STF já decidiu que réu não pode ser presidente, mas Lula insiste em se candidatar…

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Charge do Tacho, reproduzida do Jornal NH

Carlos Newton

A bagunça institucional é inacreditável, como fica demonstrado no posicionamento de Lula, que pretende ser candidato à sucessão em 2018, embora o Supremo Tribunal Federal já tenha decidido que réu de processo criminal não pode exercer a Presidência da República. Ou seja, só existirá possibilidade de Lula voltar ao poder se for inocentado nos cinco processos a que está respondendo. A decisão do Supremo Tribunal Federal foi tomada no dia 7 de dezembro de 2016, quando proibiu o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de ocupar a Presidência da República em caso de ausência de Michel Temer, por ser réu em processo criminal. Na época, Renan era o segundo na linha sucessória, antecedido pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na realidade, a decisão do STF foi por unanimidade, porque Marco Aurélio Mello, Edson Fachin e Rosa Weber foram ainda mais incisivos e queriam tirar Renan até da presidência do Senado, mas os outros seis ministros foram contrários. Os dois restantes – Gilmar Dantas e Luís Roberto Barroso – não participaram da votação.

DISSE O DECANO – No julgamento, o primeiro a votar pela proibição foi o decano,  ministro Celso de Mello. “Os agentes públicos que detêm as titularidades funcionais que os habilitam constitucionalmente a substituir o chefe do Poder Executivo da União, em caráter eventual, caso tornados réus criminais perante esta Corte, não ficarão afastados dos cargos de direção que exercem na Câmara, no Senado ou no Supremo Tribunal Federal. Na realidade, apenas sofrerão interdição para exercício do ofício eventual e temporário de presidente da República”, afirmou.

Acompanharam a tese de Celso de Mello os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Teori Zavascki, Ricardo Lewandowski e a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia.

Embora tenham seguido o voto majoritário, Zavascki e Lewandowski fizeram a ressalva de que uma decisão definitiva só poderia ser proferida após o final do julgamento de mérito da ação sobre a linha sucessória da Presidência da República, interrompido desde novembro, após pedido de vista pelo ministro Dias Toffoli.

UMA DECISÃO FIRME – O futuro voto de Toffoli não mudará nada – antes da interrupção do julgamento, a maioria dos ministros já tinha votado por impedir que um réu em ação penal assuma a presidência de qualquer dos três Poderes.

A assunção ou permanência, repito, de cargo na linha sucessória ou de substituição do presidente da República exige do seu ocupante que esteja apto a exercer a qualquer tempo o cargo de presidente da República, caso isso, claro, se faça necessário, e com todas as atribuições e responsabilidades a eles inerentes“, afirmou Rosa Weber ao justificar o voto.

Ou seja, não há possibilidade de o Supremo reverter esta decisão, que desfaz inteiramente a pretensão de Lula voltar ao poder em 2018, salvo se for inocentado em todos os processos e não se tornar réu em algum dos inquéritos em curso, repita-se.

HÁ CONTROVÉRSIAS – Embora a decisão do Supremo tenha sido clara, o ministro Marco Aurélio Mello, que gosta de ser do contra, ainda alega que um candidato a presidente da República que seja réu em primeira instância pode disputar e até tomar posse, se for eleito.

Ele argumenta que a decisão do Supremo de que um réu não pode ocupar a linha sucessória não se aplica neste caso, porque a Constituição determina que um presidente não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao mandato. Assim, os processos contra Lula ficariam suspensos enquanto ele ocupasse a Presidência do país, vejam a esculhambação institucional que reina neste país, com ministros delirantes tipo Marco Aurélio Mello.

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PS
– É evidente que, se Lula for candidato, será pedida sua impugnação ao Tribunal Superior Eleitoral. E a questão terá de ser novamente decidida pelo Supremo, em última instância, com placar que deverá ser de 8 a 3 – os ministros Marco Aurélio, Lewandowski e Toffoli votando a favor de Lula, e o resto detonando a candidatura dele. Vai ser emocionante. (C.N.)

Temer e tremer

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Charge do Sinovaldo (Jornal VS)

Carlos Chagas

Os dois verbos não dizem respeito ao sobrenome do presidente da República, mas à semântica real, de ter medo e de não controlar os nervos. Nos idos de 1964 um dos líderes do movimento militar, o general Carlos Luís Guedes, saiu-se com um comentário que assustou todo mundo: “quem não apoia a Revolução deve apenas temê-la”. Adaptando aqueles tempos bicudos à realidade atual, vale apelar para a analogia com a Operação Lava Jato: “quem não a apoia deveria ter medo dela”.

Senão esta semana, ao menos na próxima o ministro Edson Fachin deverá autorizar o livre acesso da mídia da mídia ao conteúdo das delações dos ex-funcionários da Odebrecht, envolvendo perto de duzentos deputados, senadores, governadores, ministros e ex-ministros do atual governo. Até agora sabemos apenas os nomes, mas quando forem expostos os crimes, volumosas tempestades cairão sobre a Praça dos Três Poderes. Imagina-se que os delatores apresentaram provas concretas do superfaturamento de obras públicas, da distribuição de propinas e de comissões recebidas pelos acusados, de suas relações com agentes públicos e dos prejuízos causados ao erário e ao tesouro nacional. E quanto receberam para aprovar medidas provisórias e projetos de lei fajutos e que efeitos causaram à economia.

FULANIZAR – Claro que outras lambanças praticadas com outras empreiteiras farão parte da ação destinada a fulanizar os processos em andamento no Supremo Tribunal Federal.

Em outras palavras, tem muita gente temendo, bem como tremendo. A todos será oferecido amplo direito de defesa, mas diante da hipótese de divulgação de nomes e números, quanto serão atingidos pelo descrédito e pela lei das inelegibilidades? Mais um efeito da Operação Lava Jato, ou seja, do medo tirar a tranquilidade de muita gente.

Até o teólogo Leonardo Boff anuncia ter desistido de apoiar Lula e o PT

Boff diz que só apoia a Teologia da Libertação

Fabio Sena

Diário Conquistense

As mais recentes delações premiadas – muitas das quais fragilizaram bastante a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – acendeu a luz vermelha na esquerda brasileira e muitos teóricos como o teólogo Leonardo Boff, antes ferrenho defensor de Lula, parecem ter sido atingidos no coração pelas revelações de empresários como o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, e do todo-poderoso Emilio Odebrecht.

Em artigo publicado em sua página oficial, Boff avaliza uma minudente leitura do cenário político nacional, que avalia a Lava Jato, os delatores e dedica um parágrafo especial ao ex-companheiro, valendo-se de artigo da jornalista Carla Jiménez do jornal espanhol El Pais, que diz: “Lula, por outro lado, mais do que os crimes a que responde, feriu de golpe a esquerda no Brasil. Ajudou a segregá-la, a estigmatizar suas bandeiras sociais e contribuiu diretamente para o crescimento do que há de pior na direita brasileira. Se embebedou com o poder. Arvorou-se da defesa dos pobres como álibi para deixar tudo correr solto e deixou-se cegar. Martelou o discurso de ricos contra pobres, mas tinha seu bilionário de estimação. Nada contra essa amizade. Mas com que moral vai falar com seus eleitores?”

CORRUPTOS E CORRUPTORES – Em sua própria avaliação, diz o teólogo: “Seguramente a grande maioria concorda com o conteúdo e os termos desta catilinária contra corruptos e corruptores que tem caracterizado nos últimos tempos o Brasil. Formou-se entre nós, praticamente, uma sociedade de ladrões e de bandidos que assaltaram o país, deixando milhões de vítimas, gente humilde de povo, sem saúde, sem escola, sem casa, sem trabalho e sem espaços de encontro e lazer. E o pior, sem esperança de que esse rumo possa facilmente ser mudado. Mas tem que mudar e vai mudar. É crime demasiado. Nenhuma sociedade minimamente humana e honesta pode sobreviver com semelhante câncer que vai corroendo as forças vitais de um nação”.

Boff acrescenta que está equivocado quem parte da ideia de que ele fosse um defensor do PT.

“Enganam-se aqueles que eu, pelo fato de defender as políticas sociais que beneficiaram milhões de excluídos, realizadas pelos dois governos anteriores, do PT e de seus aliados, tenha defendido o partido. A mim não interessa o partido, mas a causa dos empobrecidos que constituem o eixo fundamental da Teologia da Libertação,  a opção pelos pobres contra a pobreza e pela justiça social, causa essa tão decididamente assumida pelo Papa Francisco”.

(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas e Valmor Stédile)

Resposta ao advogado de Lula

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Acusações de Zanin são desfeitas por Merval

Merval Pereira
O Globo

Recebi de Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente Lula, uma carta em que, além de considerações sobre a atuação do Grupo Globo, faz críticas ao meu trabalho e aponta o que seriam incorreções e mentiras da coluna publicada na sexta-feira com o título “Segredo de Polichinelo”.

As opiniões do advogado sobre minha atuação ou a do Grupo Globo não têm a menor importância, mas fatos que ele taxa de mentirosos ou distorcidos merecem uma contestação, que passo a fazer. Diz Cristiano Martins que o ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, em seu depoimento, admitiu que Lula jamais teve a chave ou usou o imóvel; jamais manteve qualquer pertence pessoal no local; jamais teve qualquer título de propriedade do apartamento, o que demonstraria que não é o proprietário do imóvel.

RAZÕES POLÍTICAS – Esqueceu-se o advogado de que Leo Pinheiro respondeu a perguntas sobre o tema de maneira bastante direta: não havia chave nem poderia haver objetos pessoais por que o apartamento estava em obras. E, a pedido do próprio ex-presidente, a transferência do título de propriedade não feita por questões políticas pois desde 2009, quando o Globo denunciou a existência do tríplex no Guarujá, Lula pediu sucessivamente para adiar a assinatura.

O advogado Cristiano Zanin diz ainda que Leo Pinheiro “negou quando perguntado se algum recursos utilizado no tal triplex era proveniente da Petrobras”. Quem se dispuser a ver o vídeo do depoimento do ex-presidente da OAS constatará, a partir do 1h57m de gravação, que a história é bem outra.

Leo Pinheiro realmente negou que a propina fosse da Petrobras, mas o fez de maneira irônica: “Quem paga propina é a contratada, não a contratante”. E relatou que a propina paga pela OAS ao PT e ao PP era proveniente de três obras da empreiteira para a Petrobras, entre elas a Refinaria Abreu e Lima, e foi paga num acerto de contas do equivalente a 1% da obra para cada partido. O dinheiro gasto no tríplex do Guarujá e também no sitio de Atibaia foi abatido dessa propina do PT, por autorização do próprio Lula.

PROPINA DA PETROBRAS – A certa altura Leo Pinheiro chega a afirmar claramente que houve “pagamento de propina da Petrobras”, o que não quer dizer que o dinheiro tenha sido pago pela estatal, mas que saiu das obras superfaturadas feitas por encomenda da Petrobras.

O advogado Cristiano Zanin Martins tem razão quando diz que atribui a ele um comentário feito por seu colega Roberto Batochio. Como no vídeo do depoimento não aparecem os rostos dos advogados, mas apenas as vozes, devo ter me confundido. Mas a crítica continua a mesma, pois ao afirmar que “se o apartamento é de Lula a empreiteira cometeu um crime ao dizer-se dona do apartamento”, e exigir uma ação do Juiz Sérgio Moro, o advogado admitiu o que a defesa de Lula nega. E como Cristiano Zanin garante que apóia a declaração de seu colega de defesa – que, aliás, parece estar deixando o caso -, a critica vai para ele também.

ATAQUES DIRETOS – O advogado de Lula diz ainda que eu fiz “ataques diretos e levianos” a ele e ao advogado Roberto Teixeira. Segundo ele, meu relato sobre a combinação de Alexandrino Alencar, executivo da empreiteira Odebrecht, e seu sogro, o advogado Roberto Teixeira, sobre notas frias para justificar as obras do sítio de Atibaia “jamais existiu e não tem amparo sequer na delação premiada do executivo da Odebrecht, que jamais fez referência a notas frias. Isto é criação sua, com a evidente intenção de caluniar o advogado Roberto Teixeira, ex-presidente da OAB/SBC e que tem uma história ilibada de 47 anos de advocacia”.

Quem quiser ter acesso ao vídeo com o depoimento de Alexandrino Alencar pode ir ao Youtube e fazer uma busca com o título “Obras no sítio de Atibaia tiveram notas fiscais forjadas”. Lá verá o próprio Alexandrino contando que em março de 2011 recebeu um telefonema de Teixeira pedindo que fosse até seu escritório porque estava preocupado em “formalizar” as obras realizadas no sítio Santa Bárbara.

DISSE O DELATOR – “Fui lá e ele estava preocupado, digamos, como é que poderia aparecer essa obra sem um vínculo com os proprietários do sítio. Então nós marcamos uma reunião uma semana, dez dias depois. Fui eu e o engenheiro [da Odebrecht] Emir conversar com ele. E ele estava preocupado, claramente preocupado”, disse Alencar.  “Aparece um pessoal de engenharia, construiu a coisa, foi embora. E essa conta, como é que aparece?”. Alexandrino Alencar disse então que o advogado Roberto Teixeira fez o pedido: “Ele falou: a obra terminou… a obra de Atibaia, o sítio de Atibaia, porque o sítio é do Fernando Bittar e nós precisamos, como se diz, formalizar a obra.”

A saída encontrada, segundo Alencar, foi emitir notas fiscais das obras, que haviam terminado dois meses antes. “Isso foi feito com notas fiscais através… que o Emir conseguiu falar com o Carlos Rodrigues Prado [empreiteiro subcontratado para a obra] para fazer uma nota fiscal mostrando que foi pago pelo Fernando Bittar”, disse Alencar.

Segundo Alencar, os documentos fiscais foram feitos de maneira a caberem no perfil econômico de Bittar: “Foi feito um escalonamento do pagamento para não ficar uma coisa muito cara que inviabilizasse, digamos, como é que o Fernando Bittar ia pagar toda a obra?”. O total da obra foi de R$ 1 milhão.

Se isso não é fazer “notas frias”, não sei o que é.

Papa Francisco demonstra preocupação com o abandono do povo brasileiro

Ilustração do site www.católicasfrases.com.br

Francisco Bendl

Em carta enviada ao presidente Michel Temer, o Papa Francisco afirmou que a crise que o Brasil enfrenta não é de fácil solução e fez uma reflexão sobre a situação social do Brasil. “Não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”.

Tenho um amigo, que também escreve para este blog e esteve recentemente em Israel. Nas suas andanças pela Terra Santa, foi a Jerusalém e visitou o Muro das Lamentações, um dos locais mais sagrados do Judaísmo, talvez o mais importante. Pois, respeitosamente, encostou-se nas pedras do que restou do Templo de Salomão, destruído, reconstruído e mais uma vez destruído, e rezou, em voz alta.

CLAMAR A DEUS – Um israelita então lhe perguntou se não queria diminuir o som da sua voz, pois orava com fervor, e teve como resposta que ele não era judeu, mas devia render homenagem ao local e clamar ao Deus da Humanidade mais paz!

Foi um gesto nobre, honrado, digno, que seria o mesmo se ele frequentasse uma Mesquita, um Templo Budista, o Santo Sepulcro ou um Terreiro de Umbanda!

Dito isso, é preciso destacar que o Papa Francisco agiu acertadamente ao extrapolar sua autoridade como apenas Chefe de Estado, porque, independente do presidente que comanda a nação cujo número de católicos prepondera sobre as demais religiões, o Santo Padre tem a obrigação de alertar quanto ao tratamento que suas ovelhas recebem dos proprietários da fazenda. E estes têm sido cruéis, sádicos, desumanos.

FALSOS DEMOCRATAS – Minha reverência ao Papa Francisco, e que ele continue advertindo aos falsos democratas, aos corruptos e desonestos mandatários. O povo é muito mais importante que as leis de mercado, muito mais significativo que os poderes carcomidos pelos desmandos e descalabros, porque no Brasil é preocupante a situação do povo carente, atingindo pelos problemas criados por presidentes incompetentes e desonestos.

A Igreja tem problemas e comete erros, claro, afinal das contas é constituída por seres humanos, mas isso não quer dizer que o Papa deve se calar quando se defronta com as terríveis injustiças que o povo brasileiro tem sido alvo.

Nocividade dos jogos eletrônicos e o boato da “Baleia Azul”, que induz ao suicídio

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Estes avisos na web são mais uma falsa notícia

Silvia Zanolla

A baleia é um animal conhecido por encantar crianças e adultos, possui simbologia marcante de liberdade e vitalidade. A cor azul representa tranquilidade, equilíbrio e saúde emocional.  Com esses adjetivos em relação à ideia de uma baleia azul, como explicar um jogo com este nome que leva seus jogadores ao processo de autoaniquilamento?

Pouco ou nada se sabe sobre esse assunto, confirmando que a internet pode ser um mundo assustador porque até certo ponto não é controlável; é universo desconhecido e sem fronteiras. Mesmo que seja apenas boato da internet, a repercussão por si causa assombro. Com certeza, sem uma análise profunda que envolve fatores sociais, culturais, psicológicos e econômicos, não chegaremos à resposta consistente.

Venho pesquisando a identificação de crianças com o jogo eletrônico há anos. Aprendi que a tecnologia do divertimento é ambígua: pode levar à formação de valores nobres, éticos e humanista, mas também a um processo de barbárie e autodestruiçãoa curto, médio ou longo prazo.

LADO SOMBRIO – Há um lado sombrio não apenas do videogame, mas das redes sociais em geral, em que se incentiva, entre outros comportamentos: pedofilia, anorexia e suicídio. Em 2010, com o apoio da Universidade Federal de Goiás e do CNPq, escrevi o livro “Videogame, Educação e Cultura”, fruto de pesquisas que se iniciaram em 1999, realizadas em 10 escolas públicas e privadas com crianças entre 9 e 11 anos.

Nesta pesquisa (em três etapas), investigamos, entre outros os temas: história e papel do jogo na sociedade; cultura de massa; violência virtual e simbólica; relação entre o computador e a infância; interação com redes sociais diversas; o papel da família, da escola e das mídias.

Descobri que definitivamente, não podemos ficar de braços cruzados enquanto é produzida livremente uma cultura nociva, insana e deformadora, que, no limite, literalmente deforma não apenas a mente de crianças e jovens, mas, aniquila sua vida. Não se trata de rotular os jogos em “bom ou mal”, mas de compreender que imagens e conteúdos culturais são elementos que formam mentalidades.

ATÉ EM ADULTOS – Entendo que o jogo eletrônico também influencia no comportamento das pessoas adultas, portanto, compõe o conjunto de fatores sociais que levam à formação de valores e atitudes. No caso específico das crianças, a identificação é mais preocupante devido ao fato que quanto menor, maior a dificuldade de diferenciar realidade da fantasia. Claro que esse conteúdo não é o único responsável por comportamentos desestruturados e violentos, mas, podem influenciar em maior ou menor medida dependendo do estado psicológico do jogador.

A identificação é simbólica. Quem joga, muito se envolve, geralmente não tem consciência do grau de influência.Há cerca de cinco anos a imprensa noticiou atos de violência pelas ruas, nos moldes do jogo “GTA – Grand Theft Auto” (em português: grande roubo de automóveis) um dos preferidos dos jovens. Embora proibido no Brasil e nos Estados Unidos para crianças e adolescentes é também um dos jogos mais vendidos do mundo, segundo o Portal Terra (2008). A lógica do GTA é a violência e o incentivo à criminalidade.

PAPEL DO JOGADOR – Segundo o Fórum Playstation (2009), seus personagens são diferentes de acordo com a versão do jogo, mas o papel do jogador é basicamente o mesmo em todas as versões: “presidiário, assassino, torturador, líder de gangue, ladrão etc”. “As ações variam, mas o personagem pode cumprir as missões que lhe chegam pelo celular, na maioria das vezes, ou sair pela cidade e fazer o que quiser: roubar carros, motos, caminhões; matar, atropelar, etc.”.

Para “zerar” o jogo, o jogador tem que cumprir todas as missões que lhe são oferecidas. Não bastasse isso, partir do ano de 2011, este jogo se supera no quesito produção de incentivo à violência. Surge o GTA 5 que aperfeiçoa a chamada violência gratuita, ou, aleatória.

Na prática, a vida imita a arte, e há cerca de 5 anos jovens começaram a agredir desenfreada e irracionalmente as pessoas em espaços públicos (sobretudo idosos), em praças, metrôs, calçadas, ruas, pontos de aglomeração. Há dados (não são boatos) na imprensa de que pessoas morreram ou foram hospitalizadas em estado grave (coma, desmaios etc.). Embora simulassem o comportamento de avatares/personagens, suas cenas de agressão à imagem do jogo GTA 5 eram reais (já se registrou esse tipo de violência também em Goiânia).

CULTURA AUTOFÁGICA – O problema não reside apenas a um ou outro jogo, embora o Baleia Azul tenha chamado a atenção pelo conteúdo de violência radical, que fatalmente atinge seu máximo. Há falta de preparo da sociedade em geral para lidar com essa cultura autofágica em termos formativos. Os jogos são elaborados como produtos de sedução para consumo – muitas vezes sem preocupação com o conteúdo educativo.

Detalhe: a indústria do videogame lucra mais do que a do cinema. O Brasil oscila entre segundo e terceiro do mundo neste consumo.  O Ministério da Justiça disponibiliza desde 2012 uma lista indicativa por faixa etária para consumo, porém, pouco divulgada e nada conhecida; praticamente não há fiscalização.

QUESTÃO EDUCACIONAL – Na pesquisa, a questão da dependência em relação ao computador e aos jogos foi abordada como sendo da ordem da educação ampla, da família e da saúde pública. Minhas pesquisas demonstraram que para vencer a batalha contra conteúdos nocivos e violentos da indústria do entretenimento é preciso esforço para acompanhar e orientar as atividades de jovens e crianças, não apenas pelos pais e pela escola, mas, pelo conjunto de autoridades competentes responsáveis por instituições sociais em geral: das mídias, legisladores, políticos, igrejas, associações, grupos econômicos de entretenimento (sobretudo produtores de jogos) e educadores.

Palocci, o elo que faltava, e seu estranho percurso

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(chargesbenett.wordpress.com)

Clóvis Rossi
Folha

A oferta de Antônio Palocci ao juiz Sergio Moro de apresentar “nomes, endereços e operações realizadas” que, segundo o próprio Palocci, interessam à Lava Jato é a oportunidade para encaixar o elo que falta na imensa corrente de corrupção montada no país. É sabido que esquemas mafiosos, como o que as construtoras armaram com seus asseclas do mundo político, geralmente só são desmontados a partir do momento em que solta a voz alguém de dentro.

Foi o que aconteceu com os executivos da Odebrecht e de outras construtoras e com ex-diretores da Petrobras. Faltava o elo final: a delação de alguém, como Palocci, que esteve no governo e era figura chave no partido que deteve o poder de 2003 a 2016.

CONFISSÃO DE CULPA – De certa forma, a oferta do ex-ministro ao juiz Moro já é uma confissão de culpa. Se ele sabe de “nomes, endereços e operações realizadas” de interesse da investigação, é porque participou dos trambiques.

Aliás, a fala de Palocci contradiz frontalmente a carga que fazem os petistas e alguns aliados contra a Lava Jato, acusada de abuso de autoridade. Palocci disse, ao fim do depoimento, que contaria o que sabe porque a Lava Jato faz bem ao país. Se é assim, não há abuso mas uma investigação que dá resultados.

O que me intriga no caso Palocci é os motivos que o levaram a envolver-se nos atos que agora se dispõe a dar a público. O que levou um jovem trotskista a, primeiro, aderir ao neoliberalismo e, depois, à lama que está vindo à tona?

RELAÇÕES DIRETAS – Tivemos um relacionamento bastante cordial durante seu período como coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002 (depois da morte ainda cercada de sombras de Celso Daniel), e depois como ministro da Fazenda. Foi ele, aliás, quem me procurou primeiro, quando o normal é que repórteres tomem a iniciativa de fazer contato com fontes de informação.

Nossas muitas conversas nesses dois períodos foram igualmente fora do padrão (do meu padrão, pelo menos): eram verdadeiras discussões sobre política econômica, quando, em geral, eu me limito a fazer perguntas, ouvir respostas, eventualmente reperguntar, mas não debater com o interlocutor.

Com Palocci, uma vez, numa das indefectíveis sessões de pergunta e resposta (pingue-pongue no jargão jornalístico) para o balanço do ano (2004 ou 2005, já não me lembro), tivemos um bate-boca sobre o calote dado pela Argentina na sua dívida.

IMBUÍDO DA MISSÃO? – Pareceu-me, sempre, um médico (sua profissão original) do interior (Ribeirão Preto) transformado em homem público e imbuído da missão de trazer a política de seu partido de toda a vida (o PT) da esquerda para o liberalismo.

Se ele ainda continuasse revolucionário, como todo trotskista deve ser, eu até entenderia: inviabilizada a revolução no Brasil, fica a tentação de enriquecer, quaisquer que sejam os meios empregados. Mas, tendo se convertido à moderação, a ambição de enriquecer poderia ter se moderado igualmente, até porque, como político e consultor, acabaria enriquecendo de qualquer forma, talvez mais lentamente.

Tudo somado, eu gostaria de conversar com ele em Curitiba, não só para saber nomes e operações que ele se dispõe a delatar mas para viajar à cabeça de um homem público transviado.

Mobilização pró-Lula em Curitiba pode começar antes, no Dia do Trabalho

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Rui Pimenta, do PCO, é o organizador do protesto

Fábio Schaffner
Zero Hora

Recepcionado no aeroporto por uma multidão barulhenta, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é conduzido pelas ruas de Curitiba até o prédio da Justiça Federal, onde pela primeira vez ficará frente a frente com o juiz Sergio Moro. Do lado de fora, 50 mil militantes aguardam o fim da audiência entoando palavras de apoio ao petista e contra a Lava-Jato. Nos últimos dias, esse cenário vem sendo idealizado por dirigentes do PT, de partidos aliados e movimentos sociais.

A ação, batizada de Ocupa Curitiba, é planejada para 3 de maio, quando Lula for interrogado no processo em que é acusado de ser o “comandante máximo” do esquema de corrupção da Petrobras, no qual teria recebido R$ 3,7 milhões em propina da OAS. Das cinco ações penais nas quais Lula é réu, este é o processo mais avançado.

FRENTE BRASIL POPULAR – A recepção a Lula em Curitiba está sendo liderada pela Frente Brasil Popular, movimento que abriga 68 organizações de esquerda. O autor da iniciativa é um militante que foi expurgado pelo PT. Presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta foi expulso da legenda em 1995 e, desde então, tornou-se crítico feroz dos ex-colegas. Agora, surge como um dos mais aguerridos defensores de Lula, diante do avanço da Lava-Jato. Em vídeo publicado na internet, Pimenta chama Moro de vigarista e diz que a eventual prisão do petista seria a “largada para um ataque generalizado ao movimento operário popular e de esquerda”.

“Nossa palavra de ordem: organizar caravanas de todo o país, um ato monstro em Curitiba. As pessoas devem cercar o Lula, ele deve ter 50, 60, cem mil guarda-costas e ninguém pode chegar perto dele. A palavra de ordem tem de ser: “não vai prender!” — diz Pimenta no vídeo.

NO DIA 1º – No PT, cresce a ideia de realizar uma série de mobilizações em Curitiba. Alguns dirigentes querem que Lula chegue à cidade em 1º de maio, para um grande ato pelo Dia do Trabalho. No dia seguinte, ele participaria de encontro com juristas críticos à Lava-Jato e de vigília na Praça Santos Andrade, a quatro quilômetros da Justiça Federal.

A meta é reunir sindicalistas, operários, sem-terra e demais ativistas de esquerda numa demonstração de força em apoio ao ex-presidente.

“É uma ação de um conjunto de movimentos sociais do país todo, inclusive entidades que não são do campo do PT, mas que entendem que a Lava-Jato se tornou ferramenta de perseguição política. Não é um ato de candidatura, nem tem relação com a eleição de 2018, mas sim contra os abusos da Lava-Jato” — afirma Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

OBSTRUÇÃO JUDICIAL – Segundo a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná, Regina Cruz, quase todos os dias a entidade recebe telefonemas de pessoas querendo informações de como será a mobilização. Regina procura um local para montar um acampamento, mas é contra a ida de militantes para a frente do prédio da Justiça Federal. Além do risco de confronto com apoiadores de Moro, Regina alerta para eventuais acusações de obstrução judicial:

“Creio que o melhor é todo mundo ficar esperando o Lula na Praça Santos Andrade. Ele depõe acompanhado dos advogados e depois vem até nós para falar ao povo”, sugere.

A Polícia Militar do Paraná estuda a adoção de esquema especial de segurança para o depoimento.

Uma criança perdida no Jardim do Éden, na visão do poeta

Imagem relacionadaPaulo Peres
Site Poemas & Canções
O advogado, administrador de empresas e poeta carioca Evanir José Ribeiro da Fonseca recorda sua infância naquele espaço destinado à cultivação e apreciação de plantas, flores e outras formas de natureza, local
que ele batizou de “Jardim do Éden”, da história judaico-cristã.

JARDIM DO ÉDEN
Evanir Fonseca

Na frente de minha casa tinha um jardim,
as flores nele cultivadas eram tão variadas
que pareciam travar uma grande batalha,
entre cores e perfumes que extasiavam as borboletas
que voavam, numa ida e volta, frenéticas,
como se escolhessem as mais saborosas ou sedosas.

Na frente de minha casa tinha um jardim,
que eu, um garoto desbravador, perdia-me
por entre os galhos espinhosos das roseiras
e folhas imensas de tinhorão e murtas
que floriam lilases, brancas e mescladas
como se fossem várias em uma só enxertadas.

No jardim da minha casa, tinha caminhos feitos de cimento,
que nos garantiam acesso a todas as plantas,
inclusive a uma “dama da noite”, peculiar no florir
pois abria no anoitecer e fechava-se no amanhecer,
seu perfume, imperativo, exalava tomando toda atmosfera
que, ao entorno dela, pareciam inexistir rosas
que como envergonhadas, encantadas e inanimadas,
descansavam, ou dormiam, talvez enfeitiçadas diante
da sobrevida que passava a imperar
no encantado “jardim da minha casa”!

Só pleno emprego resolveria o problema financeiro da Previdência Social

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Charge do Mariano (Charge Online)

Pedro do Coutto

Diante de dificuldades que surgiram para aprovar o projeto de emenda constitucional da reforma da Previdência Social o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, adiou por mais uma semana a votação prevista para o final de abril. Reportagem sobre este fato, assinada por Carolina Jungblut, Geralda Doca e Henrique Gomes Batista, foi publicada na edição de sábado de O Globo. As dificuldades surgiram de dúvidas e resistências em torno da matéria, na realidade extremamente complexas. O governo assim ganha mais tempo para seu projeto de sedução de parlamentares que discordam do conteúdo da proposição.

Fenômeno natural, uma vez que a restrição a direitos em vigor reflete por sua vez a insatisfação de uma série de categorias profissionais. Na realidade, reduzir o desequilíbrio financeiro que atinge o INSS, principalmente a curto prazo, não pode ser obtido com cortes e sim com a queda dos níveis de desemprego hoje existentes no país.

CÁLCULO SIMPLES – A questão no fundo é mais simples do que possa parecer. Afinal de contas a Previdência Social arrecada sobre as folhas de salário. Os trabalhadores recolhem 11% até o limite de 5.500 reais mensais. As empresas devem contribuir com 20% dos vencimentos pagos, sem limite. Assim por exemplo um empregado que receba por mês 10.000 reais recolherá 605 reais, mas seu empregador terá que contribuir com 2.000 reais. Relativamente aos servidores públicos as regras são diferentes. Variam de estado para estado. Porém o mesmo se aplica quanto ao nível de emprego.

Além desses aspectos, existe o problema da sonegação que acarreta perdas de receita bilionárias através do tempo. E há outro fato a ser ressaltado na questão previdenciária: qualquer diminuição no valor das aposentadorias só pode influenciar de forma ponderável através do tempo. No caso do quase pleno emprego, levando-se em conta o índice de 5% de desempregados, as consequências serão imediatas para a arrecadação.

TRABALHADOR RURAL – No caso brasileiro, há que se considerar também o peso do déficit previdenciário existente no meio agrário. Os trabalhadores têm direito a aposentadoria, o que é justo, porém não contribuíram para a receita, inclusive por culpa do governo que nunca conseguiu fiscalizar com exatidão as relações de trabalho no meio rural. Os trabalhadores por conta própria, por exemplo, não contribuem para o INSS.

O desequilíbrio das contas previdenciárias é também resultante do trabalho exercido de forma extra legal. Este, no seu conjunto é o panorama geral da Previdência do Brasil, não se levando em conta também as dívidas das empresas particulares para com o INSS. Não fossem essas as distorções, o quadro seria outro. Fica aqui a pergunta: por que o projeto do governo não se refere à cobrança das dívidas?

O passado do fracasso ou o futuro da frustração?

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Charge sem autoria (Arquivo Google)

Carlos Chagas

Destinam-se ao fracasso a greve geral marcada  pelas centrais sindicais no próximo dia 28 e a manifestação em favor do Lula, que o PT pretende realizar em Curitiba a 3 de maio. Não que os trabalhadores estejam satisfeitos com o governo Michel Temer, muito pelo contrário. Da mesma forma, os companheiros sabem que seu partido anda na baixa e dificilmente sensibilizarão a capital do Paraná numa quarta-feira.

Pode até ser que os fatos desmintam as previsões, mas a verdade é que o Brasil de verdade faz tempo desligou-se do Brasil de mentirinha. Os 13 milhões de desempregados não podem fazer greve, enquanto ao PT, posto em frangalhos, falta motivação para antecipar a sucessão presidencial de 2018.

Mais do que indignar-se diante das delações que se sucedem todos os dias, o povão dedica profundo desprezo às informações sobre a corrupção que nos assola. Não parece disposto a se deixar influenciar pelos que sustentam a volta ao passado ou os que programam um futuro ainda pior.

Numa palavra, a nação rejeita as reformas fajutas do governo Michel Temer tanto quanto dá as costas aos que falharam na tentativa de mudá-la. O povão não irá às ruas, nem para exaltar o modelo que não deu certo, nem para apoiar as elites que pretendem aumentar seus privilégios e suas benesses.

Vale repetir, a vida é sempre mais fascinante do que a ficção: quem garante que não prevalecerá o passado do fracasso ou o futuro da frustração? Ou, numa terceira hipótese, que continuará tudo como está?

 

Delcídio e empresários omitiram ilegalidades e podem perder a delação premiada

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Deu em O Tempo

A Procuradoria Geral da República (PGR) analisa a possibilidade de romper o acordo de colaboração premiada do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS) homologado em 2016. O revés para o ex-parlamentar é uma consequência das revelações dos ex-executivos Benedicto Júnior e Rogério Santos de Araújo, da Odebrecht, sobre repasses para campanhas eleitorais em contrapartida à atuação dele em casos de interesse da empreiteira.

Além do acordo de Delcídio, outras delações deverão ser reavaliadas pelo Ministério Público por causa das revelações da Odebrecht. O ex-gerente de Engenharia da Petrobrás Pedro Barusco é outro que está na mira por conta das revelações do ex-executivo da Odebrecht Rogério Araújo. Segundo o delator, Barusco teria solicitado que ele guardasse em sua casa 24 garrafas de vinho de primeira categoria logo após o início da Operação Lava Jato. A informação não foi levada ao conhecimento dos investigadores à época da assinatura do seu acordo.

REVER OS ACORDOS – Entre as empreiteiras, ao menos a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa já se preparam para rever seus acordos depois das delações da Odebrecht. As duas empresas assinaram seus acordos e deixaram de fora informações sobre algumas áreas agora delatadas pela empreiteira baiana. Também nesses casos a “punição” pela omissão pode ir de uma revisão das penas até o rompimento do acordo. O procedimento tem sido chamado de recall e deve levar ao surgimento de novos delatores e outras frentes de investigação.

No caso de Delcídio, ele teve seu acordo de delação homologado em 15 de março de 2016 pelo ministro do STF Teori Zavascki, morto em janeiro em acidente aéreo. Delcídio decidiu colaborar com a Justiça após ser preso com base em gravação feita pelo filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró. O ator Bernardo Cerveró gravou uma conversa com Delcídio na qual o senador cassado fala da intenção em ajudar na fuga de seu pai para a Espanha e sugere uma possível articulação entre ministros do STF para tentar soltar o ex-diretor.

FATO NOVOS – Com o surgimento de novos fatos, a PGR vai decidir se as omissões podem ser corrigidas com o aditamento em condições mais duras ou se resultará na rescisão do acordo. O advogado Antônio Figueiredo Basto, responsável pela defesa de Delcídio, disse que não comentará a colaboração da Odebrecht.

Em seu acordo, Delcídio foi taxativo ao afirmar que não recebeu qualquer valor em propina atrelada à Refinaria de Pasadena (EUA) e que nunca participou de reuniões sobre a obra.

Por sua vez, Rogério Araújo, ex-diretor da Odebrecht, relatou aos investigadores que o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque falou de uma reunião, em 2006, na qual a UTC Engenharia se comprometeu a pagar R$ 4 milhões a Delcídio, tendo como contrapartida a participação da empresa na obra de ampliação da refinaria nos EUA.

GASODUTO – Araújo também abordou em sua delação um pedido de Cerveró, em 2010, para pagamento de contribuição à campanha de Delcídio como contrapartida a “eventual aprovação de projeto de gasoduto” a ser realizado por uma empresa da Petrobrás na Argentina. Delcídio não cita esses fatos de forma direta, apenas aponta ter pedido ajuda a Duque e Cerveró para pagar dívidas de campanha de 2006.

Benedicto Júnior, ex-presidente da construtora Norberto Odebrecht, também citou repasses a ele. Delcídio não citou esses recebimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEstava demorando, mas já era previsto que acontecesse. Na delação, conta-se apenas o mínimo necessário. Mas a fila anda e a verdade completa acaba aparecendo. Muitas delações serão canceladas, podem apostar. (C.N.)

Advogado José Roberto Batochio deve deixar defesas de Palocci, Lula e Mantega

 

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Delação de Palocci deixa Batochio em má situação

Mônica Bergamo
Folha

O advogado José Roberto Batochio deve deixar a defesa do ex-presidente Lula. E também as dos ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega. Ele advoga para os dois petistas na Operação Lava Jato. De acordo com pessoas do círculo íntimo de Batochio, ele enfrenta um dilema ético diante da conduta adotada em décadas de advocacia: por um lado, sempre disse execrar o instituto da delação premiada. Como Palocci já negocia a colaboração com o Ministério Público Federal, ele não teria como permanecer no caso.

MEMÓRIA – Permanecer na defesa de Lula traria um outro problema. Como é provável que Palocci, para efetivar a delação, mire seu canhão no peito do ex-presidente, Batochio seria obrigado a confrontá-lo, classificando todas as eventuais declarações do ex-ministro como mentirosas. O problema é que ele advogou para Palocci por dez anos, absolvendo-o em uma dezena de processos. E não teria como, agora, voltar-se contra ele nos tribunais.

Se Batochio deixar mesmo a defesa de Lula, será a segunda baixa na equipe de advogados do ex-presidente. Em março, o criminalista Juarez Cirino dos Santos deixou o caso.

Batochio também advoga para Guido Mantega em outros processos. Na Lava Jato, no entanto, o ex-ministro da Fazenda passará a ser representado por outro criminalista.

No atual estágio das investigações, portanto, cada petista seguirá caminhos diferentes e possivelmente divergentes de defesa.

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NOTA DE REDAÇÃO DO BLOG A excelente jornalista Mônica Bergamo esqueceu uma outra importante baixa na defesa de Lula – a saída do criminalista Nilo Batista, ex-governador do Rio de Janeiro (era vice de Leonel Brizola. Nilo estava defendendo Lula de graça, mas acabou saindo por incompatibilidade, quando a imprensa revelou que ele havia recebido R$ 8 milhões defendendo a Petrobras no governo Lula. Pode-se dizer que Lula está sem praticamente sem advogados, porque o principal deles, seu compadre Roberto Teixeira, também é réu na Lava Jato e vai depor dia 8 perante o juiz Moro, e o jovem advogado Cristiano Zanin, genro de Teixeira, é muito dedicado, mas não tem a experiência necessária para intervir em processo de tamanha complexidade. (C.N.)

A escolha imoral da Imprensa, na guerra urbana entre bandidos e policiais no Rio

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54 PMs foram mortos este ano no Rio de Janeiro

Roberto Motta
Blog Medium.com

A imprensa sabe tudo e entende de tudo. Ela já julgou e condenou os policiais da Pedreira. Agora debocha do juiz e da promotora que atuam no caso. A imprensa não sabe, ou finge que não sabe, que vivemos uma guerra. A imprensa esqueceu os métodos dos traficantes — os mesmos que assassinaram Tim Lopes da forma mais cruel possível.

A brava imprensa não entende que um bandido ferido que tenta alcançar a sua arma não tem outra intenção que não a de matar o policial. E que esse policial não tem outra alternativa a não ser impedir, de qualquer forma, que o bandido faça isso.

Quando o policial baixa sua guarda, ainda que por um só segundo, o policial morre. Esse ano já foram assassinados 54 policiais no Rio de Janeiro. Quantos morreram porque hesitaram uma fração de segundo em se defender, com medo de serem crucificados pela imprensa e pelos ativistas de extrema esquerda ?

DIREITOS HUMANOS? – Na guerra urbana do Brasil, onde a vida do policial e a do cidadão não valem uma folha de jornal velho, a imprensa quer que nossos policiais retribuam com flores a selvageria dos criminosos.

A imprensa, seus “especialistas” em segurança pública — os mesmos de sempre: Ignácio Cano, Julita Lemgruber, Samara Bueno — e os políticos de extrema esquerda — alguém falou Marcelo Freixo ? — têm uma única e imoral preocupação: o bem-estar e os direitos das bestas-feras do crime.

Eles já esqueceram do policial militar Renato César Jorge, de 47 anos, executado em plena luz do dia em frente à UERJ, apenas por ser policial, há 3 semanas. Eles já esqueceram de Miguel Ayoub Zakhour, o jovem de 19 anos que foi morto por bandidos a 300 metros do Palácio Guanabara, há poucos dias. Eles já esqueceram de João Hélio, o menino de 6 anos que foi arrastado no asfalto até morrer, sacrificado no altar do politicamente correto em nome do direito dos criminosos de continuar matando impunemente.

POLICIAIS HERÓIS – A imprensa sabe de tudo, mas não entende de nada. Nossos policiais militares são heróis. Eles fazem milagres com a carência de recursos e equipamentos a que são submetidos.

Eles representam uma reserva de moral, honra e disciplina no momento em que o país e o estado do Rio afundam na lama. Eles arriscam suas vidas diariamente em situações e locais onde o mais bravo jornalista não ousa entrar. É isso que “as ruas” têm a dizer ao jornalismo marrom: a polícia é a última barreira entre a sociedade e a selvageria, e dessa barreira jamais abriremos mão.

Fiquem com os bandidos. A sociedade ficará com a polícia, agora e sempre. Todo o apoio à Polícia Militar do Rio de Janeiro. Todo o apoio ao juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira e à promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho.

                      (artigo enviado pelo advogado João Amaury Belém)

“Brahma” é Lula, disse Léo Pinheiro, confirmando o codinome do ex-presidente

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Charge do Kacio (kacio.art.br)

Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão

O empreiteiro José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS, confirmou ao juiz federal Sérgio Moro que o codinome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era ‘Brahma’. Segundo o empresário, a alcunha era usada na comunicação entre os executivos para ‘não expor as figuras públicas’. Durante o interrogatório a que foi submetido nesta quinta-feira, 20, o empreiteiro foi questionado por Moro sobre uma mensagem que apontava a expressão ‘Brahma’.

“Essa expressão se referia ao ex-presidente Lula, por causa de uma propaganda que existia que a Brahma é a número 1”, afirmou.

Moro quis saber por que não usavam o nome de Lula. “Para não expor as figuras públicas e nós tínhamos como prática”, relatou.

MENSAGENS – A investigação da Lava Jato interceptou mensagens trocadas pelo executivo da OAS. Numa das conversas entre Léo Pinheiro e um executivo da empreiteira eles dizem que “Brahma poderia fazer uma palestra no dia 26/11” sobre o tema Brasil/Chile. Na mesma data, a agenda de Lula marcava um evento em Santiago, no Chile.

Léo Pinheiro foi interrogado em ação penal sobre supostas propinas a Lula. A denúncia do Ministério Público Federal, no Paraná, sustenta que o petista recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.

As acusações contra Lula são relativas ao recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio de um triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, de 2011 a 2016.

DEFESA DE LULA – O advogado Cristiano Zanin Martins, um dos defensores de Lula, distribuiu uma nota à imprensa, para contestar o depoimento do empresário.

“Léo Pinheiro no lugar de se defender em seu interrogatório, hoje, na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, contou uma versão acordada com o MPF como pressuposto para aceitação de uma delação premiada que poderá tirá-lo da prisão. Ele foi claramente incumbido de criar uma narrativa que sustentasse ser Lula o proprietário do chamado triplex do Guarujá. É a palavra dele contra o depoimento de 73 testemunhas, inclusive funcionários da OAS, negando ser Lula o dono do imóvel”, diz o advogado.

Um padre com cheiro de ovelha, o padre Cícero Romão Batista

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Ilustração do Duke (O Tempo)

Leonardo Boff
O Tempo

Dos dias 20 a 24 de março último, realizou-se em Juazeiro do Norte, no Ceará, o 5º Simpósio Internacional Padre Cícero com o tema “Reconciliação… e agora?”. Fiquei admirado pelo alto nível das exposições e das discussões, com a presença de pesquisadores nacionais e estrangeiros. Tratava-se da reconciliação da Igreja com o padre Cícero, que sofreu pesadas penas canônicas sem jamais queixar-se, num profundo respeito às autoridades eclesiásticas, e com os milhares de romeiros que o consideram um santo.

Indiscutivelmente, padre Cícero Romão Batista (1844-1934) é uma figura polêmica. Porém, as críticas vão diluindo-se para dar lugar àquilo que o papa Francisco, por meio do secretário de Estado cardeal Pietro Parolin, numa carta ao bispo local, dom Fernando Panico, diz: no contexto da nova evangelização e da opção pelas periferias existenciais, a “atitude do padre Cícero em acolher a todos, especialmente os pobres e sofredores, aconselhando-os e abençoando-os, constitui, sem dúvida, um sinal importante e atual”.

A FÉ DO POVO – Padre Cícero corporifica o tipo de padre adequado à fé de nosso povo, especialmente nordestino. Existe o padre da instituição paróquia, classicamente centrada no padre, nos sacramentos e na transmissão da doutrina pela catequese. É um tipo de Igreja com parca incidência social em termos de justiça e defesa dos direitos humanos, especialmente dos pobres.

Entre nós surgiu outro tipo, com o padre Ibiapina (1806-1883), que foi magistrado e deputado federal, tendo abandonado tudo para, como sacerdote, colocar-se a serviço dos pobres nordestinos, como padre Cícero, frei Damião e padre José Comblin, entre outros. Eles inauguraram outro tipo de ação religiosa junto ao povo. Não negam os sacramentos, porém mais importante é acompanhar o povo, defender seus direitos, criar por toda parte escolas e centros de caridade. Esse é o tipo de padre adequado a nossa realidade e que o povo aprecia e necessita.

MANDAMENTOS ECOLÓGICOS – Esse era também o método de padre Cícero, que se desdobrava em três vertentes: primeiro, conviver diretamente com o povo; em seguida, visitar todas as casas dos sítios; e, por fim, orientar e aconselhar a população nas pregações e novenas. Ao anoitecer, ele reunia as pessoas diante de sua casa, distribuía bons conselhos e encaminhava o povo para o aprendizado de todo tipo de ofícios para se tornarem independentes. Nesse contexto, padre Cícero se antecipou ao nosso discurso ecológico com seus dez mandamentos ambientais, válidos até os dias de hoje (“não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau” etc.).

O padre Comblin, eminente teólogo, devoto de padre Cícero, escreveu com acerto: “O padre Cícero adotou amorosamente os pobres e advogou a causa dos nordestinos oprimidos, dedicando-lhes incansavelmente 62 anos de vida. E o povo pobre o reconheceu, o defendeu e o consagrou, continuando a expressar-lhe seu devotamento, porque viu e vê nele o Pai dos Pobres”.

CHEIRO DE OVELHA – Repetidas vezes enfatiza o papa Francisco que o padre “deve ter cheiro de ovelha”, quer dizer, alguém que está no meio de seu “rebanho” e caminha com ele. Cito um texto emblemático, proferido ao episcopado italiano no dia 16 de maio de 2016, que diz: “O padre não pode ser burocrático, mas alguém que é capaz de sair de si mesmo, caminhando com o coração e o ritmo dos pobres”.

Essas e outras qualidades foram vividas profundamente por padre Cícero, tido como o Grande Patriarca do Nordeste, o Padrinho Universal, o intercessor junto a Deus em todos os problemas da vida, o santo cuja intercessão nunca falha. Os romeiros e os devotos sabem disso. E nós secundamos essa convicção.

Lava Jato já recebeu os milhares de documentos que Odebrecht arquivou na Suíça

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Deu no Estadão

Uma cópia do servidor com 2 milhões de páginas de documentos, e-mails e provas de transações bancárias das atividades suspeitas da Odebrecht já está em Brasília. Os dados guardados pela construtora na Suíça passam atualmente por uma “preparação” para que possam ser usados pelos procuradores da Operação Lava Jato e pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O conteúdo é tratado pelos procuradores da força-tarefa como uma espécie de “caixa-preta da República” de todos os pagamentos de propinas pela construtora pelo mundo. Entre as informações contidas no servidor estão, segundo os delatores e investigadores, os registros de pagamentos para a campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2010.

COMPROVANTES – Os dados vão ajudar no cruzamento de informações com os inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados às delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

A expectativa da Procuradoria-Geral da República (PGR) é de obter comprovantes de pagamentos, tabelas de transferências e extratos bancários. As defesas de políticos investigados têm minimizado o conteúdo das acusações.

Até agora, há registro de mil relações bancárias ligadas à Odebrecht em contas na Suíça, com o bloqueio de US$ 1 bilhão. Pelas movimentações da construtora, US$ 635 milhões passaram pelas contas secretas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Vai para o espaço a vã esperança dos principais políticos envolvidos. Eles achavam que poderiam escapar por falta de provas materiais sobre o recebimento de propinas, que a Odebrecht pagava de duas formas – em dinheiro vivo e em depósitos no exterior. Os peixes maiores, entre os quais estão os mais importantes políticos tucanos, recebiam em contas no exterior. Portanto, apenas os peixes pequenos é que ainda têm alguma chance de escapar por falta de provas. (C.N.)

Lula tinha recursos para comprar o sítio e o tríplex, mas preferiu ganhar de presente

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Charge do Alpino (Arquivo Google)

Willy Sandoval

Recentemente, Lula voltou a falar que duvida que haja algum empresário no Brasil, “preso ou livre”, capaz de dizer que “o presidente Lula pediu cinco centavos ou dez centavos para ele”. Por incrível que pareça, nessa frase o criador do PT está falando verdade. Desde quando ele iria pedir cinco ou dez centavos? Qualquer conversinha começava nas casas dos milhões. Por isso, é bobagem dizer que os salários de torneiro-mecânico e depois, de presidente da República por oito anos, além das duas aposentadorias, não bastariam para justificar um patrimônio do valor apresentado pelo Lula

O que Lula ganhou como presidente da República, com todas as mordomias e cartão corporativo, além dos rendimentos das supostas palestras, é claro que isso seria mais do que suficiente para comprar o sítio e o tríplex. Mas por razões demagógicas – eu diria mais ainda, até psicopáticas – e pessimamente assessorado em termos contábeis financeiros, Lula optou por esconder esses ativos. Foi estupidez pura. Tem mais é que pagar o preço por isso.

MAFIOSOS? – Chamar de mafiosos a esses quadrilheiros políticos chega a ser uma ofensa às organizações criminosas da Itália. Até mesmo porque, entre os bandidos da mais que centenária Máfia/Cosa Nostra, há verdadeiros códigos de honra. Um deles é a Omertá, a regra de silêncio absoluto.

Nem isso nossos políticos canalhas conseguiram estabelecer. Muito pelo contrário, fizeram votar e a anta presidanta sancionou em 2013 essa Lei da Delação Premiada que agora está sendo a desgraça de todos, a começar pelos empreiteiros. Isso porque, na cabeça deles, sempre houve o pensamento de que leis são para serem cumpridas somente pelos otários, imbecis, eleitores e pagadores de tributos. A lei nunca foi feita para ser cumprida por eles. Mas tudo indica que isso finalmente está mudando. Espero que 2018 confirme essa transformação dos costumes políticos.