Disputada presidência do Flamengo

São 9 os candidatos apresentados, mas apenas 3 para valer. O criminalista Clovis Saione faz a festa de lançamento, dia 1º de setembro, no Hotel Sofitel, com o maior apoio e aparato.

Patrícia Amorim, a chave

Esse é o apoio que todos querem. Exatamente às 11 horas, Saione me dizia: “Ela é o pêndulo, para onde se voltar, uma enorme vantagem. Séria, competente, respeitada, realizadora e com objetivos. (Exclusiva)

Esportivas, observadas e comentadas

100 metros rasos: 10 anos de OBSESSÃO
para 10 segundos de CONSAGRAÇÃO

O empolgante e até emocionante se concretiza na chegada. Mas a tensão acumulada e liberada é na saída. Ou nos 10 minutos que antecedem a prova, aquelas espantosas passadas, todo o esforço reprimido, os músculos dando a impressão exata de que não irão suportar.

Antes e durante os 9,58

Tudo isso, antes. Durante e depois, enquanto existir um Usain Bolt, podem fazer quantas apostas quiserem, mas apenas sobre o tempo que ele vai fazer. Ontem, ninguém imaginava esses 9,58, porque realmente inimagináveis.

Nobreza da corrida: a mais rápida e a mais longa

No atletismo quase uma contradição. A eternidade está na prova mais rápida, os 100 metros, e ao mesmo tempo na maratona, 42 quilômetros e 195 metros.

O Fladriano e o  Flumined

A derrota do time do Andrade, lamentável e injusta. Dois pênaltis, gols perdidos aos montes, o goleiro adversário, glorificado.

No Flunimed, venho dizendo há dias: disputou 57 pontos, ganhou 15, 28%. Nos próximos 57, tem que ganhar 30 (mais de 50%) para sair da zona de rebaixamento.

Del Potro galopou sem vitoria a sorte de Murray e da Escocia

O argentino ganhou o primeiro set bem, no tiebreak. No segundo, podia ter liquidado o jogo numa bola boa, não “desafiou”, foi para o segundo desempate, perdeu. Estava visível que o terceiro set seria rapidíssimo. Foi. Vitória injusta.

Botafogo prejudicadíssimo

Na estréia do treinador, poderia (e deveria) ter obtido excelente vitória. Fez 1 a 0, logo a seguir um pênalti, desses que se o arbitro marcasse, ninguém discordaria. Só que, do lado, “não viu”.

Muricy, Muricy

O jogo continuou, o Palmeiras empatou numa bola sem perigo, se o goleiro não tivesse saído três dias antes. O clube carioca dominou, o Palmeiras (em SP) deve comemorar o empate, fazer festa e convidar o árbitro.

Tiger Woods, segundo

Depois da vitoria de domingo passado, a de ontem parecia fácil. No terceiro dia, estava bem na frente, no último, não “embocou” de perto ou de longe. Perdeu, o que não é habitual. 33 anos estão pesando? Ou o 1 bilhão de dólares que já ganhou, fora a publicidade?

A crise de agora visa 2010 e a SUCESSÃO

PMDB e PSDB não fizeram a PACIFICAÇÃO.Não houve caminhada para ACORDÃO.Apenas a tentativa de não AGRESSÃO

Há dias, desde a SEGUNDA-FEIRA NEGRA, seguida espantosamente pela quinta IRRECUPERÁVEL, até a TROPA DE CHOQUE percebeu que alguma coisa precisava ser feita.

Retiraram 11 representações contra Sarney,
ficava só a que atingia o líder do PSDB

Até os mais EMPEDERNIDOS e IRRECUPERÁVEIS membros do “não queremos pacificação nenhuma” foram convencidos pela pregação no melhor estilo Edir Macedo: “Só teremos paz se vencermos, mas não podemos ganhar de 11 a 1”.

A solidão de Artur Virgílio

Aos que não entendiam, explicavam: “Temos que ganhar de 12 a 0”. Ainda perplexos, ouviam assim mesmo: “Porra, temos que retirar a representação contra o líder do PSDB”.

O violentíssimo discurso de Renan, não entenderam?
Era a favor de Virgílio

Quase todos se estarreceram com a violência do líder do PMDB contra o líder do PSDB. Só que por estratégia sem constrangimento, e só na superfície parecendo com o “bateu, levou”, Renan mostrou que não é um político comum. E pode ser um cidadão discutido, mas sabe que o importante é o objetivo. E esse, segundo São Mateus, perdão, segundo ele mesmo, foi atingido.

Nem Virgílio se surpreendeu

Na mesma hora, respondendo a Renan, Virgílio usou um tom (e Jerry?) nada comum à sua trajetória. Não havia acordo, ele sabia que violência gera violência, mas quando ultrapassa todos os limites é preciso DECODIFICÁ-LA. Foi o que fez.

Ninguém no plenário, nenhum mistério.
A tentativa de não complicar as coisas

No dia seguinte, a representação contra Virgílio estava retirada, até o Planalto-Alvorada teve que concordar. Pois querem derrotar Virgílio para que não volte ao Senado e favoreça o suplente João Pedro. Já mostrei como vai influenciar na eleição do Amazonas, voltarei a explicar.

Artur Virgílio “compreensível”

Três dias depois do discurso “falsamente” violento de Renan, já livre da representação, o líder do PSDB foi entrevistado por um programa de televisão, que usa o título que era do jornalista Carlos Chagas. A entrevista fazia parte do jogo, Artur Virgílio “respondeu o que podia responder”, silenciou sobre o que merecia silêncio. (Todas estas notas e fatos são exclusivos, embora eu não saiba o que vai acontecer).

Quando Pedro Simon estava na tribuna e foi incendiado por Renan Calheiros (na primeira acusação pública da sua vida), ouviu isto do senador de Alagoas: “O senhor não entendeu. Tudo o que acontece aqui tem como objetivo a sucessão em 2010”.

É a rigorosa verdade, até mesmo para o próprio Renan, que precisa de um mandato, reeleito senador ou governador de Alagoas. Abandonou Collor, agora precisa dele.

*   *   *

PS – Com mandato até 2014, Collor disputará alguma coisa em 2010, governador ou presidente. Governador elimina o próprio Renan. Presidente, tumultua e enfraquece a base PMDB-PT-PT. Tem que decidir com o “DEVORA-ME OU ME DECIFRA”.

PS2 – Apesar do seu reconhecido e voraz apetite político, eleitoral e até pessoal, Renan não pode devorar (ou engolir) o ex-presidente. Quanto a DEVORÁ-LO, vou escrever com 14 meses de antecedência: de graça, com mandato até 2014, Collor não ficará de fora da furiosa SUCESSÃO nacional e estadual.

PS3 – Podem me cobrar depois: Collor concorrerá a um cargo que já ocupou: governador ou presidente. A não ser que lhe ofereçam uma vice. Haja o que houver, PARTICIPARÁ e CONTINUARÁ senador.

Minas 2010, um quadro político complicado

Pedro do Coutto

Segundo maior colégio eleitoral do país, sempre decisivo nas eleições de presidente da República, com base na recente pesquisa do Vox Populi, divulgada pelo Jornal da Band de quinta-feira, Minas Gerais apresenta um  quadro político complicado para 2010. Sobretudo porque a campanha no estado reflete-se na posição das candidaturas à esfera federal.

Vamos por partes. Foram colocados pelo Vox Populi dois quadros de candidatos ao Palácio da Liberdade, um com Patrus Ananias pelo PT. Outro com o ex prefeito Fernando Pimentel, aliás nome da preferência do governador Aécio Neves. Nos dois casos, o percentual alcançado foi de 18%. Helio Costa com 30 pontos, seguido por Itamar Franco registrando 28 e o vice Antonio Anastazia obtendo apenas 3. Muito fraco. É do PSDB, mas com esta pequena intenção de votos dificilmente será o nome escolhido pelo chefe do executivo como opção pessoal.

Os resultados do levantamento estão uniformes. Hélio Costa 30% nos dois panoramas. Itamar 28 no primeiro, 27no segundo, não há praticamente diferença, Patrus Ananias e Pimentel 18, Anastazia 3% nas duas hipóteses. Pode-se colocar que Itamar Franco, é mais provável, seja candidato ao Senado. Abre-se um espaço para governador, a ser preenchido por quem? Se Aécio e Pimentel conseguirem contornar a Lei Eleitoral, lei 9504/97, o ex prefeito de Belo Horizonte cresce. Isso porque nem o governador, tampouco o ex presidente, deverão apoiar Patrus. Ananias forma ao lado de Dilma. Aécio e Itamar na oposição ao presidente Lula.

Mas como ultrapassara barreira da legislação? Só  na hipótese de Pimentel, que não desempenha ,mandato, e portanto nada tem a perder, deixar o Partido dos Trabalhadores e ingressar em outra legenda. Ou no PSDB ou no DEM, ou então no PPS no qual Itamar  decidiu se filiar.

Nessa perspectiva, poderá ser uma solução para o governador mineiro e também para as oposições. Com Fernando Pimentel, elas podem conquistar o Palácio da Liberdade, que já foi ocupado por Juscelino Kubitschek, Magalhães Pinto e Tancredo Neves. Se permanecer no PT, deverá perder a convenção regional para Patrus Ananias. Lula seguramente exercerá influência decisiva na base petista mineira.

Minas torna-se assim fator decisivo para o Planalto. Principalmente porque em São Paulo a chefe da Casa Civil deve perder por boa margem de votos para o governador José Serra. Precisa compensar a diferença em MG, pois caso contrário terá perdido a disputa.Como escrevi outro dia, de 1945 aos dias de hoje, ninguém chegou à presidência da República se não venceu em São Paulo ou Minas Gerais.

O Rio de Janeiro, terceiro reduto de votos, não é suficiente para compensar os efeitos dos dois maiores colégios. Veja-se o exemplo de 89. Leonel Brizola perdeu disparado o segundo lugar para Lula tanto em São Paulo quanto em Minas. Derrotou-o amplamente no RJ e RGS. Mas não compensou as diferenças. Por 16 a 15%, Lula foi ao segundo turno contra Fernando Collor.

Portanto, o quadro mineiro, sobretudo agora, ganha uma importância extraordinária, já que Dilma Roussef enfrenta o governador paulista. Panorama complicado, visto da ponte no momento atual. E não deve se descomplicar. Lula e Dilma jogam o seu destino na terra de Tiradentes, berço da liberdade e também da habilidade política. Eis aí um enigma no rumo do Planalto.

Uma estratégia para Dilma

Carlos Chagas

Não chega a ser um desastre porque um ano, um   mês  e quinze dias nos separam das eleições, mas parece  preocupante para o presidente Lula e o PT que    Dilma Rousseff  perca em todas as simulações feitas pelo Datafolha.  Aparece  atrás de José Serra,  numa, e de Ciro Gomes, em outra, ainda que mantenha o segundo lugar na disputa com cada um deles.   Dirão os companheiros  estarem se realizando as previsões, pois a candidata antes de um  dígito recebe agora  entre 16 e 20% das preferências, conforme o adversário. O problema é que se as eleições fossem hoje, Dilma seria derrotada, caso as tendências para o segundo turno repetissem as do primeiro.

Aqui deverá repousar a estratégia oficial: levar a chefe da Casa Civil para a decisão plebiscitária do segundo turno,  contra o governador paulista. Seu maior objetivo será bater  Ciro Gomes na  corrida inicial, caso o  deputado se lance. Melhor,  no  entanto, seria tê-lo como companheiro de chapa, montagem por  enquanto  precária por dois motivos:  Ciro mostra-se disposto a concorrer para presidente e o PMDB conta como certa a indicação de Michel Temer para vice de Dilma.

A pesquisa divulgada no final da semana surpreende pelos  razoáveis percentuais de Heloísa Helena, assim como fica imperfeita pelo fato de os consultados não terem tido tempo de absorver a candidatura de Marina Silva.

Caçada ao Requião

Roberto Requião estará quarta-feira em Brasília para um jantar a três, no palácio da Alvorada: ele, o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff. É fundamental o  apoio do governador do Paraná ao esquema oficial, tanto para encerrar a hipótese da candidatura própria do PMDB quanto para tentarem chegar a um entendimento sobre a sucessão paranaense. O presidente  inclina-se pelo senador  Osmar Dias, do PDT, não  propriamente o candidato dos sonhos de Requião. Os planos do governador envolvem sua candidatura ao Senado

“Bancos vão comer poeira”, diz Mantega. “Não vão, não” garante Henrique Meirelles

A divisão, divergência, desagregação do governo ficou evidente na questão dos bancos privados (particulares, quase todos multinacionais-globalizados) ultrapassados pelo BB, estatal e vitorioso.

O ministro da Fazenda veio logo a público, “criticando” esses bancos. A Folha, em manchete, “interpretou” o que ele disse, trocou o CRITICANDO por ATACANDO. É impossível no Brasil CRITICAR bancos particulares, isso desagrada a Febraban.

O ZELOSO e clarividente Meirelles

Mas a grande defesa viria da parte da presidente do Banco Central, usando e refutando o Ministro da Fazenda com suas próprias palavras.

Há muito que não se falam, Mantega e Meirelles não respeitam o protocolo ou a educação. O bom senso mandava que o presidente do BC esperasse pelo menos alguns dias. Os bancos, arrogantes, talvez esperassem, sabem que nada os atinge. Meirelles, subserviente, acreditou que perderia espaço com a Febraban, não demorou e garantiu sem constrangimento: “Os bancos privados vão resistir”. Lógico, com os juros que cobram, jamais serão atingidos. (Exclusiva)

Prévias, para que realizá-las?

Carlos Chagas

Ficou todo mundo contra. Marina Silva não quis, Dilma Rousseff rejeitou, o PT desconsiderou e o presidente Lula estrilou. Fala-se da proposta do senador Eduardo Suplicy de realizar uma prévia entre as duas candidatas, no âmbito do PT, para saber qual delas o partido lançaria. A prévia evitaria a passagem de Marina para o PV e devolveria aos companheiros ao menos parte de sua autonomia, surripiada pelo presidente Lula.

Até data para a consulta ás bases petistas o senador sugeriu: 20 de setembro, tempo necessário a que as duas candidatas visitassem os principais diretórios regionais e fizessem proselitismo de suas indicações.

O problema é que o primeiro-companheiro sentiu-se ofendido por Suplicy. Afinal, foi dele a escolha-imposição de Dilma Rousseff. Abrir a hipótese de outra candidatura equivaleria a desautorizá-lo.

Sendo assim, o desembarque da ex-ministra do Meio Ambiente está por poucos dias. Ela deixará o PT, mesmo entre lágrimas. Não passa por suas cogitações vingar-se da chefe da Casa Civil, atrapalhando seus planos. Se foi levada a demitir-se do ministério, é coisa do passado,  mesmo  sabendo haver sido Dilma o principal fator interno de sua retirada. O PT, pela palavra do líder Aloísio Mercadante, comprometeu-se a não reivindicar o mandato de Marina, mesmo com a decisão da Justiça de que os mandatos pertencem aos partidos. A futura candidata verde ficará no Senado até dezembro do próximo ano.

Razões fundamentais

Deve-se a uma evidência nacionalista a  próxima divulgação do marco regulatório do pré-sal e da empresa a ser criada para gerir seus resultados.  Mesmo delegando à Petrobrás as operações, a Petrosal será senhora da riqueza a ser extraída e oferecida no mercado internacional, sem que os lucros precisem ser divididos com multinacionais e especuladores. A razão surge simples: por  obra e graça do então presidente Fernando Henrique a Petrobrás,  quase  privatizada, teve parte de suas ações negociadas na bolsa de Nova York. Quer dizer, o esperado faturamento monstro das reservas petrolíferas recém-descobertas teria que ser repartido com o capital internacional. Com a nova empresa, fica tudo por aqui.

Por conta disso, cresceu  a pressão sobre o governo Lula.  Não foi outro o recado do general James Jones, Assessor de Segurança Nacional do presidente Barack Obama, em recente audiência com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Mesmo preservando sua postura conciliatória e educada, o senador pelo Maranhão deixou claro ao gringo: “não vem que não tem…”

Mais um

O presidente de honra do PMDB, Paes de Andrade, acaba de exprimir o anseio maior das bases do partido, apesar de reprimido pela direção atual: a candidatura própria à presidência da República tornou-se uma necessidade. Enquanto a sucessão caminhava para configurar  um plebiscito a respeito do presidente Lula, mesmo representado por Dilma Rousseff,  a omissão do PMDB ainda podia ser explicada, mesmo não justificada. Agora que entram no palco Marina Silva e Ciro Gomes, muda tudo de figura. A disputa será para saber quem vai para o segundo turno, junto com José Serra. Dilma, Marina e Ciro dispõem das mesmas chances. Nesse caso, por que o PMDB deixaria de concorrer com nome próprio? Constituindo-se no maior partido  nacional, com mais vereadores, prefeitos, governadores,  deputados estaduais, deputados federais e senadores, além de diretórios nos mais de 5 mil municípios do país, o PMDB sairia com vantagem, nessa corrida.

Nomes? Paes de Andrade não hesita e lembra o governador Roberto Requião, do Paraná, com todas as condições de empolgar as bases. Faz um excelente governo em seu estado e sustenta teses nacionalistas, voltadas para a defesa do interesse nacional.

Lamentos

De público, nenhum companheiro reconhece, até para não ferir Dilma Rousseff, mas nos conciliábulos reservados do PT, são muitos os lamentos a respeito de não ter o presidente Lula feito com José Dirceu e com Antônio Palocci aquilo que agora faz com José Sarney: sustentá-los a todo custo. Se o ex-chefe da Casa Civil e o ex-ministro da Fazenda tivessem recebido o apoio do Lula,  não precisariam  deixar suas funções. Estariam até hoje no governo, necessitando decidir apenas qual deles seria o candidato, ambos com peso político bem superior a Dilma. Poderiam, Dirceu  e Palocci, até mesmo formar uma chapa pura  de respeitável densidade eleitoral, tanto faz qual deles a encabeçaria.  Afinal, a proximidade de um com Delúbio Soares,  e do outro com um caseiro-espião, constituíram denúncias muito inferiores àquelas jogadas  sobre os ombros do presidente do Senado.

Vox Populi: indefinido o quadro no RJ

Pedro do Coutto

A pesquisa do Vox Populi sobre as intenções de voto para o governo do Rio de Janeiro em 2010, divulgada pelo jornalista Ricardo Boechat no Jornal da Band de quarta-feira, apresenta um panorama indefinido, já que Cabral lidera com 27%, mas seguido de perto por Wagner Montes com 26. Anthony Garotinho é o terceiro com 13, Cesar Maia em quarto com 10, Fernando Gabeira com 9 e Lindberg Farias com 5 pontos.

Ocorre que Wagner Montes não é candidato ao Palácio Guanabara e, embora do PDT, apóia Marcelo Crivela, que é do PRB, na tentativa de reeleger-se ao Senado. Wagner Montes apresenta um programa diário com bom índice de audiência na TV Record, que tem Marcelo Crivela entre seus inspiradores.

Se não houver aliança entre o partido que foi de Leonel Brizola e a legenda à qual hoje pertence o vice presidente Jose Alencar, dificilmente o apoio poderá se sustentar em face da Lei Eleitoral. Mas esta é outra questão. O enigma essencial é para quem irão em sua maioria as intenções de voto hoje depositadas em Wagner Montes. Inclusive, quem receberá o suporte do PDT? São duas coisas distintas, mas que só comportam uma única solução.

O levantamento do Vox Populi, entretanto, praticamente afasta a candidatura de Lindberg Farias. O prefeito de Nova Iguaçu, com apenas 5 pontos, torna-se uma candidatura difícil. Sobretudo porque pertence ao PT e o presidente Lula, sem dúvida, prefere a coligação com o PMDB em torno da reeleição de Sergio Cabral.

Inclusive é o favorito, mas pelo fato de se encontrar à frente do Executivo, normalmente era para ocupar uma liderança maior do que a evidenciada na pesquisa. Cesar Maia, francamente, em minha opinião surpreendeu com 10%. Esperava menos, como reflexo de seu desempenho no segundo mandato na Prefeitura do Rio. Uma calamidade.

Fernando Gabeira. Situa-se no nono andar, não demonstra um impulso forte para decolar. Pode tanto ser candidato ao governo fluminense quanto ao Senado Federal. Esta dúvida, que ele próprio ainda não superou, contribui para evitar uma tendência mais forte em favor de seu nome.

De qualquer forma, não será nada fácil sua candidatura a governador, uma vez que é forte sua posição na cidade do Rio de Janeiro, como a disputa de 2008, mas é pouco conhecido na Baixada Fluminense e menos ainda no interior do Estado. Além disso, sua candidatura, seja a um posto ou a outro, pelo que se leu dos jornais, vincula-se ao voo que a senadora Marina Silva pretende alçar rumo ao Palácio do Planalto pelo PV, agremiação a que Gabeira pertence.

Marina Silva, vale frisar, parece motivada mais pelo desejo de causar um abalo ao PT e à candidatura de Dilma Roussef. Pois assim não fosse, não trocaria uma reeleição praticamente certa pelo Acre do que uma aventura romântica sem possibilidade concreta de êxito.

Claro, ela tira votos do PT e fraciona, mesmo em partes desiguais, a base governista. Mas os sufrágios que poderá obter, sobretudo através de uma legenda pequena, com pouco tempo de propaganda na televisão, são serão suficientes para levá-la ao segundo turno.

Entretanto, talvez neste ponto resida sua vontade maior: poderão ser capazes de afastar a ministra chefe da Casa Civil do duelo final, seja ele contra José Serra ou Aécio Neves. Inclusive na hipótese de ambos se unirem na oposição ao governo, um como candidato a presidente, outro como vice.

A pesquisa anterior do Vox Populi, focalizando o panorama paulista, objeto de artigo meu desta semana, afastou a candidatura Ciro Gomes a governador do  plano de cogitações. O levantamento relativo ao Rio, terceiro colégio eleitoral do país, exclui Lindberg. Mas indiretamente fortalece Dilma, na medida em que tanto Sergio Cabral quanto Garotinho a apóiam, e o páreo estadual parece cingir-se aos dois. Isso hoje. Amanhã não sei.

Montreal surpreendente, com os três primeiros do ranking eliminados

Daqui a pouco, às 4 da tarde, serão disputadas as semifinais desse máster 1000. Só que Nadal, Federer e Djokovic não estarão presentes.

Federer foi eliminado dramática e inesperadamente pelo francês Tsonga, quando já ia recebendo os aplausos. Noticiei aqui ontem, como total exclusividade, os jornais não deram nada.

Djokovic perdeu para o americano Roddick, com as habituais “caras e bocas” e o ego colossal que não o abandona. Finalmente, o melhor de todos, Nadal, perdeu para o argentino Del potro, bom jogador, mas irregularíssimo.

Nadal vinha de 3 meses parado, afirmou uma semana antes: “Se chegar às quartas, estou satisfeito”. Precisava de ritmo para o Aberto dos EUA, que começa no ultimo dia de agosto.

Logo mais, Murray-Del Potro, na outra semi, Roddick-Tsonga. De acordo com os resultados, modificação no ranking.

Montreal atípico, anormal e inesquecível

Federer perdeu o primeiro set para o francês Tsonga. Surpresa, foram para o tiebreak, o suíço devia ganhar. No segundo, Federer massacrou Tsonga por 6 a 1, sem sair do lugar, o francês com o braço machucado.

No terceiro set, Federer fez 5/1, Tsonga reagiu, ganhou 5 games seguidos, fez 6/5 e 0/40, com Federer sacando, foram para o tiebreak.

Quem não viu, acredite: Tsonga venceu, reviravolta que não me lembro de ter visto. E em cima do número 1 do mundo. Aí então é inacreditável.

Eliminado, só resta a Federer ir para casa brincar com as gêmeas, ainda muito pequenas. 2 horas e 19 minutos que Federer não vai esquecer nunca. (Exclusiva, às 18 e 17 minutos)

Os royalties polêmicos

Jorge Rubem Folena de Oliveira:
“A publicação da carta sobre o assunto os “Royalties do Petróleo do Estado do Rio de Janeiro” (clique para ler) que encaminhei ao senhor no último sábado, dia 08/08/09, e divulgada e comentada na sua Tribuna da Imprensa, ganhou relevância e repercussão, circulando pela internet e outros veículos de comunicação.
Hoje (14/08/09, sexta-feira), às 21hs, na Rádio Catedral (FM 106,7), darei entrevista a respeito do tema, na esperança de poder esclarecer a sua importância ao povo de nosso Estado. Mais uma vez, agradeço ao senhor a possibilidade de poder expressar livremente o meu pensamento.”

Comentário de Helio Fernandes:
Excelente que isso possa acontecer. E que um lutador como você tenha muitas oportunidades. As que eu não tive nem tenho considerado contra o “sistema” internacional e globalizantes que domina o mundo. E sou mesmo .

Também a satisfação da repercussão deste site-blog, repetidíssimo e um dos mais vistos. Com mais “vedores” do que nós só os que são “patrocinados” pelos jornais e revistas riquíssimos. Depois desses 5 ou 6 estamos nós, não fizemos nem RECEBEMOS, deliberadamente nenhuma “cobertura”.

A Bolsa Arquimedes: sem ponto de apoio, cai

O dia todo em queda. Perdendo quase 2 por cento até o meio-dia. Depois de duas da tarde foi caindo menos. Fechamento: 56.638 pontos, menos 0,72%.

O dólar ao contrário, alta do princípio ao fim. Chegou a subir 1,76%, fechou em alta de 1,36%, em 1,84 alto. Volume de ações, 4 bilhões e 700 MILHÕES, parece um relógio. (Quebrado, em relação ao ano passado).

A Justiça venceu a hipocrisia

Antonio Santos Aquino:
“O que vemos é muita hipocrisia e vedetismo. Dar habeas corpus para Dantas é um crime inominável.(Gilmar foi promovido por FHC). Ministro Joaquim Barbosa, engavetou por mais de três anos, uma ação de Hélio Fernandes, que já “rolava” por 23 anos na justiça e só precisava de um despacho. Hélio protestou com um artigo. Barbosa fez “beicinho”; disse que foi ofendido e recusou-se a julgar. Outro ministro em 15 dias deu o último despacho. Pois é, foi dito no Senado que o ministro Joaquim Barbosa fora visto NA CASA DE AGACIEL MAIA, o mesmo dos “atos secretos”. O silêncio foi geral. No mínimo o ministro, que pousa de vestal, e não pode ver um holofote, deveria pronunciar-se. E agora?”

Comentário de Helio Fernandes:
Como sempre, Aquino, acertou em cheio. No dia 1º de dezembro,quando anunciei a SUSPENSÃO MOMENTÂNEA do jornal impresso, por total impossibilidade de continuar, não ataquei Joaquim Barbosa. Coloquei-o diante da própria afirmação: “QUEM ESPERAVA UM NEGRO SUBSERVIENTE, ENCONTROU UM MAGISTRADO INDEPENDENTE”.

Dei a ele a chance de decidir. Como ficou com o processo da Tribuna da Imprensa ENGAVETADO por 38 meses, e nesse período RELATOU mais de 30 processos que chegaram DEPOIS, devia ser julgado por desobedecer normas do próprio S-U-P-R-E-M-O.

Como sabia disso, SE DEU POR IMPEDIDO. 38 meses depois? E como explica o fato de TER RECEBIDO o recurso P-R-O-T-E-L-A-T-Ó-R-I-O RECUSADO pelo então Procurador Geral da República, o ínclito Claudio Fontelles?

NÃO PODIA ter aceitado o recurso que já havia sido exaustivamente estudado e DECIDIDO A FAVOR da Tribuna da Imprensa, sem qualquer manifestação contrária. Foi a VIOLENTAÇÃO, a PERSEGUIÇÃO e a DISCRIMINAÇÃO mais pública e notória.

Em pleno RECESSO DO SUPREMO, o processo foi redistribuído para o Ministro Celso de Mello que imediatamente RECUSOU TODOS OS RECURSOS P-R-O-T-E-L-A-T-Ó-R-I-O-S, declarou a ação TRANSITADA EM JULGADO, os cálculos estão sendo feitos por peritos, sem qualquer ligação com a Tribuna.

* * *

PS – Só para terminar. No artigo que escrevi e publiquei no dia 1º de dezembro, afirmei: “Toda e qualquer INDENIZAÇÃO RECEBIDA PELA TRIBUNA será destinada ao pagamento de DÍVIDAS de qualquer espécie, seja com quem for, União, funcionários, ou quem tiver a receber.

PS2 – Essa não é uma afirmação feita por fazer e sim a manifestação de CONVICÇÃO, feita por quem manteve o jornal com seus RECURSOS, ficou sem nada, e FARIA ou REPETIRIA tudo outra vez. O que está escrito, será cumprido. Pedi até mesmo que a INDENIZAÇÃO seja BLOQUEADA ATÉ o último pagamento.

Lula “patrocina” Meirelles em Goiás, quer vê-lo governador

Tirando o plano externo, onde sem dúvida se destacou, “carregando” o nome do Brasil, Lula é um desastre, vai de contradição em contradição. Diz que não está em campanha, não faz outra coisa. Melhor que não falasse, a história político-eleitoral no Brasil é assim.

Ontem foi à Goiás “inaugurar obras não-acabadas”, levou o presidente do Banco Central. É público e notório que Meirelles quer ser governador do estado, preferia ser presidente, lógico, não dá. No palanque, ao lado de Meirelles, espantosa a afirmação de Lula, abraçando Meirelles: “Não é justo que ele SEJA CANDIDATO PARA PERDER”. É essa a DEMOCRACIA DO Lula. Nome oficial não é para perder. O povo? Apenas fantoche ou coadjuvante na “sua” democracia.

A “DEMOCRACIA DE LULA” perderá no plano nacional

Para a sucessão, Lula não tem candidato, a não ser ele mesmo, por enquanto “incógnita” ou “oculto por elipse”. Dona Dilma, que com todo “EMPURRÃO PRESIDENCIAL”, não sai do lugar, não tinha a menor chance, agora, com as mais diversas substituições que inventa para eliminar as CONTRADIÇÕES,  se enterra cada vez mais. Na verdade, Dona Dilma era um biombo, que será afastado, não escondia nada.

A “DEMOCRACIA DE LULA” com Sarney

Logo que começou a DEMOLIÇÃO de Sarney da presidência do Senado, como se fosse (e é) um prédio velho construído sem licença, Lula afirmou: Não se JULGA um homem com a BIOGRAFIA de Sarney”.

Que BIOGRAFIA, presidente? A de servir a DITADURA e querer ser vice do CORRUPTO Maluf, em 1985? E acertando por acaso?

Lula não sabe, mas quem tinha biografia era o marechal Pétain.
Herói da Primeira Guerra, tido como traidor na Segunda, condenado

O presidente da República não pode determinar quem tem ou não tem BIOGRAFIA, quem pode ou não pode ser JULGADO. Herói da primeira Guerra Mundial (principalmente por causa da Batalha de Verdun), Pétain era idolatrado.

A partir de 22 de abril de 1940, quando a França foi derrotada pelos nazistas que entraram tranquilamente em Paris, o HERÓI aderiu aos nazistas, montou o governo em Vichy, apoiou Hitler, passou a ser odiado.

Terminada a guerra, foi julgado e condenado à morte. Estava com 89 anos, comutaram, que palavra, para PRISÃO PERPÉTUA, morreu meses depois, aos 90 anos.

Perguntinha inútil a Lula: quem tem biografia não pode ser julgado, presidente? Sarney ou marechal Pétain?

Domingo, Mundial de Atletismo em Berlim, têm que lembrar o lendário Jesse Owens

Os ditadores não ligam para o povo, gostam de obras inesquecíveis. Mussolini, ditador da Itália, construiu e inaugurou o belíssimo Estádio de Roma, em 1932. Hitler, assumindo o Poder total da Alemanha, em 1936, com a morte do presidente-Marechal Hindenburg , inaugurou o Estádio de Berlim.

Foram disputadas as Olimpíadas (presença de Maria Lenk) com Hitler presente “para assistir a vitória dos arianos puros, que iriam garantir o Reich dos Mil Anos”. Perdeu tudo.

Depois de amanhã, 73 anos depois, no Mundial de Atletismo, deviam prestar uma homenagem ao bravo e competente Jesse Owens, que ganhou 5 medalhas de OURO. Com isso “expulsou” o ditador do estádio, ele não teve coragem de assistir os arianos serem derrotados. Não podem esquecer um lutador como Owens e ao mesmo tempo condenar as ditaduras. (Exclusiva)

Nos 83 anos de Fidel

Lembranças da ida a Cuba em 1960, com Jânio Quadros, a vinda de Fidel e Che ao Brasil em 1961 e a planejada “condecoração”.
Jânio presidente, preparando a “renúncia”

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O tempo é implacável e invencível. Em 1960, em plena campanha para presidente, Jânio Quadros foi a Cuba. (Num avião fretado, levou 29 jornalistas, este repórter entre eles). Como sempre, José Aparecido comandando tudo.

No avião, apenas dois não-jornalistas. Afonso Arinos, que esperava ser chanceler e foi. Adauto Cardoso, que esperava ser ministro da Justiça, não foi.

Fidel e Che Guevara, no auge da popularidade, andavam na rua com os jornalistas brasileiros, ou conversavam conosco na residência do embaixador do Brasil, Vasco Leitão da Cunha, depois ministro do Exterior, cargo mais tarde surpreendentemente ocupado por diplomatas do segundo time, que quando estavam no Instituto Rio Branco, escutavam: “Esse não chegará a embaixador”.  Um deles, Celso Amorim, mas não apenas ele.

Eu já estivera em Cuba duas vezes, no Poder, um personagem corruptíssimo, com o mesmo nome, mas duas patentes diferentes. Era Fulgêncio Batista, que tomou o Poder como SARGENTO, foi derrubado, voltou mais tarde. E deu a si mesmo a patente de MARECHALÍSSIMO.

A enorme popularidade de Fidel e seus companheiros vinha da expectativa de liberdade, e a derrubada daquele LADRÃO público, que proporcionalmente roubou mais do que Berlusconi, embora isso pareça impossível. Batista fugiu imediatamente, no momento exato em que surgia o 1º de janeiro de 1959.

Os tempos iniciais de Fidel e Che foram de glória e reconhecimento mundial. O papa aplaudia os revolucionários, seu relacionamento com os EUA, o mais cordial e democrático possível. (Sem esquecer que começaram fatos estranhos, como o desaparecimento do bravo e destacado Camilo Cienfuegos).

O jornalista Herbert Matthews, principal repórter do New York Times, tinha casa em Havana. (Foi chamado de editor, cargo que jamais ocupou, recusou sempre, queria ser o que foi com enorme  destaque: repórter, correndo o mundo). Ficamos lá 9 dias, mandava como habitualmente artigo e coluna para o bravo Diário de Notícias.

Numa dessas matérias, dizia textualmente: “Gostei de conversar com Fidel, mas quem me impressionou mesmo foi Che Guevara”. Em 1961, Fidel veio ao Brasil com Che Guevara, a convite do já presidente Jânio Quadros, que lhe deu a maior condecoração.

Diziam, e conhecendo Jânio nenhuma surpresa, que “o convite e a condecoração” faziam parte da renúncia forjada, mas que, contra a vontade dele, aconteceu mesmo.

Não quero contar a História, apenas o meu conhecimento. Em 1962, a lamentável “invasão da Baía dos Porcos”, a iminência de uma guerra atômica por causa dos mísseis em Cuba, a batalha que se transferiu para a diplomacia, a vitória do embaixador dos EUA na ONU, Adlai Stevenson, antes e surpreendentemente derrotado duas vezes para presidente dos EUA.

Algum tempo depois, o jornalista  Jean-Jacques Servan-Schreiber, repórter e diretor do Le Express, “um dos muitos sucedâneos da revista Time”, o mesmo que acontecera com a revista Life. (As duas pertencentes ao poderoso Henry De Luce, também dono da Fortune e da Sport Ilustrated, ainda hoje a maior revista esportiva dos EUA).

Schreiber escreveu: “Estive na Arábia Saudita, encontrei com Che Guevara, presidente do Banco Central de Cuba. Normalmente, perguntei como ele ia, me respondeu de forma estranha”. Só que, apesar de repórter viajado, Schreiber não percebeu, pouco depois Che deixava o cargo e a própria Cuba, nunca mais se encontrou com Fidel.

E não muitos anos depois, Che era assassinado, num dos mais extraordinários acontecimentos, depois dos também assassinatos de John Kennedy, Martin Luther King, Robert Kennedy e até de Jimmy Hoffa, que controlava o maior sindicato do mundo, o dos caminhoneiros, era candidato a presidente. Seu corpo jamais apareceu.

O rompimento Cuba-EUA teria que ocorrer. Fidel não tinha formação ou convicção comunista, o irmão Raul, sim. Mas Raul, durante 45 anos chefe das Forças Armadas, jamais apareceu. Estive em Cuba 5 vezes, duas depois de Fidel, nunca falei nem vi Raul. Ninguém via, sua lealdade ao irmão, total.

Mas sem recursos, e com a União Soviética poderosa e sem problemas, o financiamento e o domínio, mesmo de longe, inevitável. E facilitando as coisas para Cuba e a União Soviética, a “burríssima” política externa dos EUA. “Burrice” que se acentuou com a Guerra Fria, quando gastaram talvez mais do que agora, com os aventureiros financeiros.

Fidel só deixou o Poder por causa da doença, jamais imaginou ou acreditou que fosse contestado (mas não traído, como dizem) pelo irmão, deliberadamente em silêncio e na voluntária obscuridade.

A última vez que estive em Cuba: 1987, seminário sobre “Dívida Externa”. Extraordinário. Do Brasil, apenas três jornalistas: Newton Carlos, Argemiro Ferreira e este repórter. Presidindo em rodízio: Gabriel Garcia Marquez, Isabel Allende, Perez Esquivel (Prêmio Nobel da Argentina), Luiz Carlos Prestes e mais uns 40.

Não-jornalistas estavam: Severo Gomes, Frei Beto, Marilena Chauí, Cristina Tavares e Luiz Inácio Lula da Silva, que já preparava a candidatura a presidente, para 1989 ou 1990, dependendo do mandato que Sarney (sempre ele, sempre ele) exigia. Não obtendo os 6 anos, a eleição foi mesmo em 1989.

*  *  *

PS – Lula perderia essa, a de 1994 e a de 1998. No mundo, só outro homem perderia três vezes, embora não seguidas. Foi o pastor William Jennings Bryan, nos EUA. Carregava multidões para as suas pregações religiosas, mas não os transformava em eleitores. Perdeu em 1896, 1900 e 1908. Não ganhou nenhuma.

PS2 – Ao contrário de Lula, que perdeu três, ganhou duas e pretende igualar o placar. Ou Fidel, que não perdeu desde 1959, exatamente 50 anos.

Sabotagem sem sabotadores?

Carlos Chagas

Explode o primeiro-secretário Heráclito Fortes,    denunciando que os mais recentes atos secretos descobertos no Senado, perto de 400, fazem parte de sabotagem destinada a manter acesa a crise na casa. Estão divulgando os escândalos em pílulas. Já são mais de 800 atos secretos, e outras revelações virão.

Ora, se existe sabotagem, claro que existirão sabotadores. Não parece difícil identificá-los, apesar do silêncio do senador pelo Piauí. Quais os responsáveis primários dessa  excrescência verificada há 14 anos? No mínimo, Agacieis e Zoghbis,  que ocuparam cargos de direção no Senado. A eles coube determinar a não publicação de discutíveis e até abomináveis atos administrativos no Diário do Congresso. Se estavam obedecendo ordens de presidentes e demais integrantes das sucessivas mesas do Senado, é outra história. Denunciados, os funcionários talvez denunciem os mandantes, coisa que contribuiria para limpar a imagem parlamentar. O que importa é pegar o fio da meada.

Esclarecimento

O repórter recebeu da Chevron a seguinte mensagem:

“Em relação ao artigo “Briga de Foice em Quarto Escuro”, publicado em 10.08.2009, a Chevron esclarece que não participa como operadora em nenhuma concessão na Bacia de Santos, onde estão sendo realizadas perfurações de poços, por parte de outras empresas, na camada de pré-sal. Portanto, não procede a informação de que teria perfurado um poço, sem nenhum resultado, naquele local. A Chevron atualmente opera o Campo do Frade (que iniciou sua produção em 20 de junho último) na Bacia de Campos e participa como concessionária não-operadora nos Campos de Papa-Terra e Maromba (operados pela Petrobrás), Atlanta e Oliva (operados pela Shell).  As) Chevron, assessoria de imprensa, Jacqueline Breitinger.”

A novela  Telebrás

A decisão da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, permitindo ao governo poder fazer uso da rede de fibra ótica da falida Eletronet, é mais um capítulo da novela com enredo do ministério do Planejamento  e cenário montado pelo ministério das Comunicações, para levar para onde quiser a banda larga,  conforme determinação do presidente Lula. Existem 2 mil localidades no país sem acesso sequer à telefonia, e o desejo do presidente é de que  todo o território nacional seja coberto pelo avanço tecnológico ensejado pelos computadores, incluindo escolas, postos policiais e demais serviços públicos.

Durante mais de dois anos Jorge Motta,  atual presidente da Telebrás, antiga holding do sistema e telecomunicações, tem mantido “silêncio ensurdecedor” sobre a questão. Não concedeu entrevistas e nem faz declarações. Provocado, responde que passarinho na muda não canta.

Baixaria costuma pegar

A exposição das lambanças praticadas no Senado parece sarampo, que pega quando menos se espera. Se quiserem, assemelha-se também à  “gripe do porco”. A sociedade assiste, estarrecida, a mais nova baixaria nacional, a briga entre duas das grandes redes de televisão. Coisa que faria corar um frade de pedra, se ainda existissem frades de pedra, conforme diziam nossos avós.

A quinta tentativa

Só para ficar nos tempos modernos, vale referir que em 1961 o então presidente João Goulart nomeou o deputado Amaral Peixoto como Ministro Extraordinário da Reforma Administrativa.  Depois, no regime militar, Hélio Beltrão foi autor do decreto-lei 200. Em seguida, como ministro,  atacou o mesmo problema da burocracia da máquina pública. No próprio governo Lula,  no primeiro mandato, outra  tentativa se fez  para desbastar  o cipoal da administração federal.

Não adiantou nada, continuou tudo na mesma. Não pegaram as  decisões e determinações do poder público para simplificar a  vida do cidadão comum. Surge agora um novo decreto do presidente da República.

Só como exemplo, verifica-se que a obrigação da firma reconhecida nos documentos oficiais já foi revogada cinco vezes, e continua obrigação imposta nas repartições e operações as mais rudimentares. É desrespeitada pelos mesmos que acabam com ela.

Outro exemplo dessa desmoralização da vontade política do estado:  a gratuidade na expedição de documentos públicos  essenciais para o exercício da cidadania.  É proibido cobrar por  certidões de nascimento, casamento e óbito. Mesmo assim, os cartórios continuam cobrando.  Será que desta vez, vamos?

Fingindo que a crise acabou, amestrados esbanjam “otimismo”

Durante o pregão inteiro, bateram forte no fato não verdadeiro: “Acabou a crise na Alemanha e na França”. O que não é verdade. E pior: não diminuiu o desemprego na UE, que continua em 18 milhões, não aumentou, mas não diminuiu. E se agravou muito nos EUA.

Os números nas últimas 4 horas e 25 minutos na Bovespa, pouco alteraram o total. O índice de SP fechou em alta de 0,57%, quase o mesmo, 56.911 pontos. O dólar acabou em 1,82 alto, menos 0,62%.

Sem os leilões finais, volume de 5 bilhões.

Master Mil de Montreal

No quarto dia, hoje, quinta-feira, finalmente um jogo emocionante. Andy Roddick venceu Fernando Verdasco em 2 horas e 37 minutos. 58 games, 3 sets, 2 tiebreaks. Esse é um Master, todos os primeiros 20 tenistas do ranking são obrigados a (e querem) disputar. O vencedor, no domingo, aumenta sua colocação em mil pontos e a conta bancária em 1 milhão de dólares.

O jogo acabou agora, 17 horas, 16 no Canadá.

Sarney tenta se salvar quebrando o silêncio opressivo, quer reforma partidária

Ora, ora, há anos e anos, ainda na Tribuna impressa, venho PREGANDO a reforma partidária, política e eleitoral. Escrevi diversos artigos, e relacionei 10 PONTOS QUE DEVEM INTEGRAR ESSA MUDANÇA.

Não fizeram nem vão fazer nada. Pois essas reformas FORTALECERÃO A REPRESENTATIVIDADE, o ponto mais frágil da chamada democracia brasileira.

Jamais mudarão coisa alguma, pois a falta de autenticidade do nosso sistema, vem da fraqueza do sistema.

Três depoimentos sobre a democracia. De Sobral Pinto, quando lhe perguntaram se lutava por uma “democracia á brasileira”. “Só conheço peru à brasileira, democracia não precisa de complemento”.

Winston Churchill, quando lhe perguntaram qual o melhor regime: “A democracia é o pior dos regimes, excetuados naturalmente todos os outros”.

Carlos Lacerda, ao ler um texto deste repórter, “A Frente Ampla pode REDEMOCRATIZAR o Brasil, afirmando quase furioso: “Você tem a obsessão dessa palavra, mas quando é que o Brasil foi uma Democracia?”. (Exclusiva)