Manuela D´Ávila pode retirar candidatura para facilitar a união das esquerdas

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Manuela tem chance de chegar ao governo gaúcho

 


Germano Oliveira e Tábata Viapiana
Revista IstoÉ

A deputada estadual pelo PCdoB do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, de 36 anos, é a mais jovem candidata à presidência da República. Mas essa sempre foi uma constante em sua vida. Começou a militar politicamente no movimento estudantil ainda aos 16 anos e, de lá para cá, não parou mais. Filiou-se ao PCdoB com 21 anos e logo aos 23 se elegeu como a mais nova vereadora da história de Porto Alegre. Ainda disputou a prefeitura da capital por duas vezes (em 2008 e 2012). Em 2012, já eleita deputada federal, chegou a ficar à frente nas pesquisas, mas em setembro foi ultrapassada por José Fortunati (MDB), que se elegeu ainda no primeiro turno. O importante para ela é a defesa de suas bandeiras. Para demonstrar seu desapego, Manuela até admite abrir mão da corrida ao Planalto. “Se a minha candidatura é óbice à união das esquerdas, eu a retiro”, afirma.

Qual a sua opinião sobre a Lei da Ficha Limpa? Em que momento a lei deve começar a valer?
Mas essa questão já não está colocada, que é a partir de uma condenação em segunda instância? Temos que debater no Brasil se as decisões valem em segunda instância ou ao término de todas as instâncias. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal adotou um entendimento para outro conjunto de questões. Então acho que é a hora de a gente debater do ponto de vista da legislação mesmo. Como deputada, votei pela Ficha Limpa.

Seu partido historicamente sempre apoiou o PT. Por que nesta eleição deixou de apoiá-lo?
Não é que vamos deixar de apoiar o PT porque eu sou candidata, mas sim pelas razões pelas quais sou candidata. Nós acreditamos numa candidatura do PCdoB e fizemos esse debate no ano passado. Portanto, antes da prisão do Lula. Acreditamos que a crise econômica e o impeachment sem crime de responsabilidade abrem um novo ciclo para o Brasil e que nós precisamos transformar essa eleição em um debate de alternativas para superar a crise.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que a senhora poderia desistir da candidatura para apoiar Ciro Gomes e que a senhora concorreria ao governo do Rio Grande do Sul. Isso é possível?
A minha candidatura não é óbice para a unidade da esquerda. Se eu retirar minha candidatura hoje, o campo progressista, desenvolvimentista, estará unido? Os outros três candidatos teriam essa disposição? Eu teria. Se a minha candidatura é o óbice para a união da esquerda, então não há mais óbice. A virtual retirada da minha candidatura não resolveria o problema da unidade de um campo político. Nos retirando, apresentamos uma solução para a unidade da esquerda brasileira? Não. Hoje, vocês me verão como candidata à Presidência. Jamais descartarei o Rio Grande do Sul, que é o estado que me fez deputada e vereadora. O fato é que, mesmo muito bem posicionada nas pesquisas para o governo do Estado, houve interpretação do meu partido de que o debate para saídas da crise nacional tem impacto na situação dos estados.

Quase metade do eleitorado declara voto branco ou nulo. Como reverter o descrédito da população na classe política?
É um dos grandes debates dessa eleição. Eu, aos 16 anos, tomei a decisão de me filiar a um partido político para transformar a realidade do nosso país. Percebi que não havia outra saída para o País a não ser transformar a nossa realidade. E essa saída seria através da minha participação política. Sou a prova de que é possível fazer uma política que transforma.

Quais reformas são as mais importantes?
Será o conjunto de reformas que eu defendo e que recomponham a capacidade de investimento público a partir de uma reforma tributária, que taxe os multimilionários, que cobre impostos sobre fortunas ou heranças, ou será a partir hipoteticamente da reforma da Previdência do Temer? Como seria o Brasil governado por mim? O Brasil buscaria construir um caminho próprio, seria livre para se desenvolver enquanto nação. Serei uma presidenta obcecada em combater a desigualdade.

Em que ponto a esquerda erra ao não tentar combater o discurso que permite a ascensão da direita?
O tema da intervenção militar decorre da ausência de legitimidade e autoridade do governo Temer. Diante de um quadro de insegurança geral, de 25 milhões de desempregados ou sub-ocupados, as pessoas querem uma autoridade. Espero que todos os democratas pensem nisso, porque o oportunismo eleitoral da direita brasileira fez com que muitos flertassem com soluções autoritárias, como se liberais brasileiros tivessem sido picados por uma espécie de mosquinha do fascismo. Isso já nos custou mais de 20 anos de ditadura militar.

Tudo em Família! Preso, o ex-secretário do Ministério entrega o próprio primo…

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Arantes, líder do PTB, nomeou os sobrinhos corruptos

 


Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Número 2 do Ministério do Trabalho até ser preso na Operação Registro Espúrio, na semana passada, Leonardo Arantes se disse inocente, mas comprometeu o primo Rogério Arantes ao depor pela primeira vez após a prisão e confirmar que recebeu o pedido de “agilizar” o deferimento de um registro sindical que custaria R$ 4 milhões. Ambos são sobrinhos do líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (PTB-GO), também investigado na operação deflagrada no dia 30 de junho, mas alvo apenas de busca e apreensão de documentos.

Agora ex-secretário executivo do Ministério do Trabalho, Leonardo admitiu que Rogério lhe pediu “facilitação” para a liberação do registro do Sindicato das Pequenas e Micro Empresas de Transporte Rodoviário de Veículos Novos do estado de Goiás (Sintrave-GO).

EM NOME DO PRIMO – O presidente do sindicato, Afonso Rodrigues, tinha recebido um pedido de pagamento de R$ 4 milhões para obter o registro. A propina foi solicitada pela lobista Veruska Peixoto e a negociação teve o aval de Rogério Arantes, que falou em nome do primo Leonardo. Rogério tinha cargo de diretor no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Que houve contato de Rogério para a facilitação do processo do SINTRAVE/GO, conforme citado pelo declarante acima, no referido almoço com Rogério, Veruska e Marcão; Que não sabe como seria dividido qualquer valor; Que não sabe quem eram os servidores da SRT que facilitavam a obtenção do registro sindical; Que não sabe a contrapartida dada e/ou prometida a esses servidores; que nunca recebeu nada de Veruska”, disse Leonardo Arantes. O depoimento não identifica o “Marcão” citado.

CARTA SINDICAL – O almoço citado no depoimento foi a ocasião em que Leonardo afirma ter sido apresentado à lobista Veruska. Estava lá também o primo Rogério. Leonardo disse que “na ocasião do almoço, foi solicitado por Rogério que fosse agilizada uma carta sindical, o qual o declarante não lembra o nome do sindicato”.

Leonardo disse que “não era de responsabilidade de sua secretaria, de Políticas Públicas e de Emprego, e que não poderia ajudar”. Ele afirmou que nunca mais viu Veruska. “Contudo Rogério tocou no citado assunto em outra oportunidade, recebendo a mesma resposta”, disse Leonardo, destacando que o registro sindical do Sintravego nunca foi concedido. Ele também disse que nunca se encontrou com Afonso Rodrigues – presidente do Sintravego e autor da denúncia inicial.

NEGANDO TUDO – Bacharel em direito, Leonardo Arantes afirmou em depoimento jamais ter tido conhecimento de que havia propina sendo negociada para liberação desse registro e sustentou que “nunca solicitou que fosse agilizado processo”. Ele admitiu que “repassava todas as demandas para os setores competentes para providências cabíveis quando solicitadas ao declarante”, mas disse que pedia apenas que fosse observado o trâmite normal. No entanto, admitiu que Rogério buscou direcionar o processo sobre o Sintravego.

Leonardo Arantes, que estava viajando no dia da operação, foi o último a ser preso dentre os 23 alvos de mandados de prisão. A Registro Espúrio, deflagrada investiga suposta organização criminosa formada por políticos, lobistas, dirigentes de sindicatos e funcionários públicos que atuavam na negociação para liberar registro sindical pelo ministério.

DEFESAS – “A defesa de Leonardo José Arantes, em respeito à Autoridades que investigam os fatos ligados ao Ministério do Trabalho e Emprego, não se pronunciará sobre os mesmos, mas informa que já prestou todos os esclarecimentos à Polícia Federal e ao Ministro Relator no STF, apresentando documentos demonstrando que nunca recebeu qualquer valor sem origem declarada ou ilegal”, disse, em nota, o advogado Pedro Paulo de Medeiros.

“Esclarece que nunca fez qualquer pedido para que terceiros agissem em desacordo com a lei, e que em sua vida pública sempre se pautou pela ética e transparência, tanto que foi de sua iniciativa, a título de exemplo, ações que economizaram mais de 1 bilhão de reais aos cofres públicos, que criaram mecanismos para evitar fraudes ao seguro desemprego. Segue confiante na Justiça.”

 

Datafolha divulga pesquisa que pode ser fatal para as pretensões de Alckmin

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Charge do Mário Adolfo (Arquivo Google)

 


Henrique Araújo
O Povo/CE

O Instituto Datafolha divulga neste domingo (dia 10) uma nova rodada de pesquisa com os candidatos à Presidência. O levantamento inclui cenários com e sem a presença do ex-presidente Lula entre os candidatos. Além de levantar qual o favorito para as disputas do primeiro turno, a pesquisa também fará 12 simulações de segundo turno. Pesquisa é pesquisa, costumam desconversar os pré-candidatos quando querem fingir naturalidade e engabelar o nervosismo diante do eleitor. É o caso de Geraldo Alckmin (PSDB). A nova rodada do Datafolha tem o poder de enterrar ainda mais a candidatura do tucano ou de reanimá-la.

Se permanecer no mesmo patamar de agora ou cair um ponto porcentual que seja, o apoio ao ex-governador de São Paulo vai se erodir mais, a ponto de se tornar insustentável, forçando o partido a uma decisão: substituí-lo enquanto é tempo ou ir até o fim sob risco de não chegar ao segundo turno da disputa eleitoral. Num caso como no outro, uma escolha de Sofia.

Na última semana, porém, o PSDB emitiu sinais de que pode rifar o atual presidente nacional da legenda. Primeiro, com informações de bastidores segundo as quais Alckmin andaria inusualmente destemperado, o que sugere que a pressão indireta de João Doria pode estar pesando em seus ombros. Depois, com o lançamento do manifesto do centrão, cujos efeitos sobre a meia dúzia de candidaturas ligadas a esse miolo ideológico foi perto de zero.

Em sua defesa, Alckmin tem repetido que a campanha começa pra valer no horário eleitoral. É outra dessas meias verdades que candidatos mal colocados nos levantamentos de intenção de voto repetem com sorriso amarelo. E o do ex-inquilino do Palácio dos Bandeirantes tem essa coloração.

TODOS DE OLHO – Mas a nova sondagem do Datafolha não interessa somente a Alckmin. Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PLS) e os demais estão de olho na pesquisa, que pode apontar tendências de movimentos para as próximas semanas.

Haverá simulações com Lula, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, um dos possíveis substitutos de Lula na candidatura do PT, caso o ex-presidente seja mesmo impedido de disputar o pleito.

As 12 simulações que o Datafolha deve divulgar são as seguintes: Lula x Geraldo Alckmin, Lula x Marina Silva, Lula x Jair Bolsonaro, Marina Silva x Jair Bolsonaro, Ciro Gomes x Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro x Geraldo Alckmin, Marina Silva x Geraldo Alckmin, Ciro Gomes x Jair Bolsonaro, Fernando Haddad x Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro x Fernando Haddad, Ciro Gomes x Marina Silva e Fernando Haddad x Ciro Gomes.

Marina Silva critica estratégia de polarizar com Bolsonaro, que lidera a disputa

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Marina Silva enfim despertou e se lançou em campanha

 


Deu no Estadão

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, concedida no Rio de Janeiro na tarde desta sexta-feira (dia 8), a pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, criticou a estratégia de centrar críticas ao pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de intenção de voto quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é incluído: “É um erro os partidos orientarem sua estratégia para combater o Bolsonaro. Temos um projeto para o Brasil e vamos debater com todos, sem polarizar. Queremos saber os projetos de todos sobre saúde, educação, segurança”, afirmou.

Marina criticou, no entanto, a liberação do comércio de armas como solução para o problema da segurança pública, como defende Bolsonaro. “Não é assim que se resolve, não adianta dar uma arma para cada cidadão. Isso só vai aumentar o problema. Não queremos uma arma como símbolo do Brasil”, afirmou.

OUTROS TEMAS – Sobre o aborto e a liberação de drogas, outros temas recorrentes na eleição, a pré-candidata defendeu que essas questões sejam decididas via plebiscito. “Precisamos fazer um debate sem usar rótulos”, pontuou. Ninguém defende o aborto como método regular contraceptivo, mas numa situação excepcional. Isso tem que ser debatido com fundamentos médicos e sem preconceito”, ponderou.

A pré-candidata da Rede mencionou que está em negociação com partidos como PSB e PMN para a campanha eleitoral, e que só busca alianças baseadas em programa de governo.

“Mas não acho que todo mundo do PT e do PSDB é corrupto. Quero fazer um governo de união”, afirmou.

“Os partidos que estão aí fizeram a reforma política que interessava a eles, mas tem uma grande reforma política que o povo vai fazer em 7 de outubro”, previu Marina.

Aproximação de Ciro Gomes com Rodrigo Maia já encontra eco dentro do DEM

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Maia não quer conversa com Alckmin ou Bolsonaro

 


Bruno Góes

O Globo

A aproximação de Ciro Gomes com o DEM encontra eco dentro do partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência. Maia, inclusive, vai lançar neste sábado, no Rio, seu programa de governo. Integrantes do DEM consideram plausível um acordo com o PDT e trabalham ainda para testar a viabilidade de Josué Gomes (PR), filho do ex-presidente José Alencar.

Apoiado por aliados do próprio Maia, o chefe do PR, Valdemar Costa Neto, encomendou uma pesquisa qualitativa para avaliar o nome do presidente da Coteminas. Se o empresário mineiro não for bem nas pesquisas, o DEM poderá apoiar Ciro Gomes (PDT) ou Geraldo Alckmin (PSDB).

VELÓRIO – O sepultamento da candidatura de Maia já está sendo preparado há dias. O anúncio da desistência, segundo aliados, deve ser feito na primeira semana de julho. Nos últimos dias, políticos especularam sobre uma possível aliança de Maia com Ciro.

— É exagerado dizer se há uma marcha do DEM em direção ao Ciro. Por enquanto, estamos com cautela. Precisamos de tempo para ver o que vai acontecer. Pode ser que o Ciro xingue alguém na rua ou que o Paulo Preto fale alguma coisa sobre Alckmin. Então, vamos esperar mais um pouco — diz o integrante da cúpula do DEM.

Carlos Lupi foi avisado duas vezes de que Paulinho da Força iria trair o PDT

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Paulinho abandonou o PDT e fundou o Solidariedade

 


Antonio Santos Aquino

Há alguns anos, Paulinho (Pereira) da Força esteve no PDT. Eu avisei Lupi: “Cuidado com esse indivíduo”. Ele foi dando suas cambalhota e envolveu até um delegado em uma tramoia. Eu continuei avisando Lupi para ter cuidado. Não é que eu ache que Lupi seja tão ingênuo assim. Mas logo que Lupi aceitou o convite para o PDT fazer parte da base do governo Lula comandando o Ministério do Trabalho, na porta da sede do partido, às 19 horas de certo dia, eu disse ao Lupi que tinha sido contra por achar que ele era muito ingênuo para lidar com essa gente. Ele não gostou e disse: “A política não é assim como você pensa. Você é um radical”.

Logo, logo ele passou a sentir a pressão. A Polícia Federal começou a fazer busca em todos os colégios que ele estudara, para ver se os diplomas não eram fajutos. Isso partia de falsas informações do próprio partido. Do outro lado Paulinho continuou dando cambalhotas.

AVISEI NOVAMENTE – Em determinado momento, eu avisei Lupi: “O Paulinho vai dar um golpe fundando outro partido e levando deputado do PDT”. Lupi talvez não tenha acreditado. Disse que legalmente não podia fazer nada. Eu disse: “É, mas você pode expulsá-lo”.

Lupi respondeu: “As coisas não são como você pensa”. Resultado Paulinho recebeu 400 mil reais de Eduardo Cunha e fundou o Solidariedade, levando a metade dos deputados do PDT. E ainda tomou 200 mil de uma mulher e não tendo cumprido o que prometera, disse que ela devia denunciar Lupi afirmando que dera o dinheiro a ele. Saiu então a “caraça” de Lupi na capa da Veja.

Eu esperei Lupi no Instituto Pasqualini. Quando ele me viu, ficou meio assustado. Me chamou à parte e eu perguntei: “Que história é essa”. Ele: “Aquino, eu não sou corrupto e não conheço essa mulher. Já falei até com o Lula que as câmaras não registraram a entrada dela no Ministério”. Perguntei: “Lula mandou investigar?”. “

“Não, ele disse que isso sai na urina”, respondeu Lupi.

As coisas infelizmente são assim e é por isso que nunca quis me aventurar na política. A minha vida certamente correria riscos.

Planalto ameaça retaliar o PP, caso o partido apoie a candidatura de Ciro Gomes

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Aliado ao DEM, Nogueira (PP) aguarda a hora certa

 


Daniela Lima
Folha/Painel

Diante do flerte do PP com Ciro Gomes (PDT), aliados de Michel Temer decidiram enviar um recado à sigla, que tem o comando de três grandes ministérios — Cidades, Saúde e Agricultura — e o da Caixa Econômica Federal. O candidato do PDT refere-se ao presidente como “quadrilheiro” e já previu a prisão dele. Trata o MDB como “partido de ladrão”. Se o PP quiser embarcar na de Ciro, avisam integrantes do Planalto, deve fazê-lo sabendo que haverá problema e que poderá deixar de ser sócio do governo.

Sob o comando do senador Ciro Nogueira (PI), o PP se uniu ao DEM com a estratégia de acumular cacife para negociar com presidenciáveis.

ESTRATÉGIA – Hoje, o presidente do PP e o presidente do Democratas, ACM Neto, são os principais incentivadores da manutenção da pré-candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A explicação para o movimento dos dois é simples: enquanto Maia estiver entre as opções, eles não precisam definir um rumo e postergam eventual desgaste com antigos aliados.

PP e DEM só querem anunciar que candidatura vão apoiar ao Planalto em julho. De preferência pouco antes do dia 15.

SITE DE ALCKMIN – Com o candidato pressionado e sob a ameaça de debandada de siglas que historicamente apoiam o PSDB, a campanha de Geraldo Alckmin vai lançar site para cadastrar eleitores dispostos a ajudar.

“Estamos diante das eleições mais difíceis e decisivas que já vivemos. Preencha o formulário abaixo e faça parte das mudanças que o Brasil precisa!”, diz o texto na página principal. O nome dado à plataforma é literal: “Eu apoio Geraldo Alckmin”.

Ao entrar na página, além de informar nome, número de WhatsApp, a cidade e o estado em que vive, o colaborador é orientado a escolher como participar da campanha: eventos de rua, militância virtual e até doações.

BLOCO DE ESQUERDA – Apesar de estarem divididos na disputa presidencial, os cincos partidos de esquerda — PT, PCdoB, PSB, PDT e PSOL— vão lançar no dia 26 um bloco para orientar candidatos ao Legislativo.

A ideia é que, após a eleição, a frente parlamentar seja formalizada no Congresso.

Lula pede a petistas que façam um pacto de não-agressão com Ciro Gomes

No lançamento de Lula, muitas conversas de bastidores

 


Catia Seabra e Carolina Linhares
Folha

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou, em conversas com auxiliares, que seja costurado um pacto de não-agressão com o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, com vistas ao segundo turno. Segundo petistas, a orientação é que o pedetista seja tratado como alguém do mesmo campo político. Emissários do ex-presidente vão procurar Ciro já na semana que vem.

Já que uma aliança com PDT está praticamente descartada no primeiro turno, Lula tem citado dois nomes do Sudeste que gostaria ver na vice de uma eventual chapa do PT à Presidência.

As opções são indicativas de que o ex-ministro Jaques Wagner é o preferido de Lula para substituí-lo caso seja mesmo impedido de concorrer. Como Wagner tem musculatura no Nordeste, um vice do Sudeste buscaria expandir esse eleitorado.

NEGANDO FOGO – Wagner tem, no entanto, resistido à ideia de concorrer. Em tom de brincadeira, Lula tem repetido que Wagner está negando fogo. O ex-ministro tem sido pesadamente pressionado por governadores petistas para que assuma a tarefa. Em um jantar, chegou a dizer que não tem medo de processos. Mas que teria selado um compromisso com mulher e filhos.

Os nomes cobiçados por Lula são do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) e do empresário Josué Gomes (PR). Josué é filho do vice-presidente no governo de Lula, José de Alencar. Por isso, sua indicação seria simbólica.

A escolha de Lacerda poderia atrair o PSB para uma aliança. Essa configuração depende, no entanto, de uma articulação como PSB e com PR. Além desses dois partidos, o PT inicia negociações com o Pros. Se essa costura não prosperar, o PT poderá convidar Manuela D’Avila (PCdoB) para compor a chapa, também na vice de Jaques Wagner.

VIÚVA DE CAMPOS – Sonhando com uma aliança com o PSB para a corrida presidencial, o PT chegou a cogitar o nome de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, para a vice. Nesse caso, o titular da chapa seria o ex-prefeito Fernando Haddad.

O PT reuniu-se nessa sexta (8) em Contagem (MG) para fazer um lançamento simbólico da candidatura presidencial de Lula, mesmo ele estando preso em Curitiba. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que impedir Lula de se candidatar será uma “brutalidade”. “Seria uma brutalidade, uma agressão com o presidente, porque nós estamos com recursos bem fundamentados em instâncias superiores”, disse.

Nem todos no partido pensam assim, contudo. Aliado de Ciro, o governador petista do Ceará, Camilo Santana, faltou ao evento.

Maia deixará a disputa de Presidência para garantir a reeleição como deputado

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Maia será reeleito e quer continuar presidindo a Câmara

 


Andreza Matais e Naira Trindade
Estadão

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse aos seus interlocutores que anunciará nos próximos dias a retirada de sua candidatura ao Palácio do Planalto. Maia avalia com seu partido os cenários e pode apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) ou o empresário mineiro Josué Gomes (PR), que é filho do ex-vice-presidente José Alencar, foi convidado a entrar na disputa, pelo comando de seu partido. Mas o PP, ao qual Maia também é ligado, defende o apoio ao presidenciável Ciro Gomes (PDT).

A única certeza é a de que DEM e PP seguem juntos. Em recente entrevista ao Estado, Maia havia dito que levaria sua candidatura até o final. Afirmou, ainda, que o casamento com o PSDB estava desgatado e prestes a acabar. 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente nota da Coluna do Estadão, confirmando informação que temos publicado aqui na Tribuna da Internet desde que foi anunciada a candidatura de Rodrigo Maia. Na verdade, o lançamento de seu nome teve o objetivo de dar maior visibilidade a ele e ao DEM no mercado livre das coligações. Aliado ao PP e ao Solidariedade, o DEM forma um bloco forte, que vai influir na eleição. Os três partidos do centrão não querem apoiar Alckmin, porque não acreditam na vitória dele. A possibilidade mais forte é de apoiarem Ciro Gomes, do PDT. Maia já deu entrevista afirmando que as pesquisas que mandou fazer indicam que Ciro Gomes irá para o segundo turno, acredite se quiser. Ele será candidato a deputado federal e o pai, Cesar Maia, tentará o Senado, com chances. (C.N.)

 

O filósofo alemão Karl Jaspers, o Zen-Budismo e a visão religiosa de Einstein

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Antonio Rocha

Mestre Taisen Deshimaru (1914-1982) foi um dos grandes monges Zen-Budistas no século 20. Nasceu no Japão, mas cedo fixou residência na França, de onde tratou de divulgar o Zen por toda a Europa. Em seu livro “La Voz Del Valle” (editora Paidos, Barcelona, 1985) ele conta, à página 232, que certa feita conheceu pessoalmente o filósofo alemão Karl Jaspers (1883-1969).

Jaspers andava estudando a vida e a obra do monge budista Dogen (1200-1253), fundador e patriarca da linhagem Sotô Zen, considerado o Pai da Filosofia no Japão, de quem já falamos aqui na Tribuna. Segundo Deshimaru, o filósofo alemão estava “profundamente surpreendido e impressionado”. E, mais adiante, Jaspers declara: – Se eu pudesse voltar e recomeçar a minha vida, não escreveria livros. Eu, simplesmente, sentaria e guardaria o silêncio.

MEDITAÇÃO – Na linguagem Zen, sentar e guardar o silêncio equivale a fazer Zazen, isto é, meditar.

Muitos filósofos e pensadores ocidentais admiram o Zen-Budismo e outras vertentes budistas, é realmente um oceano de filosofias e, aos poucos, vamos mostrar para vocês um pouco daqueles que se debruçaram sobre o tema.

Lembrei agora das palavras do famoso cientista Albert Einstein, quando afirmou:

DISSE EINSTEIN – “A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a Teologia. Abrangendo os terrenos material e espiritual, essa religião será baseada num certo sentido religioso procedente da experiência de todas as coisas, naturais e espirituais, como uma unidade expressiva ou como a expressão da Unidade”.

O Budismo corresponde a essa descrição, e a citação acima encontra-se na bela obra “Budismo – psicologia do autoconhecimento”, Editora Pensamento, s/d. Os autores: Dr. Georges da Silva, médico que durante muitos anos foi um dos diretores do INCA – Instituto Nacional do Câncer, RJ, e dona Rita Homenko, sua esposa, cantora lírica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

MEDITAR E CONVERSAR – Quanto à declaração do filósofo alemão Karl Jaspers, ele certamente ficou impressionado com as muitas práticas de meditação, de interiorização deste caminho que, entre outras diz:

– Quem sabe não fala. Quem fala não sabe.

A proposta acima é justamente para evitarmos o pensamento discursivo conceitual, pois no silêncio Interior encontramos todas as respostas…

Contudo … é muito bom conversar e o Buddha ficou 45 anos conversando com os amigos e é por isso que hoje estamos aqui divulgando o Pensamento Budista.

Em Buenos Aires, Ciro Gomes admite incluir PP e DEM na aliança eleitoral

Ciro diz que Bolsonaro vai cair e Alckmin tende a crescer

 


Janaína Figueiredo
O Globo

O pré-candidato à Presidência do PDT, Ciro Gomes, participou de vários eventos nesta sexta-feira na capital argentina e antes de dar a última palestra do dia, na Universidade Nacional de Buenos Aires (UBA), assegurou que veio ao país apresentar sua ideia de liderar “uma ampla aliança de centro-esquerda” que poderia incluir os partidos DEM e PP, desde que antes seja fechado acordo com PSB e PCdoB que garanta “a hegemonia moral e intelectual” de uma eventual frente eleitoral.

Bem humorado e arriscando que na próxima pesquisa da Datafolha poderia ficar entre 10% e 12% das intenções de voto, Ciro evitou fazer comentários sobre o lançamento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar ser criticado “pela burocracia do PT”. No entanto, perguntado sobre possíveis cenários, reiterou que se vê disputando o segundo turno com o tucano Geraldo Alckmin já que “no meu cálculo, doído que seja, Lula não será candidato”.

A ALIANÇA – “O que está em discussão não é a sorte do PT e sim do Brasil. Não podemos correr o risco de ver um golpe de Estado e as forças que o praticaram serem legitimadas pelo voto popular” — declarou o pré-candidato, defendendo a necessidade de incluir a maior quantidade de partidos possíveis na aliança que está formando.

Consultado sobre uma eventual aproximação com DEM e PP, Ciro não descartou: “Quizás (quiça em espanhol) tudo… nesse primeiro momento minha prioridade são o PSB e o PCdoB. Se esta aliança se faz, posso avançar em partidos do centro à direita, porque a hegemonia moral e intelectual do rumo estará afirmada. Poderia incluir o PP e o DEM, desde que eu tenha o PSB e o PCdoB”.

O pré-candidato foi recebido nesta sexta pela vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti, já que o presidente Mauricio Macri viajou para o Canadá, onde participará de um encontro do G-7. Ciro também se reuniu com empresários e produtores agropecuários. No dia em que o PT lançou oficialmente a candidatura de Lula, a pergunta foi inevitável para Ciro, partindo até mesmo de jornalistas argentinos.

APOIO A LULA – “Há 16 anos, o presidente Lula assumiu o poder no Brasil e todos os dias, até hoje, eu o apoiei. E todas as vezes que fiz algum comentário que desagradou uma parte da burocracia do PT fui intensamente criticado, para usar uma palavra moderada. Por isso, compreendendo o trauma e pelo respeito pelo momento do PT, eu me reservo o direito de não fazer mais nenhum comentário sobre o PT e seus rumos estratégicos. O PT tem seu tempo a sua tática e eu tenho o meu tempo e minha tática” — explicou o pré-candidato do PDT, que disse ver em Alckmin seu rival natural num eventual segundo turno.

“Eu não rivalizo com Bolsonaro, rivalizo com Lula, e Lula, no meu cálculo doído que seja, não será candidato” — frisou Ciro.

SEM VICE – Para ele, a eleição presidencial não tem qualquer centralidade no Brasil hoje e isso explica porque os pré-candidatos ainda não anunciaram seus companheiros de chapa. Dois dias antes da divulgação da próxima pesquisa da Datafolha, Ciro reconheceu que “Alckmin tá lá embaixo, passando o pão que o diabo amassou, não decola, mas fatalmente crescerá. Pela minha experiência, o meu adversário do segundo turno é o Alckmin”.

“Bolsonaro tem sete segundos na TV e não tem candidatos a governador competitivos. É um projeto personalista, que poderá chegar a 18% ou 20%. Alckmin terá vários candidatos a governador, a senadores. Alckmin só tem a crescer, e Bolsonaro só pode cair” — avaliou.

CIRO E MARINA – Ele acredita que a pesquisa poderá colocá-lo empatado com Marina, o que representaria a conquista de um objetivo um mês antes do planejado.

“A greve dos caminhoneiros me ajudou, muita gente começou a falhar e eu tomei posição e isso me deu visibilidade” — disse Ciro, que também se referiu às turbulências no mercado cambial e ao clima de ansiedade entre investidores, que levou o Real a sofrer uma forte desvalorização esta semana:

“É uma fraude do mercado financeiro para ganhar dinheiro e dinheiro público… Hoje, apenas para provar a parte criminosa, o Real se valorizou em quase 6% em um dia. Por que, se eu sou o mesmo candidato? Porque o BC disponibilizou US$ 20 bilhões do dinheiro que pertence à nação para premiar os especuladores que especulam contra nossa moeda. É só jogada para ganhar dinheiro que falta nos hospitais, na infraestrutura, e comigo neste processo o brasileiro ficará sabendo disso em tempo real”.

A matança do verde, na desesperada canção ecológica de Augusto Jatobá

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Jatobá se une a Xangai na defesa da ecologia

 


Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O arquiteto, publicitário, artista plástico, designer, diagramador, arte-finalista, cantor, compositor e letrista baiano José Carlos Augusto Jatobá, na letra de “Matança”, chama atenção para o problema ambiental e a destruição das florestas que protegem a vida de dos animais e dos seres humanos. Nesta canção o autor chama os destruidores das florestas de “inimigos do verde, da sombra, do ar …”.  Em um dos versos está o alerta “Quem hoje é vivo corre perigo”. A música “Matança” foi gravada por Xangai no CD “Qué Qui Tu Tem Cenário”, em 2004, pela Kuarup Discos.

MATANÇA
Augusto Jatobá

Cipó caboclo tá subindo na virola
chegou a hora do pinheiro balançar
sentir o cheiro do mato da imburana
descansar morrer de sono na sombra da barriguda.
De nada vale tanto esforço do meu canto
pra nosso espanto tanta mata haja vão matar
tal mata Atlântica e a próxima Amazônica
arvoredos seculares impossível replantar.

Que triste sina teve cedro nosso primo
desde de menino que eu nem gosto de falar
depois de tanto sofrimento seu destino
virou tamborete mesa cadeira balcão de bar.

Quem por acaso ouviu falar da sucupira
parece até mentira que o jacarandá
antes de virar poltrona porta armário
mora no dicionário vida eterna milenar.
Quem hoje é vivo corre perigo
e os inimigos do verde, da sombra, do ar
que se respira e a clorofila
das matas virgens destruídas vão lembrar.
Que quando chegar a hora
é certo que não demora
não chame Nossa Senhora
só quem pode nos salvar é:
Caviúna, Cerejeira, Baraúna
Imbuia, Pau-d’Arco, Solva
Juazeiro e Jatobá
Gonçalo-Alves, Paraíba, Itaúba,
Louro, Ipê, Paracaúba
Peroba, Massaranduba
Carvalho, Mogno, Canela, Imbuzeiro
Catuaba, Janaúba, Aroeira, Araribá,
Pau-fero, Angico Amargoso, Gameleira
Andiroba, Copaíba, Pau-brasil, Jequitibá

Saiba o que os pré-candidatos ao Planalto têm a dizer sobre privatizações

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Charge do Marcos V. (Revista O Viés)

 


Rosana Hessel
Correio Braziliense

A greve dos caminhoneiros que paralisou o país na semana passada reacendeu o debate em torno da privatização da Petrobras e também de outras estatais federais, que somam atualmente 146, sendo que muitas delas protagonizam escândalos de corrupção. Durante a maratona de sabatinas de 11 pré-candidatos à corrida eleitoral para o comando do Palácio do Planalto, realizada na última quarta-feira pelo Correio, foi possível ver um esboço do que os postulantes à faixa presidencial a partir de 2019 pensam sobre esse tema.

Os pré-candidatos que estão à frente das pesquisas, como Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), apresentaram opiniões divergentes sobre o assunto, mas não descartaram totalmente essa possibilidade, em alguns casos.

INDECISÃO – Bolsonaro, por exemplo, não demonstrou interesse em privatizar a Petrobras, mas sinalizou ser favorável à venda de algumas estatais, sem revelar quais. “A opinião pública está dividida sobre privatizar ou não a Petrobras. Eu tenho a Petrobras como empresa estratégica. Falta botar na mesa quanto nós produzimos aqui dentro, quanto vem de fora”, afirmou.

Ciro, apesar de ser de esquerda e favorável à manutenção da Petrobras como estatal para evitar a formação de cartéis, sinalizou a possibilidade de privatização de algumas empresas públicas. “O projeto nacional de desenvolvimento é que definirá o que deve ou não ser privatizado”, disse.

SEM DOGMATISMOS – Marina mostrou-se a mais contrária à privatização entre os três que lideram as pesquisas, mas também não descartou a possibilidade, desde que a sociedade participe do debate para a elaboração do plano de privatização. “Não sou favorável à privatização da Petrobras, do Banco do Brasil nem da Caixa Econômica. Não tenho uma visão dogmática em relação a esse aspecto. Acho que é possível e devemos ter algumas empresas que podem ser privatizadas, mas depende também de como é o plano para essa privatização”, declarou.

O tucano Geraldo Alckmin titubeou sobre o tema. Ele foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, por ter sido taxado como privatizador de tudo. Agora, sinalizou que, em alguns casos, é favorável sim. “Eu não ia privatizar o Banco do Brasil. Não vou privatizar hoje. Não vou privatizar a prospecção de petróleo da Petrobras. Temos 146 empresas estatais. Tem razão para o governo ter televisão?”, questionou.

DIAS PRIVATIZA – O senador Alvaro Dias (Podemos) foi mais incisivo ao defender a privatização e ainda criticou a criação de quase 40 estatais durante os governos do PT. “É inevitável um programa de privatização. Primeiramente, com um estágio de revalorização destas empresas, diante da corrupção e incompetência”, destacou.

O candidato governista, o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB), não defendeu a privatização via venda total dos ativos, mas uma “pulverização” das ações de Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil no mercado, a exemplo da proposta feita pelo Executivo para a desestatização da Eletrobras, plano bastante criticado por especialistas por ter sido feito às pressas e ainda manter um controle elevado da União, acima de 40%.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), criticou o monopólio da Petrobras no refino e demonstrou apoio para um enxugamento da estatal. Ele ainda defendeu a privatização do sistema Eletrobras, mas de forma diferente do modelo do governo atual, de forma mais pulverizada.

SEM PROPOSTAS – Analistas, no entanto, avaliam que faltam propostas mais concretas desses candidatos em relação à privatização, de forma a diminuir a interferência da União nas estatais negociadas em bolsa. Eles destacam que é necessário evitar a venda de empresas públicas apenas para cobrir rombo fiscal.

“Nenhum candidato tem proposta relevante e elaborada sobre privatização. Alguns falam em privatizar tudo, algo que é impossível, pois o processo é demorado, de dois a três anos. Mas essa discussão é fundamental”, explicou o economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Márcio Holland. Coordenador do Observatório das Estatais, ele reconhece a necessidade de privatizar. Segundo ele, existem 70 estatais que podem passar por esse processo.

FISCALIZAÇÃO – “Precisamos reduzir o estado de maneira geral e, nessa reforma do estado, a privatização tem que ser discutida. Basta uma fiscalização mais eficiente dos órgãos reguladores a fim de preservar a concorrência e a prestação de serviços de qualidade”, defendeu Gil Castello Branco, secretário-geral da ONG Contas Abertas.

Para a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, a privatização é um tema importante que precisa ser apresentado pelo próximo presidente, mas que deverá vir apenas depois da reforma da Previdência. “Essa questão da privatização precisa ter uma discussão técnica e uma análise de cada caso. É preciso separar o que é economicamente viável, mas a prioridade é a Previdência. Se o próximo governo começar com privatização, ficarei muito preocupada”, disse.

Barroso abriu uma brecha jurídica para ser aprovada a candidatura de Lula 

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Charge do Nani (nanihumor.com)

 


Carlos Newton

Nesta sexta-feira, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar determinando que o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC) cumpra a pena de cinco anos e três meses de reclusão em estabelecimento prisional compatível com o regime semiaberto, conforme estabelecido na condenação, ficando também autorizado a retomar o exercício das atividades parlamentares. Com esta decisão escalafobética, Barroso aumenta a esculhambação institucional e abre a possibilidade de candidatura de Lula da Silva até mesmo com ele atrás das grades.

Agora, cabe à Primeira Turma ou ao plenário do STF voltar a suspender o mandato ao deputado, conforme determina a legislação, para impedir que Lula utilize a mesma brecha da lei que acaba de ser aberta por Barroso.

SÚMULA 56 –  Nesta decisão tomada na Reclamação (RCL) 30524, o ministro-relator se baseou na Súmula Vinculante 56 do STF, que veda o cumprimento de pena em regime mais gravoso do que o estabelecido na sentença.

Até aí, tudo bem, o condenado João Rodrigues realmente tem direito de cumprir o sistema semiaberto, passando a somente passar a noite na Penitenciária da Papuda. Mas a Súmula 56 não abre a oportunidade de retomar o mandato, cujo diploma está cassado, segundo a Constituição, que assim determina:

Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: (…)
IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; (…)
VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.

A CONDENAÇÃO – O parlamentar foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a cinco anos e três meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática dos crimes de dispensa irregular de licitação e fraude a licitação, previstos nos artigos 89 e 90 da Lei 8.666/1990. A acusação é relativa ao período em que ocupou, interinamente, o cargo de prefeito de Pinhalzinho (SC).

Com estabelece a Constituição, o deputado João Rodrigues não podia mais exercer o mandato, devido à “condenação criminal em sentença transitada em julgado, que lhe acarreta a suspensão dos direitos políticos, porque a impossibilidade de exercer o mandato é reforçada pela Lei da Ficha Limpa:                  
       
Transitada em julgado ou publicada a decisão proferida por órgão                          colegiado que declarar a inelegibilidade do candidato, ser-lhe-á negado                  registro, ou cancelado, se já tiver sido feito, ou declarado nulo o diploma, se          já expedido” (Art. 15).

Ora, se o diploma é “declarado nulo”, não há mais mandato a exercer. E a Ficha Limpa também retira os direitos políticos do parlamentar pelo “prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena” (Art. 2º, alínea e). E sem direitos políticos, por óbvio, também não há mais mandato a exercer.

ABSURDO JUDICIAL – A decisão do ministro Barroso configura um absurdo judicial, especialmente porque, em fevereiro, a Primeira Turma do Supremo rejeitou recurso da defesa do deputado, que pedia revisão da condenação do TRF-4. Por 3 a 2, a turma decretou o cumprimento imediato da pena de cinco anos e três meses de detenção, mas não oficiou à Câmara para comunicar a anulação do diploma parlamentar.

Agora, como relator do recurso do ainda deputado, ao invés de negá-lo e oficiar à Câmara para sanar a lacuna e anular a diplomação, o ministro Barroso faz exatamente o contrário. Portanto, urge que o Ministério Público Federal recorra, para que a Primeira Turma ou o Plenário cancelem a estrambótica decisão monocrática do relator.

A brecha aberta por Barroso é enorme. Se não for fechada, poderá ser usada para justificar tranquilamente a candidatura de Lula. Como dizia Leonel Brizola, por onde passa um boi, passa um boiada.

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P.S.
Por não ter sido comunicada a anulação do diploma, a Câmara já gastou cerca de R$ 500 mil com o deputado João Rodrigues desde fevereiro, quando ele foi preso por determinação do próprio Supremo.  Rodrigues continua recebendo salário, com descontos relativos ao não comparecimento às sessões deliberativas, e o chamado cotão parlamentar. Além disso, seu gabinete está funcionando normalmente, acredite se quiser. (C.N.)

Mercado preferia Alckmin, mas prevê segundo turno entre Ciro e Bolsonaro

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Thais Bilenky

Folha

Uma sondagem da corretora XP com 204 investidores em 4 e 5 de junho mostra que a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência é vista como a mais atraente para o mercado, se não fosse inviável. Em termos de viabilidade, o tucano trocou de lugar com Jair Bolsonaro (PSL): em abril, 48% dos entrevistados achavam que daria Alckmin, parcela que caiu a 31%. O deputado era a aposta de 29% e agora lidera, com 48%.

O ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT) tinha 1%  dos palpites de vitória e passou a ter 13%. A ex-senadora Marina Silva (Rede) foi de 3% para 5%. Entre esses investidores, 45% agora acham que o segundo turno será entre Bolsonaro e Ciro — antes, a mesma fatia apostava que seria o capitão da reserva contra Alckmin em abril.

A PESQUISA – A amostra incluiu “as principais instituições do mercado financeiro brasileiro, com uma representação equivalente a mais de 50% dos recursos sob gestão do setor”, diz a XP.

O resultado reflete a opinião de formadores de opinião do mercado financeiro, que expressam confiança na eventual gestão de Alckmin, que tem o economista Persio Arida à frente de seu programa de governo, mas desconfiam de sua viabilidade.

Na pesquisa, 97% dos entrevistados disseram que a vitória do PSDB provocaria uma melhora do Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa, e 73% apostaram que o câmbio cairia a ao menos R$ 3,40. O juro básico ficaria em no máximo 7% até o final de 2019 para 41% dos entrevistados; 22% apostam que a Selic seria superior a 8%.

E BOLSONARO? – A eventual eleição de Bolsonaro não causa pânico a esses investidores. Em abril 41% achavam que o Ibovespa avançaria do patamar atual. Hoje 49% pensam assim e 21% preveem estabilidade.

Os juros, sob Bolsonaro, aumentariam em 2019, creem 77% dos quais 44% apontam uma Selic de ao menos 8%.

Sob Ciro, 99% desses investidores acham que o Ibovespa recuaria, 80% dizem que o câmbio brasileiro se desvalorizaria para um patamar superior a R$ 4 frente ao dólar. A Selic ficaria acima de 8% para 63% dos entrevistados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Na reta final, Ciro e Bolsonaro se curvarão ao mercado, pois é assim que a coisa funciona no Brasil, que se tornou refém do capitalismo financeiro que a dupla Marx e Engels tanto temia. O resto é apenas folclore político, como diz nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)

Depoimento de engenheiro complica a situação de Temer na obra de sua filha

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Depoimento desmente as afirmações de Maristela à PF

 


Andréia Sadi e Sara Resende

G1 Brasília

O engenheiro Luiz Eduardo Visani, dono da construtora Visani Engenharia, disse em depoimento à Polícia Federal que sua empresa recebeu cerca de R$ 950 mil da Argeplan, em dinheiro vivo, para executar a reforma na casa de Maristela Temer, filha do presidente Michel Temer. A Argeplan é uma empresa de engenharia cujo proprietário é o coronel aposentado João Baptista Lima Filho, amigo do presidente.

É a primeira vez que um fornecedor da obra confirma aos investigadores detalhes sobre a participação da Argeplan na reforma da casa de Maristela Temer.

DEPOIMENTO – Visani prestou depoimento no dia 29 de maio ao delegado Cleyber Malta Lopes em uma delegacia da PF localizada no Aeroporto de Congonhas (SP). O engenheiro contou ao delegado que sua empresa foi responsável por tocar a primeira fase da reforma do imóvel de Maristela, que fica em Alto de Pinheiros, bairro nobre de São Paulo.

Segundo o depoimento, já no início das obras, Visani disse ter sido informado que se tratava de reforma do imóvel de Maristela Temer. Ele disse ter se encontrado com Maristela na obra por quatro vezes, mesma frequência com que diz ter se reunido com o coronel Lima. Visani não soube dizer à PF se Temer chegou a visitar o imóvel nesse período.

Entre novembro de 2013 e março de 2015, Visani disse ter recebido um total de R$ 950 mil da Argeplan. Os pagamentos, segundo o engenheiro, foram realizados mensalmente em dinheiro vivo na sede da Argeplan. Os contratos e os recibos estavam no nome de Maristela, de acordo com o depoente.

R$ 1,5 MILHÃO – De acordo com Visani, quem comandava os gastos da obra era a esposa do coronel Lima, Maria Rita Fratezi. O engenheiro estima no depoimento que o valor total da obra tenha sido de pelo menos R$ 1,5 milhão.

O depoimento de Luiz Eduardo Visani e os documentos apresentados por ele à PF contradizem a versão de Maristela. A filha de Temer depôs à Polícia Federal em maio deste ano e disse que a Argeplan não exerceu nenhum papel na reforma.

Maristela afirmou à época que tinha uma relação quase que familiar com Maria Rita Fratezi e que não faria sentido a esposa do coronel Lima usar dinheiro da Argeplan para pagar os fornecedores da obra.

PROVAS MATERIAIS – Visani apresentou diversos documentos à PF. Entre eles: uma planilha de orçamento feita pela Visani Engenharia que tem como cliente Maristela; edital de concorrência da Argeplan com o endereço da casa de Maristela; recibos mensais no nome de Maristela do pagamento feito a Visani Engenharia no valor de R$ 71 mil.

O dono da Visani Engenharia afirmou que em setembro de 2013 recebeu um telefonema do coronel. O engenheiro relatou que o coronel se identificou como “Lima da Argeplan” e pediu que Visani fosse até a sede da construtora.

De acordo com o depoimento, Lima teria dito a Visani que estava pesquisando orçamentos para a reforma de uma casa no Alto de Pinheiros. Lima, então, teria perguntado se o arquiteto estaria interessado em oferecer uma proposta de orçamento para a obra.

MAIS DETALHES – O coronel, segundo o engenheiro, chegou a dizer para Visani que quem estava comandando a obra era sua esposa, Maria Rita Fratezi. No depoimento, ele diz que se reuniu com Lima e Maria Rita no escritório da empresa de engenharia. De acordo com Visani, o coronel lhe explicou que esse tipo de obra, reforma de um imóvel, não era a “área de atuação” da Argeplan.

Segundo o depoimento de Visani à PF, Maria Rita Fratezi teria afirmado que as primeiras plantas apresentadas para a casa foram projetadas por uma arquiteta de outra empresa, a DeUniE Arquitetura. Maria explicou que como a profissional, chamada Nayara, estava grávida, teve que abrir mão do projeto.

Visani relatou ao delegado Cleyber Malta que não chegou a conhecer a arquiteta da DeUniE e que como a planta era muito “preliminar”, ele pediu a mulher de Lima que elaborasse um projeto mais detalhado.

TERCEIRIZAÇÃO – Maria Rita Fratezi, de acordo com o depoimento, desenhou uma planta mas depois terceirizou o serviço. Uma arquiteta chamada Danyella assumiu o projeto.

O coronel Lima, então, teria esclarecido a Visani que a obra seria dividida em duas fases: fase 1 (demolição e construção de estruturas) e fase 2 (instalação de pisos, sistema elétricos, hidráulicos e acabamento).

Depois, segundo o engenheiro, ele começou a negociar os detalhes da reforma diretamente com Maria Rita. O custo da primeira fase da obra chegou a ser estimado em R$ 730 mil, de acordo com o depoimento. Nesta parte da obra, segundo ele, dois terraços foram construídos na casa, inclusive uma entrada exclusiva independente para um consultório no piso superior, a pedido da filha do presidente.

SEGUNDA FASE – Luiz Eduardo Visani disse à PF que não chegou a apresentar orçamento para a fase 2 pois, segundo ele, Maria Rita optou por não renovar com a empresa do engenheiro.

No depoimento ele disse que, apesar de deixar claro que não iria contratar novamente a Visani Engenharia, a esposa do coronel Lima pediu a Luiz Eduardo que fizesse um orçamento da fase 2 apenas como um “apoio civil” e indicasse alguns funcionários.

A equipe indicada por Visani, segundo o próprio engenheiro, era comandada por Onofre Jesus Gimenes Secchi, que, segundo o arquiteto, se apresentava como funcionário da Argeplan. A equipe, cedida da empresa da Visani, era formada por um pedreiro dois ajudantes e um encarregado. Todos respondiam a Maria Rita. O engenheiro diz ter recebido R$ 245 mil pelo apoio dado na segunda fase da construção.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG Enriquecido ilicitamente e casado com uma mulher belíssima, que poderia ser sua filha (ou neta), Michel Temer tinha uma vida de sonho. Assumiu a Presidência, sua vida se tornou um pesadelo permanente, não tem a menor felicidade e nenhum futuro. É um perdedor, um fracassado. (C.N.)

Bestial! Barroso autoriza que deputado preso reassuma o mandato na Câmara

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A Justiça sorriu para Rodrigues e lhe devolveu o mandato

 


Deu no site do STF

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar para determinar que o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC) cumpra a pena de cinco anos e três meses de reclusão em estabelecimento prisional compatível com o regime semiaberto, conforme estabelecido na condenação, ficando também autorizado a retomar o exercício das atividades parlamentares. Na decisão tomada na Reclamação (RCL) 30524, o ministro salientou que a Súmula Vinculante 56 do STF veda o cumprimento de pena em regime mais gravoso que o estabelecido na sentença.

O parlamentar foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a cinco anos e três meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática dos crimes de dispensa irregular de licitação e fraude a licitação, previstos nos artigos 89 e 90 da Lei 8.666/1990. A acusação é relativa ao período em que ocupou, interinamente, o cargo de prefeito de Pinhalzinho (SC).

PRESO INDEVIDAMENTE – Na Reclamação no STF, a defesa questiona decisão do juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal que manteve o parlamentar preso no Bloco 05 (destinado a pessoas vulneráveis) do Centro de Detenção Provisória no Complexo da Papuda, estabelecimento inadequado ao cumprimento da pena em regime semiaberto, o que, segundo os advogados do parlamentar, impede a realização de trabalho externo na Câmara dos Deputados.

O ministro Barroso observou que, pelo menos em caráter liminar, verifica-se a plausibilidade do direito alegado, pois, no caso dos autos, um condenado a regime inicial semiaberto encontra-se, atualmente, em regime fechado, diverso do estabelecido pela decisão condenatória. O relator observou que a pena, na modalidade semiaberto, deve ser cumprida em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar.

Assim, o ministro deferiu a liminar para que o deputado seja posto em unidade compatível com o regime fixado, ou unidade onde possa usufruir dos benefícios do regime a que foi condenado, a critério do juízo da execução. O ministro também autorizou, desde já, que Rodrigues exerça suas atividades parlamentares.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Com esta decisão genial (ou bestial, como dizem nossos irmãos portugueses), Barroso aumenta a esculhambação institucional em que este país está mergulhado. É uma pena que ministros do Supremo se comportem com tamanha irresponsabilidade, devolvendo o mandato parlamentar a um criminoso condenado em segunda instância. Depois voltaremos ao assunto, que é gravíssimo. (C.N.)

PT pede que Lula dê entrevistas e a candidatura será mantida mesmo sem registro

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

 


Daniel Weterman e Jonathas Cotrim
Estadão

O PT recorreu à Justiça Federal em Curitiba para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, dê entrevistas e faça pronunciamentos como candidato a presidente da República mesmo preso. Além disso, a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou nesta sexta-feira, 8, que Lula será candidato ainda que a Justiça Eleitoral negue o registro de sua candidatura.

“Lula está com seus direitos políticos em exercício. Ele tem direito a falar, a se manifestar”, disse Gleisi, ao justificar o pedido feito à Vara de Execuções Penais da Justiça Federal. A presidente da legenda concedeu uma entrevista coletiva em Contagem (MG), onde o partido promove nesta sexta-feira um ato de “lançamento oficial” da pré-candidatura de Lula ao Planalto.

SEM PLANO B – Mesmo se a Justiça negar a possibilidade, disse Gleisi, a campanha continuará. “Vamos fazer campanha independentemente das falas do presidente, ele vai escrever e todas as lideranças vão falar por ele.”

A senadora disse que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não poderia negar o registro de Lula, mesmo com o petista condenado em segunda instância e podendo ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. “Enquanto tem recursos fundamentados nas instâncias superiores, teria que ser feita a candidatura. Nós poderíamos definir inclusive que ele faça a disputa sem o registro”, disse.

Na tese de Gleisi, Lula poderia ir para a urna, ser eleito e diplomado enquanto seus recursos não são julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O PT, afirmou a presidente, está formulando um parecer levantando casos de outros políticos que tiveram suas situações jurídicas revertidas após a eleição e tomaram posse.

COLIGAÇÃO – Negando qualquer alternativa à candidatura de Lula, Gleisi diz que o PT conversa com outros partidos do campo da esquerda e que a articulação pode levar a uma composição eleitoral. Mesmo não admitindo que Lula pode não ser candidato, a dirigente afirmou que, “em qualquer circunstância”, a palavra final sobre a movimentação do PT será dada pelo ex-presidente.

Perguntada sobre uma aliança com o PSB em Minas Gerais, Gleisi Hoffmann disse que o PT conversa com a legenda e que as alianças locais vão ser definidas em razão de uma aliança nacional.

O governador do Ceará, Camilo Santana, confirmou presença no evento de lançamento da candidatura de Lula. De acordo com a senadora, mesmo com a proximidade entre Santana e Ciro Gomes, o governador garantiu o apoio ao ex-presidente Lula.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
–  Gleisi Hoffmann é de uma ignorância extraordinária. Suas declarações chegam a ser constrangedoras. Ainda não entendeu que Lula está com os direitos políticos suspensos pela Lei da Ficha Limpa. (C.N.)