Em Minas, veto antecipado

O senador Eduardo Azeredo, ex-governador, pretendia disputar novamente o Palácio das mangabeiras. Recebeu discreto e sigiloso (?) recado: não terá legenda. Tudo por causa do episódio (mensalão estadual) que o afastou da presidência do PSDB. O pior: dificilmente será reeleito para o Senado. (Exclusiva)

Bovespa devagar, quase parando

Muitos dizem que multinacionais globalizantes ou globalizadas estariam comprando partes de empresas nacionais. Tolice e desinformação.

Ações nominativas com direito a voto não estão à venda. E o volume tem sido tão pequeno que não valida a informação. Há mais de um mês não movimentam 5 bilhões, antes era o dobro de agora.

Às 13 horas, quando diariamente posto o que aconteceu nas três primeiras horas, não saiu do habitual desde a crise da jogatina no mundo. Na abertura, a Bovespa subiu razoavelmente, mais 0,80% em 40 mil 570 pontos. Três horas depois, recuou, perdeu todo o lucro, ficou estabilíssima, 49 mil cravados, zero a zero.

O dólar, em 3 horas, imóvel, ou melhor, imobilíssimo. Começou em 1,96 alto, menos 0,45%. Três horas depiis 1,97 cravado, menos 0,43%.

Sucessão na Bahia

Paulo Souto era governador, franco favorito para a reeeleição. Perdeu para Jaques Wagner. Agora, no Poder,  enfrenta novamente Paulo Souto. O que dizem na Bahia: 2006 vai se repetir, ganha a oposição. Só os dois têm chances. Alguns têm ambição, vazia.

Vagas de treinador

A semana não foi boa para eles. Muitos perderam os cargos. Amanhã, o dia será importantíssimo para Adilson Batista, treinador do Cruzeiro. Se o time não ganhar a Libertadores, em Minas, mais um desempregado.

Ninguém tem a sorte do Parreira. Demitido por incompetência como treinador, já está convidado para ser diretor geral (com total autonomia) do próprio Fluminense. Ha! Ha! Ha!

PC e PT

Antigamente, com as prisões ferozes da ditadura Vargas e com a ascensão das esquerdas e a consequente luta pelo Poder, se criou a expressão: “Os comunistas só se unem na cadeia”. Era verdade.

O tempo passou, os comunistas desapareceram, se esconderam em diversas siglas. Surgiu o PT, depois o PT-PT, ninguém sabe se é de esquerda. Mas outra frase entrou na moda: “O PT-PT não se une nem no Poder”. Continua verdadeiro.

Promotor de São Paulo condenado por negligência

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo condenou o promotor de justiça Percy José Kleve Kuster a dois anos de reclusão e multa por esquecer de dar andamento  ao inquérito policial no. 478/99 por quase 5 anos, assim favorecendo o empresário do ramo imobiliário Gilberto Narezzi, beneficiado com a prescrição.

Se o mesmo critério for adotado em relação a magistrados que retardam a entrega da prestação jurisdicional buscada, por certo, o índice de sentenças proferidas deverá crescer em curto prazo.

Outro dia, neste espaço, relatamos o fato de um ministro do STJ, depois de permanecer sete anos como relator de um recurso especial, inesperadamente, alegando motivo íntimo, declarou-se suspeito e o processo, sem maiores explicações, acabou sendo redistribuído e julgado em apenas 30 dias por outro ministro da mesma turma. São dois extremos: um ministro retarda a prestação jurisdicional por 7 anos e o seu substituto acelera o julgamento, preterindo centenas de outros recursos interpostos há muitos anos e que permanecem na fila sem solução.

Antes que me esqueça, o citado recurso especial tem o número 438138 e a TV Globo Ltda. é uma das partes interessadas.

No Ministério Público Federal deu a lógica

Confirmando a tradição, o presidente Lula nomeou para o cargo de procurador-geral da República, no lugar de Antonio Fernando de Souza, o sub-procurador-geral Roberto Gurgel, o mais votado nas eleições promovidas pela Associação Nacional dos Procuradores da República.

Assim agindo o presidente prestigia também o candidato preferido do atual procurador-geral , que segundo comentários infundados teria caído em desprestígio por conta das graves denúncias que apresentou contra líderes petistas no caso do mensalão, ou seja, compra de votos na Câmara Federal, objetivando a formação de uma sólida bancada de apoio governista, entre 2003 e 2006.

Não se deve esquecer que foi o procurador-geral da República que isentou a figura do presidente Lula de qualquer responsabilidade na compra de consciências e de apoio quando da apuração dessas graves irregularidades na Câmara Federal. Para o procurador-geral a quadrilha teria agido à revelia do Chefe do Executivo Federal, que, para tanto, deveria  ignorar o que estava ocorrendo na sua antessala.

No Supremo Tribunal Federal, esse processo é da relatoria do ministro Joaquim Barbosa, que promete conclui-lo em 2011, apesar do grande número de denunciados (40).

Ministros-candidatos em alerta

Carlos Chagas

Na demorada reunião ministerial de ontem, verdadeira salada mista de assuntos de interesse do governo, chamou a atenção dos ministros-candidatos às eleições do ano que vem uma sutil referência do presidente Lula ao momento de suas exonerações.  O  presidente não pretende aguardar o prazo limite das desincompatibilizações, 31 de março de 2010. Cada caso será um caso, mas ele espera terminar este ano com a equipe completamente recomposta.  Perto de vinte ministros  disputarão cargos eletivos.  Mesmo com a tendência de aproveitar os secretários-executivos dos ministérios, haverá casos em que serão recrutados nomes fora das equipes hoje no governo. Foi um alerta, tanto quanto um estímulo aos ministros-candidatos para que se definam e participem suas decisões, para posteriores escolhas.

A preparação do marco regulatório do pré-sal ocupou parte da reunião, parecendo mais provável que seja criada uma nova empresa, paralela à Petrobrás, para explorar as imensas  jazidas de petróleo encontradas em nosso litoral mais profundo. Analisaram-se também as dificuldades que vem prejudicando o ritmo do PAC, com ênfase para a determinação do Lula de que confrontos e conflitos entre ministros fiquem restritos ao âmbito do governo, sem ganhar a imprensa. Há quem imagine que ao reafirmar essa diretriz o presidente tenha olhado  fixo para o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente.

Além das exposições feitas por muitos ministros, a respeito da crise econômica e de suas estratégias para superá-la, o ponto alto do encontro  foi a reafirmação,  pelo Lula,  da importância do projeto político de seu governo ser continuado no futuro, claro que pela ação da ministra Dilma Rousseff, reafirmada nas entrelinhas  como candidata.

Senadora em ebulição

Apesar de seus inegáveis méritos como  porta-bandeira das lutas  ambientalistas,  de vez em quando a ex-ministra e senadora Marinha Silva escorrega. Foi o que fez ontem em seu artigo semanal na “Folha de S. Paulo”.

Para ela, o cigarro é um dos maiores responsáveis pelos danos causados ao meio ambiente e à devastação das florestas, porque para abastecer os fornos onde secam as folhas de fumo,  árvores são abatidas e queimadas.  Fosse assim e deveriam  ser proibidas as  refeições quentes da metade da população nacional, porque no interior é imensa a utilização de fogões a lenha.

Como  José Serra, Fernando Henrique e demais desafetos do fumo, Marina Silva esquiva-se de enfrentar a verdadeira solução para impedir que perto de 200 mil brasileiros morram todos os anos por males causados pela fumaça nos pulmões:  por que não tem coragem de sugerir o fechamento das fábricas de cigarro? Porque a supressão dos recursos gerados pelos impostos pagos por  elas  seria capaz de desestabilizar o orçamento da União.

Acusar os fumantes de principais causadores do aquecimento global e da devastação das florestas é um pouco demais…

Voltaram, mas até quando?

Bastou caracterizar-se a crise econômica internacional, em outubro do ano passado, para que em poucos dias, até horas, os fundos de pensão americanos e de outros países retirassem imediatamente seus investimentos no Brasil, em especial na Bovespa. Da noite para o dia escafederam-se bilhões de reais, prática até muito justa para a defesa dos interesses dos países de origem, frente à débâcle anunciada. A economia brasileira quase entrou em colapso.

O tempo passou e, mesmo timidamente, os investimentos começam a voltar. Só que, como sempre, levando vantagem em tudo. A crise fez cair a cotação de montes  de ações de empresas nacionais, públicas   e  privadas. Ainda se  encontram na baixa. Pois é agora que vem sendo compradas em velocidade surpreendente pelos gringos.  Resultado: a desnacionalização aumenta a olhos vistos…

Quando as esmolas não resolvem

Encerrada a  reunião dos “gês”, porque a gente não sabe bem se foram o G-5,  o  G-8,  o G-20 ou o G-42,  mas com os presidentes e primeiros-ministros de volta a seus governos,  a mídia internacional exalta os países ricos por haverem disponibilizado 20 bilhões de dólares para os países pobres mitigarem a fome de suas populações.  Quem   primeiro   levantou o véu de mais essa esmola arrogante e insuficiente  foi mestre Hélio Fernandes, lembrando que só os Estados Unidos dedicaram  mais de um trilhão para suas empresas falidas,   sendo   que 60 bilhões para a General Motors fechar vinte fábricas  e desempregar dezenas de milhares de trabalhadores.

Quem se dispuser a fazer as contas chegará à conclusão de que depois de instalada a crise econômica internacional, a partir de outubro do ano passado, os países ricos e até  os emergentes  entregaram pelo menos dez trilhões de dólares aos responsáveis pela débâcle financeira mundial, ao tempo  em que perderam seus empregos pelo  menos um  milhão de trabalhadores, nos cinco continentes. Para que? Para que os mesmos de sempre continuem  explorando a miséria e a pobreza dos outros, indiferentes ao fato de que dois,  dos seis bilhões de habitantes do planeta, amanhecem todos os dias certos de que não vão almoçar.  Tudo em nome de uma apodrecida livre-competição entre quantidades desiguais que só  fará aumentar o fosso entre pobres e ricos.

É esse o resultado do   neoliberalismo que já saiu pelo ralo, com a crise,  mas teima em entupir os dutos capazes de levar a Humanidade a um regime mais justo, de fraternidade e esperança.  Dizem que  o socialismo morreu, sem lembrar que o capitalismo virou defunto.  Um dia desses explode tudo, dentro da canhestra concepção de que a preservação e até  o  aumento  do  consumo de  supérfluos constitui saída para o  impasse.

Previsão equivocada

Instalou-se ontem no Senado  a CPI da Petrobrás, imaginando-se que até quinta-feira o Congresso vote a Lei de Diretrizes Orçamentárias e possa mergulhar no refrigério de um recesso capaz de ocultar as lambanças descobertas ao longo do primeiro semestre.  Ledo engano, porque as denúncias da sujeira praticada a longo prazo no Legislativo apenas merecerão maiores investigações por parte da mídia. Assim como os fornecedores desse fétido material, boa parte deles incrustados no próprio Congresso, empenhados uns em tirar vantagens das maracutaias dos outros, nivelados  todos no mesmo patamar. Ao contrário do que a maioria de deputados e senadores imagina, o festival de denúncias só fará aumentar durante as férias parlamentares.

Por falar nisso: quem  vem  alimentando os meios de comunicação com documentos e acusações contra  senador José Sarney? Sem a emissão de juízos de valor a respeito de seu variado conteúdo, seria bom o presidente do Senado procurar parte da fonte entre seus supostos amigos,  auxiliares e aliados.

Só o emprego leva à saida da crise mundial

Pedro do Coutto

Duas matérias bastante amplas publicadas na Folha de São Paulo, edição de 13 de julho, reforçam novamente a certeza de que só o mercado de emprego funcionando firmemente, com reflexo direto na massa salarial, pode levar à saída da crise econômica mundial, cujos reflexos fazem-se sentir claramente no Brasil. Aliás como não poderia deixar de ser. Pois tudo o que se desenrola no universo financeiro converge para o consumo, início e fim de todo processo produtivo. Não se produz para estocar, ou para se realizar algo semelhante à obra de arte. Produz-se para vender e portanto lucrar. Não existe nada fora deste círculo. Por isso, são muito importantes as reportagens de Pedro Dias Leite e Fernando Canzian, este correspondente da FSP nos EUA.

Pedro Dias Leite entrevistou o historiador Niall Ferguson, professor da Universidade de Harvard, especialista em história econômica e política. Ele previu A continuidade – e não o corte a curto prazo – da crise aberta com a explosão do subprime, a qual considera mais profunda do que a depressão de 29 (administração Herbert Hoover) que perdurou até 33, primeiro ano do governo Franklin Roosevelt.

O autor da “A Ascensão do Dinheiro” sustenta que as medidas tomadas para o combate à crise recente foram bem sucedidas num primeiro momento, mão são incompletas e podem levar a uma nova década perdida como a que atingiu o Japão em 1990. Ferguson é um analista que parte da ótica que se baseia no entrelaçamento: economia e política. Aliás –digo eu – a impressão que se tem é que, no fundo, tudo parte da economia política. Uma não caminha sem a outra, mas o ser humano está muito mais voltado para a concentração do que para a distribuição. Daí a dificuldade de se atribuir a verdadeira importância a este fator decisivo chamado salário e emprego. É fundamental: na verdade a base de tudo.

Muitas provas da assertiva podem ser relacionadas, porém a mais próxima encontra-se na reportagem de Fernando Canzian a que me referi no início deste artigo. Um levantamento em torno das 500 maiores empresas americanas revela que no segundo trimestre deste ano tiveram elas lucros em média 35% menores que os alcançados no idêntico período de 2008. Já no primeiro trimestre, a tendência se delineava. Um confronto entre Janeiro, fevereiro e março de 2009 em relação aos mesmos meses de 2008 apresentava uma redução de 33%na margem operativa.

Porque isso? Porque o consumo popular se retraiu em consequência do aumento do desemprego ou temor da perda de emprego. Diante de tal sombra assustadora, o comportamento leva a prática de cortes no orçamento familiar de forma geral. Corte portanto no consumo. E o consumo das famílias norteamericanas (*são mais ou menos 75 milhões, pois a população global é de 300 milhões de habitantes) possui peso –acentua Canzian – de 70% no PIB. E olha que o Produto Bruto dos EUA eleva-se a 15 trilhões de dólares, um terço do que é produzido por ano em todo o mundo. Por sua vez, a massa salarial representa 60% do PIB, algo portanto em torno de 9 trilhões de dólares. No Brasil, o volume de salários significa apenas 30% do PIB. A diferença é essencial. A distribuição americana é concretamente muito maior que a distribuição proporcional brasileira.

Mas, diferença à parte, uma convergência eterna e inapelável: sem consumo não se sai do redemoinho da crise. E para que haja este consumo, não pode faltar emprego. Pois se faltar, ou ele estiver sob ameaça, todos terminam se perguntando: como adquirir produtos e pagar as contas? Sem salário é simplesmente impossível. O emprego é a saída. Aliás a única. Seja para se vencer a crise, seja para a dignidade humana.

Apresentadores, atores, atrizes e diretores empregados com salários milionários podem substituir carteira de trabalho por notas fiscais?

A Justiça do Trabalho tem considerado um ato ilegal das empresas, em geral, exigir que seus funcionários, com contratos milionários, ao invés de serem registrados como pessoas físicas,  sejam obrigados a emitir NOTA FISCAL, como se fossem PESSOAS JURÍDICAS.

No Direito do Trabalho, está consolidado o entendimento de que deve ser considerado empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante contraprestação salarial.

O Poder Judiciário vem apontando como fraude a contratação de empregado, por intermédio de pessoa jurídica, que se confunde com o próprio contratado. Está pacificado que “num contexto em que o empregado atua em serviço inerente à atividade normal da contratante, com pessoalidade, subordinação, não eventualidade, ainda que por intermédio de “pessoa jurídica” – condição imposta para a continuidade da prestação do serviço – fica estampada a fraude” contra o trabalhador, o fisco, o INSS e o ordenamento jurídico vigente no país.

A concordância do trabalhador com essa exigência empresarial não isenta o empregador de suas graves responsabilidades trabalhistas, civis e penais. O escritório LUIZ NOGUEIRA Advogados Associados foi convidado a elaborar parecer sobre supostos prejuízos que essa farsa, a simulação contratual, vem acarretando à Receita Federal, Previdência Social e ao próprio “empregado-empresário”. A conta deve ultrapassar  a casa dos bilhões, pois essa esperteza (imoral e  ilegal) é praticada há décadas.

Aguarde novos informes e faça seu comentário.

O poderoso Regis

O governador Sergio Cabral assinou decreto, publicado no Diário Oficial de hoje, ampliando espantosamente as atribuições e competências da Casa Civil, que absorve até a Casa militar, que passa à condição de Subsecretaria. Ganha também áreas de atribuição da Secretaria de Planejamento e Gestão, cujo titular é Sergio Rui Barbosa.

O decreto ocupa três páginas do Diário Oficial. Vejam só: a Casa Civil passa a reunir o seguinte: 1. Assessoria de Controle e Apoio às Empresas Estatais. 2. A representação do governo em Brasília. 3. A Assessoria de Empresas em Liquidação. 4. O Departamento de Administração Financeira. 5. O Departamento de Contabilidade Analítica. 6. O Departamento de Recursos Humanos. 7. A Subsecretaria de Comunicação Social.

Só faltou absorver o próprio Palácio da Guanabara. Resultado: o secretário da Casa Civil Regis Fichtner agora reina de fato, poderosíssimo. Como se explica que o governador tenha assinado um decreto desses? Deve ter assinado sem ler, inteiramente voltado para o “trem bala” e a Olimpíada de 2016. Aliás, onde estará Serginho cabralzinho filhinho dentro de 7 anos?

Heresia e indignidade

A GM “brasileira” anunciou: “Contratamos 50 trabalhadores”. Isso mesmo: 50, depois de demitir milhares. Merece represália.

A Bovespa “descolou” da Matriz

Os amestrados dizem sempre, na alta e na baixa: “O mercado olhou para Nova Iorque”. E desceu ou subiu. Hoje, os três maiores índices dos EUA operaram em alta de mais de 2 por cento. Pois aqui, sofridamente aumentou 0,30% em 49.369 pontos.

O volume é que fica na metade dos “áureos tempos”, quando batia 8 ou 9 bilhões. Hoje, 4 bilhões e 100 milhões, mais de um mês sem chegar a 5 bilhões.

O dólar que abriu a 2 reais, fechou em 1,97, queda de 0,99%.

ESPN: pesquisa sobre Parreira

Não foi surpreendente o resultado. 38% acham que “Parreira está decadente”. 31% consideram que “nunca foi bom técnico”. Outros 31% garantem que “ele tem apenas sorte”. Não ouviram o próprio Parreira, diria: “Sou incomparável”.

Mais tarde, diria ao Sportv: “Estou acostumado, estive em 8 Copas”. Ha! Ha! Ha! Sua carreira é mais incerta. “Ganhou” a Copa de 1994, a pior de todas, e ainda por cima nos pênaltis. Dirigiu a seleção de vários países, nenhuma vitória ou sucesso. Quando assumiu no Fluminense, perguntei na Tribuna ainda em papel: “Quanto tempo irá durar?” Não durou.

O excelente programa de Marcelo Barreto, “Redação Sportv”, é tão repetido que, às 5 horas, quando Parreira já estava demitido há horas, repetiam o que diziam às 9 da manhã. Inteiramente ultrapassados, o que poderia ter sido evitado.

A morte por descuido em subúrbio

Essa menina de 5 anos, caiu da janela de um apartamento, em Thomaz Coelho. Nesse subúrbio da Linha Auxiliar, nasceu Sergio Cabral pai. O filho não sei, também não tem nenhuma importância.

Este repórter, que nasceu no Meyer (onde Millor fundou sua famosa universidade), morou uns tempos (com 11 anos), na casa de um tio,  em Terranova, uma estação antes de Thomaz Coelho.

Só que naquele tempo, essas localidades eram admiráveis, perderam todo o charme.

Na Corte de Kennedy

Alberto Monteiro do Amaral, Mato Grosso:
“Gosto muito do seu estilo primoroso, de sua competência, de sua incrível memória, mas por causa dela, tenho dias restrições a fazer. Quando morreu o ex-secretário de Defesa, McNamara, sua nota foi como sempre a melhor. Deu nomes de pessoas que eram íntimas de  Kennedy, quem escrevia seus discursos, quem era seu assessor especial, colega de universidade e até de time de futebol.

Mas fiquei decepcionado pelo fato do senhor não citar a universidade, e mais ainda, por ter falado no assessor de imprensa sem indicar o nome dele. O senhor considera o assessor especial, cujo nome citou, mais importante do que o homem que fazia a ligação do presidente com os jornais?

Desculpe, acho que me acostumei mal com sua memória, mas precisava escrever, mesmo que não obtenha o esclarecimento desejado.”

Comentário de Helio Fernandes:
Eu é que peço desculpas pelas omissões, Alberto, mas você, e qualquer leitor, pode me pedir esclarecimento e tem até o direito de me questionar.

Em relação a universidade, tive e tenho a impressão de que era mais do que conhecido o fato de que estudara em Harvard. Talvez devesse ter escrito para dizer que ele foi um brilhante aluno de jornalismo. De tal maneira, que sua defesa de tese foi tão bem recebida, que se transformou em livro de sucesso. Tinha então 23 anos e ninguém imaginava que 20 anos depois,quando completara 43, fosse eleito presidente.

Quanto ao assessor de imprensa (que como eu disse foi mantido sem saber do que se passava) seu nome era Pierre Salinger. Com a morte de Kennedy, ficou desempregado. Meses depois morreu um senador democrata, e como nos EUA não existem suplentes, foi designado pelo governador Warren para cumprir os 19 meses que faltavam para terminar a primeira parte do mandato. Para continuar pelos outros 3 anos, tinha que disputar a eleição. Disputou e perdeu. Ficou novamente desempregado.

Bovespa instável, volume miserável

A jogatina abriu em baixa, 49 mil 352 pontos, menos 0,30%. Logo caía para 48 mil e 600, baixa de 1,20%. Às 13 horas, recuperou, não sobre nem desce. Com 3 horas de jogo, o volume está ainda em 1 bilhão e 200 milhões.

O dólar começou em 2 reais, mais 0,22%. Neste momento, 1,98 bem alto, menos 0,30%.

Parreira: “Não peço DEMISSÃO nem serei demitido”

Arrogante, o treinador fazia essa afrimação no próprio domingo. Hoje pela manhã, o presidente do clube e o poderoso patrocinador demitiram Parreira sumariamente. Não sei a razão, mas Renato Gaúcho, a essa hora, não saía do telefone. Estará novamente empregado?

Inédito, textual e entre aspas

De autor anônimo, mas rigorosamente verdadeiro: “Do ponto de vista AÉTICO, Sarney é O CARA”. Se conhecesse o presidente do Senado, Obama poderia cobrar royalties.

Do Ministro Ayres Brito, presidente do TSE, e extraordinária figura: “A reforma eleitoral aprovada pela Câmara é provinciana e favorece a cúpula partidária”. Quero ver o que o Ministro irá dizer quando aprovarem a PRORROGAÇÃO dos mandatos e o VOTO DE LISTA.

Niall Ferguson, professor de Harvard: “O que se discute agora pode levar a uma nova década perdida”. Desde a roubalheira de 2008, venho dizendo a mesma coisa. E condeno analistas, economistas, cientistas políticos e governantes que afirmam que “a crise está acabando”. Não está e não sabem ver os sinais negativos.

Leon Panetta, atual diretor da CIA: “O vice-presidente de Bush, Dick Cheney, mandou que a CIA escondesse do Congresso programa de espionagem, depois de 2001”. Cheney e Bush teriam lugar cativo no Senado brasileiro.

Esportivas, reluzentes, esfuziantes, mas não fascinantes

1. Há dias, observei: a série A, em 2010, pode ter 2 “grandes”: Vasco e Botafogo.

2. Peço desculpas: podem ser três, acrescentem o Fluminense, que desce em alta velocidade.

3. Parreira garante: “Não peço demissão, não serei demitido, vão chegar reforços” Ha! Ha! Ha!

4. Em 2006, a seleção brasileira era (ou se julgava) favoritíssima, nem queremos lembrar do fiasco.

5. A “tática” do Parreira é ficar no limite do treinador, batendo palmas e gritando: “Vamos, vamos”. É a sua capacidade de incentivo.

6. Os árbitros continuam insensíveis e insensatos. Marcam pênaltis que só eles viram, deixam de marcar pênaltis que todos viram.

7. E o iluminado Ronaldo? É o que digo: quando não faz gol, ninguém vê que está em campo. Ontem ainda levou um justíssimo cartão amarelo.

8. O Corinthians “cansou” de vencer. Ontem levou um passeio do Grêmio. Este fez 3 a 0 no primeiro tempo, desistiu do jogo no segundo.

9. Luxemburgo (enquanto se prepara para o Senado) tem que decidir onde morar. Rio ou Porto Alegre?

10. Ah! Pode voltar à Vila Belmiro. Perder de 6 a 3 não consola nenhum treinador.

11. E o palmeiras, hein? Com um interino, ainda não perdeu. E subindo para o G4.