A um passo do rompimento, PSB vai participar dos protestos contra reformas

Resultado de imagem para carlos siqueira psb

PSB vai defender os trabalhadores, diz Siqueira

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, defendeu nesta segunda-feira (24), em reunião com prefeitos do partido, que a militância engrosse os protestos marcados para o dia 28 contra as reformas propostas pelo governo. “Nós traremos a militância do partido para fazer o devido protesto, que já está convocado para ir às ruas no dia 28, protestar contra essa ignomínia que querem fazer com o trabalhador brasileiro. Não vamos aceitar isso”, disse em discurso. No evento, Siqueira não poupou críticas ao prefeito tucano de São Paulo, João Doria.

A Executiva Nacional, reunida na segunda-feira à noite, definiu o posicionamento de suas bancadas no Congresso, fechando questão contra as reformas trabalhista e previdenciária. A sigla tem 35 deputados e 7 senadores. O partido, que já não votava fechado com o governo, tende hoje a fechar questão contra outros projetos propostos pelo governo que ferirem as conquistas sociais.

INTERESSES – “Nós temos responsabilidade, nós apoiamos as mudanças, mas não podemos apoiar qualquer mudança. Nós podemos apoiar as mudanças que têm a ver com os interesses do País e da sua população, não com os interesses dos grandes empresários, dos grandes banqueiros, do sistema financeiro internacional, que é lamentavelmente quem está fazendo política, porque a crise política que assola nosso País decorre, tenho certeza disso, da renúncia dos políticos fazerem política e se submeterem às políticas que estão sendo feitas pelo sistema financeiro internacional com os seus títeres no Brasil”, declarou o presidente do PSB.

Siqueira lembrou que a direção do partido já se posicionou anteriormente contra a reforma trabalhista por se tratar de uma proposta cujo cerne é o negociado sobre o legislado. O dirigente disse que o governo não aprovará a medida com a “digital” do PSB “Isso é um absurdo inaceitável e só farão, e se fizerem, por cima de nós e não conosco”, afirmou.

LUTA INTERNA – O atual presidente do PSB trava uma disputa interna com o grupo que defende a permanência do partido no governo. A sigla ocupa o Ministério de Minas e Energia. Ao grupo governista, Siqueira mandou um recado: “Quem estiver no poder pelo poder não está no partido certo”, disse no evento desta manhã. “Um partido socialista não pode se dar ao luxo das práticas convencionais, de cair na vala comum e nós não cairemos, fiquem certos”, emendou.

Lamentando a crise financeira das prefeituras e as dificuldades enfrentadas nas campanhas eleitorais dos candidatos da sigla em 2016, Siqueira disse que os prefeitos superarão os obstáculos.

CRÍTICAS A DORIA – No discurso, o dirigente criticou o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

“Mas para nós superarmos, e me desculpem de estar falando isso porque vocês são administradores, mas, antes de serem qualquer coisa, vocês são políticos. Essa canalhice de dizerem que não é político e disputar eleição é canalhice, que põe uma farda de gari quando nunca varreu a calçada da própria casa. Isso é canalhice do senhor Doria, isso é canalhice de quem é político e diz que não é”, afirmou Siqueira.

“Nós somos políticos e nos orgulhamos de ser políticos. Porque a política é a principal atividade, a mais nobre que se pode exercer na humanidade. E político socialista é mais nobre ainda porque tem ideais nobres, porque tem ideais que vão além de um governo”, completou.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGBem, se isso não significa romper com o governo, minha avó é uma bicicleta, como se dizia antigamente. (C.N.)

Janot se diz “perplexo” com a mais nova tentativa de prejudicar a Lava Jato

Resultado de imagem para janot irritado

Janot decidiu pedir vista e suspendeu a armação

Deu na Agência Brasil

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) adiou uma decisão que pode afetar os trabalhos da operação Lava Jato, após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir vista (mais tempo para analisar o caso). A resolução, discutida na sessão ordinária do CSMPF desta segunda-feira, propõe a limitação em 10% do contingente de procuradores da República de cada unidade do MPF que podem ser cedidos a outras unidades. A proposta também pretende limitar em quatro anos o período de cessão.

Caso aprovada em sua versão original, a resolução tem efeito sobre as forças-tarefa da Lava Jato montadas em Curitiba e também na Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, onde são tratados os casos envolvendo parlamentares e ministros, entre outros. Isso porque em ambos os locais grande parte dos procuradores atuantes é proveniente de Estados. A proposta é de autoria da subprocuradora-geral da República Raquel Dodge.

RETORNO FORÇADO – Em Curitiba, por exemplo, as investigações tiveram início em 2014. Com a aprovação da resolução, procuradores cedidos que atuam desde o início na Lava Jato seriam obrigados a abandonar os casos em que trabalham e retornar a seus locais de origem já no próximo ano.

Durante a sessão, Janot se disse “perplexo” que o CSMPF estivesse discutindo um tema com potencial de afetar a Lava Jato, operação que necessita de grande contingente de procuradores especializados. A matéria deve voltar a ser debatida daqui a duas semanas.

Após a manifestação do procurador-geral da República, a conselheira Maria Hilda propôs uma regra de transição para que, sendo aprovada, a resolução não tenha efeito sobre forças-tarefa já em andamento. A votação dessa versão do texto ficou interrompida com o placar de 8 a 1 a favor, com o pedido de Janot de mais tempo para analisar a matéria.

Boff defende “autocrítica do PT” e diz que Lula terá “duras lições pela frente”

Resultado de imagem para leonardo boff charges

Boff sugere um acordo entre FHC, Lula e Temer

Gabriel Cariello
O Globo

Apoiador dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o teólogo Leonardo Boff defendeu que o PT faça uma “séria autocrítica” em sua próxima reunião nacional para não correr o risco de “nunca se redimir” por erros cometidos enquanto esteve no comando do país. O PT tem uma reunião da Executiva Nacional marcada para o próximo dia 2, em Curitiba.

Ontem, depois de ir a público para negar ter feito críticas a Lula em seu site, o teólogo afirmou ao Globo que o petista vai receber “duras lições pela frente” e “se dar conta de que um ciclo se encerrou”. Boff afirmou ainda que o país passa por um momento turbulento, no qual as reformas não serão “suficientes”. E defendeu uma união entre Lula, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o presidente Michel Temer (PMDB) para “repensar a nação”.

NOVO DISCURSO – O teólogo, que no ano passado criticou o processo de impeachment contra Dilma, disse que o PT precisa se refundar e buscar um discurso “construtivo”.

— Eu acho que o partido, se na próxima reunião nacional, não fizer uma séria autocrítica que nunca fez antes, nunca vai se redimir. Ele não é mais uma referência global. Foi uma vez, pela bandeira ética, dos mais empobrecidas. Ou ele refaz esse caminho com muita humildade, e diz: “fomos mordidos pela mosca do poder”… O PT tem que se refundar. Não é se remendar. É fazer autocrítica e voltar às suas origens, que são as bases populares. Num sentido construtivo, não criticando o Estado, o sistema, mas começando a fazer coisas novas — disse o teólogo, citando que temas como ecologia e combate às mudanças climáticas deveriam ser adotadas pelo PT. — Eu mandei cartas para que usassem essa questão, mas nem lhes ocorre (incluir os temas como bandeiras do partido).

POLÊMICA – O teólogo foi envolvido em uma polêmica depois que compartilhou em seu blog, na sexta-feira, um artigo da jornalista Carla Jiménez, do jornal espanhol El País, com críticas a protagonistas do cenário político citados na delação da Odebrecht, entre eles Lula. Na ocasião, Boff escreveu uma introdução para o artigo, na qual dizia que não defendia o PT, mas sim “políticas sociais que beneficiaram milhões de excluídos, realizadas pelos dois governos anteriores, do PT e de seus aliados”. Ontem, Boff publicou um novo texto afirmando que não compartilhava da crítica feita pela jornalista a Lula.

Carla Jiménez escreveu que Lula, “mais do que os crimes a que responde, feriu de golpe a esquerda no Brasil”. Segundo ela, isso aconteceu porque o petista ajudou “a estigmatizar as bandeiras sociais e contribuiu diretamente para o crescimento do que há de pior na direita brasileira.” Ontem, Boff elogiou Lula, mas disse que o petista precisa aprender com os erros políticos:

— Ele vai ter duras lições pela frente. Vai se dar conta que um ciclo se encerrou. Não dá mais para se repetir. Mas é um homem aberto a aprendizagens. Eventualmente, se ganhar (as eleições em 2018) não pode mais fazer as alianças com os partidos, precisa de um pacto social.

GOVERNO DE COALIZÃO – Boff criticou o presidencialismo de coalizão como modelo de governo. Para o teólogo, Lula incorreu no erro de seus antecessores de “dar as costas para o povo”.

— Acho que devemos fazer uma crítica radical ao paradigma de Estado que reinou e se mostrou absolutamente inviável. As classes dominantes sempre fizeram reconciliações (entre elas) de costas para o povo, inclusive o Lula, com o presidencialismo de coalizão. Essa política se extenuou. É o momento de fazer uma crítica global do sistema brasileiro. Que tipo de sociedade, que tipo de Estado (queremos)?

O teólogo defendeu, ainda, o diálogo entre Lula, Fernando Henrique e Temer:

— As reformas são insuficientes. Temos que refundar o Brasil, reinventar o país. Esquecer ideologias e partidos. Quem puder pensar junto, começando por Fernando Henrique, Lula e Temer. Ou aproveitamos essa chance, ou afundaremos como países falidos.

VIRALIZOU NA WEB – O teólogo explicou que escreveu o segundo texto após receber mensagens de amigos perguntando se ele havia abandonado o partido:

— Isso viralizou nas redes sociais, saiu de um jornaleco que eu conheço em Vitória da Conquista (BA). Não me chateio com essas coisas. Quem se expõe publicamente está exposto à incompreensão. Acho ruim quando se faz uma divulgação para ofender a pessoa.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Boff acerta ao criticar Lula, Dilma e o PT, mas erra ao menosprezar o jornal que identificou sua mudança de opinião. Agora, o jornal pode chamá-lo de “padreco” ou “freideco”. Aliás, parece que Boff também está precisando de uma autocrítica, não é mesmo? (C.N.)

Dilma sabia do caixa 2 e perguntou se a conta era blindada, diz João Santana

Resultado de imagem para dilma nao sabia de nada charges

Charge do Miguel, reproduzida do JC/PE

André de Souza
O Globo

Em depoimento prestado nesta segunda-feira, o marqueteiro João Santana e sua mulher, a empresária Mônica Moura, disseram que a ex-presidente Dilma Rousseff tinha conhecimento de caixa dois na campanha de 2014. Mônica Moura contou que, pelo teor das conversas que teve com a ex-presidente, Dilma sabia da existência de recursos não contabilizados. Santana foi mais taxativo que a mulher ao dizer que Dilma tinha sim conhecimento de caixa dois. Ele fez as três últimas campanhas presidenciais do PT: 2006, vencida por Lula, e 2010 e 2014, quando Dilma ganhou.

João Santana disse também que, em conversa com Dilma após a eleição, ela perguntou se a conta Shellbill, usada pelo marqueteiro para receber recursos no exterior, era segura, blindada contra investigações. Os depoimentos fazem parte da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode levar à cassação da chapa vencedora da eleição presidencial de 2014. Como Dilma sofreu o processo de impeachment no ano passado, a ação poderá, na prática, fazer com que o atual presidente, Michel Temer, que era vice de Dilma, perca o mandato.

TEMER SEM VOTOS – O marqueteiro contou ainda que fez uma pesquisa qualitativa com grupos de eleitores indicando que Temer não contribuiria tanto para a campanha, por isso sua participação foi reduzida. Nessa pesquisa, havia inclusive pessoas dizendo ter impressão de que Temer era adepto do satanismo.

Os depoimentos estão sob sigilo. Mas, assim como ocorreu com as audiências de executivos da Odebrecht, parte do que foi falado se tornou público, mesmo devendo ainda ser mantido o segredo. Isso levou o ministro Herman Benjamin, relator da ação no TSE, a fazer uma reprimenda durante os depoimentos desta segunda-feira, cobrando o compromisso de que eles ficassem sob sigilo.

O depoimento foi prestado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia, com a presença do relator no local. Além de João Santana e Mônica Moura, também foi ouvido André Santana, que trabalhava para o casal. Os três firmaram um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), já homologado pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal.

TERMOS REITERADOS – Em nota, os advogados Juliano Campelo e Rodrigo Castor, que defendem o casal, informaram que “foram reiterados os termos do interrogatório prestados na semana passada ao Juiz Sergio Moro, complementados com as respostas às demais perguntas formuladas”. Mas não divulgaram o teor dos depoimentos, lembrando que eles estão sob sigilo.

Na semana passada, João Santana e Mônica Moura confirmaram ao juiz Sérgio Moro a interlocução do ex-ministro Antonio Palocci para pagamentos de caixa 2 nas campanhas do PT. Mônica disse que negociou com o ex-ministro os valores não contabilizados a serem pagos na reeleição do ex-presidente Lula, em 2006, e na eleição da ex-presidente Dilma Rousseff em 2010. Mônica disse ainda que Palocci pedia que parte dos pagamentos feitos “por fora” fossem realizados pela Odebrecht.

DILMA NEGA… – Em nota, Dilma disse que João Santana e Mônica Moura faltaram com a verdade, “fazendo afirmações desprovidas de qualquer fundamento ou prova”. Segundo a ex-presidente, tudo indica que os dois foram induzidos a delatar fatos inexistentes para ganhar sua liberdade e atenuar as penas em eventuais condenações.

“Dilma Rousseff nunca negociou diretamente quaisquer pagamentos em suas campanhas eleitorais, e sempre determinou expressamente a seus coordenadores de campanha que a legislação eleitoral fosse rigorosamente cumprida respeitada”, diz trecho da nota.

Ela destacou ainda que declarou ao TSE em 2014 gastos de R$ 70 milhões com o casal, sendo “os profissionais de marketing mais bem pagos na história das eleições no Brasil”. Assim, não havia motivo para pagamentos por fora. A ex-presidente criticou ainda o vazamento de trechos dos depoimentos.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Dilma é como Lula. Não viu nada, não sabia de sabia.  Eram governantes do tipo desligado, como os Mutantes cantavam. Viviam num outro mundo, que lhes era bastante propício. (C.N.)

Thiago de Mello, um poeta rebelde e que resiste à opressão

Resultado de imagem para thiago de mello frasesPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O poeta amazonense Amadeu Thiago de Mello, no poema “Não Aprendo a Lição”, mostra como é difícil conviver no mundo feroz dos homens, frente ao poder que se alimenta da fome dos injustiçados.

NÃO APRENDO A LIÇÃO
Thiago de Mello

A lição de conviver,
senão de sobreviver
no mundo feroz dos homens,
me ensina que não convém
permitir que o tempo injusto
e a vida iníqua me impeçam
de dormir tranquilamente.
Pois sucede que não durmo.

Frente à verdade ferida
pelos guardiães da injustiça,
ao escárnio da opulência
e o poderio dourado
cujo esplendor se alimenta
da fome dos humilhados,
o melhor é acostumar-se,
o mundo foi sempre assim.
Contudo, não me acostumo.

A lição persiste sábia:
convém cabeça, cuidado,
que as engrenagens esmagam
o sonho que não se submete.
E que a razão prevaleça
vigilante e não conceda
espaços para a emoção.
Perante a vida ofendida
não vale a indignação.
Complexas são as causas
do desamparo do povo.
Mas não aprendo a lição.
Concedo que me comovo.

Pesquisa do IPSO aponta vitória folgada de Macron contra Marine Le Pen

Resultado de imagem para macron

Macron, de centro-esquerda, será o presidente

Pedro do Coutto

Pesquisa do Instituto, IPSO feita na noite de domingo, aponta vitória de Macron contra Marine Le Pen pela larga margem de 64% a 36% no segundo turno. A matéria é focalizada em reportagem de Hugo Bercito, enviado especial da Folha de São Paulo a Paris. O Instituto IPSO acertou em cheio o resultado do primeiro turno, não só quanto à colocação quanto a posição dos quatro primeiros candidatos. A matéria acentua que os socialistas e a posição de centro-direita foram derrotadas.

O Partido Socialista prejudicado pelo desempenho de François Hollande, valendo frisar que já foi vitorioso nas urnas, não só com Hollande como com Mitterrand. Antes de se eleger presidente, Mitterrand perdeu para De Gaulle no segundo turno nas eleições de 1965. Assim, o recuo dos socialistas é bastante acentuado. As eleições na França são disputadas normalmente por escassa maioria de votos, o que não parece que acontecerá agora se o IPSO estiver certo.

OUTRAS ELEIÇÕES – Hugo Bercito comenta, de 1995 até agora as vitórias de Jacques Chirrac, Nicolas Sarcozy e a mais recente de Hollande. Sarcozy concorreu pelo centro-direita. A França possui uma população de 67 milhões de habitantes e tem um produto bruto de 2,7 trilhões de dólares. Cresceu 1,3% em 2016, registra uma inflação de apenas 0,3%, mas apresenta um índice alto de desemprego na escala de 9,7%. Um detalhe importante assinala a derrota do ex-presidente Sarcozy para François Villon na convenção republicana.

De outro lado a impressão que se tem com a alta das bolsas de valores europeias na segunda-feira deixam assinalado que as correntes conservadoras temem a perspectiva de Marine Le Pen chegar a presidência e receberam com satisfação e tranquilidade a colocação de Macron.

SEM CONCORRER – O desgaste de Hollande foi muito grande, tanto assim que desistiu de concorrer à eleição.

Bercito destaca que as urnas de domingo foram as primeiras na história moderna da França em que nenhum candidato dos principais partidos chegou ao segundo turno. Assim, o eleitorado francês abriu espaço para ascensão de outras forças políticas emergentes. Marine Le Pen enquadra-se menos nessa situação do que Macron uma vez que ela já enfrentou o julgamento popular e seu percentual é praticamente o mesmo do que alcançou domingo. A surpresa, portanto, refere-se ao resultado obtido por Emanuel Macron, que, segundo a pesquisa do IPSO deve transferir sua residência a 7 de maio para os Campos Eliseos.

O voto francês assim rejeitou os extremos, o que não impede o Partido Comunista de apoiar o candidato de centro-esquerda, cujo perfil ideológico rejeita os radicalismos.

Entenda por que o governo não revela os verdadeiros “déficits” da Previdência

Resultado de imagem para deficit da previdencia

Charge do J.César (humorgráfico.bom.com.br)

Carlos Newton

No dia 3 de março, o ministro Celso de Mello deu ao governo e à Câmara dos Deputados um prazo de 10 dias para que encaminhassem ao Supremo os cálculos que fundamentariam a necessidade de reforma da Previdência Social. Lá se vão 53 dias e… nada. Nem a ordem foi cumprida nem o ministro mandou interromper a tramitação da reforma. O motivo é simples – esses cálculos desmoralizariam a necessidade de reforma da Previdência e demonstrariam que é o governo que necessita mudar suas práticas e deixar de usar os recursos do INSS para atender a outros objetivos da administração, através do sistema da DRU (Desvinculação das Receitas da União),

Antes, o governo podia abocanhar até 20% das receitas da Previdência. Mas a partir da Medida Provisória 87/2015, editada pelo governo Dilma Rousseff a 8 de julho de 2015, em substituição à emenda constitucional 4/2015, o total a ser usurpado subiu para 30%, pelo prazo de oito anos, de forma totalmente ilegal, porque Medida Provisória não pode revogar disposição constitucional, mas na prática é isso que está acontecendo.

UMA CONTA SIMPLES – As alegações do governo são desmentidas pelos próprios servidores públicos. E quem o faz, com total competência, é a Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias (ANFIP). Ou seja, são os funcionários da Previdência que contestam os números ditos oficiais pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, que está sendo comandada por Marcelo Caetano, um servidor bipolar, que até recentemente – por coincidência, é claro – era conselheiro de uma entidade de Previdência Privada, tentando servir a dois senhores ao mesmo tempo, como se dizia antigamente, e teve de se demitir quando o acúmulo imoral de remuneração veio a público.

A conta do governo só leva em conta a arrecadação direta das contribuições dos trabalhadores (11%) e das empresas (20% sobre a folha salarial), é como se não existissem as outras fontes indiretas de receita da Previdência, como Cofins, Contribuição Social, Loterias e importação de bens e serviços, conforme o artigo 195 da Constituição e seus itens, além de recursos orçamentários da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

MANIPULAÇÃO – Em seu cálculo altamente manipulado, o governo considera déficit o pagamento das aposentadorias rurais, que tiveram prejuízo de RS$ 105 bilhões em 2016. Além disso, não inclui as fontes indiretas de receita e com isso exibe números colossais, que os fiscais da Previdência desmentem com veemência.

Se forem computadas todas as fontes constitucionais de receita, a Previdência tem apresentado expressivos superávits – em 2011 (R$ 75,8 bilhões; em 2012 (R$ 82,7 bilhões); em 2013 (R$ 76,2 bilhões); em 2014 (R$ 53,9 bilhões); e em 2015 (R$ 23,9 bilhões).

Portanto, o que o governo pretende é fazer com que a Previdência se pague exclusivamente com a receita das contribuições dos trabalhadores e das empresas, mas é um sonho impossível, porque o que sustenta a arrecadação é justamente o vínculo empregatício, a velha carteira assinada, que hoje está completamente fora de moda e desprestigiada pelos três Poderes da República, ardorosos defensores da terceirização (contratação indireta, com baixo salário) e da pejotização (transformação de pessoa física em jurídica).

PERGUNTA INDISCRETA – Pergunta-se: Mas qual é o objetivo do governo? Ninguém sabe. A única coisa que fica evidente, com toda certeza, é que essa política equivocada vai liquidar a Previdência Social, uma das poucos serviços públicos que funcionavam no país.

É mais que sabido que o maior problema brasileiro é a dívida pública, totalmente descontrolada, a Previdência é apenas um detalhe, como diria a ex-ministra Zélia Cardoso de Melo. No entanto, o governo exibe a Previdência como uma espécie de Cavalo de Tróia, responsável por todos os males da República. Ao mesmo tempo, o governo se recusa a discutir a incontrolável evolução da dívida pública, que está inviabilizando o país de maior potencial de crescimento em todo o mundo. É por isso que Francelino Pereira e Renato Russo viviam perguntando: “Que país é esse?”.

###
AMANHÃ, NÃO PERCAM:
Executivo, Legislativo e Judiciário se uniram para destruir a Previdência Social

Cartas embaralhadas

Resultado de imagem para SUCESSÃO DE 2018 CHARGES

Charge do Thomate (arquivo Google)

Carlos Chagas

 

Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra não penduraram as chuteiras, mas estão fora de campo. É possível que se componham, mas não mais em torno da candidatura de um deles, como se planejava. Não há tertius entre os três, mas por que não um quartus? No caso, João Dória Júnior, que já não nega com tanta ênfase a possibilidade. O PSDB tem consciência de permanecer uma força partidária expressiva, em especial porque o PMDB continua, e mais continuará, sem candidato. Quanto ao PT, se perder o Lula para o juiz Sérgio Moro, dará adeus ao sonho de voltar ao palácio do Planalto.

A operação Lava Jato embaralhou as cartas e faz emergir uma série de pretendentes sem partido, ou quase isso, tipo Ciro Gomes, Marina Silva, Jair Bolsonaro, Álvaro Dias, Joaquim Barbosa, Ronaldo Caiado e outros.

NÃO DÁ MAIS – Dentro do quadro partidário, porém, os tucanos estão no jogo. Só que com Aécio, Alckmin e Serra não dá mais. Por isso eles poderiam apoiar o atual prefeito de São Paulo.

Meirelles seria ideal para o PMDB, se sua política econômica desse certo, mas como parece cada dia mais difícil, o ministro da Fazenda fica no banco. Só entrará no gramado caso consiga conquistar o meio campo. Traduzindo: aguarda um milagre.      Em suma, assim podem ser imaginadas as preliminares da sucessão de 2018, ainda que as cartas se encontrem embaralhadas. Acresce que o curinga não apareceu. Poderá surpreender.

É preciso explicar o papel do BNDES nas exportações das empreiteiras

Resultado de imagem para bndes charges

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Celso Ming
Estadão

Por pelo menos nove países da América Latina e três da África vão pipocando denúncias de corrupção patrocinada por empreiteiras brasileiras. E ficou difícil negar que, em muitas situações, mesmo em conformidade com os procedimentos técnicos, o BNDES fazia parte do jogo. Só a Odebrecht está envolvida em pelo menos 10 casos até agora sob sigilo, alegadamente porque é preciso esclarecer em que país devem correr os processos.

As investigações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos dão conta de que a Odebrecht pagou subornos milionários a políticos e seus parentes, partidos e funcionários públicos em pelo menos 12 países, com o objetivo de garantir contratos de obras de infraestrutura, como hidrelétricas, metrôs e rodovias.

Embora a imprensa brasileira já viesse levantando suspeitas que envolvem projetos de exportação de serviços do Brasil, a direção do BNDES martelava que nada tinha a dizer sobre os casos em que aparecia como financiador porque estavam sob sigilo bancário, mesmo em se tratando de banco público.

200 CONTRATOS – O diretor de Comércio Exterior e Fundos, Ricardo Ramos, reconhece que o BNDES financiou ou ajudou a financiar quase 200 contratos de exportação de serviços (de infraestrutura) que beneficiaram empreiteiras brasileiras, com financiamentos de US$ 13 bilhões (cerca de R$ 41 bilhões).

Ele assegura que o BNDES está limpo, porque fez desembolsos apenas em reais, sempre no Brasil e em bancos brasileiros. O BNDES, diz ele, não se dedicou a fazer análises de viabilidade técnica desses projetos porque focava a oportunidade de exportação de bens que acompanhava os projetos, cumpria decisões de Estado e, na maioria dos casos, contou com garantia dos respectivos Tesouros. “É zero de default, até a Venezuela está pagando”, disse Ramos a esta Coluna.

RASTROS DE CORRUPÇÃO – Sim, tudo parece tão limpo, em reais e tal, mas eis que, lá pelas tantas, aparecem digitais de doleiros e nítidos rastros de corrupção. “Não podemos nos responsabilizar pela interferência de doleiros e do que aconteceu depois”, disse Ramos.

A evidência de que não estava tudo dentro dos conformes também no BNDES é o fato de que, a partir de outubro, houve importante mudança de rumos. O BNDES deixou de agarrar-se ao estatuto do sigilo bancário e se dispôs a franquear suas operações. Já não bastam garantias de Estado. Cada projeto de exportação de serviços com cobertura do BNDES tem agora de passar por análises de viabilidade econômica, ambiental e tudo o mais. E das empresas brasileiras encarregadas de operar os projetos passaram a ser exigidos termos de compliance, compromisso de que seus negócios seriam tocados dentro das regras, sem desvios de recursos. Até mesmo contratos antigos foram enquadrados.

POR QUE MUDAR? – Se nada havia de errado com o BNDES e se os contratos de exportação de serviços cumpriam os requisitos que garantiam o retorno dos recursos, por que, então, essa mudança drástica de paradigma? “Mudou porque a sociedade brasileira passou a dizer que as regras anteriores não eram suficientes”, responde Ramos.

E por que os contratos de exportação de serviços envolveram apenas países do chamado terceiro mundo, em certo número de casos governados por dirigentes que estão sobre graves acusações de corrupção?

Hoje se suspeita de que parte das exportações de serviços dava cobertura a operações de troca de chumbo entre políticos, possivelmente destinados a garantir financiamentos recíprocos de campanha. Nas delações da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, ex-executivo do departamento que operacionalizava as propinas da empresa, revelou que o marqueteiro do PT João Santana, hoje preso, foi pago pela Odebrecht para atuar em campanhas presidenciais de cinco países, entre os quais estão três grandes devedores do BNDES.

EXPLICAÇÕES TÉCNICAS – Mas Ramos se limita às explicações técnicas: (1) As exportações de serviços atendem a interesses do Brasil, porque capacitam a engenharia nacional, contribuem para certificar empresas brasileiras, garantem empregos de qualidade por aqui e alavancam exportações de bens e equipamentos. E (2) o espaço para serviços de envergadura nos países avançados já está ocupado; dificilmente grandes obras de infraestrutura nos Estados Unidos, na Europa, no Japão e na China serão executadas por empreiteiras brasileiras.

Curiosidade: Nas denúncias da Lava Jato, surgiu até o nome da ex-presidente da Petrobrás Graça Foster. Não apareceram nem o do presidente anterior, José Gabrielli, nem o do então presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Lula nem precisa de inimigos, pois é acusado por seus próprios amigos

Resultado de imagem para emilio odebrecht frasesEduardo Bresciani, Renata Mariz e Tiago Dantas
O Globo

Patriarca do grupo que leva seu nome, Emílio Odebrecht detalhou aos procuradores ter recorrido a Lula, de quem é próximo há mais de 30 anos, para acertar trocas de favores. O relato do empresário que desfrutava de acesso direto ao então presidente jogou luz sobre episódios até então nebulosos, como a ampliação de crédito do BNDES para Angola. Com obras no país africano, em crise severa, Emílio contou ter pedido a Lula, entre 2008 e 2009, ajuda na liberação do financiamento. Como contrapartida, Marcelo Odebrecht, filho de Emílio, responsável por pagar políticos, afirmou ter liberado US$ 36 milhões em propina.

Em sua delação, Emílio declarou ter reclamado com o então presidente de valores muito altos exigidos pelos interlocutores: “Lembro de, em uma dessas ocasiões, ter dito ao então presidente que o pessoal dele estava com a goela muito aberta. Estavam passando de jacaré para crocodilo”.

Emílio disse ainda aos investigadores que terminou as obras do sítio de Atibaia (SP), ao custo de R$ 700 mil para a Odebrecht, para que Lula pudesse usá-lo ao deixar a Presidência. Foi a ele que Emílio recorreu também para influenciar na edição de medidas provisórias que parcelavam dívidas de empresas e incentivavam a indústria petroquímica.

LÉO PINHEIRO – Amigo de visitas ao sítio de Atibaia e papos descontraídos ao entardecer no Instituto Lula, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro acusou o petista de lhe ter ordenado a destruir provas de pagamento de propina ao PT no início da Lava-Jato. A revelação foi feita em depoimento ao juiz Sérgio Moro na semana passada. Pinheiro já foi preso duas vezes na operação e tenta destravar uma tumultuada negociação de delação premiada.

O ex-executivo contou a Moro que em junho de 2014, três meses após o início da Lava-Jato, encontrou-se com Lula no instituto. O ex-presidente foi direto e lhe questionou sobre como vinha fazendo pagamentos ao PT. Pinheiro respondeu que atendia as demandas do então tesoureiro João Vaccari. Lula, então, teria dado a ordem: “Você tem algum registro de algum encontro de contas feitas com João Vaccari com vocês? Se tiver, destrua”, narrou Pinheiro.

Ele afirmou que desde que a OAS assumiu a obra do edifício Solaris, no Guarujá, em 2009, estava acertado que o tríplex seria de Lula. Acrescentou que a reforma feita no local, que incluiu a instalação de um elevador privativo, decorreu de solicitação de Lula e da mulher, Marisa Letícia, já falecida. Contou que procurou Vaccari para questionar se os gastos seriam abatidos da propina que era paga ao PT.

ANTONIO PALOCCI – Mesmo sem uma identidade histórica com as bases do PT, Antonio Palocci se tornou um dos principais homens de confiança de Lula antes mesmo da chegada ao Planalto, em 2002. Apesar de ter ocupado os dois postos mais importantes do governo federal — o Ministério da Fazenda de Lula e a Casa Civil de Dilma — sempre atuou melhor nos bastidores, com desenvoltura para arrecadar recursos.

Preso há cerca de sete meses, ele sinalizou que quer revelar o que sabe. Ao juiz Sérgio Moro, na última semana, foi direto: “Apresento todos os fatos, com nomes, endereços e operações realizadas. Posso lhe dar um caminho que vai lhe dar mais um ano de trabalho”.

A revelação prometida depende de um acordo de delação. Executivos e ex-executivos da Odebrecht apontam Palocci como interlocutor de Lula nas negociações de caixa 2 para campanhas presidenciais, tendo inclusive intermediado pagamento no exterior para o marqueteiro João Santana em 2006, quando o ex-presidente se reelegeu.

Palocci também representaria Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff, conforme repetiu diversas vezes Marcelo Odebrecht, nas movimentações da conta denominada “Italiano” — uma referência ao codinome dado pela empresa a ele, que rejeita a alcunha.

JOÃO SANTANA – Quando em 2005 o escândalo do mensalão colocou Lula nas cordas, foi ao marqueteiro João Santana que o então presidente pediu ajuda para construir um discurso de reação. Doze anos depois, o mesmo marqueteiro é um dos responsáveis por agravar a situação do ex-presidente. Com a delação homologada no início do mês, ele já admitiu ter recebido pagamentos, por meio de caixa dois, em campanhas do PT, incluindo a de Lula em 2006, na qual a Odebrecht fez os repasses em operação intermediada por Palocci.

“Na época, o ministro Antonio Palocci já não era mais ministro, ele fez esse contato e uma parte do pagamento desta campanha de reeleição do presidente Lula foi feita pela Odebrecht”, afirmou Santana.

SEM CAIXA UM – Por causa do escândalo do mensalão, Santana disse ter pedido a Palocci para receber por caixa um, mas o ex-ministro disse que devido à cultura existente no país isso não seria possível.

João Santana justificou ser constante pagamentos dessa forma em campanhas eleitorais no Brasil e no exterior. Ele contou ainda que foi Lula quem lhe pediu para fazer a campanha do presidente Mauricio Funes em El Salvador. Neste caso, o pagamento, acertado com o PT, também foi em caixa 2 pela Odebrecht.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSó restou um amigo de Lula, o ex-tesoureiro João Vaccari, que se mantém em silêncio. O outro amigo, José Dirceu, foi abandonado por Lula, que se recusou a retornar os telefonemas dele, no início do Petrolão, quando Dirceu o procurou, através de Paulo Okamotto, do Instituto Lula, porque Lula trocara os números dos telefones. Mesmo assim, traído pelo ex-amigo, Dirceu manteve a coerência e não quis fazer delação premiada. (C.N.)

Juiz Moro ainda não decidiu se vai adiar o depoimento de Lula, a pedido da PF

Resultado de imagem para juiz moro

O Globo diz que Moro ainda não decidiu

Gustavo Schmitt e Dimitrius Dantas
O Globo

A Polícia Federal (PF) pediu adiamento do depoimento do ex-presidente Lula, previsto para o próximo dia 3 de maio, em Curitiba. Em requerimento enviado ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, na tarde desta segunda-feira, a PF diz que seria necessário mais tempo para organizar a segurança no local e que o feriado do dia do Trabalho, 1º de maio, dificultaria ainda mais a operação, já que são esperadas caravanas de militantes do PT e de apoiadores do ex-presidente. O juiz Sérgio Moro ainda não decidiu sobre o pedido.

A PF reitera que precisa fazer um planejamento com os órgãos de inteligência para montar um esquema de segurança para o dia da audiência. Wagner Mesquita de Oliveira, secretário estadual de segurança e de administração penitenciária do Paraná, também encaminhou ofício ao juiz reiterando a necessidade de mudança da data do interrogatório de Lua, tendo em vista “notícia de possível deslocamento de movimentos populares” para Curitiba. Oliveira ressalta que a movimentação de apoiadores do petista pode gerar problemas de “segurança pública, institucional e pessoal”.

VANTAGENS INDEVIDAS – A ação penal em que o ex-presidente será ouvido diz respeito ao apartamento tríplex do Guarajá, no litoral paulista, cuja propriedade a Lava-Jato atribui ao ex-presidente em troca de vantagens indevidas da empreiteira OAS. Lula nega as acusações.

Contudo, na última quinta-feira, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro confirmou que tríplex pertencia à família do ex-presidente. Cristiano Zanin, advogado de Lula, contesta a informação. Ele apresentou documentos de um processo judicial de recuperação judicial da OAS, no qual a construtora incluiu o tríplex como parte de seu patrimônio para pagar credores.

Para provar que está falando a verdade, Pinheiro terá que apresentar documentos. A Lava-Jato também juntou entre os elementos probatórios diversas ligações feitas entre o empreiteiro, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, entre outros funcionários.

PROBLEMA DE MORO – Em encontro do PT em Brasília, Lula disse não ser “problema seu” a data do depoimento junto ao juiz Sérgio Moro. O ex-presidente disse não ter sido informado sobre eventual adiamento.

“Não é problema meu” — disse Lula.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A Folha diz que o juiz Moro já adiou, mas o Gobo afirma que ele ainda não decidiu, mas tudo indica que vai adiar o depoimento ou fazer por videoconferência. De toda maneira, o adiamento representa uma vitória para Lula e seus aliados e indica uma demonstração de fraqueza da Justiça, que precisa ser soberana diante de qualquer ameaça. Vamos aguardar. (C.N.)

Comissão da ONU não constatou uso de armas químicas por militares sírios

Resultado de imagem para paulo sergio pinheiro

Paulo Sérgio Pinheiro preside Comissão da ONU

Carlos Newton

Vinte dias depois do ataque aéreo realizado em Khan Shaykhun, na região de Idlib, pela força aérea da Síria, os Estados Unidos ainda não apresentaram as alegadas provas de utilização de armas químicas pelas forças armadas do país. Além disso, uma notícia publicada no site da HispanTV, canal iraniano em língua espanhola, anuncia que o presidente do Comitê de Investigação do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNHRC) para a Síria, o cientistas político brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, afirmou que não foram comprovadas as acusações de que foram usadas armas químicas pelos militares sírios no ataque aéreo em 4 de abril, na cidade de Khan Shaykhun, que causou a morte de civis e crianças.

A notícia foi publicada no site da HispanTV, canal iraniano em língua espanhola. “Nós não encontramos nenhuma ligação entre o atentado e as emissões [de gás]. Existem várias versões, mas não encontramos”, afirmou Pinheiro a repórteres, de acordo com o portal.

NEXO DE CAUSALIDADE – Em referência ao relatório da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW), Pinheiro disse que o primeiro bombardeio ocorreu aproximadamente 6:40 – 07:00 (hora local), momento em que foi registrada a difusão de um produto químico. Mas ele disse não existir nexo de causalidade entre os dois acontecimentos.

Apesar da inexistência de comprovação de que o ataque químico partiu dos militares sírios e não dos rebeldes extremistas, os Estados Unidos lançaram, dia 10 de abril, 59 mísseis de cruzeiro contra a base militar síria de Al-Shairat em Homs (centro da Síria), como retaliação pelo suposto uso de armas químicas pelo governo sírio, usa acusação que até agora não foi comprovada e faz lembrar a invasão do Iraque pelos norte-americanos e seus aliados, abrindo uma guerra que já causou mais de um milhão de mortos, sob pretexto de uso de armas químicas que depois se constatou que não existiam.

###
PS –  Muito importante a informação enviada pelo jornalista Sergio Caldieri. Tudo é muito estranho, especialmente porque a imprensa ocidental não publicou a entrevista de Paulo Sérgio Pinheiro. (C.N.)

Pai de vítima criou instituto para denunciar vídeos de incentivo ao suícidio

Resultado de imagem para games perigosos

Todos os games perigosos devem ser denunciados

Deu no Estadão

Há três anos, o empresário Demétrio Jereissati encontrou o filho Dimi, de 16 anos, sem vida. O adolescente tinha um cinto em volta do pescoço e foi vítima do jogo do enforcamento. Após a experiência trágica, Jereissati criou o Instituto Dimicuida, que denuncia vídeos desse tipo, além de fazer a prevenção.

“Ná época em que isto aconteceu, nós tivemos pouca ou nenhuma informação sobre o assunto”, conta o empresário. Então fomos tentar identificar a dimensão do problema com o que vinha sendo feito em outros países, tanto de prevenção quanto à criação de entidades como a nossa”, explica.

AJUDA AOS PAIS – A proposta do instituto é oferecer ajuda aos pais, monitorar as páginas, trabalhar com ações preventivas com educadores e também denunciar conteúdo impróprio sobre o tema. “Houve um crescimento absurdo desses vídeos. Em 2010, eram só cerca de 500 (de vídeos na internet que estimulam agressões e automutilação)”, afirma. Hoje, são aproximadamente 19 mil.

Jereissati buscou o Ministério Público Federal para tentar criar um filtro maior dos vídeos, além de um alarme que possa alertar as autoridades em caso de acesso aos jogos perigosos. “Vivemos em uma realidade em que adultos não sabem lidar com o que os filhos acessam, por isso é importante que exista um controle maior.”

Ele ressalta também a necessidade de rever a política de remuneração dos youtubers que lucram com a divulgação destes vídeos. “Há interesses econômicos profundos. Quanto mais curtidas, mais visibilidade. Quanto mais visibilidade, mais dinheiro. Ninguém quer restringir a liberdade de expressão, mas há vidas sendo colocadas em risco”, critica.

PROLIFERAÇÃO – “O que temos visto é uma propagação avassaladora de vídeos e desafios, com youtubers fazendo grande promoção de práticas e alto risco para a saúde do corpo e emocional do jovem”, afirma a psicóloga Fabiana Vasconcelos, também do Dimicuida.

O público é de crianças e adolescentes, entre 11 e 17 anos, sem distinção de gênero ou perfil. “Queremos que este tipo de vídeo seja visto como criminoso. O Código Penal já fala em casos de indução à morte.” Fabiana cita um canal famoso, com mais de 6 milhões de inscritos, como um dos principais propagadores da prática. “Se eu, jovem, vejo que um adolescente ganha mais dinheiro incentivando práticas de risco na internet, vou segui-lo e fazer igual.”

RESPONSABILIDADE – Segundo a advogada Camilla Jimene, especialista em direito digital, a responsabilidade legal do Google é permitir a identificação dos usuários que produzem os conteúdos, mas não há obrigação de removê-los do ar sem antes receber denúncias.

“Quem vai responder pelo conteúdo do vídeo é o próprio usuário”, explica a advogada do Opice Blum, Bruno Abrusio e Vainzof Advogados. O Marco Civil da Internet é considerado dúbio em relação a quem pode fazer denúncia. “O Marco fala em remoção do conteúdo assim que a empresa for notificada. Mas alguns defendem que é preciso notificação judicial. Outros, que basta denúncia de usuário. O ideal é que a empresa desenvolva tecnologias para remover mais rapidamente conteúdos considerados impróprios, já que o volume de vídeos é muito grande.”

A lei prevê que, com objetivo de impedir a censura, o provedor – o Google, por exemplo – só pode ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial, não tomar medidas para removê-lo, dentro dos limites técnicos e no prazo fixado.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O game suicida Baleia Azul foi um boato útil, porque despertou interesse sobre a existências desses jogos eletrônicos altamente negativos e perigosos. Espera-se que as autoridades intervenham, mas é provável que tenhamos de esperar sentados (ou deitados). (C.N.)

PT acha que Lula pode ser barrado também pela Lei da Ficha Limpa

Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorrem de decisão do juiz federal Sérgio Moro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

TRF poderá condenar Lula antes da eleição de 2018

Deu no Painel da Folha

A cúpula do PT não acredita mais na possibilidade de o ex-presidente Lula chegar a agosto de 2018, quando ocorre o registro de candidaturas, sem condenação colegiada que o deixe inelegível. Creem que o petista deve ser sentenciado por Sergio Moro em até quatro meses. O Tribunal Regional Federal leva, em média, só 120 dias para analisar recurso — e mantém ou amplia a pena em 70% das decisões do juiz. Para que ele dispute o Planalto, a sigla aposta em liminar a ser obtida no Supremo Tribunal Federal ou no Superior Tribunal de Justiça.

Trecho do artigo 26 da Lei da Ficha Limpa prevê que tribunais superiores podem suspender a inelegibilidade por liminar, se considerarem o recurso do réu plausível. O PT quer manter Lula em alta nas pesquisas até lá, para ter os números como instrumento de pressão.

ÚLTIMA QUE MORRE – Os petistas ainda têm esperanças de que Antonio Palocci não faça delação premiada, ou ao menos poupe o partido, apesar dos enfáticos sinais em sentido contrário. A sigla deve enviar emissário para medir a temperatura do ex-ministro em Curitiba.

E a esquerda aguarda com expectativa os atos marcados para o dia 28. Se os protestos contra as reformas do governo Michel Temer forem grandes, avaliam, o ambiente de atuação de Lula tende a melhorar.

O governo repetirá sob os holofotes o discurso de que os atos são democráticos. Nos bastidores, porém, trabalhará para desmobilizar categorias como professores, policiais e trabalhadores rurais, bradando as mudanças no texto da reforma da Previdência.

FALTAM VOTOS – Mesmo em um cenário otimista, a articulação política do governo contava, no fim da semana, com um deficit de pelo menos 30 votos para aprovar a reforma na Câmara.

E a exemplo do Planalto, o PSDB na Câmara montou força-tarefa para acompanhar postagens nas redes sobre as reformas trabalhista e previdenciária. Quer medir o grau de informação dos internautas e antecipar eventuais mobilizações.

A OAB de São Paulo vai engrossar os protestos contra a reforma trabalhista. Fará, nesta terça-feira (25), ato para criticar a Câmara pela aprovação do regime de urgência da proposta.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL – Às vésperas da votação da reforma trabalhista, a direção da Força Sindical enviou carta aos deputados afirmando que, se aprovarem o fim da contribuição obrigatória aos sindicatos, darão “um tiro no pé”.

A Força afirma que só a CUT, ligada ao PT, tem fontes de financiamento alternativas. “Sua espinha dorsal há anos não depende do imposto”, dizem. O fim da contribuição, concluem, debilitaria apenas as “centrais abertas ao diálogo” com o governo Michel Temer.

Boff diz que não fez críticas, apenas republicou um artigo que critica Lula e o PT

Resultado de imagem para leonardo boff

Leonardo Boff agora diz que não foi bem assim…

Leonardo Boff 

Correm pelas redes sociais críticas queeu  teria feito a Lula. Elas são falsas. Pessoalmente não fiz nenhuma crítica. O que fiz foi publicar no meu blog (leonardoboff.wordpress.com) um artigo de Carla Jiménez no jornal espanhol El Pais que leva como o título:”Uma elite amoral e mesquinha se revela nas delações da Odebrecht”. Considerei o artigo bem informado sobre a corrupção que tomou conta das empreiteiras. Estas corromperam e beneficiaram a quase todos os grandes partidos com caixa 2 ou com propinas. Um olhar de fora é sempre instrutivo, pois quando alguém escreve algo semelhante, aqui dentro do país, frequentemente é desqualificado como partidista, oportunista e mesmo falso.

No referido artigo Carla Jiménez, no final, faz críticas ao Lula o que considero, dentro da democracia, legítimo, embora não concorde. https://leonardoboff.wordpress.com/2017/04/24/nao-fiz-as-criticas-a-lula-que-falsamente-me-atribuem/

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O que o teólogo escreveu e foi republicado na Tribuna da Internet foi o seguinte texto: “Seguramente a grande maioria concorda com o conteúdo e os termos desta catilinária contra corruptos e corruptores que tem caracterizado nos últimos tempos o Brasil. Formou-se entre nós, praticamente, uma sociedade de ladrões e de bandidos que assaltaram o país, deixando milhões de vítimas, gente humilde de povo, sem saúde, sem escola, sem casa, sem trabalho e sem espaços de encontro e lazer. E o pior, sem esperança de que esse rumo possa facilmente ser mudado. Mas tem que mudar e vai mudar. É crime demasiado. Nenhuma sociedade minimamente humana e honesta pode sobreviver com semelhante câncer que vai corroendo as forças vitais de um nação”. Acrescenta que se enganaram os que partiram da ideia de que ele fosse um defensor do PT. “Enganam-se aqueles que eu, pelo fato de defender as políticas sociais que beneficiaram milhões de excluidos, realizadas pelos dois governos anteriores, do PT e de seus aliados, tenha defendido o partido. A mim não interessa o partido mas a causa dos empobrecidos que constituem o eixo fundamental da Teologia da Libertação,  a opção pelos pobres contra a pobreza e pela justiça social, causa essa tão decididamente assumida pelo Papa Francisco”. Bem, se o teólogo Boff não estava se referindo a Lula e ao PT neste texto, deveria ter colocado um aviso, em letras garrafais: “ISSO NÃO VALE EM RELAÇÃO A LULA E AO PT”. (C.N.)

Documentos comprovam a propina acertada com Temer, que continua negando…

Resultado de imagem para marcio faria odebrecht

‘Era propina, sem dúvida’, diz Márcio Faria

Deu em O Tempo

Embora a assessoria de Michel Temer afirme que o presidente “jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria” e que a narrativa divulgada “está baseada em uma mentira absoluta”, a Odebrecht já apresentou à Lava Jato extratos que seriam de pagamento de propina vinculada a uma reunião com o então vice-presidente Temer em 2010. Os valores superam os US$ 40 milhões que teriam sido acertados em encontro com então candidato a vice-presidente em seu escritório político paulistano.

A propina é ligada, de acordo com a Odebrecht, a um contrato internacional da Petrobras, o PAC-SMS, que envolvia certificados de segurança, saúde e meio ambiente em nove países onde a estatal atua. O valor inicial era de US$ 825 milhões.

US$ 65 MILHÕES – De acordo com documentos referentes ao PAC-SMS, apresentados pela Odebrecht, os repasses foram feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos atingem US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas chega a US$ 65 milhões.

Do total, uma pequena parte foi paga em espécie no Brasil, em hotéis em São Paulo, nos casos de petistas citados, e em um escritório no centro do Rio, localizado na Rua da Quitanda, para os demais. A maior parte, no entanto, foi repassada a contas de operadores no exterior.

A Odebrecht reuniu mais de 50 depósitos em offshore fora do Brasil que vão de US$ 280 mil a US$ 2,3 milhões. Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia, disse que o PMDB negociou propina de 5% do contrato do PAC-SMS, correspondente a US$ 40 milhões.

ERA PROPINA – Segundo Faria, no encontro com Temer não se falou em valores, “mas ficou claro que se tratava de propina” relacionada ao contrato, e não contribuição de campanha. A reunião, segundo ele, teve a presença de outras pessoas, como o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ocorreu quando Temer era presidente do PMDB e candidato a vice de Dilma Rousseff (PT).

Rogério Araújo, responsável pelo lobby da Odebrecht na Petrobras, disse que Temer “assentiu” e deu a “bênção” aos termos do acordo, previamente tratados com Cunha e com o lobista João Augusto Henriques. Temer confirma o encontro, mas nega a versão sobre propina.

Os delatores relatam que a propina foi renegociada: o PMDB teria ficado com 4%, e o PT, 1%. A PGR não identificou os peemedebistas que teriam recebido o dinheiro além de Cunha, preso em Curitiba. O senador Humberto Costa (PE), o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto aparecem como receptores vinculados ao PT.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É claro que Temer vai negar, até o fim. Ele gosta de imitar Lula e Dilma em várias situações. Jamais demite ministros corruptos e fica esperando que peçam demissão, nunca viu nada nem sabia de nada, e também jamais aceitou doação ilegal ou propina. Acredite se quiser, diria o genial cartunista americano Robert Ripley, em narração do ator Jack Palance. (C.N.)

Atuação de Lula, ao boicotar a Petrobras, é crime de improbidade administrativa

Resultado de imagem para lula e odebrechtcharges

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Deu em O Tempo

Depoimentos dados pelo ex-presidente do grupo Odebrecht Emílio Odebrecht e pelo ex-presidente da Braskem Carlos Fadigas dão conta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuou para resolver impasses entre a Braskem e a Petrobras, impedindo que a estatal se tornasse uma concorrente na indústria petroquímica. As informações foram dadas pelos empresários no acordo de delação premiada.

Segundo Emílio Odebrecht, uma reunião com o ex-presidente Lula na época de seu primeiro mandato foi organizada para cobrar um “compromisso do governo com o setor petroquímico”, já que, durante a campanha, Lula garantiu que não “reestatizaria” a Petrobras. Até o governo Collor, era a estatal que comandava o setor por meio da Petroquisa.

NA REUNIÃO – “Ele aceitou e convocou essa reunião. (…) Nós preparamos um material de exposição e apresentamos tudo nessa reunião, e mostramos exatamente a todos, que os estudos da Petrobras era de estatizante nisso, nisso, nisso, naquilo e o que nós queríamos como investidores, pra gente saber se continuava ou não investindo no setor, (era saber) qual a posição do governo, já que o governo já tinha se posicionado que não haveria a reestatização do setor”, conta Emílio Odebrecht.

A Braskem é uma subsidiária da Odebrecht para atuar no setor petroquímico. Atualmente, é disparada a maior empresa da área na América Latina.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Conforme se constata, Lula era um criminoso vulgar, que não se preocupava com o interesse público. Ele forçou a Petrobras a recuar na aquisição do complexo petroquímico do grupo Ipiranga, em 2007. A Odebrecht ficou sozinha no negócio e comprou todas as unidades da Ipiranga no Rio Grande do Sul (Triunfo) e na Bahia (Camaçari). Em tradução simultânea, Lula cometeu seguidos crimes de improbidade administrativa, que preveem penas de multa, perda de bens, cassação de mandato e suspensão dos direitos políticos. E ele é “o cara” que pretende voltar à Presidência. Era só o que faltava, como dizia o Barão de Itararé, que também morava na República das Laranjeiras, pertinho aqui de casa. (C.N.)

No exterior, o PT já perdeu o apoio de Noam Chomsky e a debandada continua…

Resultado de imagem para noam chomsky frases

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Cilene Pereira
IstoÉ

“É simplesmente doloroso ver que o Partido dos Trabalhadores do Brasil – que implantou medidas significativas – simplesmente não pôde manter as mãos fora da caixa registradora. Juntou-se à elite extremamente corrupta, que está roubando o tempo todo, e desacreditou-se.” A frase é do linguista e filósofo americano Noam Chomsky, 89 anos, um dos maiores pensadores da esquerda da atualidade. Foi dita em uma de suas últimas entrevistas, dada ao site de notícias Democracy Now, e resume com perfeição a desilusão de parte significativa da esquerda mundial com o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aos poucos, assim como seu ícone Chomsky, ela desembarca do projeto PT.

O lance mais recente a dar força a esse movimento foi a divulgação do conteúdo das delações dos ex-executivos da Odebrecht escancarando a promiscuidade das relações entre os governos petistas e a empreiteira.

SAINDO FORA –  Diante das provas indiscutíveis de conluio com a empreiteira baiana, muitos apoiadores do partido, alguns de primeira hora, estão revendo suas posições e já falam publicamente a respeito do assunto. Uma dessas pessoas foi a psicanalista Maria Rita Kehl, de São Paulo. “É claro que é muito decepcionante que Lula tenha sido delatado na Lava Jato. Ele não era uma pessoa tão bacana e tão íntegra”, disse em reportagem do Jornal “Folha de S. Paulo”.

O desapontamento particularmente com Lula é um dos fatores a estimular a retirada do apoio da esquerda ao PT.

HONESTIDADE – Em sua fala, o marxista Chomsky é incisivo ao demonstrar o efeito nocivo que os ilícitos cometidos pelo ex-presidente provocou para o sonho de execução de programas de governo que, a princípio, deveriam ter sido regidos por princípios éticos e progressistas. Por isso, na sua crítica ao comportamento da esquerda na América Latina, o intelectual pede o surgimento de lideranças que tenham a honestidade como uma de suas marcas.

“Espera-se forças mais honestas que, primeiro de tudo, reconheçam a necessidade de desenvolver a economia de uma maneira que tenha um alicerce mais sólido, não apenas baseado na exportação de matérias-primas e, em segundo lugar, sejam honestas o suficiente para desenvolver programas decentes sem roubar o público ao mesmo tempo.”

NOVA DEBANDADA – Até o Petrolão, a debandada mais expressiva do PT havia ocorrido no Mensalão, em 2005. Na ocasião, petistas históricos, como Chico Alencar e Plínio de Arruda Sampaio, deixaram o partido. De lá para cá, no entanto, a escalada de denúncias contra o partido causou a retirada gradativa de apoio de muita gente. Incluem-se aí o ator Antonio Fagundes e o escritor Luis Fernando Veríssimo. “No PT eu não voto nunca mais. Todo mundo que votava no partido fazia isso por uma integridade que estamos Vendo que não existe mais”, disse Fagundes.

Veríssimo apresenta-se como um esquerdista desiludido. Declarou publicamente que se decepcionou com Lula, de quem foi eleitor. “Acreditava que haveria mesmo uma mudança na política brasileira.”

“ENVERGONHADO” – Agora, a gravidade das denúncias da Lava Jato abala até mesmo quem havia se desencantado lá atrás. “Fiquei muito triste. E envergonhado”, desabafou Gilson Menezes, um dos fundadores do PT e hoje filiado ao PDT.

“Houve um tempo em que eu colocaria minha mão no fogo por Lula. Hoje não mais. Também estou muito decepcionado com outros ex-companheiros, como José Dirceu e Antonio Palloci.”

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Gilson Menezes foi o primeiro prefeito eleito pelo PT, em 1982, na cidade de Diadema. Veríssimo e Fagundes defenderam o PT até anteontem. Leonardo Boff, também, mas enfim desistiu. Não é preciso acrescentar mais nada. Cai o pano, como se diz na linguagem do Teatro. (C.N.)

Odebrecht conseguiu unir a maior Frente Ampla da política brasileira

Resultado de imagem para jose serra

Lula tem legitimidade para se candidatar, diz Serra

José Carlos Werneck

Um episódio marcante ocorrido durante um jantar oferecido pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), é prova inequívoca de que a delação da Odebrecht selou, pelo medo, a união entre o PT, PSDB e PMDB. Nesta reunião, o senador José Serra defendeu veementemente a candidatura de Lula à presidência da República nas eleições de 2018.

No decorrer do jantar que o presidente do Senado ofereceu a parlamentares de vários partidos, senadores do PT e do PSDB, defendiam com unhas e dentes a aprovação do projeto da Lei do Abuso de Autoridade, que tramita no Senado com parecer de Roberto Requião (PMDB-PR).

Depois dos muitos elogios dos convidados à proposição, o senador acreano Jorge Viana, do PT, mostrou-se preocupado com a situação de Lula, por quem tem especial apreço, salientando que a idéia,

 

embora muito de seu agrado, não modifica a situação do ex-presidente, ameaçado de prisão.

Aí, foi a vez de Serra encher de esperanças os admiradores fanáticos do ex-presidente, ao afirmar enfaticamente: “Não. Lula tem que ser candidato em 2018. Tem legitimidade”.

Como se vê, parece que o medo de ser apanhado pelas delações da Odebrecht é pluripartidário.