuma delas conclusiva ou aceitável: NÃO CONSEGUI ESCREVER. De 5 às 7 fiquei vendo e ouvindo pela TV-Senado, aquela barbaridade, fiquei tão assombrado que não havia o que dizer. Como gosta de repetir o brilhante professor Helio Jaguaribe, eu precisava condenar o CONTINENTE e o CONTEÚDO, mas com que palavras?

Só poderia usar o tom e a grosseria utilizada por representantes dos dois lados. Foi uma B-A-I-X-A-R-I-A, esta a palavra, num espetáculo parlamentar que jamais presenciei em minha vida jornalística.

Frequentei a Câmara e o Senado diariamente durante 14 anos, de 1946 (a primeira e verdadeira Constituição) até 1960 (a tragédia da mudança da capital), que permitiu ou provocou a B-A-I-X-A-R-I-A de ontem.

E o Congresso, no Rio, viveu espetáculos memoráveis, dilacerantes, hostis e contraditórios, sem sequer se aproximar do que os senadores protagonizaram ontem.

Em 1950, a tentativa de não posse a Vargas, ditador por 15 anos, mais aí eleito pela primeira vez. Em 1955, o GOLPE para não dar posse a Juscelino, eleito com 36 por cento dos votos, mas eleito. Em 1957, a tentativa desse mesmo Juscelino de cassar o mandato de Lacerda, depois de PROIBI-LO de falar na televisão, já tendo determinado a mesma PROIBIÇÃO para este repórter e para o jornalista Millor Fernandes.

E é impossível deixar de registrar a CPI da “Última Hora”, o discurso de Afonso Arinos nas vésperas do suicídio (politicamente genial) de Vargas, numa noite da Câmara (Afonso Arinos ainda não era senador) completamente lotada, no plenário e fora dela.

Foi o mais importante e destruidor discurso que ouvi em toda minha vida. (O próprio Afonso Arinos considerou assim, tanto que se reconciliando com a família Vargas, fez desaparecer o brilhante discurso não só de suas memórias, mas até mesmo dos anais do Congresso).

Poderia contar episódios que dividiram o Congresso no Rio (Distrito federal)que tinham hostilidade e desavença geral, mas não chegaram à B-A-I-X-A-R-I-A de ontem.

Você vê, Augusto, espero que compreenda, a razão de não ter escrito nada sobre o tumulto PLANEJADO de ontem. Por que digo PLANEJADO? Sarney presidiu a primeira parte, quando começou a Ordem do Dia e normalmente assume, foi embora, pois na presença dele, como iriam brigar como moleques de rua? Acabado o tumulto, reassumiu, risonho e satisfeito, como se o personagem que provocava toda aquela B-A-I-X-A-R-I-A não fosse ele.

Para terminar, quero chamar a atenção: estou usando nesta resposta pela quinta vez a palavra B-A-I-X-A-R-I-A. Tenho certeza que os senadores se encontrarão, se reconhecerão e se satisfarão nela e com ela.

A jogatina das bolsas do mundo, pra cima ou pra baixo, nada com a recuperação econômica

Na Ásia e na Europa, altas. Como fecharam antes, e como os jogadores são ecléticos, onomatopaicos e até iconoclastas, se aproveitam aqui e nos EUA. Não muita alta, mas alta, de 10 até às 13, quando posto esta primeira informação-observação.

De 55.970 na abertura, até 56.600 (neste momento) nenhuma movimentação para baixo.

A primeira alta, de 0,52%, a última, (faltando ainda 4 horas de jogo), mais 1% cravado. O movimento faz os jogadores chorarem os lucros baixos: 1 bilhão e pouquinho, me diziam: “Proporcionalmente vai subir”.

O dólar continua no 1,83 de ontem, só que subiu migalhas e não mostra expectativa de melhora.

Ministro Passarinho: voando sobre a Justiça, a Bíblia e a opinião pública

“SETE anos de pastor, Jacob serviu Labão, pai de Rachel, serena e bela. Mas não servia ao pai, servia a ela”. Inspirado no texto bíblico, o Ministro Aldir Passarinho Junior, (do Superior Tribunal de Justiça), se comportou em relação ao processo 2002/0068479/1.

Designado relator em 2002, ficou até agora estudando profundamente o processo.

No dia 15 de abril de 2009, saciado e satisfeito na sua ânsia de bem aplicar Justiça, se DECLAROU IMPEDIDO. Mas as razões desse IMPEDIMENTO não foram comunicadas à opinião pública. (Exclusiva)

História esportiva, mas também política: 76 anos do Grande Prêmio da Gávea

Em 1933, começava a história do Prêmio Brasil. Anteontem, comemoração dos 76 anos. O primeiro vencedor foi um cavalo brasileiro, Mossoró, inesquecível até hoje. A Gávea foi inaugurada em 1932, naquele terreno doado por Pedro Ernesto, o primeiro prefeito eleito do Distrito Federal. (Prefeito histórico).

Getúlio Vargas compareceu, era então “Chefe do governo provisório”. Foi até 1939, quando levou vaia espetacular, nunca mais apareceu, isso em plena ditadura do Estado Novo. Os ditadores fardados não gostavam do Jóquei, nem mesmo Figueiredo que era da cavalaria.

Anteontem foi disputado o Grande Prêmio Athina Onassis, na Hípica, cujo terreno também foi doado por Pedro Ernesto. Idem, idem para o Flamengo, onde diretores irresponsáveis queriam construir um supermercado. Mas aí já é outra história. (Exclusiva)

Erro inexplicável

Valmor Stédile:
“Neste texto foi cometido um pequeno engano, onde dá a entender que a mulher de Leonel Brizola teria falecido à época em que o irmão Jango exercia a Presidência da República: “Como a mulher de Brizola, (irmã do presidente João Goulart) já morrera, não havia mais parentesco”. Dona Neusa faleceu em 1993, portanto 30 anos depois da polêmica que originou o slogan ‘Cunhado não é parente, Brizola pra presidente’.”

Alexandre de Oliveira Brito:
“Caro Helio Fernandes! Dona Neusa Goulart Brizola faleceu muitos anos depois. Quando seu marido já era governador do Rio de Janeiro.”

Roberto Abranches:
Não sei como você pode se enganar. Em 1993, estive com você no velório de Dona Neuza. Acontece…”.


Comentário de Helio Fernandes:

Todos (e outros que telefonam ou se comunicam de diversas maneiras) certíssimos. É dessas coisas inexplicáveis. Como lembrou o Roberto Abranches, eu estive no velório. Foi no Palácio Guanabara, pois Brizola era governador. Obrigado a todos, como tenho dito, escrevam sempre, contestem.

De qualquer maneira, Brizola não discutia “o fim do parentesco”, e sim a “inexistência” do parentesco. E não foi isso que o impediu de ser presidente e sim o golpe de 1964.

Já escrevi na Tribuna de papel: “Gostaria de ver Lacerda e Brizola chegarem a presidente. Poderiam não cumprir o que eu esperava, mas tinham todo o direito de pretender esse cargo. E sem a DITADURA e sem a REEELEIÇÃO teriam chegado”.

Sarney estaria sendo acusado para não ser novamente presidente. Ha! Ha! Ha!

Quem levantou essa questão, hoje, foi a senadora Serys Slhessarenko. Aventou a hipótese, textual e levianamente.

Essa hipótese ocorreria com estes fatos. 1) Lula viajando. 2) José Alencar, o vice, não assumindo. 3) Michel Temer (que não quer outra coisa) deixaria de assumir para não ficar incompatibilizado.

4) Aí então Sarney assumiria.

Além do mais, agora, quem assumisse, seria por poucas horas, ou nem chegaria a assumir, mesmo “que a vez fosse dele”. O presidente Lula já recomendou, revelei: “Se alguém for assumir, que não seja o vice José Alencar, me avisem que eu volto logo”. Isso é facílimo, a aviação tem progredido muito. (Exclusiva)

Integral, textual e entre aspas

“Este senado não pode se degradar mais do que se degradou”: senador Jarbas Vasconcellos, do PMDB. Quer dizer: do PMDB, se não for expulso ou cassado, de acordo com as ameaças, feitas em nota oficial.

Do senador Epitacio Cafeteira: “Fiquei 16 anos sem falar com Sarney, só voltei a ter diálogo com ele, a pedido de Tancredo Neves”. Puxa, que confirmação sensacional, se Tancredo estivesse vivo.

Do senador Pedro Simon: “Jader RENUNCIOU, ficou tudo igual. Antonio Carlos Magalhães RENUNCIOU, o senado ficou igual. Renan RENUNCIOU, ficou tudo igual. Tenho medo que Sarney RENUNCIE e fique tudo igual”.

Wellington Salgado, senador (perdão, suplente), garantiu o que já se sabia: “Na escolha do vice de Tancredo, tudo que eu sei, aprendi pela internet”. Um suplente de cultura “internetiana”, aparteando Pedro Simon.

Do senador Renan Calheiros, assombrando muita gente, mas surpreendendo pela forma como se manifestou: “Pedro Simon, o senhor não entende, mas a luta que se trava aqui no senado, tem a motivação de 2010. Tudo é 2010, senador”.

“Cunhado não é parente”. E compadre? Brizola revive na justiça de São Paulo

Em 1963, 7 governadores eram candidatos a presidente. (Numa eleição que não haveria, mas nenhum deles imaginava). Um desses governadores (que na verdade deixara o cargo logo no início do ano), seu mandato no Rio Grande do Sul acabara, antes de FHC ninguém pensava em reeeleição e ainda por cima no Poder.

Esses governadores tinham problemas partidários, políticos, eleitorais, é natural, compreensível, ninguém é unanimidade quando se trata de enfrentar uma eleição, tentar convencer o povo a preferenciá-lo no voto e na urna.

Mas Leonel Brizola tinha problema diferente, principalmente pelo fato de ser considerado eleitoralmente muito forte. Então inventaram o veto: não pode ser candidato a presidente porque quem está na presidência é o senhor João Goulart, seu cunhado.

O já ex-governador que passara pela Guanabara (Rio) como um furacão, e recebera 1 voto de cada 5 eleitores, não deixou de graça, respondeu e criou uma campanha, baseada num slogan: “Cunhado não é parente”.

Além do mais, Brizola acrescentou o que na época explicou que estava no Aurélio: “O cunhadismo termina quando a ligação desaparece”. Como a mulher de Brizola, (irmã do presidente João Goulart) já morrera, não havia mais parentesco.

A questão não foi resolvida pelos livros e sim pelas armas. Logo, logo veio o golpe de 1964, ninguém foi candidato. Agora, surge na Justiça de São Paulo, um novo slogan posto em prática por um desembargador: “Compadre não é parente”. Só que essa questão não será resolvida por nenhum Aurélio, mas por um Ministro do Supremo (ou do Conselho de Justiça) de nome bem diferente.

E não basta anular sua estranha e extravagante liminar, é imperioso defender a LIBERDADE DE INFORMAÇÃO, cortar imediatamente essa vocação de Chavez.

*  *  *

PS – Brizola só conseguiu ser candidato a presidente, 26 anos depois, em 1989. Mas isso já é outra história, embora seja recomendável não esquecê-la, ao contrário, lembrá-la.

PS2 – O Conselho de Justiça não pode se OMITIR em relação à participação do desembargador Dacio Vieira em defesa do filho de Sarney, Fernando. Esse desembargador não só maculou a Justiça, como incitou e apoiou antecipadamente os que desprezam e tentam liquidar a DEMOCRACIA.

Lula descarta Sarney e afasta Dirceu do PT

Pedro do Coutto

Foram dois lances políticos no mesmo momento. Ao afirmar na tarde de quinta-feira, na sede da Federação das Indústrias de São Paulo, quando recepcionava a presidente do Chile, Michele Bachelet, que o problema da crise do Senado não lhe cabe e portanto o próprio Senado terá que resolvê-la, o presidente Lula descartou o apoio que vinha destinando a José Sarney para que permanecesse na direção daquela Casa do Congresso, distanciando-se do desfecho que se aproxima. Isso de um lado. Mas de outro, aproveitou também a ocasião para demonstrar que o ex ministro José Dirceu não fala em nome do governo ou do PT. Pois Lula fez a declaração na quinta-feira, divulgada nos jornais de sexta.

Na quarta-feira, (a imprensa publicou no dia seguinte), que o ex cx  chefe da Casa Civil atacou o senador Aloísio Mercadante e condenou a nota da bancada do Partido dos Trabalhadores pela saída de Sarney do posto. Causa e efeito. A rebatida foi dada. Parece que, para o presidente da República,  reduzir ou anular a influência de Dirceu tornou-se mais importante do que o destino do senador pelo Amapá. De fato a atitude de Dirceu causou surpresa. Afinal, ele não é senador nem dirigente partidário. Que desejava provar ou aparentar? Provavelmente que, apesar de ter tido o mandato cassado em consequência do vendaval chamado mensalão, continuava forte nos bastidores iluminando as sombras e os caminhos da legenda rumo à sucessão de 2010. Luis |Inácio Lula da Silva acentuou que não é isso.

Em primeiro lugar porque em sua manifestação Dirceu disse que a saída de Sarney da presidência do Senado entregaria o comando do Congresso à oposição. Não é fato. Se José Sarney se licenciar, Marconi Pirilo, do PSDB assumiria até seu retorno. Três meses. Porém se Le vier a renunciar, com base no Regimento Interno do Senado, seu sucessor efetivo terá que ser eleito dentro de cinco dias. O posto de presidente do Senado, no próximo ano eleitoral, ganha importância além do comum. Não se trata somente de presidir o Congresso, mas substituir o presidente Lula em suas viagens, já que o substituto constitucional, deputado Michel Temer, presidente da Câmara, sendo candidato à vice na chapa de Dilma Roussef, a partir de abril, não poderia assumir o cargo.

Uma crise desgastante como a do Senado, na qual aparecem irregularidades e ilegalidades em sequência impressionante, vale cinco dias de espera. Menos do que uma semana. Não causaria problemas para o Planalto. A aliança PT-PMDB estaria ou estará mantida, uma vez que não se pode esquecer que o partido que foi de Tancredo neves e Ulisses Guimarães no passado, no presente detém seis ministérios e assim possui forte presença na administração federal. A saída de Sarney viraria mais uma página da história do Parlamento brasileiro e não afetaria a posição nem de Lula, nem do governo. A permanência sim. Esta, à medida em que o tempo for passando, vai acrescentando dissabores à opinião pública que, no fundo, é a base do teatro político. E tais dissabores refletiriam inevitavelmente na aliança PTB-PMDB, em termos de votos. Tudo o que o presidente da República não quer e a oposição almeja.

A provável coligação PSDB-DEM-PPS, incluindo Itamar Franco, não necessita sequer condenar o maremoto que traga o Poder Legislativo. Apenas assistir. Como fez Ronald Reagan, nos Estados Unidos, ao disputar em 80 a reeleição contra o governador Walrer Mondale. A vice de Mondale era a deputada Geraldine Ferraro. Logo ao início da campanha revelou-se que ela devia (e não pagou) 10 mil dólares ao Imposto de Renda. Bastou isso para esvaziar a chapa Democrata. O Partido Republicano permaneceu na Casa  Branca. Venceu fácil a eleição.

Querem sacrificar o patriarca

Carlos Chagas

Com todo o respeito, mas certas famílias, ou melhor, partes de certas famílias, deveriam ter vergonha de suas atitudes quando, para safar-se, exigem o sacrifício  de seu patriarca.   Falamos de uma ala da família Sarney que há dias freqüenta anonimamente  os jornais,  informando estar o senador no limite de sua resistência,  prestes a aceitar o conselho para licenciar-se ou renunciar. Na verdade, querem tirar José Sarney de cena para proteger-se, imaginando que seu afastamento fará cessar as investigações e as sucessivas denúncias de lambanças por eles praticadas. Falta-lhes pudor, importando-lhes menos ou nada o fato de que se afastar-se, o presidente do Senado estará comandando  seu enterro político.

Até ontem Sarney resistia, disposto a enfrentar as acusações jogadas sobre seus ombros. Importa menos saber se ele  orquestrava a transformação da coisa pública em propriedade privada, no Maranhão, ou se algum de seus filhos agia por conta própria, escorado no nome do pai. Tanto faz, porque o dever de todos seria respaldá-lo numa de suas piores horas. Jamais empurrá-lo para o cadafalso. Ou se o preço para saírem de cena for  vê-lo humilhado.  O drama faz lembrar, em parte, o Rei Lear, de Shakespeare, a que ainda esta semana referia-se   a ministra Marina Silva,  em artigo assinado.

É claro que a família sofre e  preocupa-se  com a imagem e até a  saúde de Sarney, mas usá-lo pretendendo livrar-se das primeiras páginas e das acusações será, no mínimo, crueldade. Covardia. Vale repetir, mesmo se for verdadeiro o envolvimento do ex-presidente da República em muitas  práticas que tem caracterizado a ação de clãs incrustados na vida política nacional.

Sobre a abominável nota do PMDB

Custa acreditar que o deputado Michel Temer tenha assinado a recente nota do PMDB onde, a pretexto de defender José Sarney, o partido tenta sacrificar dois de seus  senadores,  Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos. O texto estaria mais para Renan Calheiros e Eliseu Padilha, pois sugere que os representantes do Rio Grande do Sul e de Pernambuco deixem seus quadros por sustentarem  o afastamento do  presidente  do Senado. Afinal, que absurdo  é esse pregado pelo partido outrora responsável pela volta do país à democracia?

Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos foram execrados pelos caciques do PMDB quando, na realidade, a recíproca é que deveria ser verdadeira. Há muito tempo isolados na bancada do Senado, sem ser indicados para compor comissões técnicas ou CPIs, por que não teriam, ambos, o direito de discordar da maioria?

O PMDB lembra o PT de outros tempos e até dos tempos atuais, onde quem não se enquadra, se humilha e se curva,  deve ser expulso. Nos idos de 1985, três companheiros-deputados foram guilhotinados porque votaram em Tancredo Neves para presidente da República.  Não faz muito Heloísa Helena foi punida. Pois a moda pegou e agora é o partido do dr. Ulysses que veste o execrável figurino.

Vale acreditar na Justiça?

Representando “O Estado de S. Paulo”, o advogado Manoel Alceu Affonso Ferreira deu entrada esta semana com recurso junto ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal, visando acabar com a censura prévia naquele matutino, estabelecida por liminar do desembargador Dácio Vieira. O meretíssimo acatou pedido de Fernando Sarney para não ter mais publicadas as acusações a que responde, sob o pretexto de correr sob segredo de Justiça o processo contra ele, resultante de investigações da  Polícia Federal.

Além de a Constituição preceituar ampla liberdade de imprensa, acresce que Dácio Vieira deveria ter-se dado por impedido, dadas suas relações inequívocas com a família Sarney.

Trata-se de uma decisão crucial a ser tomada pelo Tribunal de Justiça da capital federal, daquelas que traçarão  o futuro da liberdade e a validade da Constituição.

Manoel Alceu tem experiência nessas questões. Nos anos de chumbo, defendeu este repórter em dois processos abertos pela ditadura, com base na Lei de Segurança Nacional.  Um por estar,  este que vos escreve,  indispondo o povo com as autoridades constituídas, em função de reportagem denunciando seqüestro e tortura de um suposto adversário do regime.  Outro por criar alarma social com  divulgação da invasão, por tropa armada, da Universidade de Brasília, com depredações e violência contra professores e alunos. Um bujão de mosquitos de febre amarela teria sido quebrado e a Procuradoria Geral da República  entendeu que multidões desesperadas corriam pela Avenida W-3,  fugindo dos insetos.        O advogado ganhou os dois, no Superior Tribunal Militar.

Aposentados garfados?

O  reinício dos trabalhos do Congresso, esta semana, faz lembrar a obrigação de deputados e senadores de apreciarem veto do presidente Lula a projeto de lei estendendo a todos os aposentados o reajuste dado àqueles que recebem o salário mínimo. Porque desde os tempos do sociólogo que se estabeleceu o execrável fator previdenciário, determinando a redução gradativa dos aumentos devidos a quem parou de trabalhar.  Derrubado o veto, restabelece-se a justiça.   Mantido, abre-se o caminho para que em poucos anos todos os aposentados estejam nivelados por baixo, recebendo apenas o salário mínimo.

O governo conta com  maioria na Câmara e no Senado para a perpetuação desse horror, mas a pergunta que se faz é se os representantes do povo, e dos aposentados, aceitarão disputar as  eleições do ano que vem com nome e imagem divulgados pela televisão, dando conta de seus votos.

Jogatina desenfreada, compraram até 15 horas, venderam até 17

A Bovespa subiu da abertura até o meio da tarde. Abriu em 55.760 pontos, alta de 1,40%. Continuaram comprando, foi para 56 mil cravados, depois 56 mil e 186, alta de 2,60%.

Começaram a vender. A partir daí foi perdendo substância, fechou em 55.990, alta mas de 2,20%. O volume “roçando” 4 bilhões, no auge movimentava o dobro.

O dólar às 13 horas caía 1,40% em 1,83, no fechamento, a mesma cotação da abertura.

Vergonhosa a falta de jornalismo, “patriotada”, na vitória de Belluci

Jornalões e televisões foram revoltantes ao noticiar a vitória do brasileiro num título de quinta categoria. Manchetes impressas e não impressas. E o próprio jogador: “Sou campeão mas não posso me entusiasmar”. É a falsa humildade.

Não é campeão, apenas ganhou um “chalenger”, que tem a mais baixa pontuação (250 pontos) e a mais insignificante premiação: 200 mil reais, mínimo permitido pela ATP. (Exclusiva)

Sergio Cabral filho, confuso, assustado, sem entender, querendo seguir Lula no caso Sarney, mas como?

O presidente do Conselho de Ética, é Paulo Duque, suplente do suplente do governador. Leal, sabendo que se não for, pode ser afastado, tenta buscar orientação com o “chefe”. (Chefão, mas não poderoso).

É que como Lula cada vez se revela mais contraditório no assunto, Serginho não sabe o que fazer. E “sente” que está a cada dia mais impopular, com medo de Gabeira, Lindemberg, sem perceber que o verdadeiro adversário é Garotinho. (Exclusiva)

Cinto é imprescindível e pode salvar vidas?

Nos carros, principalmente nos centros urbanos, o cinto pode até prejudicar. Escrevo isso há anos. Nas autoestradas, quando se dirige até a 200 quilômetros, lógico, use cinto. Me recuso a analisar o cinto nas cidades, nessa velocidade é crime. Quem anda em excesso devia ter a a carteira suspensa e depois cassada.

Nos aviões, devia ser obrigatório o cinto em toda a viagem, é o que eu faço. Sem cinto, qualquer solavanco é perigoso, e pode produzir ferimentos.

O grande político da Bahia, Nestor Duarte, costumava dizer a razão de detestar avião: “O avião é mais pesado do que o ar, o motor é a explosão, e na hora do perigo amarram a gente”. (Exclusiva)

Integral, textual e entre aspas

De economistas “amestrados”, na ânsia de servirem a mais governos. No Brasil: “O mundo todo está assombrado com o Brasil e como administra seu desenvolvimento”. Nos EUA: “Ainda estamos em recessão e agora apavorados com a inflação”.

Nota oficial do PMDB, sem assinatura para os autores, ameaçando companheiros também sem citar nomes, mas os dois grupos, perfeitamente identificados ou identificáveis: “Ou saem do partido agora ou perderão os mandatos”.

Lula em duas oportunidades: “Ninguém pode julgar um homem com a biografia de Sarney”. Outra: “Não tenho nada com Sarney, não votei nele, isso é com o Senado”. Por favor, respondam, qual dessas afirmações está valendo? Ou será que saiu outra?

Geddel Vieira Lima, que foi o maior acusador de Lula e acabou ministro dele, agora atraiçoando e atirando nos colegas do próprio partido, o PMDB: “por  causa de tudo o que acontece não disputarei vaga no senado e sim no governo da Bahia”. É mais um que vai encerrar a carreira. A não ser que se “aconchegue” nos braços de algum inimigo.

Contradição e imprudência com o FMI

O presidente Lula, empolgado, se fingindo orgulhoso e poderoso, anunciou ao mundo, com os indispensáveis foguetórios: O Brasil vai emprestar 10 bilhões ao FMI”. Não explicou se eram dólares ou reais, mas era dinheiro.

Lembrando: quando viajou em 1955 como presidente eleito e não empossado, Juscelino esteve com Salazar, ditador mas professor de Finanças de Coimbra que lhe disse: “Presidente, se o senhor quiser governar o mandato inteiro, não recorra ao FMI”.

Agora, o FMI terá mudado tanto? Lula corta emendas orçamentárias de deputados e senadores, provocando protestos. (Exclusiva)

Há 18 dias anunciei que Sarney e sua “tropa de choque”, utilizariam o dossiê

Quando começou o recesso, registrei: Sarney vai para o Maranhão. Convencido de que não tem saída, que as três palavras, licença, renúncia, demissão, não servem para ele, tem dito a amigos que vai se valer de represália, baseado num DOSSIÊ que faz ou organiza há 40 anos.

Tudo se confirmou. Também acrescentei, alguns dias depois: Sarney tem falado muito pelo telefone com Brasília, não têm mais medo de gravação. E no fim de cada conversa, indagava: “O presidente Lula tem perguntado por mim?” É que todos com quem falava, transito enorme no Planalto (em obras) e no Alvorada.

O presidente do senado, (ainda? O túnel tem 2010 metros, não demora estará todo percorrido) chegou ontem a Brasília, mas de SP, já dera sinal verde para a hostilidade, com a recomendação: “Não pode escapar ninguém, seja da base ou da oposição”. Essas publicações dos amestrados se encaixam no figurino traçado por Sarney.

Só que não perceberam: a represália não é assassinato, é suicídio-haraquiri. Como os japoneses fizeram em 1905, na espantosa batalha de Porto Arthur. (Exclusiva)

A morte e a morte do “mercado” de jogatina chamado de Bovespa

Às 10 horas, flutuando ao sabor das ondas gigantescas que vinham da Ásia e da Europa, a bolsa de São Paulo, aparecia já com tendência de alta. 55.120 pontos foi a primeira manifestação, alta de 0,72%.

Mas os que estavam lá dentro, “profissionais”, não perderam a chance e desandaram a comprar. Ao meio dia já subia 1,23% em 55.611. E na hora em que posto esta informação-opinião, já está em 55.760, mais 1,80%.

No momento, (meio dia e 40) o volume chega a 1 bilhão e 200 milhões, o que mostra que o jogo é entre eles e nada mais.

O dólar continua caindo, veio para 1,83 em baixa de 1,50%, muito para um dia só. Não dá sinais de recuperação nas próximas 4 horas.