“Mercado” meio desarvorado

Às 2 da tarde, todos os índices de Nova Iorque em alta, bem razoável, quer dizer, mais ou menos meio por cento. Aqui a mesma coisa, mais 0,47% em 66 mil e 900 pontos, mas nada definitivo.

O dólar sofrendo muitas influências, vai para o segundo dia de queda da semana. Neste momento, 1,85, menos 0,45%.

Na Bovespa, o que deveria acontecer sempre: nem todas as ações em baixa, nem todas em alta. Quando caem todas ou sobem todas, UNANIMIDADE da jogatina, banqueiros, seguradoras e corretores “cassinizando” em bloco.

Chávez: apogeu bolivariano

Poderia se recuperar totalmente, e passar a andar tranquilamente nas ruas de Caracas (o centro da oposição) apenas com uma decisão: a r-e-n-ú-n-c-i-a.

O povo da Venezuela ficará feliz e satisfeito, a oposição também, nem falo nos correligionários, pois está sendo abandonado em massa. Só que Chávez insiste na obsessão da DEMOCRACIA AUTORITÁRIA.

Parreira: gentleman, globetrotter-doidivanas

É o máximo do egocentrismo. Só pensa (?) nele, só fala dele, só cuida dele. Foi o maior responsável pelo fiasco de 2006. Sabendo que não poderia ocupar o mesmo cargo em 2010, “viu na África do Sul, a salvação”.

Motivo: dona da casa, poderia passar da primeira fase. Foi para lá, viu que não dava, veio embora, indicando Joel Santana, sabia que voltaria nos últimos 6 ou 8 meses. Voltou.

Agora, vai fazer uma “grande viagem de 60 dias pela Europa, para observar”. Ha! Ha! Ha!

60 dias de férias, tudo pago, nos melhores hotéis, para quê? Observaria melhor, e poderia obter melhores resultados, trabalhando a seleção.

Bônus para banqueiros

EUA e Inglaterra, que diante da crise (mais de especulação do que de qualquer coisa) de 2008, reduziram os BÔNUS dos executivos, já legislaram sobre o assunto. Mesmo assim, o Wall  Street Journal revelou: “Agora em 2010, os grandes bancos americanos VÃO PAGAR MAIS DE 140 BILHÕES DE DÓLARES DE BONIFICAÇÃO SOBRE 2008”.

Um roubo, esquartejamento do sistema financeiro. O BC do Brasil, começou a ESTUDAR (apenas estudar) o assunto, a Febraban, (Federação dos bancos) veio a público: “Não cabe ao Banco Central tratar do assunto”. Por trás da declaração, o inatingível “seu” Brandão, do Bradesco.

Pelé, o grande marqueteiro de si mesmo

Não perde oportunidade do holofote. E tem uma intuição fantástica sobre a importância do espetáculo. O Santos contratou a Marta, três vezes a melhor do mundo. Convidado, Pelé se recusou a ir.

Agora, “sentindo” que a chegada de Robinho seria sensacional, teve a idéia de descer de helicóptero com ele. Mesmo a programada e deslumbrada chegada de Ronaldo não teve a mesma repercussão. No mundo todo, fotos de Robinho. Sempre com Pelé a seu lado.

Infelicidade de Dilma

A televisão será mais um desastre na campanha dela. Terá, com os acordos feitos, dois terços de todo o tempo “gratuito” na TV. Não consegue escapar da armadilha. Se tivesse só 10 por cento, talvez melhorasse. Desconhecida, pode ser escolhida. Conhecida, será repelida.

O vice ideal para Dilma

Dois nomes acrescentariam e dariam peso à sua candidatura: Carlos Minc e Fernando Gabeira. Já foi quase “companheira” do primeiro, não é mais, há muito tempo.

Com o segundo, Dilma não tem hostilidade ou incompatibilidade. Mas Gabeira não aceitaria, o que iria dizer em casa?

Lula na intimidade

Falam tanta coisa da privacidade do presidente, que dá uma bruta vontade de montar um vídeo do “depois de 2010”. Como viverá, onde e com quem? E ainda será o CARA e o ESTADISTA símbolo?

Wilson Fadul, representante de Jango na Frente Ampla, 90 anos, homenageado

Oficial da Aeronáutica, Ministro da Saúde de Jango, dos melhores personagens da vida pública brasileira. Era o homem do presidente no histórico movimento que podia ter mudado o Brasil.

11 nomes para 4 vagas

O que escrevi em setembro de 2009, sobre a política do Estado do Rio, continua inalterado. Encontrei 11 personagens, disputando 4 vagas: governador, vice e dois senadores. Mas nesses 11 que relacionei, não estava o ainda senador Crivela, duas vezes derrotado para prefeito do Rio.

Agora quer ser o candidato do PT. Primeiro que o PT do Rio acabou, não elege mais ninguém. E segundo, que o PT tem dois candidatos prioritários, Lindberg e Dona Benedita, que não admitem veto a seus nomes. O “bispo” seria a pior situação para todos.

Dona Marina voltará ao senado

Em junho ou julho, confirmará sua desistência da candidatura presidencial. Já disse aqui há muito tempo: “Com essa estrutura partidária mistificadora, nenhuma chance”. Continua no senado, concorre ao Planalto-Alvorada em 2014. É lógico, que agora, Dona Marina dirá (e tem que dizer mesmo) que é presidenciável.

O mesmo exemplo
de Heloísa Helena

Repetirá a senadora de Alagoas. Esta agora voltará ao senado, 4 anos de sacrifício, sem benefício para a coletividade. A reforma partidária precisa acabar com a “coincidência” das eleições, todas no mesmo dia.

Exemplos no
mundo inteiro

Nos EUA, em outubro, eleição de 1 terço do senado, e renovação total do Congresso (Deputados). Na França, Alemanha, Itália e outros países sem monarquia, as eleições são separadas. Na França, os Ministros, nomeados pelo Presidente, precisam de ratificação do Congresso. Se o presidente não obtiver maioria parlamentar, (lá não há senado), sua posição fica dificílima.

Peluso, quase presidente do CNJ, garante: “Não tem poder sobre a Justiça”

Será o próximo presidente do Supremo, e portanto, exercerá, cumulativamente a presidência do CNJ. Seria mais prudente que não fizesse declarações limitando a ação desse órgão.

É natural, reacionaríssimo por vocação, formação e convicção, não pôde se conter. Mas desde a criação, o CNJ tem uma capacidade de ação, nas mais diversas áreas. E não podem ser limitadas individualmente.

Se com ele presidente, o CNJ tiver que enfrentar situações contrárias ao que Peluso defende agora?

China, Rússia, Japão, países árabes, querem o fim do dólar como moeda de troca internacional. China, Rússia, Japão e países árabes, ficam em pânico com o que pode acontecer aos TRILHÕES DE DÓLARES que têm nos EUA e Suíça

Paulo Solon
“Helio, do alto da tua experiência e do longo tempo em que vem defendendo a mudança do dólar como moeda única, pergunto: o que achou da declaração do presidente Sarkozy em Davos? Quer que o Sistema Monetário Global acabe com o dólar como moeda de troca total. Acho que ele está jogando para a arquibancada”.

Comentário de Helio Fernandes
Há 66 anos o dólar é a moeda de troca internacional. Em 1944, em Bretton Woods, os americanos participaram com a idéia fixa: substituir o ouro (padrão ouro, como reservas determinadas) pelo dólar. Ninguém sabia de nada. Tanto é verdade que já se tratava de eliminar o que existia, o ouro, apedrejado como “herança maldita”.

Mas não havia nenhum movimento a favor do dólar. A nova moeda já tinha até nome, se chamaria BANCOR. Surpreendentemente, o inglês que comandava tudo, Sir John Maynard Keynes, foi chamado à Casa Branca, isso mesmo à Casa Branca, onde teve conversa inebriante, em companhia do presidente do FED, (Banco Central). Saiu de lá atordoado mas inebriado. E já com o dólar MOEDA INTERNACIONAL, GLOBAL E UNIVERSAL.

Houve insatisfação, muitos se surpreenderam, mas os protestos não anularam a união do Poder nascente dos EUA, já ganhando a Segunda  Guerra Mundial, e o prestígio pessoal de Keynes, tido na época como dos maiores economistas. Na verdade, o dólar moeda de troca foi imposição dele.

Ainda no final de 1944, Sir Maynard Keynes que não jogava na Bolsa, ganhou uma fortuna em ações. Fortuna mesmo, que não pôde aproveitar. Como Deus não perdoa, pouco tempo depois morreria de câncer fulminante. (O que aconteceria também com Oppenheimer que construiu as bombas atômicas que destruíram Hiroxima e Nagasaki, mas não pôde se livrar da destruição pelo câncer).

Foi esse dólar que consolidou o “Império-Romano-Americano”. Por um motivo: o dólar era (e é) fabricado em máquinas gigantescas montadas em Omaha, e guardados no Fort Knox. Mas com a diferença fundamental: o dólar interno valia mesmo. O externo não valia nada, era e continua sendo papel pintado.

Há muito tempo se fala e se cogita do fim do dólar. É evidente que esse dólar papel pintado vai acabar, tem que acabar. Mas quando? Nos próximos 10 ou 15 anos, (e talvez mais) continuará poderoso e inatingível. Por quê? É que os países que mais garantem que querem o fim do dólar como moeda de troca internacional, são os que contraditoriamente mantêm o dólar.

A China, Rússia, Japão, os riquíssimos países árabes, têm TRILHÕES DE DÓLARES guardados nos EUA e na Suíça. Temem a transformação, e têm quase certeza de que perderão muito. Por isso,  QUEREM o fim do dólar, mas não QUEREM o fim do dinheiro tão “exaustivamente acumulado”.

Enquanto isso, os americanos se preocupam e se assustam com outro grande problema, esse com possibilidade de acontecer em prazo bem mais curto: A FIXAÇÃO DO PREÇO DO PETRÓLEO EM EURO. Diariamente, quando o BIG BEN bate as 12 badaladas do meio-dia, de um prédio caindo aos pedaços em Londres (longe da Old Bond Street, o centro financeiro), 5 cidadãos que têm entre 70 e 75 anos, anunciam o preço do petróleo. Por enquanto, em dólar.

E se passar para Euro ou outra moeda qualquer?

* * *

De qualquer maneira, Paulo Solon, você acertou em cheio: Sarkozy está jogando para a arquibancada. Uma expressão bem carioca, quem foi inventada há mais de 50 anos para identificar o futebol do Tim, o grande ídolo do Fluminense da época.

Inusitados e inesperados podem acontecer

Carlos Chagas

Vem aí nova rodada de pesquisas eleitorais. Dilma Rousseff cresceu. José Serra continuou na frente. Marina Silva ficou onde estava e Ciro Gomes caiu. Novidades,  propriamente,  nenhuma. Na simulação para o segundo turno, aquele que realmente interessa, o governador de São Paulo continua batendo a chefe da Casa Civil por razoáveis percentuais.

Poderão mudar as tendências? Claro. Imaginam-se alterações fundamentais? De jeito nenhum. Deixam de constituir fatores de alterações fundamentais  a remota abertura da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão,  que acabará mantendo os percentuais anteriores, assim como  a expectativa de que  votos poderão  transferir-se  de acordo com a  popularidade de quem não será votado.

A menos que sobrevenham inusitados ou inesperados, está definido o desenrolar do processo eleitoral. Porque a disputa não será travada entre o finado  governo Fernando Henrique e o   pujante  governo Luiz Inácio da Silva. O confronto dar-se-á, mesmo, entre José Serra e Dilma Rousseff.

Por certo que um inesperado será o choque contra o planeta de um asteróide gigante. Ou a chegada do  segundo  dilúvio universal.  Quem sabe até  a  tentativa de um golpe militar.  Fora disso, a natureza seguirá seu curso e a disputa acontecerá mesmo entre o governador de São Paulo e a chefe da Casa Civil. Nesse caso, as pedras estão dispostas no tabuleiro. Quem quiser que suponha lances  inusitados e inesperados. Por certo eles poderão  acontecer. Mas seguindo o processo como até agora, melhor será aguardar.

Água no chope

Vindo de Fortaleza, desembarcou ontem em  Brasília o presidente de honra do PMDB, Paes de Andrade. Está disposto a botar água no chope de Michel Temer, na convenção nacional que o partido marcou para o   próximo   sábado.

A reunião, idealizada pela cúpula do PMDB, visaria apenas reeleger Temer para a presidência do partido, situação que reforçaria a indicação  dela para companheiro de chapa de Dilma Rousseff. Uma espécie de chantagem com o presidente Lula, que  pretender garfar Temer, no mínimo porque o parlamentar paulista não exerce qualquer liderança popular em São  Paulo. No máximo porque não tardam a ser evidenciadas relações incestuosas entre a direção do PMDB e a lambança do mensalão de Brasília.

Paes de Andrade mostra-se disposto, primeiro, a contestar a reeleição de Temer para a presidência do partido. Afinal, licenciado desde que assumiu a presidência da Câmara, o parlamentar paulista havia-se comprometido a apoiar a candidatura do deputado Eunício Oliveira. Depois, porque sendo reeleito, Temer estaria forçando o presidente Lula a aceita-lo como companheiro de chapa de  Dilma Rousseff, hipótese que o companheiro-maior rejeitou ao   sugerir receber do PMDB uma lista tríplice. Questões ligadas ao mensalão de Brasília talvez repousem na decisão presidencial.

A razão  principal da resistência  do  ex-embaixador do Brasil em Portugal é mais profunda. Porque os cardeais  do PMDB decidiram proibir  na convenção de sábado seja debatida a questão sucessória. Melhor será, para eles, manter o governo diante da ameaça de não apoiarem Dilma Rousseff, caso Temer não venha a ser o seu vice.

O problema é que as bases do PMDB começaram a reagir, entendendo que o  maior partido  nacional deve indicar candidato próprio à presidência da República.  Desde já, gostariam de uma posição de suas bases, mesmo não definitiva. O candidato já existe, é o governador Roberto Requião, do Paraná, atualmente em campanha e já dispondo de doze diretórios estaduais. Qualquer manifestação dos convencionais, num sentido ou no   outro,  enfraqueceriam  Michel Temer  como parceiro de Dólmã e do governo.

Melhor será esperar a convenção de sábado. Temer com Dilma  ou Dilma sem Temer poderão dar a tônica do que vai acontecer.

Reforma trabalhista e tribunais se conflitam

Roberto Monteiro Pinho

A especializada do trabalho foi inspirada por seus idealizadores, para ser uma justiça conciliadora, célere, eficaz, e sua maior virtude é a de orquestrar sua prestação jurídica ao hipossuficiente, com a singeleza de não sufocar o empregador, mas, hoje ao contrário de sua linha filosófica, a JT se tornou violenta, excessivamente pró-empregado, a ponto de violar dispositivos legais, com o fito de atender a demanda do empregado, dando a nítida impressão de que ao demandar nesta justiça, o empregador se torna refém e caminha para o cadafalso. Hoje podemos detectar este trauma jurídico no judiciário trabalhista, não só pela insatisfação por suas elocrubações processuais, mas também pelo número exorbitante de processos, já que o ingresso da ação na JT, pode significar enriquecimento ao reclamante. São milhões de causas de curto período laborado, com sentenças e execuções estratosféricas, que atingem R$ 400 mil a R$ 800 mil, valor, inexecutável, e extremamente fora da realidade, eis que se tratam de reclamantes contra micro e pequenos empregadores.

O trade trabalhista aposta que isso ocorre em detrimento da demora para aprovar o texto da reforma, que tramita há 16 anos no Congresso Nacional, que data vênia, não conseguiu agregar ao seu texto propostas viáveis para torna-la moderna, para atender a hiper demanda de ações, sendo mais de 80%, envolvendo valores incontroversos que já deviam ter sido pagos ao trabalhador, sem a necessidade do processo seguir ad eterno, sem que exista uma argumentação aceitável. Isso ocorre, data máxima vênia, porque os dois pontos nevrálgicos que tratam do conhecimento da ação, (instrução e sentença), ganharam nos últimos anos, por conta da liberdade para julgar e formatar suas peças decisivas, sem observar critérios os rígidos de viabilidade, trazendo frutos da enorme gama de inovações que sofistica e elitiza o processo trabalhista. Alem do conflito de interesses na reforma e o pleito dos tribunais do trabalho, a complexidade do trato das questões alinhadas, travam o andamento do texto, que ainda não discute a informalidade, a criação do Juizado Especial na JT e a formulação de uma nova política de decisões processuais menos gravosa para micro e pequenos empregadores.

Sem a consistência necessária para sua eficácia, conforme reflete os 15 milhões de processos travados neste judiciário, com inúmeros recursos, fruto da pratica desarranjada do ritual processual, que acaba levando a risco a execução, travadas por erros que levam a nulidades e transformam a lide num “aberratio júris”. Ocorre que os textos das sentenças proferidas em primeiro grau, em grande parte saltam aos olhos dos mais benevolentes juristas, é a luz do bom direito, peças dignas de publicação nos badalados e  irreverentes títulos literários, pela bizarrice e por tamanha a insensatez, que seria melhor considerá-lo apócrifos, e não de reconhecer que foi gerado no juízo trabalhista. Os freqüentes erros de avaliação do judiciário laboral, parte dos seus próprios integrantes, a partir do comportamento discriminatório que reservaram  aos sindicatos, (na reforma sindical), num desses equívocos, de posição antagônica da entidade corporativa da magistratura do trabalho, junto ao Congresso na aprovação da PEC da Reforma Sindical que modificava a estrutura das agremiações de trabalhadores, e que foi apresentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com subsídios do Fórum Nacional do Trabalho.

A reforma trabalhista, sob influência da elite nacional, e tutelada pelo Banco Mundial e o FMI, não poderia anteceder a sindical, até porque, os pontos da nova carta sindical e da laboral, eram necessários para atender a enorme demanda legal dos direitos trabalhistas, que se levados ao juízo, sem o anteparo das comissões de trabalhadores, ganhariam roupagem de complexo processualismo, fulminado por força da alteração do art 8º da C.F. na PEC da reforma, inciso VI – “é obrigatória a participação das entidades sindicais na negociação coletiva”, e ainda sendo mantido: “às entidades sindicais cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais no âmbito da representação, inclusive em questões judiciais e administrativas”. Mesmo assim hoje as Sessões Dissidiais dos Tribunais, ainda insistem no desarranjo de suas cláusulas coletivas, travando um elenco de reivindicações, que se estenderam pela década de  90, e que acabam se tornando lei. Na medida em que o Congresso aprovou várias Emendas e Projetos de Lei, a exemplo da licença maternidade aumentada para seis meses, e da paternidade para 15 dias, entre outras, são pontos já discutidos e existentes há muito tempo, nos termos das Convenções Coletivas.

Lei fiscal e pressão jurídica e a informalidade

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais (TRTs), perderam a eficácia no controle dos atos praticados por seus juízes, numa clara e insofismável situação de que existe uma divisão política refletindo nos mais elementares procedimentos a ponto de quebrar o elo administrativo, que é fundamental para o funcionamento do judiciário trabalhista. As criticas se aguçam a cada ano, avança no ritmo do número de processos sem solução, e por outro existe um conjunto de idéias mal digeridas sobre as deficiências do sistema judiciário brasileiro onde se se arregimentam críticas infundadas, pelas quais julga-se que a reforma, redundará na sua melhoria sendo esta, de natureza legal ou tão somente processual. Enumeram como a causa, súmulas vinculantes, diminuição do número de recursos, controle externo do Judiciário, mas não são atacados os verdadeiros problemas, por um lado de natureza administrativa e por outra política, ambos reúnem uma série de intempéries, cuja química e altamente nociva à saúde do judiciário laboral.

Um estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Mundial do Comércio (OMC) constatando que a grande incidência de emprego informal nos países em desenvolvimento reduz a capacidade em beneficiar-se da abertura do comércio (uma vertente comercial da globalização), criando armadilhas de pobreza para os trabalhadores em transição entre dois empregos. De acordo com o documento, este produto de um programa de pesquisa em cuja execução colaboraram as duas entidades internacionais, está centrado nos vínculos entre a globalização e o emprego informal, sendo que este último está disseminado em muitos países em desenvolvimento, o que faz com que milhões trabalhadores careçam quase por completo de segurança no emprego, e tenham um baixo nível de renda sem nenhuma proteção social.

Ocorre que os níveis de informalidade variam consideravelmente e vão de 30 por cento em alguns países da América Latina, chegando até mais de 80 por cento em países da África Subsaariana e da Ásia meridional. A resposta a isso, segundo a OIT é fruto do apelo formulado pelo G20 de aplicar, “planos de recuperação que apóiem o trabalho decente, contribuindo para preservar postos de trabalho privilegiando o aumento do emprego, para continuar proporcionando renda, proteção social e ajuda para a capacitação dos desocupados e dos que corre maior perigo de perder seus empregos”. Onde se conclui que o emprego informal inclui empresas privadas não registradas, que não estão submetidas às leis nem às regulamentações trabalhistas nacionais e por conseqüência não oferecem proteção social, e pessoas que trabalham de forma autônoma ou pertencem à mesma unidade familiar.

Para o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy: “o comércio contribuiu para o crescimento e o desenvolvimento em todo o mundo, mas isto não levou automaticamente a uma melhoria da qualidade de emprego. Necessitamos de políticas internas apropriadas para que a abertura do comércio faça com que se criem bons empregos. Isto é especialmente evidente no marco da crise atual, que reduziu o comércio e empurrou milhares de trabalhadores ao setor informal”. A análise empírica realizada no estudo mostra que as economias mais abertas costumam ter uma incidência mais baixa de emprego informal. Os efeitos a curto-prazo da abertura do comércio podem estar associados em primeira instância com um aumento do emprego informal. No entanto, os efeitos a mais-longo-prazo apontam para um fortalecimento do setor de emprego formal, sempre que as reformas do comércio sejam mais favoráveis ao emprego e que haja políticas internas corretas.

Gringo provocativo

Vicente Limongi Netto
“ Vou morder, com prazer, a isca de Euler de França Belém. Salienta na indispensável coluna “Imprensa” que o biógrafo norte-americano Benjamin Moser chama Fernando Collor de “corrupto” no papelucho que escreveu, sentado num tronco de árvore de alguma praça, sobre a escritora Clarice Lispector, que quando criança morou em Maceió. O imbecil Moser se realmente quisesse pesquisar com isenção a trajetória política de Collor, e sobretudo os momentos canalhas e torpes do ilegal e antidemocrático impeachment, teria lido e estudado os autos do STF que inocentaram Collor das levianas acusações dos seus velhacos acusadores. Aliás, uma escória política que ainda hoje perambula pelos corredores do Congresso Nacional. Com o rabinho entre as pernas, porque sabem que Collor tem absoluta certeza de quem nenhum deles vale nada. Usam calças sem nenhuma convicção.”

Jogatina diária ou para amestrados, volatilidade

No momento em que posto as observações, o Índice de São Paulo, acaba de passar dos 66 mil pontos. Com alta de 1 por cento cravado.

O dólar está em baixa de 1,50% em 1,86 alto. Só que a baixa se acentuou na última meia hora. Mas ainda falta muito tempo.

Robinho satisfeitíssimo, mas com a camisa toda branca

Foi uma grande festa, realmente justificando a palavra memorável. Mas ao vestir a camisa 7, (“sua para toda a vida”) todos notaram: ainda não havia patrocinador.

Seria a grande trajetória do marketing, todas as televisões e rádios do Brasil inteiro, transmitiram. Perderam a oportunidade? Ou badalaram mais que a realidade?

O que teme Helio Costa?

O Palácio do Planalto continua há dois meses aguardando explicações do ministro Hélio Costa, das Comunicações, que, sistematicamente, tem negado vista a familiares dos antigos acionistas da TV Paulista dos processos administrativos que deferiram a transferência do controle acionário daquele canal para o jornalista Roberto Marinho, em 1965 e 1977.  O QUE TEMEM? O Ministério Público Federal está aguardando o julgamento do REsp, no STJ, para também agir, se for o caso.

Cabral para vice de Dilma, queremos Cabral nessa vice

A disputa pelo segundo lugar ao lado de Dona Dilma, que não vai tirar o primeiro, cada vez mais acirrada.

“Nosso” candidato a essa vice, é, i-n-c-o-n-d-i-c-i-o-n-a-l-m-e-n-t-e, o governador do Estado do Rio. É a forma de libertar esta comunidade.

Disputando a vice, encerra a carreira. Se for candidato à reeeleição, dificilmente perde. No Poder, manobrando todos os privilégios proporcionados pelo cargo, com dinheiro à vontade, ficará eternamente deitado em berço esplêndido.

A desistência de Garotinho

Sua carreira chegou ao fim, parecia um político hábil, é apenas um desastrado. Mandou fazer pesquisa particular, com 5 nomes que escolheu. Ficou em quarto lugar, o quinto jamais imaginou ser candidato. Não demora, o ex-governador anuncia oficialmente que não disputa nada.

STM, 15 ministros

Desculpem: escrevi isso que está no título, assim: “O STM tem 15 ministros, 11 fardados, 4 a paisano”. Comeram o 11, ficou erradíssimo. “O STM tem 15 ministros fardados e 4 a paisano. Seriam 19. Nem Castelo Branco faria isso, apesar de ter aumentado para 15, os 11 do Supremo Tribunal Federal.

Quem entende Ciro Gomes?

Mudou o domicílio eleitoral para São Paulo, afirmou: “Vou disputar o governo de São Paulo”. Aqui, logo, logo, expliquei que não tinha nenhuma chance. Mas ele mesmo disse a Lula: “Vou ser candidato a presidente para ajudar Dilma a chegar ao segundo turno”.

Ninguém acreditou, e mais, ninguém entendeu. Em SP não ganharia, para presidente concorria para perder. Qual o seu objetivo? Ficaria sem mandato, e como ajudaria Dona Dilma a ir para o segundo turno? Respostas para o Pinel, ali pegado ao belíssimo prédio da Reitoria.

Golbery-Passarinho

Desculpem, Golbery passou para a reserva como Tenente Coronel, todos tinham duas promoções, foi a general. Confundi com Passarinho. Servia no Pará (nasceu ali perto no Acre), no dia 1º de abril invadiu o palácio, se fez “governador”. Teve que passar para a reserva, era Major, ficou sendo coronel.

Um dia, no “governo” Castelo, os generais resolveram acabar com esses privilégios. Decidiram: quem passar para a reserva agora, ganha as duas promoções e elas acabam. Ficaram em pânico: oficiais mais velhos de Exército, Marinha e Aeronáutica, pediam para ir para casa.

O Aquino, como sempre, tem razão. Negrão de Lima foi padrinho do  casamento de Castelo com Dona Argentina. Em 1936, Negrão foi o “correio do Czar” de Vargas, consultou os governadores sobre o Estado Novo de 1937.

Como compensação, Vargas nomeou-o embaixador, ficou passeando pelo mundo. Naquela época, o presidente (ditador) fazia a nomeação, não havia “carreira”. Em 1938, foi criado o Instituto Rio Branco, a primeira turma saiu em 1941. Aí, acabou a “vontade” dos presidentes. Mas inacreditavelmente, Celso Amorim chegou a embaixador e a chanceler. Que República.

A Fiesp quer governar SP

Antigamente se acreditava que esse órgão empresarial fosse tão importante, que nem se mobilizava para conquistar o governo. Agora, querem unir a teoria e a prática. Mas cometeram erros colossais, optando pelo nome de Paulo Skaf.

Ele não tem uma chance em 1 milhão de se eleger. E dobraram o prejuízo, escolhendo o PSB como legenda. Skaf não tem prestígio, o PSB não tem voto. Vá lá, têm dinheiro. Mas “isso”, em São Paulo, todo mundo tem.

Serra e Dilma

Como combato, diariamente, com entusiasmo, sinceridade e civismo, as duas supostas candidaturas, sou cobrado pelas mais diversas formas, em todos os lugares e principalmente nas ruas, democraticamente.

O mínimo: afinal, em quem o senhor vai votar? Têm razão, eu mesmo me questiono. Voto na reforma política, pelo menos COM 10 MODIFICAÇÕES, como já revelei aqui. Se não houver REFORMA-POLÍTICA-ELEITORAL-PARTIDÁRIA, os melhores candidatos não têm legenda, tempo de televisão, financiamento. Que República.