Paim prevê derrota de Dilma no caso do fator previdenciário

Governo esquece que agora o voto é aberto, afirma Paulo Paim

Deu na Agência Brasil

Um dos petistas que apostam em derrota do governo caso a nova fórmula do fator previdenciário seja vetada é o senador Paulo Paim (PT-RS). Ele lembra que agora o voto dos parlamentares é aberto e acredita que eles não teriam coragem de votar contra uma melhoria nas aposentadorias do trabalhadores. “Tem um fato novo que o governo parece que desconhece: não é mais voto secreto. Agora o voto é aberto. Consequentemente, você acha que algum deputado ou senador vai votar contra o [novo] fator na votação do veto? Não vai. Se vetar é um equívoco histórico e o veto cai e o fator cai também”, declarou.

SEMPRE CONTRA

O senador é conhecido por sua luta histórica contra o fator previdenciário desde que ele foi criado, em 1999, e é autor de projetos que propõem o fim do fator. “O fator confisca o salário da mulher. Ele confisca em 50% o salário da mulher e em 45% o do homem”, alegou. “Nós temos que garantir que a mulher, com 30 anos de contribuição e 55 de idade, se aposente. E o homem com 35 anos de contribuição e 60 de idade. Essa proposta está embutida na MP 664 e nós temos que olhar com carinho e politicamente para que ela seja aprovada”, disse.

A votação da MP 664 deverá acontecer nesta terça-feira (26), logo após a votação da MP 665, que trata de mudanças nas regras para acesso a seguro-desemprego, seguro-defeso e abono salarial. Ainda nesta semana, os senadores deverão apreciar a MP 668, que aumenta as alíquotas de PIS e Cofins sobre mercadorias industrializadas. Todas as três medidas provisórias estão relacionadas ao ajuste fiscal do governo e devem ser aprovadas sem alterações para não perderem a validade por decurso de prazo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGVários parlamentares já estão com pé fora do PT. Dois deles são senadores: Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA). Não aguentam mais a derrocada do PT e do governo. (C.N.)

27 thoughts on “Paim prevê derrota de Dilma no caso do fator previdenciário

  1. Vários parlamentares já estão com pé fora do PT como os senadores Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA) porque são RATOS e como sabemos, quando o navio começa a afundar os RATOS são os primeiros a abandonar a embarcação.

  2. Este senador é um dos poucos que mantem coerência com suas propostas políticas, tanto de campanha
    como senador atuante em prol do povo que o elege. Dignidade e honestidade são uma característica
    de poucos na nossa vida política. Parabéns Paim.

    • Tem um música do Marcos Valle em que ele diz:

      Não confie em ninguém com mais de trinta anos

      Eu não confio em nenhum petista. Pois, com tantos escândalos que esta quadrilha cometeu desde que assumiram o poder, nenhum veio a público criticar estes crimes. Este cara é um dos que nunca escutei ele fazer uma crítica se quer contra estes crimes. Petistas são todos iguais, não escapa um. Felizmente o fim destes caras esta próximo, este partido vai virar um partido nanico ou vai desaparecer como o PRN.

  3. É verdade , Dorothy.
    Concordo.
    Onde está a coerência dessa ”TURMA”, desses oportunistas ?
    Quer dizer que se o voto fosse secreto, não teria problema,
    estariam tranquilamente votando a favor.
    Eu disse ”turma” ? Mas na verdade, é quadrilha mesmo.

  4. que nada…esse Paim é um enganador….um enrolador de velhinho…..desde 2002 critica (junto com o Lulla) o Fator Previdenciário, diz que vai acabar com o Fator Previdenciário mas……DESDE 2003, vê o PT sabotar a mudança do Fator Previdenciário….E NÃO SAI DO PT!! CONTINUA NO PT!! SAFADO….HIPÓCRITA….

  5. E mente. Mente com força. Em pronunciamento semana passada disse que a Previdência Social é superavitária e que o superávit o ano passado foi de R$70,0 bilhões.

    Ou é muito mal informado ou, o que é mais provável, mente por má-fé fazendo proselitismo sobre a sua própria atuação, propagandeando-se para colher dividendos políticos.

    De tudo isso o que concordamos é com o benefício que tem de ser carreado ao trabalhador. Uma pena que isso tenha de ser defendido por gente detestável.

    • Em tempo, o déficit da Previdência Social em 2014, calculado pelo próprio órgão, foi de R$56,698 bilhões.

      Já neste ano de 2015, o déficit da Previdência Social acumulado no primeiro trimestre foi de R$18,049 bilhões.

      Fontes: Boletim Estatístico do Ministério da Previdência Social; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e Tesouro Nacional.

  6. ESTA SUJEITA NÃO SERVE NEM PARA PANO DE CHÃO.
    JÁ DEVERIA TER SIDO ARRANCADA DE SEU TRONO.
    NÃO SEI QUAIS OS INTERESSES ELA DEFENDE. NÃO SÃO OS DO BRASIL E DOS SEUS MILHÕES DE CIDADÃOS.
    JUNTAMENTE COM A ANTA ESSES PARTIDOS POLÍTICOS DEVERIAM SER EXTINTOS.

  7. Tomem cuidado com a proposta do governo Dilma e Levy, este segue a cartilha do FMI, não virá coisa boa para os futuros aposentados, os atuais FHC, que também segue a mesma cartilha já os destruiu, hoje aposentados e pensionistas vivem de empréstimos consignados.

  8. Querem aumentar o tempo de serviço-contribuição- prestado pelo trabalhador com o fator previdenciário, tudo para não mexer com os poderosos, isto é vergonhoso, imoral e diabólico. Tenham coragem de fazer a coisa certa. Taxem as grandes fortunas, os lucros dos banqueiros, das operadoras de cartão de créditos e o dinheiro flutuante que vem em busca do lucro fácil. Façam a correção para baixo dos preços dos automóveis e vocês terão não só 70 bilhões acrescido aos cofres do tesouro, mas muito mais. Coragem é o que falta pra este governo, assim como faltou para os outros. Mudem essa tática nojenta, abjeta e imunda de taxar os pobres!

  9. Amigos o INSS é lucrativo sim, mas com as contribuições adicionais, como confis, Lotos, etc. Essa demonstração deles não podemos confiar, alias, tudo que vem do PT gera dúvidas, é só enganação. Espero ter um grande prazer em ver a T I publicar que FHC, Lula, Dilma e demais cupinchas foram levados para a papuda e ressarcido ao erário todos os desvios praticados. É um sonho, mas seria a glória dos brasileiros.

  10. ESTUDO QUE COMPROVA A FARSA DO DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA

    A Professora Doutora Denise Lobato Gentil defendeu sua tese de doutoramento em Economia na UFRJ sobre o temo tratado neste artigo[5]. Ao fim do trabalho, chega à conclusão de que os relatórios da execução orçamentária emitidos pelo SIAFI e dados disponibilizados nos sítios do Ministério da Previdência, Ministério da Fazenda, Banco Central e do Ministério do Planejamento – dados oficiais, portanto – estão aptos a comprovar que, se observada a previsão constitucional, não há déficit entre a arrecadação e a despesa da previdência social pública federal (GENTIL, 2006).
    Segundo a autora (GENTIL 2006), ao contrário do que é usualmente difundido, o sistema de previdência social não está em crise e nem necessita de reformas que visem ao ajuste fiscal, pois ele dispõe de recursos excedentes. Para ela, há, portanto, uma “manobra contábil” para mascarar a real situação das contas da Previdência Social.
    Continua a especialista: o sistema precisa de reformas que permitam a inclusão de um grande contingente populacional que hoje se encontra desprotegido. Salienta, entretanto, que a capacidade de auto-sustentação futura dependerá de mudanças na política econômica que impliquem a promoção do crescimento associado a políticas de distribuição de renda.
    Na conclusão do seu trabalho, vem a clara denúncia:
    O que se verificou nesta pesquisa, e certamente será uma das principais conclusões a ser apresentada, é que uma magnitude significativa das receitas que se destinam à saúde, assistência social e previdência é desviada para ser utilizada no pagamento de despesas financeiras com juros e em outras despesas correntes do orçamento fiscal. É importante enfatizar que o desvio de recursos da seguridade social supera o que foi legalmente autorizado pelo mecanismo da Desvinculação das Receitas da União (DRU). Este mecanismo permite ao governo desvincular apenas 20% das receitas de contribuições sociais para usar em outros gastos, mas o que vem ocorrendo é uma desvinculação superior ao limite legalmente permitido.
    O superávit da seguridade tem servido aos propósitos da política fiscal, firmemente voltada para a geração de superávits primários em escala crescente.
    O problema do déficit fiscal, portanto, não está nos gastos excessivos da seguridade social, mas no montante de recursos que o governo decide empregar no pagamento de juros da dívida pública. (GENTIL, 2006, páginas 17/18)
    A opinião da Professora Denise Gentil quanto à verdadeira natureza técnica do “déficit” no sistema previdenciário:
    O que vem sendo chamado de déficit da previdência é, entretanto, o saldo previdenciário negativo, ou seja, a soma (parcial) de receitas provenientes das contribuições ao INSS sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho e de outras receitas próprias menos expressivas, deduzidas das transferências a terceiros e dos benefícios previdenciários do RGPS (…).
    Este cálculo não leva em consideração todas as receitas que devem ser alocadas para a previdência social, conforme estabelece a Constituição Federal no Artigo 195 e seus incisos, deixando de computar recursos significativos, provenientes da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O resultado é um déficit que não é real. Se for computada a totalidade das fontes de recursos da previdência e deduzida a despesa total, inclusive os gastos administrativos com pessoal, custeio e dívida do setor, bem como outros gastos não-previdenciários, o resultado apurado será um superávit de R$ 8,26 bilhões em 2004 e de R$ 921 milhões em 2005 (…)
    O uso de uma metodologia inadequada para avaliar o desempenho financeiro da previdência baseia-se em argumentos que dissociam da análise um fator importante que foi introduzido a partir da promulgação da Constituição de 1988. Um dos maiores avanços inscritos na atual Constituição, em termos de direitos sociais, foi a criação um sistema integrado de seguridade social abrangendo a saúde, a assistência social e a previdência (Art. 194, Constituição Federal). O sistema de seguridade social é financiado com receitas próprias, previstas na Constituição e a ele especificamente vinculadas (Art. 195 e incisos). (destaques nossos) (GENTIL, 2006, páginas 31/33)
    O estudo, portanto, concluiu – com base nos dados divulgados pelo próprio Governo Federal repita-se – que, no período abrangido pela pesquisa, houve superávit operacional na Seguridade Social na casa de dezenas de bilhões de reais a cada ano.

    Retorno ao campo do Direito: a questão vista por um tributarista

    A opinião do Prof. Werther Spagnol:
    Em um Brasil amesquinhado pelo peso de uma dívida pública colossal, é extremamente conveniente para o Poder Executivo central, não importando a orientação ideológica de seu titular, ser alardeada pela mídia a existência de um déficit previdenciário.
    (…) É importante notar que a existência de orçamento autônomo para a Seguridade Social tem a função de garantir uma fonte de recursos independente, não comprometida com outras despesas publicas.
    (…) Para alardear o famoso déficit previdenciário compara-se o total da despesa com a Seguridade Social apenas com as contribuições diretamente arrecadadas pelo INSS. Para fazer frente às diferenças a União transfere do orçamento do INSS parte do produto arrecadado com as demais contribuições. Ora, como procedimento não esta a União a cobrir o déficit, posto que as receitas transferidas originalmente pertenciam ao próprio INSS. Basta acessar o site do Ministério do Planejamento para verificar que a arrecadação combinada das contribuições arrecadadas pela Receita Federal do Brasil e pelo INSS são mais que suficientes para cobrir as despesas com a seguridade social. (SPAGNOL, 2003, p. 9)[6]
    O mestre chega à conclusão:
    Todos os argumentos aqui expostos reforçam a idéia de que tanto na gênese quanto na destinação as contribuições sociais incidentes sobre o faturamento e o lucro, a despeito de sua classificação formal, não é e jamais foi contribuição social para a Seguridade Social. É imposto disfarçado de contribuição. (destaques nossos) (SPAGNOL, 2003, p. 9)
    Portanto, apesar de terem sido desenvolvidas em distintas áreas do conhecimento – a tese do Dr. Werther Spagnol no Direito Tributário e a tese da Dra. Denise Gentil na área de Economia, Orçamento e Finanças – esses especialistas chegam à mesma conclusão.
    O financiamento da Seguridade Social é feito de forma direita, através das contribuições sociais previstas no artigo 195 da Constituição Federal, e indireta, através dos impostos. Entretanto a União vem classificando parte destas receitas como recursos do orçamento geral, o que gera um falso déficit no orçamento previdenciário.
    Em outras palavras, os números da Dra. Denise Gentil confirmam os argumentos do Professor Werther Spagnol. Se a Constituição encanta a economista com seu audacioso projeto de desvincular o financiamento da Seguridade Social da massa salarial, sabidamente a variável econômica mais frágil, promovendo, desta maneira, uma repartição de riquezas ao estilo “Robin Wood”, ao tributarista fascina o fato de a solidariedade – termo que em Direito Previdenciário deve ser tomado na acepção de “pacto entre gerações” – manifestar-se na diversidade de fontes financiamento possibilitada pela tributação através das contribuições sociais incidentes sobre diferentes fatos geradores.

    O fundo criado pelo art. 68, § 1º, III, da LC n. 101/2000

    No plano infraconstitucional, o depauperamento de um projeto de Seguridade Social solidário ganhou força com a criação de um fundo previdenciário que segrega parte das receitas constitucionalmente destinadas à Seguridade Social. Esse fundo está previsto no art. 68 da Lei Complementar n. 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal:
    Art. 68. Na forma do art. 250 da Constituição, é criado o Fundo do Regime Geral de Previdência Social, vinculado ao Ministério da Previdência e Assistência Social, com a finalidade de prover recursos para o pagamento dos benefícios do regime geral da previdência social.
    § 1o O Fundo será constituído de: (…)
    III – receita das contribuições sociais para a seguridade social, previstas na alínea a do inciso I e no inciso II do art. 195 da Constituição; (…)
    VI – recursos provenientes do orçamento da União. (BRASIL, 2009)
    De volta às conclusões da Professora Doutora em Economia Denise Gentil:
    Da forma como foi criado, o Fundo do Regime Geral de Previdência Social trás um duplo equívoco ou um duplo desarranjo nos preceitos constitucionais. Primeiro, porque ao criar um fundo exclusivo para a previdência, a LRF desconstitui o conceito de seguridade, tal como formulado na Constituição.
    Esse foi o passo necessário para o segundo equívoco: considerar os recursos da COFINS, CSLL e CPMF como externos ao orçamento da previdência e, portanto, passíveis de serem rotulados como transferências da União. Pelo artigo 195 da Constituição Federal essas receitas pertencem, expressamente, ao financiamento da seguridade social, logo, não são recursos transferidos, mas recursos próprios. Mais do que isso, abriu-se espaço para a afirmação de que tais recursos, transferidos da União, são valores destinados a cobrir um suposto déficit no orçamento da previdência com verbas subtraídas do orçamento fiscal. Essa interpretação distorce a verdadeira natureza da questão e dá margem a uma análise defeituosa que coloca a previdência social como alvo de reformas urgentes por ameaçar o equilíbrio fiscal do governo geral. (GENTIL, 2006, páginas 38/39)

    Outros fatores que implicam déficit entre as receitas e as despesas previdenciárias
    Para complementar o panorama apresentado, não podemos deixar de mencionar outras causas que diminuem os recursos da previdência pública no Brasil, reforçando indiretamente o argumento do “déficit previdenciário”: irresponsabilidade atuarial na administração de fundos nos primeiros anos de criação dos planos de previdência públicos, quando, naturalmente, eles eram superavitários em razão da juventude e saúde da população assegurada.
    Além disso, a própria União, como empregadora, também computa como receitas previdenciárias os valores que deveria estar recolhendo como empregadora, tanto nas relações celetistas, abrangidas pelo Regime Geral de Previdência Social, quanto nos regimes estatutários, abrangidos pelos Regimes Próprios de Previdência Social.
    Temos ainda a Desvinculação das Receitas da União – DRU, criada pela Emenda Constitucional n. 27 de 21/3/2000 e mantida até hoje por sucessivas emendas constitucionais, que possibilitou a desvinculação de órgão, fundo ou despesa de 20% da arrecadação de impostos e contribuições sociais. Como imposto já estão proibidos pela Constituição de serem vinculados a órgão, fundo ou despesa, podemos concluir que o objetivo real da DRU são mesmo as contribuições sociais!
    Por fim, podemos citar outros fatores de cunho social que colaboram para a redução dos recursos da previdência pública: inadimplência dos empregadores relativamente às contribuições sociais que lhe cabem, crescimento do desemprego, dos subempregos e do mercado de trabalho informal.

    Análise das principais decisões judiciais sobre o tema

    Como o tema deste trabalho é o suposto déficit previdenciário, natural seria buscar decisões judiciais sobre o assunto. Para tanto, utilizamos as ferramentas de busca do sítio da Justiça Federal na rede mundial de computadores. Delimitamos o período a partir da vigência da Constituição Federal (5/10/1988). Como critério de busca utilizamos a filtragem do material pela existência das palavras-chave “déficit” e “previdenciário” em um mesmo documento.
    Apesar da grande abrangência do período, a busca resultou em apenas 4 documentos. Nenhuma das decisões encontradas tratou da questão[7]
    O mais próximo que se chegou de uma abordagem do assunto, foi o julgamento da Medida Cautelar requerida no bojo da ADI n. 2.238/DF (UNIÃO, Supremo Tribunal Federal, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJE nº 172 de 12/09/2008), em que o Supremo Tribunal Federal – STF teve oportunidade de se pronunciar sobre a constitucionalidade do art. 68 da Lei de Responsabilidade Fiscal – LC nº. 101/2000.
    Talvez pelo fato de a discussão não estar ainda bem amadurecida, o Supremo Tribunal indeferiu, por unanimidade, o pedido de medida liminar para suspender os efeitos do art. 68 da LC nº. 101/2000, que criou o fundo do Regime Geral de Previdência Social, cuja finalidade seria prover recursos para o pagamento dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social, na forma do art. 250 da Constituição Federal.
    O STF afastou a alegação de inconstitucionalidade, por entender que o art. 250 da Constituição Federal, ao dispor sobre a instituição de fundo integrado por bens, direitos e ativos de qualquer natureza, não excluiu a hipótese de os demais recursos pertencentes à Previdência Social, até mesmo os provenientes da arrecadação de contribuições, virem a compor o referido fundo.
    Nossa Corte Constitucional preferiu, portanto, abordar um tema tão importante à geração atual e às futuras de forma tangencial, usando o argumento a contrario sensu, ao invés de atingir o cerne da questão[8].
    Por outro lado, temos um importante precedente judicial no julgamento da ADI n. 2.925/DF, tendo vencido a tese de que, a exemplo do que ocorre com o imposto – cuja vinculação das receitas leva à inconstitucionalidade do próprio tributo – também a contribuição social deve ter seu produto de arrecadação destinado às finalidades que justificaram sua criação, sob pena de inconstitucionalidade:
    PROCESSO OBJETIVO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI ORÇAMENTÁRIA. Mostra-se adequado o controle concentrado de constitucionalidade quando a lei orçamentária revela contornos abstratos e autônomos, em abandono ao campo da eficácia concreta. LEI ORÇAMENTÁRIA – CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO – IMPORTAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PETRÓLEO E DERIVADOS, GÁS NATURAL E DERIVADOS E ÁLCOOL COMBUSTÍVEL – CIDE – DESTINAÇÃO – ARTIGO 177, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. É inconstitucional interpretação da Lei Orçamentária nº 10.640, de 14 de janeiro de 2003, que implique abertura de crédito suplementar em rubrica estranha à destinação do que arrecadado a partir do disposto no § 4º do artigo 177 da Constituição Federal, ante a natureza exaustiva das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso II do citado parágrafo. (UNIÃO, Supremo Tribunal Federal. ADI n. 2.925/DF, Relatora Ministra Ellen Gracie, Relator para o acórdão Ministro Marco Aurélio, 2003, DJ 04-03-2005, PP-00010)

    CONCLUSÃO da Professora Doutora Denise Lobato Gentil defendeu sua tese de doutoramento em Economia na UFRJ:

    Ao final da pesquisa empreendida para a realização deste trabalho, concluímos que o discurso oficial do déficit previdenciário, amplamente propalado pelas mídias de massa, baseia-se em interpretação errada da titularidade e da distribuição dos recursos provenientes da arrecadação das contribuições previstas no art. 195 da Constituição Federal.
    A aceitação passiva destes dados falaciosos decorre do desconhecimento da população em geral e da imobilidade dos órgãos representativos das classes envolvidas (sindicatos de trabalhadores, organizações de aposentados e pensionistas e a representação destas categorias nas casas legislativas, etc,), as quais decorrem também da incipiência das nossas instituições democráticas.
    Apenas a pressão do povo brasileiro, devidamente esclarecido de todos os aspectos envolvidos, diretamente ou através dos seus canais de representação, poderá aniquilar os argumentos que geram pânico e pressionam para a manutenção das políticas de exclusão previdenciária e de redução dos direitos adquiridos nos últimos 20 anos de constituição cidadã.

    • Mais dois débeis mentais propagando sandices. Parece que a idéia é extrapolar cada vez mais as raias do absurdo para do sensacionalismo extrair algum dividendo.

      O absurdo aqui é dizer que o Orçamento Fiscal é que toma recursos do Orçamento da Seguridade Social quando ocorre justamente o contrário.

      Já provamos cabalmente aqui com os númEros de Fonte primária que não só a previdência é deficitári, mas toda a Seguridade Social.

      Quem quiser dizer i contrário qyque pare de tergiversar e prove.

  11. Por eu ser gaúcho, afirmar que conheço o senador Paim seria uma estupidez da minha parte, pois nunca o vi pessoalmente, tampouco fui seu eleitor.
    Mas, para nós, os gaúchos, este parlamentar do PT foi e continua sendo uma grande empulhação, um estelionatário do voto.
    Apresentando-se como defensor dos aposentados enquanto o seu maldito partido era oposição, o petista esbravejava em plenário contra o governo FHC, que havia criado o Fator Previdenciário, prejudicando os trabalhadores quando descansariam finalmente após décadas de trabalho!
    Pois, o seu criminoso partido ganhou as eleições, e surgiu a possibilidade de todas as injustiças e atrocidades cometidas contra os aposentados serem derrotadas no senado, afinal das contas, havia um senador que, desde deputado federal, desfraldara a bandeira como líder de um segmento do povo brasileiro abandonado, os idosos e inativos.
    Não, o senador pelo PT/RS NÃO FEZ NADA!
    Amoitou-se em sua cadeira confortável no plenário do teatro de espetáculos de atuações onde pululam atores canastrões e de péssima qualidade, e passou a aplaudir seus pares por mais ridículos e deploráveis que fossem seus comportamentos com relação àquelas pessoas que aguardavam pelas mudanças prometidas e jamais cumpridas.
    De tanto ficar sentado, até engordou, claro, pois gastando perdulariamente o dinheiro do povo – chegou a ser o parlamentar QUE MAIS DESPESAS apresentava ao erário para “indenizado” – com lautos jantares e almoços regados a petiscos e bebidas importadas, o representante dos aposentados deitava e rolava sobre si mesmo, debochando daqueles que um dia nutriram uma esperança a respeito do que este dissimulado senador um dia prometera.
    A foto estampa a sua cara debochada, alegando que, desta vez, o FP será derrotado.
    Pergunto:
    Por que tanto tempo depois que o PT está no poder e nunca tomou esta iniciativa?
    Rastejando para não ser visto e lembrado por suas mentiras, o petista surge com a sua figura deletéria, sua imagem carcomida de tanto enganar o povo, o sorriso enigmático, mas conhecido, que se trata de um enganador, um falso representante do povo e, principalmente, dos aposentados.
    Paim, pelo menos, precisa que se reconheça nele que sempre deu infinitamente mais importância ao PT que ao seu eleitor, que preferiu trair o cidadão brasileiro porque petista, que o seu grupelho exerceu a pleno o partidarismo e a ideologia em detrimento da população e do Brasil, então repudio qualquer declaração desse político mentiroso, e lhe digo que a mim ele nunca representou porque jamais enganou com a sua cara de sarcasmo, de escárnio, de menosprezo ao cidadão, conduta típica de seus cúmplices, organizados como um bando que se destinou e planejou arrasar com esta País e roubá-lo até não ter mais um tostão em cofre!
    Alguém viu este senador criticando seus pares no mensalão e, agora, no petrolão?
    Alguém o viu em plenário e ouviu alguma crítica contra a administração de sua “rainha” Roussef, de nobre descendência búlgara?!
    Paim perdeu uma bela oportunidade de continuar na sua soneca em sua poltrona ou falando ao seu celular para onde irá viajar ou programando seus almoços e jantares patrocinados por este povo sofrido e aposentados massacrados por gente da sua laia, por senadores vendidos e traidores desta Pátria!

  12. O missivista WP tá meio nervoso. Por quê tanta raiva para defender o déficit da previdência? Mais um fazendo o coro do governo e governistas de plantão. Em um país de governantes e missivista(s) “normais” a debilidade é um prêmio. Morra com sua verdade e normalidade, mas a pequena democracia com as instituições em frangalhos e as opiniões AINDA não acabaram.

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