Países do G20 precisam gerar 21 milhões de empregos

Paulo Peres

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) advertem que os países que compõem o G20 (as maiores economias do mundo) devem estimular a geração de 21 milhões de empregos para fortalecer a economia.

Segundo a OIT, a Alemanha, o Brasil, a Indonésia, a Rússia, a Turquia e, recentemente, os Estados Unidos registraram queda nas taxas referentes ao desemprego. O estudo também destaca o elevado aumento do emprego informal nos países emergentes, atingindo uma média de 45% em oito dos países do G20.

“Em todos os países do G20 há mudanças na chamada composição do setor do emprego”. O relatório da OIT ressalta que “os serviços públicos têm sido uma importante fonte de criação de emprego a partir de 2010”.

De acordo com a OCDE e a OIT, “as taxas de desemprego aumentaram de uma forma geral nas economias mais ricas em aproximadamente 1,5%. Além disso, houve um aumento nos níveis de subemprego, o que preocupa os especialistas pela instabilidade causada aos trabalhadores”.

No que concerne as causas da persistente fraqueza da economia global, o diretor-geral da OIT, Juan Somavia, afirma que “agora está claro que o caminho é por meio de uma maior integração entre as políticas econômicas e sociais, com foco nos investimentos produtivos, de emprego e trabalho decente.”

Juan Somavia explica que, “em todos os países do G20, a taxa de desemprego entre jovens supera em duas ou três vezes maior que a entre adultos”.

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