Estátua da Liberdade

Amanhã, 4 de Julho, 233 anos da Declaração da Independência, é dia de visita em massa à Estátua. Quando foi a primeira vez aos EUA, Bernard Shaw foi convidado a visitar a estátua. Recusou, dizendo: “Meu gosto pela ironia não vai tão longe”. (Exclusiva)

Wimbledon: final Federer-Roddick

Às 7 horas de Londres, (3 do Brasil) o americano eliminava o vaidoso e delirante Murray. Este, que se julgava favorito e vencedor, esqueceu que Roddick já foi o número 1 do mundo. Depois se desencantou, começou a mudar de técnico, voltou a acertar, é o número 6, vai melhorar.

O suíço ganhou de Haas. Este, campeão mundial juvenil aos 16, aos 30 chega pela primeira vez a uma semi, nunca esteve perto da final. Domingo, o jogo deve ser excelente.

Amanhã, sábado, a nova final entre as irmãs Williams. Fratricídio na quadra, nenhuma hostilidade fora dela.

Wimbledon: final Federer-Roddick

Às 7 horas de Londres, (3 do Brasil) o americano eliminava o vaidoso e delirante Murray. Este, que se julgava favorito e vencedor, esqueceu que Roddick já foi o número 1 do mundo. Depois se desencantou, começou a mudar de técnico, voltou a acertar, é o número 6, vai melhorar.

O suíço ganhou de Haas. Este, campeão mundial juvenil aos 16, aos 30 chega pela primeira vez a uma semi, nunca esteve perto da final. Domingo, o jogo deve ser excelente.

Amanhã, sábado, a nova final entre as irmãs Williams. Fratricídio na quadra, nenhuma hostilidade fora dela.

O PT-PT não sabe de nada

Na reunião com o presidente Lula, o partido pediu a “licença de Sarney por um período”. Ora, deviam saber que o que Sarney “não admite de jeito algum” é precisamente a licença.

Como tenho informado, licença Sarney aceita e quer é a do MANDATO. Da presidência Sarney quer RENÚNCIA, ou seja, distância.

Houve um choque e hostilidade visível entre Mercadante e o próprio Lula. Representativo dessa hostilidade: Mercadante tem contado abertamente, principalmente para adversários: “Pedi demissão da liderança do PT no Senado, o presidente não aceitou”. Impressão geral: Mercadante está se vingando, e agora é a alavança e o ponto de apoio da crise. É ouvido ou silencia. O silêncio de Mercadante, muito mais estridente.

Feriado em Wall Street, silêncio na Bovespa

Meio-dia, faço sempre a primeira postagem a respeito do “mercado” financeiro. Não esqueço essa jogatina, por causa dos amestrados, (jornais, rádios, televisões) que mentem descaradamente.

A Bovespa abriu em 50 mil 990 pontos, duas horas depois aumentara ligeiramente, fora para 51 mil e 100, alta de 0,1%. Volume? Não chegou a 600 milhões.

Idem, idem para o dólar que abriu a 1,95, duas horas depois continuava no mesmo número, estabilíssimo. Como somos a FILIAL e lá a MATRIZ, feriado lá, deveria ser feriado aqui. Pelo menos nos cassinos.

Feriado em Wall Street, silêncio na Bovespa

Meio-dia, faço sempre a primeira postagem a respeito do “mercado” financeiro. Não esqueço essa jogatina, por causa dos amestrados, (jornais, rádios, televisões) que mantêm descaradamente.

A Bovespa abriu em 50 mil 990 pontos, duas horas depois aumentara ligeiramente, fora para 51 mil e 100, alta de 0,1%. Volume? Não chegou a 600 milhões.

Idem, idem para o dólar que abriu a 1,95, duas horas depois continuava no mesmo número, estabilíssimo. Como somos a FILIAL e lá a MATRIZ, feriado lá, deveria ser feriado aqui. Pelo nos cassinos.

Verdadeiro, textual e entre aspas

Tereza Cruvinel, presidente da TV-Brasil: “Nosso compromisso é com a isenção e a pluralidade, cobrindo o país fora de Rio, São Paulo e Brasília”.

Ricardo Cravo Albim: “Cantoras como Carmelita Alves e Marlene, além de atores como Chico Anysio chamam a atenção do país em termos veementes, para o estado de abandono e miserabilidade em que quase todos os grandes artistas do passado patinam ingloriosamente.” Magistral, isso deveria motivar campanha nacional.

O “Estado de São Paulo” em mais uma denúncia irrefutável contra Sarney: “O presidente do Senado não declarou à Receita uma propriedade em Brasília, avaliada em 4 milhões”. Não declarou, foi comprada (como todo o seu patrimônio) com o trabalho “laborioso” exercido ao lado da vida pública, iniciada em 1954 e jamais interrompida.

Do presidente Lula, apressado entre uma viagem e outra: “Sem PMDB não há governabilidade”. Do então presidente FHC: “Sem medidas provisórias não há governabilidade”. Os dois erraram frontalmente.

Laura Ronai: “Foi um privilégio crescer entre gente de verdade. Ainda tentei escapar, cursando desenho industrial. Mas a sina familiar me pegou.” (Laura é viúva do grande Paulo Ronai)

O Airbus que não explodiu

Desde que o avião da Air France desapareceu, até Nelson Jobim virou notícia. E surgiram as mais diversas versões. Só um técnico aeronáutico do Brasil acertou: “Não serão encontrados corpos nem destroços, se o avião explodiu”.

Quando começaram a achar corpos e destroços, ratificou: “Então o avião não explodiu”. Agora, especialistas da frança confirmam: “Não explodiu”. Lógico, se explodisse, não sobraria nada.

Miro Teixeira fim de carreira, quanta besteira

O deputado da ditadura (sempre o segundo do “governador” Chagas Freitas) tem dito a amigos: “Em 2010, serei senador”. Candidato pode ser. Vencer? Jamais. Apesar de duas vagas, tira sexto.

Sempre que disputou um cargo que não o de deputado, foi derrotado. Para governador, em 1982, tirou 3º em três candidatos. Outras duas vezes tentou ser prefeito do Rio, nem apareceu no placar. (Exclusiva)

Miro Teixeira fim de carreira, quanta besteira

O deputado da ditadura (sempre o segundo do “governador” Chagas Freitas) tem dito a amigos: “Em 2010, serei senador”. Candidato pode ser. Vencer? Jamais. Apesar de duas vagas, tira sexto.

Sempre que disputou um cargo que não o de deputado, foi derrotado. Para governador, em 1982, tirou 3º em três candidatos. Outras duas vezes tentou ser prefeito do Rio, nem apareceu no placar. (Exclusiva)

UMA CRISE ANUNCIADA E PREVISÍVEL (do começo ao fim)

Haja o que houver
1. Sarney não continuará na presidência do Senado. Pode demorar um pouco mais, um pouco menos, mas o presidente do Senado não será mais do Maranhão.

Haja o que houver
2. O encontro Lula-Sarney (ontem à noite) pode decidir a forma da saída de Sarney. Mas não tem uma chance em um milhão de operar o “milagre” de manter Sarney no cargo.

Haja o que houver
3. Lula está completamente por fora de tudo. No Recife, antes de telefonar para a senadora Ideli Salvatti,o presidente da República confidenciou: “Se eu não conseguir manter um amigo como o Sarney num cargo como esse, será um desastre”. Será.

Haja o que houver
4. O PSDB não ganhará a presidência do Senado, a não ser que vença a eleição para a substituição de Sarney. Vitória que é praticamente impossível.

Haja o que houver
5. O PMDB pretende manter a presidência. Acontece que o partido está completamente dividido, os que são contra Lula não aceitam um nome que seja a favor, e vice-versa.

Haja o que houver
6. Nada surpreendente: o único nome que une o PMDB é Romero Jucá. E além disso, se elege com facilidade. Foi líder de FHC, o PSDB vota nele. Líder de Lula, o PT-PT, mesmo irritado (o PT-PT está sempre irritado), dará o voto a Jucá.

Haja o que houver
7. Sarney saindo (sairá), outro grande derrotado será Renan Calheiros. Obteve uma recuperação impressionante, mas foi afoito e inconsequente, jogou tudo fora na tramitação da CPI da Petrobras.

Haja o que houver
8. A arrogância do senador de Alagoas foi tão grande quanto o seu caminho de volta. Mostrou habilidade para voltar e não para ficar. Renan apostou tudo em Sarney e achou que assim se capitalizava de forma irreversível. Errou na análise, de forma autodestruidora.

Haja o que houver
9. Em Langley, na Virginia, na sede principal da CIA, há um cartaz grande com a inscrição-síntese-definição: “Operador de campo é operador de campo, o resto é burocracia”. Ah! Renan, a Virginia não é tão longe assim.

Haja o que houver
10. Tião Viana já se julgava presidente do Senado se lançou com um discurso sem palavras, só com apartes. Lula não gostou, e Lula não gostando é morte certa. Desgaste ainda maior, sendo o único do PT-PT que não foi à reunião com Sarney.

Haja o que houver
11. Ficou mais do que evidente o desagrado do planalto-Alvorada com o senador Mercadante. Eleito espetacularmente, esperava se Ministro da fazenda ou do Desenvolvimento. Há 6 anos e meio espera, ninguém o chama. Por quê?

Haja o que houver
12. A crise do Senado não é da democracia, mas tem a ver com ela. Com essa forma de representatividade e de escolha, não existe democracia. Só crise, que irá se agravar com o VOTO DE LISTA e a possível prorrogação de mandatos.

Haja o que houver
13. Estão fazendo tremenda confusão entre licença e renúncia. Sarney admite RENUNCIAR à presidência do Senado e se LICENCIAR do mandato. O inverso de maneira alguma. E já deixou bem claro que não demora a tomar uma posição.

Haja o que houver
14. Com isso, Sarney tem dito que fortalece seu partido, o PMDB. E deixa em boa posição o aliado PT-PT. Porque se aceitasse se LICENCIAR da presidência, daria ganho de causa ao PSDB, o vice assumiria e ficaria. E esse vice é do PSDB.

Haja o que houver
15. Renunciando, terá que haver eleição imediatamente. Sarney é bastante esperto para saber que nesse caso “a confusão será geral”. (Como é acadêmico, cita Machado de Assis).

Haja o que houver
16. O ainda presidente tem certeza de uma coisa: ninguém vai conseguir se eleger. 25 por cento são suplentes. 15 por cento representam o grupo chamado de “moralista” e portanto não se elege para coisa alguma.

Haja o que houver
17. Sobram então 60 por cento do total, que se divide em 4 ou 5 grupos, e ficarão brigando ferozmente por uma presidência que não vale mais nada.

18. Nessa encruzilhada (e isso não tem nada a ver com Sarney), podem se estarrecer à vontade: mas o favorito é Renan Calheiros. Textual de senadores para o repórter “O próprio Lula apoiará o senador de Alagoas, em nome do fortalecimento da base”. Ha! Ha! Ha!

* * *
PS- Por que Sarney quer RENUNCIAR à presidência e se LICENCIAR do mandato? Elementar. Vai viajar 1 ou 2 anos, poderá voltar para a sucessão de 2010. E não se descarta o que já revelei aqui: aceitaria ser embaixador. A preferência é a França, mas não é exclusividade.

PS2- Também admite ser presidente da Academia, é acadêmico há muitos anos, nunca foi presidente. Já falou sobre isso com o amigo acadêmico, Marcos Vilaça. E ao repórter, há muitos anos, revelou: “Posso presidir a Academia sem morar no Rio, Rui Barbosa fez isso”.

* * *
(Haja o que houver, cumprem o que está no título
destas notas ou não haverá Senado.
Hoje, existe?)

Correção monetária e juros, dose para elefante

Pedro do Coutto

Muito bom, muito lógico, com o alto nível de sempre, o artigo que o economista Paulo Rabello de Castro publicou na edição de primeiro de julho do Jornal do Brasil sobre a passagem dos quinze anos do Plano Real. Lançado em julho de 94 pelo presidente Itamar Franco, seu verdadeiro autor, a medida salvou a economia brasileira, já que o IBGE havia registrado uma inflação estratosférica de 2773% no exercício de 1993. Sem dúvida produziu, com produz, a estabilidade monetária que está atravessando o tempo.

Basta recordar, para que se tenha idéia do ritmo inflacionário, que em fevereiro de 90, final do governo José Sarney, a taxa atingiu 84%. Rabello de Castro, inclusive, acerta também quando sustenta que, apesar do êxito, o Plano Real é um projeto ainda incompleto. Perfeito. As indexações automáticas que envolvem quase todos os contratos, exceto os do trabalho, prejudicam o avanço do Produto Interno Bruto na escala que o país exige.

Não se pode esquecer que a população brasileira cresce à velocidade de 1,2% ao ano. A cada doze meses surgem mais 2 milhões de pessoas em nosso país. Os serviços públicos deveriam acompanhar tal crescimento. Mas não acontece. Faltam recursos. A corrupção é um fator extremamente negativo. É um crime continuado com muitas vítimas.

Além disso, acrescento, o Brasil é o único país no mundo a somar os juros cobrados pelos bancos e pelo comércio à correção monetária. Em muitos casos, cobras-se até correção monetária sobre os juros. É demais. Dose para elefante. Impraticável em termos de distribuição de renda e sobretudo em matéria de justiça social. Para citar o exemplo dos EUA, responsáveis por um terço do Produto Mundial que flutua na escala de 45 trilhões de dólares anuais, a reposição inflacionária está embutida na taxa de juros. Lá os juros reais, resultado do valor cobrado menos a inflação verificada no período, são baixos. No Brasil, são altíssimos.

O índice inflacionário que o IBGE assinala para os últimos doze meses é de praticamente 6%. Os bancos e o comércio cobram 6% ao mês. No caso dos cheques especiais muito mais. Os extratos que recebo revelam o quanto pagaria se recorresse ao limite a mim liberado além do meu saldo normal. A taxa do Itaú é de 6,2% ao mês. A do Bradesco 8,2. Oito por cento ao mês representam em torno de 150% ao ano. Mais de 40 vezes a inflação oficial. O Banco Central, inclusive, periodicamente, fornece informações sobre as diversas taxas de juros. Fornece informações, mas nada faz para contê-las. São um despropósito. O próprio Paulo Rabello de Castro há se reconhecer isso.

Ele é sócio fundador da agência de avaliação de risco SR Rating. Estima o risco de investimentos, de empresas, talvez de países. Portanto deve avaliar também o risco dos assalariados. Altíssimo. Principalmente porque sem emprego e salário, nada se consegue fazer. Nenhum país pode evoluir. O consumo é o início e o fim de toda circulação econômica. Se não houver nível de consumo, de que adiantam os investimentos? Nada. Vai se fabricar e produzir para quê? Para estocar? Para especular?

Para especular pode ser, tratando-se de bens não perecíveis, mas especulação tem limites. Não pode se estender nunca por muito tempo. O caráter básico da especulação é o episódico. Não o duradouro. Isso é inegável. Para que o Plano Real se complete é preciso que os juros sejam contidos no patamar lógico. A correção vá lá. Mas não correção em cima de juros.

O risco das explosões inusitadas

Carlos Chagas

A crise no Senado, ainda inconclusa, ofuscou grave  episódio acontecido no período e que deixa boa parte de observadores e até  de  líderes partidários de cabelo em pé.  Ou, se quiserem, de pé atrás.

Tratou-se da explosão da ministra Dilma Rousseff numa reunião com empresários,  técnicos do ministério da Integração Nacional e  até o  governador de Pernambuco.  Fosse um entrevero daqueles tão comuns verificados à sombra de qualquer  governo e ainda se compreenderia, dado o conhecido temperamento da personagem. Mas ela   é mais do que a  chefe da Casa Civil. É a candidata sagrada e consagrada pelo presidente Lula para concorrer à sua sucessão.

Pelo que se apurou,  Dilma Rousseff exasperou-se diante do secretário-executivo do ministério, Luís Antônio Eira. Aos gritos, com grosseria, irritada pelo novo cronograma da ferrovia do Nordeste, que não será mais concluída em 2010,  disse que só por cima de seu cadáver haverá desembolso do Fundo de Desenvolvimento gerido no palácio do Planalto.

Dona Dilma pode até estar certa na decisão, mas perdeu a tempera e perdeu-se na reação. Imagine-se como se comportará no exercício da presidência da República diante  de mil e um episódios similares ou  muito mais graves. A sede do governo seria transformada num convento  de freiras da Idade Média,  onde a Madre Superiora detinha o poder absoluto sobre o bem e o mal? Num reformatório para jovens transviados? Ou numa penitenciária onde se entra para a submissão completa diante do diretor?

Há muito eram conhecidas as virulências verbais da então ministra das Minas e Energia e, depois,  chefe da Casa Civil. Muita gente, na planície aqui em baixo, até aplaude esse tipo de comportamento.  O diabo está no risco de a moda ser praticada pela expressão maior da governabilidade nacional. Será no mínimo  singular exemplo para a nação que lhe caberá conduzir. Porque o secretário-executivo do ministério da Integração Nacional demitiu-se, agastado e espantado com a agressão. Mas o povo brasileiro não poderá fazer o mesmo.

Ele viaja, a crise fica

O presidente Lula chegou da Líbia na noite de quarta-feira.   Hoje,  viaja de novo, agora para Paris. Nas duas oportunidades, como nas outras anteriores, nos últimos sete anos e meio, teve motivos para ausentar-se: uma reunião com os governantes dos países da África, o recebimento de um prêmio internacional da Unesco.

No tempo das viagens  de José Sarney ao exterior, quando  na presidência da República, o então senador   Fernando Henrique saiu-se com proverbial diagnóstico, ao ser   perguntado sobre a crise daqueles idos: “a crise viajou…”

Agora é o contrário, singularmente também envolvendo José Sarney, porque o presidente da República viaja e deixa a crise para trás. Talvez por isso o Lula se ausente tanto…

Ou saem todos ou nenhum

Precisa ser pautada ao menos  pela lógica essa  lambança que envolve o Senado.  Porque se foi e continua sendo exigida a licença ou a renúncia de José Sarney da presidência da casa, não dá entender como ele sairia e os demais membros da mesa permaneceriam. Não se chega ao exagero do presidente Lula, para quem a ascensão do primeiro vice-presidente,  Marconi Perilo, equivaleria a uma vitória no tapetão. A sucessão dos titulares pelos reservas é universalmente aceita, como no caso de  Trumann haver ocupado a Casa Branca depois da morte de  Roosevelt, ou do próprio Sarney ter assumido  o palácio do Planalto no lugar de Tancredo.

Mesmo assim, na crise do Senado, não há como imagina que  se o atual presidente   deixasse   o cargo por conta de acusações de atos  praticados na casa  ao longo dos últimos anos, seu gesto não fosse  obrigatoriamente  seguido pelos demais membros da mesa.  Não apenas Marconi Perilo, mas até o Mão Santa, passando por Heráclito Fortes e os demais não poderiam ficar.  Ou estariam bancando o Tiradentes com o pescoço do Sarney.

Endoidou

Conseguiu a colunista Eliane Cantanhede ouvir o ex-ministro Mangabeira Unger em Nova York, para onde se mandou depois de haver pedido demissão do ministério do Planejamento Estratégico.

Ou o homem endoidou ou falaram línguas conflitantes. Porque na carta em que se exonerou,  dirigida ao presidente Lula, Mangabeira alegou como motivo  a necessidade de sustentar o estudo dos filhos, viabilizado apenas por sua continuação como professor na universidade de Harvard, que lhe negou extensão da licença.

Pois agora o histriônico filósofo declara-se disposto a retornar ao Brasil para candidatar-se à presidência da República, disputando o lugar com a ministra Dilma Rousseff.

Como cidadão americano e brasileiro Mangabeira Unger conseguiu iludir o dr. Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Ciro Gomes e, por fim, Luiz Inácio da Silva. Em seqüência, entusiasmou todos eles com seus diagnósticos sobre a realidade nacional, ainda que em seguida os tenha desiludido. Agora, pensa em fazer o mesmo com o eleitorado. Respeitosamente, deveria ser  conduzido a um hospital psiquiátrico, caso desembarcasse no Brasil.

Direto da Flip: Dom João e as estrelas

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O príncipe Dom João de Orleans e Bragança e o jornalista e escritor Gay Talese, durante o tradicional almoço oferecido pelo príncipe às estrelas do Flip em sua centenária casa de Paraty, uma das mais bonitas da cidade.

Talese foi um dos criadores do New Journalism, nos anos 60/ 70, junto com Tom Wolfe,  Truman Capote e Norman Mailer. Presentes também, entre outros, o biólogo neoevolucionista Richard Dawkins e o historiador Simon Schama. (Exclusiva)
(Foto de Ana Carolina Fernandes)

Wimbledon: “surprise”, as irmãs Williams na final

Há muito isso não acontecia: as 4 primeiras do ranking, duas russas e duas americanas, chegaram às semifinais. As duas americanas venceram, nenhuma surpresa. A forma como ganharam é que merece registro.

Serena levou 3 horas e 3 sets para vencer a Mendieva. Venus ganhou de Safina (a número 1) por 6/1 e 6/0, em menos de uma hora. Depois de amanhã, mais essa luta entre as irmãs. Venus é mais técnica, Serena mais guerreira.

No passado, o melhor futuro

Laura Amadeu dos Santos:
Fazemos parte de um grupo que discute tudo, aqui em Campinas. Lemos vários jornais de SP e de fora de SP, e consultamos também a internet. Nossa base era a tribuna impressa, enquanto esperamos que volte, acompanhamos  seu blog, excelente.

Somos mais de 200, nos reunimos todos os dias, nem todos, mas pelo menos 30 ou 40, o número, homens e mulheres, aumenta muito no fim de semana.

A pergunta que gostaríamos de ver respondida hoje: a crise do Senado tem solução? E pode contaminar os outros Poderes e atingir o país inteiro?

Comentário de Helio Fernandes:
Obrigado pela consulta-confiança, o Brasil inteiro quer saber a mesma coisa.  Se não houver uma decisão para tanto escândalo, é evidente que a contaminação para os outros Poderes será infalível.

Mas é evidente que existe solução. Só que como é a mais grave de todos os tempos, o que é preciso é uma DECISÃO RADICAL. É obrigatória a transformação desse Senado ATENIENSE em ESPARTANO.

Basta igualar o Senado que funcionava no Rio e acabar com essa monstruosidade que se transferiu para Brasília. O que eu chamo de Senado ESPARTANO é reconquistar o número de funcionários proporcionalmente  ao que existia no Rio.

As instalações têm de ser funcionais e não majestáticas como essas Brasília. Esses anexos DEVEM SER DERRUBADOS ou então aproveitados, mas não para mordomias de Brasília. À primeira vista parece difícil, mas não é.

Durante 14 anos, de 1946 (Constituinte) até 1960 (mudança da capital), frequentei diariamente Câmara e Senado. O CONFORTO exibido hoje, sem precedentes. Naquela época, o Congresso funcionava com total competência, de forma quase frugal, mas de manhã à noite sem essa exibição de “luxo e prazer”.

Se voltar ao passado é um avanço e uma lembrança de tempos de prestígio popular. Meia sola não resolve nada, é preciso sola inteira. “Não basta conhecer o problema, é preciso resolvê-lo”.

Os amestrados que falavam em recuperação, calados

Por definição, são amestrados, servos, submissos e subservientes. Bastou a Bovespa subir um pouquinho para dizerem, “estamos em total recuperação”. Desmenti logo, e os números de hoje confirmam.

São 12 horas quando diariamente faço a primeira postagem sobre o “mercado financeiro”. Com duas horas de jogatina, nenhuma alteração desde a abertura. Começou com menos 1,50% em 50.760 pontos, está em 50.890 queda de 1,30%. Volume de 1 bilhão e 100 milhões, não vai passar de 5 bilhões, como tenho registrado.

O dólar abriu em 1,95 mais 1,02%, está exatamente nesses números.

Desemprego cruel e selvagem

Há 4 meses, os 16 países da EU (União Européia) confessavam 18 milhões de desempregados. Agora passou para 19 milhões, o que mostra que a crise não melhorou.

Nos EUA, o desemprego atingiu 16 milhões de pessoas, e continua aumentando. “Sim, nós podemos”, a frase símbolo de Obama, mas ele não é o culpado.

No Brasil, o desemprego é recorde desde Pedro Alvares Cabral e Pero Vaz Caminha, ou seja, 409 anos. Lula também não tem culpa, a não ser a de confundir um temporal com simples “marolinha”. (Exclusiva)