A verdadeira representatividade

Neusa Maria Bragança de Mello:
“Helio, por que o deputado Chico Alencar não se candidata nem é relacionado como candidato a governador? Tem grande votação para deputado (eu e minhas amigas sempre votamos nele), não sai desse circulo? Por que não tenta ser governador, não rouba, seria otimo para ele, para nós e para o Estado do Rio. Meus parabéns e que Chico aceite a sugestão.”

Comentário de Helio Fernandes:
Corretissima sua observação. Chico Alencar não rouba, isso é fundamental para um governador fazer grande administração. A dignidade no trato dos dinheiros publicos, alem de ser um problema ETICO, é também reprodutor de investimento. Uma obra que poder feita, digamos, com 500 mil reais, esgota 1 milhão, portanto, podiam ser feitas duas obras. (O forte do governo Carlos Lacerda foi esse: ninguém conjugava o verbo roubar).

Chico Alencar não pode ser candidato por causa da nefasta COINCIDENCIA de mandatos, que só existe no Brasil. Digamos que Chico Alencar (ou outro deputado) se candidatasse a governador em 2010. Se perder, fica sem mandato por 4 anos. As eleições deveriam ser realizadas em 3 datas diferentes: 1) Para presidente da Republica e senadores. 2) Para governador e deputado federal e estadual. 3) Para prefeito e vereadores.

Muitos dizem, acreditando que estão certos: “Assim se gastará muito dinheiro”.

Dinheiro empregado em eleição não é gasto, é investimento (Idem para a Educação). Mas as cupulas sabidas e não sábias, não querem modificação num sistema que está funcionando (para eles) e destruição (para a coletividade) da verdadeira REPRESENTATIVIDADE.

Dolar e ações rodando no vazio

Exatamente às 13 horas, com 3 horas de movimento, nenhuma alteração importante. A Bovespa abriu em 50 mil 440 pontos, mais 1,20%. Agora, chegou (?) a 50.666, mais 1,70%.

O dolar abriu em 1,96 alto, esta em 1,96 baixo, nada visivel ou consideravel. Profissionais, preocupados. Especuladores, rindo como sempre, ganham na ALTA e na BAIXA.

Correção

José Fernandes da Silva:
“Helio, em 1986 o Maluf não foi eleito (Graças a Deus), quem foi eleito foi Orestes Quércia.”

Comentário de Helio Fernandes:
Excelente a vigilancia e a fiscalização. Jornalista não tem (nem pode ter mesmo) imunidade a respeito do que escreve. A correção é corretissima. Quem ganhou realmente foi Quercia (de Maluf e de Ermirio de Moraes), se desincompatibilizou, se elegeu senador até 1998. Teve a carreira interrompida pelo voto, mas continuou na politica, “dono” do PMDB, de jornal e de uma fortuna colossal.

Obrigado e não deixem de ASSINALAR o que estiver errado.

Homogeneos e heterogeneos no Rio

A confusão é total no Estado do Rio. O lançamento da candidatura de Garotinho ao governo assustou Sergio Cabral.

Em 2008, Garotinho, Cesar Maia e Picciani fecharam acordo. O primeiro para governador, os outros dois para o Senado. Garotinho confirmou, Cesar e Picciani desistiram. O ex-prefeito sabe que não se elege, o presidente da Alerj tem duvidas.

Para o Senado,  tres candidatos fortes: Dona Frossard, Gabeira, o “bispo” Crivela, que acaba o mandato e já perdeu duas vezes para prefeito. (Sergio Cabral também perdeu, Serra foi derrotado duas vezes para prefeito, ganhou na terceira, perdeu também para presidente, Garotinho, sozinho e sem partido, teve 15 milhões de votos).

Para Cesar Maia “sobrou” uma vagade deputado federal. E o filho? Maia pode ser estadual, diz: “Serei presidente da Alerj, do Picciani eu ganho”. Ganha? (Exclusiva)

Marcio Braga: juiza anulou expulsão no Flamengo

O socio-proprietario e Conselheiro do Flamengo Paulo Cesar Ferreira denunciou, COM PROVAS IRREFUTAVEIS, irregularidades no clube. O presidente, antes de ser operado e licenciado (felizmente para ele como pessoa fisica, infelizmente para o clube, já reassumiu), EXPULSOU o acusador.

Marcio Braga não gosta de ser contestado. Paulo Cesar entrou na Justiça, tendo como advogado Clovis Murilo Sahione de Araujo (neto do grande criminalista Clovis Sahione).

Hoje, exatamente a 1 da tarde, a juiza Marisa Simões Mattos (“Ainda há juizes em Berlim”) absolveu Paulo Cesar. Textual da juiza: “Declaro nulo o ato de expulsão da presidencia do Flamengo, bem como todos os atos decorrentes, em especial a suspensão do socio-conselheiro”.

Paulo Cesar pode processar o presidente do Flamengo. Ainda não decidiu.

Quercia presidente do Senado

Numa tarde de muita conversa no bar do fasano (São Paulo, luxuoso), o “dono” do PMDB paulista garantiu: “Serei eleito em 2010, tomarei posse e logo eleito presidente da casa”.

Um intimissimo discordou: “Mas no primeiro mandato?”. Quercia logo refutou: “Você esquece que eu já fui senador durante 8 anos”. Não é “menas” verdade. (Exclusiva)

Estudante, Serra é presidente da UNE, exilado. 45 anos depois, governador, reprime estudantes

O “misterio” eleitoral chamado Serra. Em 1979, chegando do exilio (verdadeiro), José Serra foi logo “apadrinhado, patrocinado e protegido” por um grupo de empresarios.

(O exilio de Serra, nada a ver com o de FHC. Este, apenas para constar, uma especie de “marca fantasia”, como a Coca-Cola. Alguns conhecidos (o ex-presidente não tem amigos) estavam no Chile, FHC ia lá, conversar e se divertir. Não tinha projeto politico, em 1978, foi o unico “CASSADO” que “disputou” eleição).

Garante que foi PRESO, CASSADO e PERSEGUIDO, até generais importantes negavam os fatos. A não ser que tenha sido CASSADO por DECISÃO SECRETA, mas isso foi “marca registrada do Senado”, começando 20 anos depois do fim da ditadura.

pausa para explicar as aspas das palavras CASSADO e DISPUTOU. 1- Em 1978, FHC foi suplente de Franco Montoro, candidato a senador. Montoro se elegeu, FHC ficou esperando, em 1982 assumiu no Senado, Montoro foi governador.

2- nem discuto o fato de ter sido suplente, é do regime que favorece as castas, as cupulas, os aristocratas da politica. O que contesto e já desafiei o ex-presidente a provar é o seguinte: antes de 1982, e da “anistia ampla, geral e irrestrita”, NENHUM CASSADO disputou eleição. Como FHC conseguiu essa façanha (?) de ser ao mesmo tempo CASSADO e ELEGIVEL?

Também não DISPUTOU nada, foi apenas suplente. Depois, acreditando que não conquistaria outro mandato de senador, estava disposto a ser deputado federal. Só que caiu do céu um acordo com Lutfalla-Maluf, candidato a governador. Traiu seu candidato declarado (Ermirio de Moraes), depois de exigir dele que retirasse sua candidatura ao Senado de um de seus maiores amigos (de infancia), Ermirio cumpriu logo a exigencia.

Maluf se elegeu governador e FHC senador. Mas mesmo aí, nem imaginava ser candidato a presidente, quanto mais eleito. Deve tudo a Itamar. E a reeeleição, invenção, financiamento e consolidação de Sergio Motta. (Mas esses dois fatos ficam para serem examinados em outra oportunidade, o personagem principal de hoje é José Serra).

Secretario do governador Franco Montoro, José Serra traçou milagrosamente mas também apressadamente, seu futuro politico, logico, passando pela eleição. Foi então candidato a PREFEITO de São Paulo, nem apareceu na “pedra” ou no fotochart do Tribunal eleitoral.

Insistiu 4 anos depois, nova DERROTA, ainda mais decepcionante (para ele), satisfação e ato (de vontade) do cidadão-contribuinte-eleitor. Ligou-se então ao senhor Piva (que na epoca era pai do presidente da Fiesp), foi candidato ao Senado, e supreendentemente se elegeu. O “dinheiro vadio” opera milagres.

Era 1994, FHC também se elegia para surpresa de todos e dele mesmo. A reeeleição foi facilima, outro que aproveitava o “dinheiro vadio” acumulado pelo amigo (talvez o unico) Sergio Motta.

José Serra, chamado da tribuna do Senado de PILANTROPICO e não de FILANTROPICO, jamais respondeu ao senador Ornelas, da Bahia.

No governo FHC foi TUDO e não fez NADA. Ministro do PLANEJAMENTO e da SAUDE, só cuidou de si mesmo. Tão ambicioso e vaidoso quanto o “patrão” FHC, seria candidato a presidente em 2002, perdendo para Lula.

A “maquina” facilitou o futuro de Serra, mas não lhe deu (nem dará) a Presidencia da Republica, a não ser num acordo com Lula.

PS- O retrato e o perfil de Serra estão nessa contradição. Em 1964, era presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), foi para o exilio nessa condição.

PS2- Agora, governador, reprime com violencia os mesmos estudantes que como ele há 45 anos protestavam contra o que julgavam errado. Como CONFIAR e TER na Presidencia um homem que trata seu proprio passado dessa forma, tentando conquistar o futuro?

A vingança contra a notícia

Carlos Chagas

Houve tempo em que a profissão de jornalista  era tida como de segunda classe. Fora os políticos que se utilizavam da imprensa como instrumento para a difusão de suas idéias ou a concretização  de seus interesses, botando dinheiro próprio nos jornais,  a imensa maioria vivia de receber vales, obrigava-se a trabalhar em diversos veículos e não raro morria na indigência. A própria Associação Brasileira de Imprensa nasceu como Caixa de Pecúlio para atender velhos profissionais sem aposentadoria. Seu  fundador, Gustavo Lacerda, morreu na Santa Casa da Misericórdia,  no Rio de Janeiro.

Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Julio Mesquita, Ronald de Carvalho, Armando de Salles Oliveira, Gilberto Amado e quantos outros eram profissionais liberais de sucesso ou  nobres bem fornidos de recursos, especializados em campanhas políticas  de sucesso, intitulando-se jornalistas por diletantismo. Bem diferente era  a massa que cuidava da noticia, que  reportava e editava as folhas, dividida entre a boemia e a quase miséria.  A sociedade referia-se a ela  fazendo aqueles gestos de quem tange galinhas.

O tempo passou, espaços foram sendo abertos. Mesmo assim,  usava-se a mídia,    e hoje  também  se usa, como instrumento para ingresso  na política. Só que a categoria dos jornalistas foi crescendo,  claro que  ainda submetida a  constrangimentos.  Vieram as Escolas de Jornalismo,  sem exigência de diploma, aumentando da mesma forma o número de profissionais que cursavam Direito,  Arquitetura e outras faculdades.

Nos idos dos anos cinquenta do século passado já se podia sobreviver com os salários pagos pelos  meios de comunicação, ainda que muitos jornalistas misturassem reportagem com publicidade ou histrionismo.

Deixamos de ser uma profissão de segunda classe, as exigências da informação  correta e verdadeira cresceram.  A boemia foi ficando para trás, assim como a miséria. Diminuiu  a   força dos patrões diante da noticia, ainda que continuassem impondo  concepções e  interesses.

Com a modernização e a sofisticação   dos meios de comunicação, além da exigência sempre maior dos leitores, ouvintes e telespectadores, acabamos  aceitos na comunidade. Para isso  contribuiu essencialmente a obrigatoriedade do diploma. Só com conhecimentos ordenados do mundo e da técnica jornalística, adquiridos também pela experiência, tornou-se possível às novas gerações ingressar na profissão a serviço da notícia.  Valorizá-la, conquistando espaços capazes de exigir  melhores salários e mais ética por parte das empresas. O culto à notícia veraz e  honesta cresceu,  não obstante as exceções, como em qualquer outra profissão.

A reação veio desde o início, por parte de muitos  patrões, saudosos dos tempos em que dominavam por completo os jornalistas e as notícias.  Como também, em progressão até  maior, entrou em campo a raiva daqueles que se sentiam atingidos pelos fatos publicados.  Tentarem e parece que conseguiram confundir-se com as  instituições e as  corporações a que servem, interessados em  sobrepor-se à sociedade e,  mesmo, à   lei e aos bons costumes. Excessos aconteceram e acontecem do nosso lado,  mas, como regra, o jornalismo impôs-se como valor social.

A queda de braço permaneceu, assim como o  conluio entre a maioria dos proprietários e o  monte de atingidos pela notícia, integrantes de instituições variadas,  flagrados em lambanças ou simplesmente irritados por ver  afirmar-se  um outro poder capaz de  arranhar e até de demolir suas maracutaias.     Particularizando: no Congresso, nos partidos políticos, nos governos, nos tribunais, nas entidades empresariais, até nos sindicatos e nas universidades –   os incomodados entenderam necessário contra-atacar. Com inteligência, fizeram alvo principal a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Uma espécie de vingança, de revanche para eles capaz   dispersar a categoria que os incomoda.

Ignora-se haver sido o Supremo Tribunal Federal um instrumento, um agente dessa reação, ou, simplesmente,  as mãos do gato com que as elites tiram as castanhas do fogo.  Tanto faz, pois da decisão de dez ministros, em onze,  acaba de sair o petardo supostamente letal para esmagar a força da notícia. Apesar do  protesto de alguns veículos e da promessa de seus proprietários de que nada vai  mudar  e de que continuarão sendo admitidos em suas redações os  melhores profissionais, o risco é de a teoria ser desmentida pelos fatos. Agora poderão ingressar no jornalismo, além dos jovens obviamente  preparados,  indivíduos manipuláveis,  sem a formação  necessária para o cumprimento de nossa obrigação maior, o culto à notícia.

O processo de emprego num mercado de dúvidas

Pedro do Coutto

O Ministério do Trabalho anunciou nos jornais de 23 de junho que, no mês de maio, foram criados 131,6 mil empregos com carteira assinada no país, dando sequência assim a um processo fundamental de retomada de postos de trabalho fechados entre o segundo semestre de 2008 e janeiro de 2009: consequência da crise financeira que atingiu o mundo. E, portanto, alcançou o Brasil. A melhor página sobre o tema, sem dúvida, foi a da Folha de São Paulo com matérias assinadas pela repórter Juliana Rocha e pelo sócio diretor de LCA Consultores, economista Fernando Sampaio. Entretanto dúvidas permanecem e, se não forem esclarecidas agora, serão pelo passar do tempo e pelos números do FGTS. Explico porque.

O resultado de maio, fornecido pelo Cadastro Geral do Ministério do Trabalho, dá a entender que 131 mil e 600 foi o saldo verificado entre as admissões e as demissões em maio. Uma surpresa. Pois até abril as demissões registravam um número mensal em torno de 110 mil. Assim, para que houvesse um saldo positivo de 131,6 mil, era necessário que o total de contratações atingisse algo em torno de 240 mil postos. Difícil.Não estou negando, mas aguardando informações da Caixa Econômica Federal, administradora do Fundo de Garantia, sobre os saques efetuados no mês. O diretor dessa área da CEF é o ex governador Moreira Franco. Quando digo que existe que existia média mensal de 110 mil demissões, baseio-me no relatório anual de 2008 da própria Caixa Econômica, por mim comentado há cerca de dois meses. Inclusive a Caixa divulgou o montante dos saques ocorridos no exercício passado. Somaram 23 bilhões de reais para 16 milhões de demissões sem justa causa. O que evidencia uma incidência média mensal até superior a parcela de 110 mil dispensas. Inclusive, o desembolso realizado representou quase a metade da arrecadação total do FGTS em 2008, que foi exatamente de 48,7 bilhões. Isso de um lado.

De outro, quando o governo fala em recuperação de postos de trabalho (281mil, este ano) contra uma perda acumulada de 797 mil de junho do ano passado a janeiro de 2009, não se refere ao valor do salário médio. Pois, para uma análise socioeconômica completa, é indispensável confrontar-se o salário médio dos demitidos com o salário médio dos admitidos. Porque quando existe uma demanda interna por emprego –o que acontece sempre, já que sem emprego o ser humano entra em crise- e uma oferta retraída, a consequência natural é a queda dos padrões salariais. Lei da oferta e da procura, uma lei natural e eterna. Há, portanto, como estamos vendo, muitos pontos a serem iluminados e esclarecidos. Não podemos nos deixar levar pelo impacto da primeira informação. Os números têm personalidade própria e relativa. Necessitamos focalizá-la e traduzí-la. A vida é uma tradução constante.

Sobretudo porque, como assinala o texto de Juliana Rocha, o setor que menos empregou em maio passado foi o da indústria, proporcionando um aumento de apenas 700 vagas no total anunciado de 131 mil. Algo deve explicar o fenômeno marcado pelo contraste. Pois se a atividade econômica se expandiu ao ponto de surgirem 131 mil vagas novas e adicionais às demissões, qual o motivo que  levou a indústria a empregar tão pouco? Sem atividade industrial não pode haver produção e comercialização. Francamente, penso que foram criadas 131 mil vagas com carteira assinada em maio. Mas a que montante atingiram as dispensas? Está faltando este número.

Senador Tião Viana se lança candidato

O Acre tem um representante com imponente senso de oportunidade. No momento em que o presidente Sarney está entre a LICENÇA, a RENUNCIA ou a DEMISSÃO, ele se lembra q    ue foi derrotado precisamente por esse senador periclitante, que palavra.

Aí, fica na tribuna, estatico e silencioso, ouvindo os senadores que estavam presentes nas duas sessões (a de hoje e a de 7 meses passados) se lamentarem: “Deviamos ter votado em V. Excelencia, que presidente teria sido”. Ora, senador Tião Viana, o senhor está no Senado há 9 anos, tem mais 7 e não sabia de nada?

De qualquer maneira, apesar da “anunciada” demissão dos “donos” funcionais do Senado, nada aconteceu. Perdão, surgiu no Senado um presidnete para um cargo que não está vago. NÃO ESTÁ?

Pedro Simon, simbolo da legenda

Pouco antes, o bravo representante do RGS já falara, sem LIVRAR a cara de ninguém. Muito têm medo dos funcionarios, Simon respondeu diretamente aos que querem “um plano de carreira para os 10 mil funcionarios”. Agora, neste momento “não é hora de cuidar disso, todos t~em que ter a noção da propria responsabilidade”. (Exclusiva)

Grave, gravissimo, gravississimo

Hoje, 4 da tarde, o senador Jarbas Vasconcellos disse textualmente o seguinte: “Aqui no Senado EXISTEM duas quadrilhas que brigam para serem vencedores. Os ladrões aqui dentro, e o presidente Sarney diz que não chamará a policia”. Perfeito. E o que acontecerá? NADA VEZES NADA, Sarney continuará presidente e enterrando o Senado.

Senado: subterraneos mais importantes que a luz do sol

A situação do Senado não é parlamentar e sim para lamentar. Não é trocadilho, nem jogo de palavras, e sim a espantosa, tremenda e assustadora realidade.

Muitos senadores não estão saindo de Brasilia como habitualmente. Se reunem por horas e horas. Só que raramente aparecem no plenario. O que se sabe: essas reuniões são “fechadas”, e sem “acesso” a quem defender Sarney e seu grupo.

Unico assunto tratado nessas reuniões: “QUEM SERÁ O NOVO PRESIDENTE DO SENADO”. Tratam desse fato com a maior naturalidade, como se a Presidencia da “casa” estivesse vaga. E, na verdade, moralmente está. (Exclusiva)

Resumo da jogatina

O dolar começou o dia em 2 reais, menos 0,65%. Fechou em queda de 2,30%, em 1,98 alto. A Bovespa começou em alta pequena, abaixo dos 50 mil. E não saiu daí, sempre em 49 mil alto. A novidade: depois de 16 dias, o volume passou dos 5 bilhões, chegou a quase 8 bi. Mas nada que interesse á coletividade, ao povo, aos empresarios não-jogadores.

Rigorosamente verdadeiro

Assim como o presidente Lula, sem a menor autentcidade, “lançou” (Ha! Ha! Ha!) o nome de Michel Temer para vice de Dona Dilma, o presidente da Camara telefonou para Orestes Quercia, o “dono” do partido em São Paulo.

Se qualquer hesitação, Quercia mandou dizer que não estava. Motivo da recusa de Quercia. Está ostensivamente apoiando José Serra-2010.

Com isso, garante uma das vagas para o Senado. E como é espertissimo, o ex-“disque Quercia para a corrupção” sabe que nem Dilma nem Temer serão candidatos. E o vice das preferencias de Quercia é o governador Requião, criador do slogan. (Exclusiva)

Churchill na memoria de Sarney

O ex-presidente da Republica (agora presidente tumultuado do Senado, que lutou tanto pelos 6 anos de mandato, acabou ganhando 5) disse com a maior arrogancia: “A crise não é minha, é do Senado, é da democracia”.

Logico, não leu Churchill na biografia inutil e monotona publicada quando completou 50 anos, e a outra em dois volumes e magistral, depois da guerra, mas tentou copia-la.

Frasista emerito, Churchill respondendo a um jornalista: “A democracia é o pior de todos os regimes. Excluidos naturalmente todos os outros”.

Mesmo copiando, Sarney não aparece bem na foto ou na internet.

Kaká, “garoto propaganda” da Bovespa

Comentaristas esportivos que mal e mal entendem de futebol, dizem, repetem e são copiados: “Kaká é o símbolo da seleção de Dunga”. Concordo em parte. Mas como símbolo, pretenso ou suposto, não pode aparecer na televisão, RECOMENDANDO O MERCADO DE AÇÕES, o mais arriscado e perturbado.

Surpreendente: hoje, da abertura (às 10 horas) até o momento em que posto esta nota (13 horas), três horas inúteis. Início: 49 mil 480 pontos, estável: Agora: 49 mil 580, tecnicamente estável.

O dólar também abriu na “casa” dos 2 reais, continua nesse limite. Volume da Bovespa, chegando aos 3 bilhões de reais. Chavão dos amestrados: “A Bovespa colou no Dow Jones”. Ha! Ha! Ha!

Qual a mais importante: CPI das ONGs ou da Petrobras?

A oposição já se definiu: entrega a CPI das ONGs ao governo, mas quer a instalação da CPI da Petrobras. O PMDB e a própria base aliada não aceitam, acham que a primeira não tem importância.

Erro tremendo de análise, confissão do protecionismo e da voracidade pelos cargos. Só o fato de existirem mais de 100 MIL ONGS NA AMAZÔNIA já mostra a importância dessa CPI. Segundo a cúpula do PMDB, essa CPI da ONG não dá retorno. É impossível desmentir o fato. (Exclusiva)

Manhas de Garotinho

Lauro Magalhães Cardoso, Campo Grande, RJ:
“O senhor, importante e competente analista, não se surpreendeu com o fato do ex-governador Garotinho, que o senhor chama sempre de Anthony Mateus, ter anunciado que dará lugar no seu palanque a Dona Dilma? Isso representa coerência?”

Comentário de Helio Fernandes:
Num regime pluripartidario que contraditoriamente não tem partidos, não há lugar para coerencia. Eduardo Paes atacou ferozmente o presidente Lula quando era do PSDB, não se ajoelhou e beijou seus pés, (ainda bem que foram só os pés) quando ele quis ser prefeito pelo PMDB?

A jogada é eleitoral, para enfrentar Serginho Cabralzinho Filhinho. Não pode ficar longe de tudo. Além do mais, Anthony Mateus oferece o palanque a quem não será candidato. Tipica jogada para a arquibancada, localizada no Planalto-Alvorada. (Exclusiva)

Verdadeiro, textual e entre aspas

José Sarney: “Não fui eleito para limpar a lixeira da cozinha do Senado”. Ué, tudo começa com Atgaciel Maia, nomeado por Sarney na primeira “presidencia” do Senado. E parceiros durante 14 anos.

Sarney não tem o minimo de condições de demitir Agaciel, seria arriscado e perigoso. Não há um senador, mesmo aliado, parceiro ou intimo do ex-presidente da Republica que deixe de concordar ou perguntar: Agaciel faria 1 por cento do que fez sem a “cobertura” do grande patrocinador que sempre foi Sarney?”

Agora, desespero duplo, de Sarney e Agaciel. Este partiu para a chantagem, Artur Virgilio, da tribuna da “casa” pediu sua demissão. O momento é gravissimo, não para alguns senadores, mas para o Senado e para a democracia.

Senadores garantem para o reporter: “Sarney tem saudade do PDS da ditadura. Com um soco na mesa abandonou o partido que o projetou e o manteve no autoritarismo, lançou-o no espaço democratico”.

Já falam e não em segredo: “Sarney tem que tirar licença, pelo menos de 60 dias”. Licença? Vou lembrar a Sarney: em 1954, “sugeriram” a Vargas uma licença da Presidencia. Ele aceitou. Mas quando soube que era “licença sem volta”, Vargas deu o famoso tiro no peito e entrou na Historia.

Só que Sarney não tem sobrenome, não confia na memoria nem anda armado. Quanto a Sarney entrar para a Historia, deixemos de brincadeira, o momento é de alta seriedade.