O disputado governo do Paraná

Enquanto as vagas do Senado estão praticamente preenchidas, Requião certo e Dona Gleyse (mulher do ministro Paulo Bernardo) incerta, o governador será decidido provavelmente no último lance.

Beto Richa e Osmar Dias estão na frente. O candidato do PSDB levando vantagem em Curitiba, Osmar no interior. O ex-vice de Requião, agora “governador” com aspas e paetês, pode até ir para o segundo turno. Às vezes, milagres acontecem. Que idéia do Requião, fazer uma “invenção” dessas.

Um torpedo amigo e um navio sem rumo

Carlos Chagas

Pode estar em gestação uma crise dos diabos,  capaz de atingir o governo  Lula abaixo da linha d’água e, por tabela,  Dilma Rousseff. Nada que leve a candidata a pique, muito menos que desestabilize o presidente, mas em condições de deixar o barco sem rumo.

De repente, pelo torpedo  amigo  lançado por  sindicalistas do PT, ficamos sabendo que a ex-modelo e atual administradora de empresas, Marina Mantega,  representa  um  bilionário grupo dos Emirados Árabes de investimentos, o Al Ahli Group.  Deixando de lado a denúncia não comprovada  de que a referida senhorita tentou fazer  tráfico de influência junto ao Banco do Brasil, surge a pergunta mais simples: ela foi escolhida pelos sheiks por conta das poses, dos desfiles e das fotografias decorrentes de  sua antiga profissão, por apresentar excepcional capacidade financeira   ou por ser filha do ministro da Fazenda?

Guido Mantega teria sido envolvido pelo cartel árabe, presumindo-se que não tenha tomado qualquer iniciativa para viabilizar o convite à filha?

É claro que todo mundo tem o direito de trabalhar, da família de ministros à família de presidentes. Apenas no período em que éramos colônia de Portugal as benesses e as penas ultrapassaram a pessoa dos beneficiados e dos condenados.

O episódio que ameaça desdobrar-se em guerra sem quartel na campanha presidencial acaba de ser aproveitado por José Serra, cuja malícia é conhecida de todos. Indagado a respeito, o candidato tucano  saiu-se com redobrados elogios à honestidade do ministro. Estava sendo sincero ou aproveitando-se da confusão?

Em outros tempos a acusação já teria produzido efeitos. Tempos de Itamar Franco, por exemplo, que afastava os auxiliares mais próximos para se defenderem e, comprovada a inocência, retornassem pisando tapetes vermelhos. O estilo do presidente Lula é outro. Ele demora para tomar iniciativas que prejudiquem a sua turma. Custou a livrar-se de José Dirceu, Antônio Palocci e Luiz Gushiken, que por sinal não retornaram. Nesse mar de almirante que tem sido o governo, o navegador responsável pela rota segura é   Guido Mantega. Qualquer torpedo, mesmo amigo, deixará o navio sem rumo,  se o piloto for lançado ao mar.

Os sindicalistas e os tenentes

Pouco depois da Revolução de 30 perguntaram a Getúlio Vargas como havia se livrado  da impertinência dos tenentes, em grande parte responsáveis por sua ascensão à presidência da República.   Entre duas baforadas do charuto, ele explicou: “promovi-os a capitão…”  Foi mais ou menos assim, pois  o caudilho reincorporou os tenentes ao Exército, tendo também nomeado muitos deles para interventores nos estados.

Pois não é que mesmo sem dar qualquer  resposta, o que fez o presidente Lula com os principais lideres  sindicais que respaldaram sua liderança e o levaram ao palácio do Planalto?

Como os  tenentes do passado, esses líderes também se julgaram condôminos do poder e imaginavam governar junto com o chefe. Para evitar que criassem problemas, o Lula incorporou muitos ao  governo, na direção de empresas estatais e congêneres,  estimulando outros a disputar eleições e seguir carreira política. Livrou-se deles, seguindo as lições de Getúlio.

O  segundo turno e a natureza das coisas

Alguns cientistas políticos e muito diletantes da vida partidária costumam dizer que o segundo turno é uma outra eleição, uma espécie de apagador passado no quadro negro, podendo seus resultados desmentirem os primeiros.

Com todo o respeito, não é bem assim.  Nas eleições presidenciais  de 1989, 2002 e 2006, quem venceu no primeiro turno também venceu no segundo. Fernando Collor contra Lula, depois Lula contra José Serra e contra Geraldo Alckmin.  Em 1994 e 1998, Fernando Henrique venceu nas votações iniciais, tornando desnecessária a segunda volta.  Apenas  na escolha dos governadores, como exceção, o segundo mais votado virou primeiro,  lembrando-se que em Minas  Helio Costa chegou na frente, mas sem a metade  mais um dos votos, perdendo no segundo turno para Eduardo Azevedo.

Neste ano, se nenhum dos candidatos alcançar de imediato o percentual necessário, os dois melhor colocados se defrontarão sozinhos. Muito provavelmente, Dilma Rousseff e José Serra. Quem chegar em primeiro manterá a escrita?

Dossiê Marina Mantega, quase um thriller 007

Pedro do Coutto

A excelente reportagem de Tatiana Farah, O Globo de 4 de agosto, sobre o dossiê anônimo publicado simultaneamente pela Folha de São Paulo e pelo Valor envolvendo ao mesmo tempo setores do PT, a atriz e modelo Marina Mantega, além de empresários brasileiros e dos Emirados Árabes, tem quase todas as conotações de mistério e ação que assemelham o episódio aos filmes de 007. Exceto as lutas e tentativas de assassinato que se movimentam em torno de James Bond, a narrativa é dinâmica, as indagações são muitas, as sombras maiores ainda. Personagens enigmáticos passam pelo foco das câmeras e dos textos do script. O diretor do espetáculo ainda não apareceu. Bota mistério nisso.

A filha do ministro da Fazenda, segundo ela própria revelou, opera uma base em Dubai, outra em São Paulo. Viaja com freqüência entre o Brasil e o Oriente Médio. Lá, ou aqui, tornou-se representante do Al Ahli Group e pessoa de confiança do dirigente do conglomerado, Mohamed Kammas. Ao mesmo tempo, passou a ser amiga do empresário Ricardo Staub, controlador da Gradiente. Marina Mantega, ao que parece, deixou as luzes do palco, trocando-as por consultorias econômicas.

Entre os refletores da Folha de São Paulo, do Valor e agora também do Globo e as sombras do mundo de negócios, as ações se desenrolam. Marina – diz Tatiana Farah – procurou Paulo Caffarelli, vice-presidente do Banco do Brasil, departamento de Cartões de Crédito, para solicitar algo, ou para a empresa árabe de Mohamed Kamas, ou para a Gradiente. Ela nega os encontros. Caffarelli confirma. Pelos sintomas clássicos colocados nas páginas, as solicitações não foram atendidas. Mohamed Kamas a teria designado representante do Al Ahli Group em vão. Sem dúvida uma tentativa ousada em matéria de consultoria econômica.

Mas este fato não cortou o thriller. Pelo contrário. Paulo Caffarelli, depois de convidado pelo ministro Mantega para assumir a Previ, Fundo de Aposentadoria Complementar do Banco do Brasil, foi desconvidado pelo titular da Fazenda,. Caffarelli substituiria Sérgio Rosa cujo mandato terminara. Nem Rosa nem Caffarelli, o designado agora é Joilson Ferreira. A que setor do PT pertence? Especula-se, mas não se sabe direito. Porém, seguindo a intuição de Sherlock Holmes, não só a de Ian Fleming, a quem interessaria a divulgação do dossiê ou da carta anônima, como a candidata Dilma Roussef qualificou o documento apócrifo produzido nas sombras? Produzido nas sombras de onde e de quem? E aí, de 007 e Connan Doyle, passamos a Hitchcock, à semelhança de Intriga Internacional com Cary Grant, Eve Marie Saint e James Mason.

Sim. Porque a matéria foi produzida no sentido nítido de abalar a posição do atual ministro da Fazenda, pai de Marina. Como os redatores anônimos podiam saber das representações atribuídas à jovem modelo? Quais as fontes de informação? Da própria área da Fazenda, pouco provável. Do Banco do Brasil, de um informante cujo interesse teria sido contrariado? Do Banco Central que possui o controle dos relacionamentos financeiros internacionais? Não são muitas as alternativas. Enigma.

A vida real, como é chamada, mais uma vez ao mesmo tempo abastece e desafia a ficção das tramas policiais. A volumosa literatura criminal, no caso do dossiê Marina, recebe a adição de mais um capítulo de mistério ao qual, como quase sempre, não faltam detalhes de puro humor. Só resta o autor do dossiê ser o mordomo.

As ligações da PODEROSA TV Globo, com o PODEROSO chefão da CBF

Quarta-feira passada (da outra semana) dois jogos simultâneos e importantes: o primeiro Internacional-São Paulo, idem, idem, Santos-Vitória. Ontem, os jogos foram separados. O segundo jogo Santos-Vitória, e o outro Internacional-São Paulo, que ficou para hoje, quinta-feira.

Surpreendente: ontem, só o jogo do Santos, hoje só o do São Paulo? Muita gente me perguntando, fui investigar, eis a resposta para todos que estavam curiosos.

Hoje, quinta, à mesma hora, a Bandeirantes faz o primeiro debate entre os quatro principais presidenciáveis, incluindo Plínio Arruda Sampaio, do PSOL.

Para prejudicar a audiência presidencial, a TV Globo e Ricardo Teixeira passaram a final São Paulo-Internacional para hoje.

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PS – Que muita gente irá preferir o futebol, (principalmente) em São Paulo, nenhuma dúvida. Inacreditável, mas rigorosamente verdadeiro.

A glorificação dos “meninos” da Vila, que já dão adeus ao Brasil

Ontem pela manhã, confessava que torceria por eles, que devolveram a todos o prazer de assistir futebol. Foi um jogo emocionante, embora debaixo de chuva. Terminava o primeiro tempo, o Vitória precisava de 4 gols, naturalmente se acomodaram.

O Vitória (bravíssimo time que merece elogios) fez o primeiro, demorou a fazer o segundo, aí tudo dependia do momento. Mas como já era possível sensação.

Pena que o time dos “meninos” será DESMANCHADO por falta de estrutura do Brasil. André já vai para a Ucrânia, Robinho voltou para a Inglaterra. Wesley para Portugal. Questão de tempo para Ganso, Neymar, Arouca e os outros.

Mas foi dupla a grande vitória, duas no mesmo dia: a glorificação dos “meninos” e o fim da vida pública (roubalheira) de Roriz. Grande 4 de agosto de 2010.

A segunda batalha de Itararé da História de São Paulo. Em 1932, armada, não houve. 78 anos depois, desarmados, Alckmin e Marta Suplicy, vitoriosos. Deve voltar também o “Disque Quércia para a corrupção”.

São Paulo sempre teve enorme importância. Pelo tamanho, pela produção de café, pela população, e quando as eleições passaram a ser verdadeiras (?), pelo eleitorado, o maior do país. Na República, os três primeiros presidente foram de São Paulo (Prudente, Campos Salles, Rodrigues Alves), alimentando o ego individual e coletivo.

Isso se traduzia na elucubração, que palavra, mas é exata, do SEPARATISMO. Em 1918, Rodrigues Alves era eleito novamente, com 70 anos, impensável para aquela época, não tomou posse. Não fizeram o presidente em 1919 (substituição de Rodrigues Alves) ou 1922. Mas em 1926 elegeram Washington Luiz, que era governador do estado.

Em 1924, na Câmara Federal, o aristocrata do café, Alcântara Machado (que teve filhos destacados), respondendo ao que considerou agressão, retumbou: “Paulista sou, de 400 anos”. A frase foi muito citada, (sem o autor) se transformou em “bordão” ou porta-bandeira desse “separatismo”, (que só era mesmo para valer no Rio Grande do Sul).

Chegaram a criar o slogan, pré-fabricado e que hoje teria grande repercussão: “São Paulo é uma locomotiva que carrega 21 vagãos vazios”. Acreditavam mesmo nisso, embora os paulistas mais lúcidos, alertassem: “São Paulo produz e vende, mas precisa do resto do país como consumidor”. Com a derrubada de Washington Luiz e o fim do já escolhido presidente (Julio Prestes), o “separatismo” amainou.

Mas a grande derrota do orgulhoso “separatismo”, chegou 1 ano antes, com o chamado “crack” da Bolsa dos EUA, evidente repercussão total. O Brasil vendia 96 por cento de todo o café bebido pelo mundo, sendo que 92 por cento plantados, colhidos e exportados por São Paulo. (Os outros 4 por cento se dividiam entre o Estado do Rio e o Espírito Santo).

Com a crise mundial, o Brasil passou a vender menos de um terço do que vendia. Em vez de administrar com inteligência e objetividade, burrice em cima de burrice. Mantiveram os preços altos e como a produção ainda fosse enorme, passaram a QUEIMAR milhões de sacas, e depois, para esconder o fato, a jogar MILHÕES DE SACAS no mar.

A partir de 1931, tendo perdido o poder POLÍTICO, e desbaratado o prestígio ECONÔMICO e FINANCEIRO, passaram a “defender” a “CONSTITUCIONALIZAÇÃO” do país”, que enveredava para uma visível ditadura. Acertaram, mas não precisavam da batalha de 9 de julho de 1932. Que valeu apenas pela empolgação dos jovens, “motivados” pelo jornal “Estado de S. Paulo”, na época com grande prestígio.

Vargas dominou facilmente essa “rebeldia”, e depois da famosa “Batalha de Itararé” (famosa principalmente por não ter acontecido), dominou tudo, decretou a intervenção em São Paulo. Quem nomeou interventor? Armando Salles de Oliveira, cunhado do doutor Júlio Mesquita, dono do jornal “Estado de S. Paulo”, que fomentara e alimentara a “revolução”. No Brasil, a partir de 1889, sem nenhuma dúvida, tudo merece a exclamação: “Que República”. (Tão verdadeira e compreensível que nem precisa da exclamação gráfica).

O estado de São Paulo perdeu totalmente a influência, caiu tanto que elegeu governador alguns dos maiores CORRUPTOS da República. Chegou a se deliciar com “o rouba mas faz” de Ademar de Barros, não teve nem força nem vontade para impedir a chegada, e-s-t-a-r-r-e-c-e-d-o-r-a, de Paulo Maluf, que era e continua sendo Ademar de Barros elevado ao quadrado.

Fabricou Janio Quadros, o ilusionista, que em 12 anos chegou de suplente de vereador (1948) a presidente da República (1960), passando pela prefeitura e pelo governo do estado.

Com tudo isso, “aceitaram” sem o menor constrangimento todos os “eleitos” pela ditadura, e além da incompetência, ainda conviveram com a corrupção e o DOI-Codi.

Depois da ditadura, veio Franco Montoro, correto, mas fabricando o incorretíssimo FHC, que inacreditavelmente (até para ele) chegou a presidente.

E entra na História como o mais DESTRUIDOR do patrimônio brasileiro, (com as DOAÇÕES) e o mais ENRIQUECEDOR de alguns economistas (e outros acompadrados) que ganharam BILHÕES e BILHÕES, com a transição do REAL, de 1 DÓLAR ( o equivalente) para 3 DÓLARES.

Nossa Senhora, que lucros espetaculares. Uma desafiadora fortuna em apenas uma semana, concretizada a volúpia do enriquecimento ETERNO, COM O DINHEIRO VIAJANDO POR UMA SEMANA, da MATRIZ para a FILIAL, da FILIAL para a MATRIZ, e encerrando a ASSOMBROSA caminhada, definitivamente voltando para a FILIAL.

Desde Pedro Álvares Cabral, foi o maior e mais COLOSSAL ENRIQUECIMENTO de um grupo, ao mesmo tempo que acontecia o ESPANTOSO EMPOBRECIMENTO do país. E os AFORTUNADOS, quase todos de São Paulo. Jamais haverá ESCLARECIMENTO sobre esse fato, até hoje desconhecido? Nem precisariam de 91 mil documentos, com muito menos, poderiam RESPONSABILIZAR e IDENTIFICAR os AUTORES desse FASCINANTE GOLPE FINANCEIRO. (Ou que outro nome possa ter, mas de qualquer modo, TOTALMENTE PAULISTALIZADO),

A ERA Covas foi de honestidade e inutilidade. E muita doença. Sem maiores profundidades, se juntou a Alckmin, que continua VIVO até hoje, enquanto Covas MORRERIA logo depois, com 70 anos completados pouco antes. Mas fez praticamente a carreira majoritária, menos nas campanhas e mais nos hospitais.

Em 1986, candidato ao Senado, teve que parar tudo por causa de um enfarte e três pontes safenas. Saiu do hospital e se elegeu, não havia adversário.

Em 1989, candidato a presidente, não foi para o segundo turno, mas teve quase 12 por cento dos votos, enquanto doutor Ulysses passava pouco dos 4 por cento. Na campanha teve outro enfarte, ‘escondido”.

A felicidade e o futuro de Geraldo Alckmin, vieram com a escolha para vice de Covas. Este, com a saúde abaladíssima, se elegeu para o mandato de 1994 a 1998. os dois primeiros com Covas sofrendo e os dois últimos, o vice exercendo. Em 1988 Covas foi reeleito, mas aí não exerceu nada, morreu em 2001, Alckmin assumindo o cargo que já exercia.

(Inconstitucionalmente, foi candidato em 2002, era o TERCEIRO MANDATO, que nem FHC CONSEGUIU. Constatem: desde 1994 Alckmin está aí, sempre nas manchetes. E agora, novamente governador, só não ganha no primeiro turno, porque são muitos os candidatos).

Alckmin e Serra ficaram esses últimos anos juntos, mas com Serra humilhando, desgastando e desprezando Alckmin. Em 2008 chegou a ponto de apoiar Kassab e fazer campanha a seu favor, abandonando o correligionário (?).

Agora, Alckmin ficará em vantagem sobre Serra. Será governador do segundo Estado da Federação, o “amigo” perderá pela segunda vez para presidente.

Serra, que SABE QUE NÃO SERÁ PRESIDENTE, não descarta a possibilidade de voltar ao governo de São Paulo em 2014. Estará com 72 anos, MOCÍSSIMO, segundo ele mesmo.

Acontece que muitos vencedores de agora, têm o mesmo projeto e ambição. Nada absurdo, investir (?) o segundo orçamento da República.

***

PS – Começando pelo próprio Alckmin, o mais moço de todos, agora com 58 anos, Aos 62, sem maiores cavalgadas, tentar se reeleger e no cargo, que maravilha viver.

PS2 – Marta Suplicy, eleita agora aos 65 anos, (desculpe, não se diz a idade das mulheres) terá chance quase aos 70 anos. Tem uma biografia fascinante e conhecimentos que só a elite exibe, mas com vetos cristalizantes, que não diminuem. Em 1998 perdeu até para Maluf, o que não é para contar aos netos. E quem governou? Precisamente o Alckmin de agora.

PS3 – Quércia, o mais velho de todos, mas com uma fortuna i-n-a-v-a-l-i-á-v-e-l, (enganou até a Organização Globo na compra e venda do Diário de São Paulo), está com 72 anos. Pode (ou DEVE?) se eleger senador. Foi governador em 1986, senador em 1990, quer voltar, 20 anos depois.

PS4 – Como se vê pelo maior estado da federação, o que falta ao Brasil é CREDIBILIDADE e RENOVAÇÃO. Todos os que dominam e concorrem agora, já “CONCORREM DESDE SEMPRE”.

Acredite, se quiser, processo contra Edir Macedo e TV Record aguarda julgamento no Tribunal Regional Federal de São Paulo há exatos 11 anos

Com frequência, recebo correspondências e e-mails de leitores, estranhando a divulgação que damos ao caso da usurpação da TV Globo de São Paulo por Roberto Marinho, com fraudes cometidas de 1965 e 1977, lastreadas em documentação falsificada e assim mesmo aceita pela ditadura militar. Pedem que eu comente também sobre a Record, a Band e a antiga Manchete.

Nosso compromisso é com a verdade e se calássemos acerca dessa negociata ninguém saberia no Brasil que os 673 verdadeiros acionistas da Rádio Televisão Paulista S/A, (depois TV Globo de São Paulo), tiveram suas ações transferidas para Roberto Marinho a custo zero, MEDIANTE DOCUMENTAÇÃO ILEGAL E SEM VALOR. Todos temem investigar essa ilícita desapropriação patrimonial. MENOS A TRIBUNA DA IMPRENSA.

Quanto à REDE RECORD DE TELEVISÃO, o título acima é a expressão da verdade e está registrado no site do Poder Judiciário Federal.   No próximo dia 28 DE AGOSTO vamos comemorar o 11º. aniversário da chegada ao Tribunal Regional Federal de São Paulo da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal contra o bispo-empresário EDIR MACEDO e a Televisão Record E QUE ATÉ HOJE NÃO FOI JULGADA.

Para a Procuradoria da República, foi ilegal e inconstitucional a venda que o empresário Silvio Santos fez a Edir Macedo e à sua esposa da TV Record de São Paulo, Canal 7.

Segundo a ação civil pública ajuizada, o comprador da emissora e chefe da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD),  usou dezenas de milhões de dólares da seita religiosa para consumar a aquisição, o que é ilegal e inconstitucional. Esses recursos vultosos, (doações de milhões de evangélicos),  teriam sido “emprestados” pela IURD para que o bispo Edir Macedo  pudesse comprar a hoje segunda mais importante rede de televisão do país e na qual, nos últimos dez anos, o proprietário investiu várias CENTENAS DE MILHÕES  DE DÓLARES.

No processo que foi distribuído à  desembargadora  Salette Nascimento, da 4ªTurma do Tribunal Regional Federal de São Paulo, questiona-se a compra da emissora por pessoa que, comprovadamente, não teria bens e recursos para participar dessa vultosa transação e que, por isso, estaria de forma simulada participando de uma aquisição ilegal, dissimulada, pois, a verdadeira compradora da empresa de comunicação seria a pessoa jurídica denominada IURD – IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS.

Os procuradores indagam: como foi possível o bispo Edir Macedo, sem patrimônio algum,  sem renda mensal (já  que trabalha por amor ao próximo e a Deus), da noite para o dia ter se transformado no segundo maior proprietário de rede de televisão do país, com o ciente e o de acordo do Ministério das Comunicações, que tem a obrigação de fiscalizar esse importante setor de prestação de serviço público?

Por fim, a pergunta que merece ser respondida pelo Conselho Nacional de Justiça: PODE UM MAGISTRADO RETER, NÃO JULGAR EM TEMPO RAZOÁVEL, UMA AÇÃO TÃO IMPORTANTE COMO ESSA e de iniciativa do Ministério Público Federal? Se um processo da Procuradoria da República leva mais de 11 ANOS PARA SER LEVADO A JULGAMENTO, o que não dizer de processos de humildes cidadãos e que não têm poder de pressão e nem sabem a quem recorrer?

Essa morosidade, essa lentidão ultrapassa as raias do absurdo. Para quem duvidar do que estou escrevendo, sugiro que acesse o site www.trf3.jus.br, processo número 1999.03.99.075971-9. Justiça lenta é justiça injusta. Os réus nesse interminável processo, que lhes foi favorável em primeira instância, são: Edir Macedo Bezerra,  Ester Eunice Bezerra, Marcelo Crivella, Sylvia Crivella, TV Record de Rio Preto S/A, TV Record de Franca S/A e Rádio Record S/A (Canal 7 de São Paulo) e outros.

Denúncia do senador Cesar Borges sobre PT e ONGs

“O governo do meu estado (Bahia),  já gastou 307 milhões de reais com diversas ONGs”. E completa: “Uma dessas ONGs, pelo menos, é controlada por gente do PT, o partido do governador.

O senador Cesar Borges, que já foi governador, não citou o nome do governador.

Denúncia do general Lessa

Ex-comandante da Amazônia, e presidente (duas vezes) do Clube Militar, há anos e anos vem revelando e protestando: “Só na Amazônia, existem mais de 100 MIL ONGs”.

Pergunta obrigatória

O que significa ONG, uma sigla tão badalada? Apenas isto:  Organização Não Governamental. Mas com essa IDENTIFICAÇÃO, como podem receber recursos OFICIAIS?

Reviravolta para o Senado do Amazonas

Continua a disputa para o governo, mas uma das vagas para o Senado, já garantida pelo ex-governador Eduardo Braga. Tão seguro que colocou a mulher como suplente (revelação do repórter há mais de 3 meses).

A outra vaga, controvertida, diziam, está entre Vanessa Graziotin (que na primeira eleição para a Câmara Federal teve 180 mil votos, na segunda, apenas 100 mil) apesar de caindo muito, e Artur Virgilio.

Agora, Artur Virgilio deu um salto e praticamente garantiu a reeleição. Gosto da vitória de Virgílio, mas não fico satisfeito com a derrota dela. Mas é apenas uma vaga, o que fazer?

Repartindo o pão e o governo

Carlos Chagas

Ainda bem que Dilma Rousseff não compareceu ao almoço com senadores  e ministros, terça-feira, em Brasília. Imagine-se que reação teria ao ouvir o discurso de seu candidato a vice, Michel Temer, participando aos presentes a proximidade da hora de repartirem o pão.

Como o prato principal na residência do senador Gim Argelo era bacalhau, ficou evidente que o presidente do PMDB referia-se a um  tipo figurado  de alimento. No caso, a divisão do poder no futuro, dados os prognósticos   da vitória de Dilma em outubro. Como a maioria dos senadores pertencia ao partido majoritário, mais clara ficou a perspectiva de partilha. Vão com toda sede ao pote, ou melhor, ao prato de pão.

A candidata  detesta discutir o day after das eleições. Nem mesmo com o Lula, pelo que sabe, surge o assunto do seu possível ministério. Não se sentiria à vontade, ouvindo o silogismo do  companheiro de chapa.

Vai ficando claro o objetivo de Michel Temer: instalar-se no palácio do Jaburu como uma espécie de ponte entre o novo  governo e o Congresso. Ou vice-versa, tendo em vista a pouca experiência de Dilma nas relações político-partidárias.

Hoje, o PMDB tem seis ministérios, além de montes de diretorias de empresas estatais e penduricalhos. Contribuindo decisivamente para a vitória da ex-ministra, buscaria aumentar o número? Ajudar a compor os possíveis aliados, com a promessa de aprovação dos projetos de interesse do palácio do Planalto? Domar o PT, cujo número de novos senadores e deputados ainda é desconhecido?

Vale concluir que o pão parece uma imensa baguete. A fome, também.

Profissão: presidente

Ignoram-se algumas  respostas do presidente Lula  ao funcionário do  IBGE que o entrevistou para o  censo agora realizado. Claro  que nome, idade, estado  civil, mulher, filhos, vencimentos  e  questões óbvias são conhecidas. Há curiosidade, porém, com relação a outras.

O que terá  respondido a respeito de sua profissão?  Ex-torneiro mecânico? Ex-líder sindical? Político? Presidente da República?

No início do século passado a Rússia promoveu imensa consulta igual e o primeiro a ser visitado foi o csar Nicolau II. Na hora de definir-se, respondeu: “dono da terra russa”.

Poderia o Lula ter dito “dono da consciência nacional”? “Detentor da maior popularidade individual  desde a República”? Porque presidente da República não é profissão. Costuma até ser sacrifício, senão martírio.

Vazio na segurança pública

Pode ser que no primeiro debate entre os candidatos, hoje à noite,  na TV-Bandeirantes, eles se disponham a detalhar o que pretendem, se eleitos, para enfrentar o problema da segurança pública no país.

Porque até agora saltam olimpicamente de banda, no  máximo   diagnosticando, mas sem aviar a receita.

José Serra promete criar o ministério da Segurança Pública, mas não particulariza suas atribuições. Dilma Rousseff prega o isolamento dos presos perigosos, sem se referir aos milhares que estão soltos.  Marina Silva prefere abordar o descontrole social resultante da violência.

Convém aguardar propostas efetivas, se é que elas existem, acima e além de aparelhar melhor as variadas polícias e investir na educação…

Briga de foice no Ceará

Parece garantida a reeleição do governador Cid Gomes,  no  Ceará,  além da recondução ao  Senado de Tasso  Jereissati. A briga sem quartel é pela segunda vaga de senador.  Eunício Oliveira  conta com o PMDB e com o governador.  José Pimentel, com o presidente Lula  e  o  PT.

A situação é singular, pois ambos são ex-ministros do Lula, que gostaria, mesmo, de vê-los eleitos, derrotando Tasso Jereissati. Como essa parece missão impossível, o primeiro-companheiro já terá  feito sua opção. O problema para Pimentel são recursos, que sobram para Eunício, preocupado em rachar o PT através da prefeitura de Fortaleza, à qual dedicou  seus dois   suplentes, mesmo desagradando o PMDB.        

Gabeira sai de cena: Sergio vence sozinho

Pedro do Coutto

O deputado Fernando Gabeira cometeu, sem pensar as palavras, um terrível erro na campanha pelo governo do Rio de Janeiro, na tarde de segunda-feira durante encontro que manteve com gestores de saúde. O repórter Rafael Galdo focalizou nitidamente a contradição do candidato, destacando o ataque que desfechou contra os partidos que o apóiam: PV, PSDB, PPS e DEM – disse – estão me apoiando muito mal. Meu compromisso não é com eles, conto com a sociedade. Em caso de vitória, fico mais à vontade para reduzir as funções de confiança.

Na realidade Gabeira rompeu com sua própria estrutura partidária e se descompromissou com as legendas. Afirmou exatamente aquilo que aqueles que as dirigem não queriam ouvir. Em outras palavras: Gabeira renunciou à disputa. O governador Sérgio Cabral, assim, pode vencer sozinho.

Ficou sem competidor, a menos que Anthony Garotinho reveja sua decisão de disputar um mandato de deputado federal e resolva concorrer ao  Palácio Guanabara. A atitude do candidato verde,  que balança entre Marina Silva e José Serra ao mesmo tempo, uma contradição pode ter usado sua insatisfação para sinalizar a renúncia. Está muito mal nas pesquisas. O IBOPE, há poucos dias, apontou 58 para o atual governador contra 14 pontos dele, Gabeira. Este quadro parece irreversível. Fernando Gabeira, adeus – seria uma boa frase para o epílogo da peça política que se ensaia no Rio.

Um outro assunto. Na mesma edição de O Globo a que me refiro, portanto 2 de agosto, foi publicada uma reportagem conjunta de Leila Suwan, Silvia Amorim e Sergio Roxo, focalizando os orçamentos financeiros apresentados pelos candidatos a presidente da República. A matéria é acompanhada de belo quadro gráfico a cores. Refere-se às previsões orçamentárias e acentua as doações percebidas por eles até agora. Uma brincadeira. Claro os repórteres não têm culpa – os comitês centrais lhes passaram os números. Aliás, vale frisar, absurdos. Dilma Rousseff elaborou um orçamento de 157 milhões de reais. José Serra apresentou 180 milhões estimados. Marina Silva 90 milhões de reais. Dos três, orçamento realista só o de Marina Silva. Isso porque ela não possui a menor possibilidade de êxito como demonstram todas as pesquisas. Os dois outros são exercícios franciscanos. Podem iludir jovens jornalistas. Não os mais velhos, como eu, por exemplo.

Ora, se há campanhas de deputado federal no RJ que saem por 10 milhões, às vezes até mais, não vão ser campanhas pela presidência da República, realizadas em todo o país, que vão custar 157 ou 180 milhões. Podem os leitores, calculando-se modestamente, estimar tais custos em vinte vezes mais. É só comparar as dimensões e sentir a diferença entre um plano e outro. Os horários na televisão e rádio são gratuitos (para os candidatos), mas as produções não. É só lembrar  que o próprio Duda Mendonça anunciou o montante que recebeu por seu trabalho de perfil e marketing da campanha de Lula em 2002. Diante da CPI do Mensalão, disse ter recebido (no exterior) 10 milhões de dólares. Isso uma pessoa só. Imaginem estruturas completas. Por quanto saem suas montagens? Não pode ser o que Roussef e Serra afirmam. Dos orçamentos previstos, Dilma já recebeu doações de 11,6 milhões; Serra 3,6 e Marina 4 milhões e 600 mil.

Os doadores, empresas e empresários, têm muita sensibilidade para projetos de poder e perspectivas  contribuições. É natural e humano que seja assim. Por isso, inclusive, a Procuradora Eleitoral Sandra Cureau tem toda razão no que disse ao repórter Roberto Maltchik: é impossível comprovar o caixa 2. Não há como.

Roriz IMPUGNADO no TRE, SATISFAÇÃO em Brasília, ALEGRIA no Brasil. Vai perder no TSE e no STJ

Quando o projeto Ficha Limpa foi aprovado, deixei claro num comentário: “Quem RENUNCIOU a qualquer MANDATO para não ser CASSADO, estará ENQUADRADO“. É o caso de Roriz, registrei imediatamente.

Hoje, terminando às 17,20, o TRE de Brasília, por 4 votos a 2, IMPUGNOU o registro da “CANDIDATURA” Roriz. O relator, Luciano  Vasconcellos, num voto admirável, deixou bem clara a situação, foi seguido por mais 3 membros.

Roriz ficou desconsolado e desesperado, seus advogados vão recorrer. Mas o que é que um cidadão, que se elege senador gastando uma fortuna, pode alegar para RENUNCIAR a 7 anos e 6 meses e meio desse MANDATO? Lógico, já podem descobrir candidatos decentes, o caminho está aberto. (Todos os sites deram a notícia, mas o primeiro foi o Correio Braziliense).

O TRE e o TSE sabem quem é Sergio Cabral?

Se não sabem, podem encontrá-lo diariamente no movimentado “Pólo de Cinema” do RioCentro. Lá, 300 pessoas trabalham para a sua candidatura. Ninguém reclama, pagamentos adiantados e sem “regatear”, que palavra.

E não para por aí. Serginho cabralzinho, que tem muito conhecimento das coisas, conhece o ditado, “o gado engorda com o olho do dono”.

Então, pela manhã ou à tarde, vai verificar como estão as coisas. Qual o problema de deslocamento, entre Laranjeiras e Jacarepaguá? Nenhum. Vai e volta de helicóptero, sobrevoando os múltiplos engarrafamentos. Em quatro anos, NADA FEZ para melhorar o trânsito para a Barra da Tijuca, que se danem os moradores.

Aliás, como já contei aqui, o governador demonstra uma predileção absurda pelo helicóptero. Por isso, nos últimos anos, com o incessante sobe-e-desce dos “helicópteros cabralinos”, a vida dos moradores no Parque Guinle, em Laranjeiras, virou mesmo um inferno.

Além do barulho ser realmente ensurdecedor, as hélices dos modernos e possantes helicópteros desfolham as árvores e levantam muita poeira (a área junto ao palácio Laranjeiras, residência do governador, é uma belíssima reserva florestal, preservada desde o tempo do Império).

Os apartamentos vizinhos têm que manter as janelas fechadas e os terraços das coberturas ficam imundos. Para os moradores, é impressionante o que está acontecendo, porque muitas vezes os helicópteros chegam, descem e ficam até 10 minutos pousados, com as turbinas e as hélices em funcionamento, até que “autoridade” (seja ela quem for) se digne a embarcar.

O problema maior, logicamente, é o risco de acontecer um acidente, num bairro densamente povoado. Há alguns meses, houve um problema num dos helicópteros, que decolou com dificuldade, ficou parado no ar sobre a Rua das Laranjeiras, parecendo desgovernado, pois girava em torno de si mesmo, e com impressionante lentidão enfim conseguiu voltar e pousar na área do palácio.

Já contei aqui que os moradores já encaminharam diversas queixas ao governador, sem sucesso. A única providência dele foi mandar que molhassem constantemente o local onde os helicópteros pousam, mas pouco adianta, porque o entorno é a reserva ambiental, e a poeira da terra sobe assim mesmo.

A maior curiosidade dos moradores é saber: 1. Quem usa tantos helicópteros? 2. Por que usa? 3. Para que usa? Essas dúvidas são procedentes, porque esporadicamente, quando o governador sai de carro,  mesmo assim continua o sobe-e-desce de helicópteros.

Cabralzinho filhinho não demonstra ter medo de andar de helicóptero, mas com toda a certeza morre de medo de sofrer um atentado. Quando sai de carro, a comitiva é formada da seguinte maneira: motocicletas de policiais militares à frente, atrás e pelos lados da caravana; três carros de luxo pretos, com seguranças, à frente, outros três atrás, e duas vans brancas, com vidros escuros e impenetráveis, que seguem no meio do cortejo (uma leva cabralzinho, a outra só faz figuração, não leva ninguém).

Cabralzinho usa duas vans iguais, para que os possíveis autores de algum atentado não possam saber com certeza em qual dos veículos o governador se encontra. Isso é que é pretensão. Quem se interessaria em fazer um atentado contra figura tão inexpressiva e sem importância? Seria uma bestial perda de tempo.

No desespero, os moradores do Parque Guinle cansaram dos apelos a cabralzinho e fizeram uma queixa formal à ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil). A resposta foi incisiva, decisiva e definitiva: o local não é adequado para pouso e decolagem de helicópteros e há enorme risco para a população do bairro.

Os líderes dos moradores então voltaram a procurar cabralzinho e o informaram sobre o relatório da ANAC. Resposta dele: “Sou o governador e os helicópteros pousam onde eu bem entender”. Diante, disso, os moradores acionaram o Ministério Público, mas o inquérito estranhamente não anda. Estranhamente? Ora, todos sabem por que não anda.

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PS – Os jornalões e as televisões não se interessam pelo assunto, silenciados pelas generosas verbas de publicidade do governo estadual. Por isso, esse problema é sempre tratado com exclusividade apenas neste blog, em primeira mão.

PS2 – O comportamento de cabralzinho é irregular, porque os helicópteros do governo estadual não podem ser usados em campanha. O próprio presidente Lula, que sempre diz que NÃO SABIA DE NADA, no caso sabe que não pode usar os helicópteros da Presidência na campanha milionária de Dilma.

PS3 – Mas para serginho cabralzinho filhinho, esse menino que nasceu e cresceu pobre, no subúrbio de Cavalcanti, e hoje se diverte enriquecendo na política, helicóptero é uma espécie de eletrodoméstico de uso pessoal, embora custeado pelo povo. Que República.

Reforma partidária JÁ, INDISPENSÁVEL, URGENTE, para que o cidadão-contribuinte-eleitor, NÃO FIQUE APRISIONADO entre TRÊS INÚTEIS, INCAPAZES, INCOMPETENTES

Luisgeraldosantos:
“Helio, nos outros países, os homens ficam eternamente nos cargos, como Sarney, Passarinho, Marco Maciel, Jader Barbalho, Maluf e tantos outros?”

Comentário de Helio Fernandes:
Há dezenas de anos, luto por uma reforma partidária, que incorpore o que existe de melhor pelo mundo na legislação política, eleitoral, partidária. Isso não tem nada a ver com CÓPIA ou IMITAÇÃO, e sim de aproveitar o que deu certo em outros lugares.

Só de passagem, na oportunidade, embora econômica: por que nenhum país aproveita o mentiroso, perigoso (enriquecedor de grupos elitistas), que é o “DÉFICIT PRIMÁRIO”? No mundo, só existe SALDO ou DÉFICIT.

Esse PRIMÁRIO é uma forma de embuste, fraude, mistificação, para ENGANAR o cidadão com o que chamam ECONOMIA para os juros, Garantem: “Economizamos 90 BILHÕES este ano”. Afirmação criminosa, isso é para AMORTIZAR juros da DÍVIDA MALDITA.

Voltemos à POLÍTICA, que segundo Platão, é “a arte de governar os povos”. Política e economia se FUNDEM INDISSOLUVELMENTE, só que no Brasil, tudo não passa de politicalha.

Por isso, luisgeraldosantos, todos esses inúteis que você citou, ficaram e ficarão eternamente nos mais variados cargos, saltitando, que palavra, de um lugar para outro.

Respondendo pela ordem que você colocou. José Sarney – Jamais trabalhou na vida. Em 1954, não se elegeu deputado federal, ficou como segundo suplente, tinha 24 anos. Em 1956, assumiu, se filiou à Frente Parlamentar Nacionalista, o melhor e mais progressista que havia na Câmara.

Que carreira, que títulos, que fortuna. O Maranhão era dominado pela oligarquia Vitorino Freire, disse que ia DERRUBÁ-LA, cumpriu a palavra. Só que implantou outra mais duradoura e eclética, que completa agora 45 anos, apesar de todos os escândalos, dele e dos filhos.

Como sócio do “governador” Abreu Sodré, foi enriquecendo maravilhosamente . Em 1965, sem voto, sem povo, sem urna, “ajudado” pela ditadura, foi “feito” governador. Não parou mais. Em 1970 senador, em 1978 reeleito.

Depois de ter servido à ditadura de todas as formas, sempre docilmente,”sentiu” a hora, deu um “murro na mesa”, foi feito VICE de Tancredo em MAIS UMA INDIRETA. Todos conhecem a tragédia do 21 de abril de 1985, convulsão nacional e Sarney “presidente”.

Deixou a “presidência” em 1990, (janeiro), nesse mesmo 1990, (outubro) novo mandato de senador. Até 98, a filha era governadora, inventou a “transição” para o Amapá, nem sabia onde ficava. Está no quinto mandato de senador, que vai até 2014. Deixa alguma realização dessa longa vida? Só a fortuna, para os herdeiros, que nem precisarão.

Jarbas Passarinho – Há dias contei a sua “história trágica-melancólica” para o país. Não cumpriu nem os cargos para os quais foi NOMEADO. Dia 11 de janeiro completa 90 anos (perdão, 91), acredita que como presente de aniversário receberá algum cargo.

Marco Maciel – “Biografia” saiu ontem (ou anteontem), tão nefasto, ou mais, como eu disse, por não roubar pessoalmente. Mas assistiu LEVAREM o patrimônio do país, na ditadura e depois, NÃO QUEBROU O SILÊNCIO PARA PROTESTAR. JAMAIS.

Jader Barbalho – “Coincidência”, sua carreira e fortuna se ligam a Sarney e Passarinho. Corrupto por vocação, convicção e destinação, foi duas vezes ministro nomeado por Sarney, para “eleger” outra vez Passarinho ao Senado.

Impune e imune, dono de uma fortuna “construída” nos Ministérios da Previdência e da Reforma Agrária, não esperava ter que RENUNCIAR PARA NÃO SER CASSADO. Mas continua impávido e altaneiro, em plena atividade.

Paulo Maluf – Esse tem “história” tão reluzente e enriquecedora que o povo brasileiro conhece de sobra. Inventou três coisas geniais e inesquecíveis.

1 – A fortuna se multiplicou com a abertura de vias de acesso que chamou de MARGINAL, fina ironia com os empreiteiros e empreiteiras, sempre as mesmas.

2 – É possuidor, em PARAÍSOS FISCAIS, da importância de 442 MILHÕES DE DÓLARES, que repete incessantemente: “NÃO TENHO um dólar que seja no exterior, quem descobrir, pode ficar com tudo”.

3 – Candidatíssimo a tudo no seu país, (aqui mesmo, o Brasil) livre e absoluto, SERÁ PRESO EM QUALQUER PAÍS ONDE DESEMBARCAR. Pode dizer, orgulhoso: “No mundo inteiro, sou o único cidadão a ser preso em todos os países”. Que República.

Tudo isso poderia ser evitado, com a INDISPENSÁVEL REFORMA PARTIDÁRIA, examinando e ACEITANDO, 10 itens que relacionei, e principalmente ADOTANDO DOIS QUE EXISTEM NOS EUA, desde 1952, com a EMENDA CONSTITUCIONAL número 24.

1 – O cidadão que se candidatar a qualquer cargo eletivo, SÓ PODERÁ OCUPAR ESSE CARGO. Lógico, poderá RENUNCIAR para exercer outro, mas não pode, digamos, ser senador (ou deputado) e Ministro. (Lá, Secretário).

O melhor exemplo está aí: Hillary Clinton era senadora, ainda tinha 3 anos e 11 meses de mandato. Convidada para Secretaria de Estado, teve que renunciar ao resto do mandato no Senado, e que resto. Aqui, acumulam, que maravilha viver.

2 – Outro fato que também é VISIBILÍSSIMO: o cidadão, seja quem for, depois de 8 anos presidente, não pode ocupar mais nenhum cargo público, NOMEADO ou ELEITO. Obama, que também era senador, RENUNCIOU, vai ficar, digamos, dois mandatos, DEPOIS, mais nada, nem VEREADOR DE SUA CIDADE.

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PS – O presidente Reagan, que deixou a presidência com alto índice de aprovação (?), teve que ir para casa. E Bill Clinton está aí para mostrar a força dessa RENOVAÇÃO. Faz conferências, viaja pelo mundo, APENAS COMO PARTICULAR.

PS2 – Obama é a primeira consequência dessa emenda de 1952. Começou com Eisenhower, que só pôde ficar até 1960. E os outros, seguindo nessa DECISÃO E DIREÇÃO.

PS3 – Finalmente, a adoção do VOTO DISTRITAL, queriam adotar o CRIMINOSO E VERGONHOSO VOTO DE LISTA, OS “LÍDERES DA CÚPULA” SE ETERNIZARIAM MAIS AINDA.

PS4 – Não é o povo que NÃO SABE VOTAR, como insinuam ou AFIRMAM ABERTAMENTE. De que adianta escolher entre os três únicos candidatos, Dilma, Serra e Marina, se não têm a menor representatividade, quer dizer, “representam” o mesmo NADA?

PS5 – Perdão, desculpa, relevem o equívoco: não existem apenas três. Estão registrados mais 7 (S-E-T-E) nomes, nenhum deles atinge a fabulosa VOTAÇÃO DE 1 POR CENTO.

ARMAÇÃO contra garotinho, favorecendo cabralzinho

Gostem ou não dele, o ex-governador e ex-candidato a presidente (2002, com 15 milhões de votos) foi vítima de uma trama. Não apenas para prejudicá-lo, mas para beneficiar a reeleição do desgovernador.

Não há dúvida ou contestação: cabralzinho ficou sozinho (rima e é verdadeiro) para mais 4 anos num dos estados mais importantes do país.

Até onde chegaremos nessa volúpia de RETROCESSO POLÍTICO, que é sinônimo de RETROCESSO financeiro, econômico e administrativos

O inaceitável e indescritível Rio e sua politicalha

Temos que suportar a reeeleição de cabralzinho e seu governo do nada. Perdão, há quase 4 anos, pensa (?) no Trem Bala, a inutilidade mais cara que já existiu por aqui.

Pelo menos, duas
ótimas notícias

1 – Picciani está fatalmente derrotado para senador. Chega em quarto lugar e olhe lá. Sempre torci para “que fosse candidato”, minha justificativa irrefutável: “Fica sem mandato, embora não vá devolver o dinheiro que acumulou”.

2 – Wladimir Palmeira candidato a deputado federal para “puxar” voto para o PT. Em 1998, candidato FAVORITO a governador, Lula e Dirceu (ainda fora do Poder), fizeram intervenção no PT do Rio. Motivo: medo da LIDERANÇA verdadeira que surgiria. Há 12 ANOS.

Eleição difícil no Sul?

Tarso Genro, pouco antes de se desincompatibilizar, disse abertamente: “Serei o novo governador do Rio Grande do Sul, ganharei no primeiro turno”.

Só estava exagerando na facilidade (primeiro turno), mas lidera as pesquisas. Já foi prefeito de Porto Alegre, diz que “não perderá para um ex-prefeito”, do PMDB. E a aliança nacional, PT-PMDB?

Delfim Netto, um dos maiores corruptos da República, continua inatingível

Altivo Moreno:
“E Delfim Netto, não merece uma biografia esclarecedora? Foi absoluto na ditadura, continuou, “aconselha” governos, manda de verdade, e nada lhe acontece?”

Comentário de Helio Fernandes:
Puxa, Altivo, aqui mesmo já tratei desse ministro da ditadura, o mais poderoso de todos (fora o que publiquei quando era ministro). De 1967, (ministro da Fazenda de Costa e Silva) até 1981 (novamente ministro da Fazenda, com Figueiredo), mandou discricionária, autoritária e ditatorialmente.

Como Geisel tinha horror a ele, ia ficar sem nada nesses 5 anos. O novo “governador” de São Paulo, Paulo Egídio Martins, (playboy que vivia no Rio) era sempre ofuscado por Delfim, pediu ao “presidente” para nomeá-lo embaixador, ei-lo em Paris, com dois endereços. O OFICIAL e o OFICIOSO. Foram tais os escândalos que o Adido do Exército na França mandou dossiê impressionante e RESERVADO, que na época, publiquei na íntegra. Desculpe, Altivo, Delfim é inatingível. Continuou em Paris, o coronel que fez a DENÚNCIA-DOSSIÊ, passado para a reserva.