Palocci, Bernardo e o ajuste que a oposição quer destruir

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Em 2005, Dilma derrubou o ajuste e implantou a gastança

Sebastião Nery

Esta é quase uma historia de horror. Em 2005, no primeiro governo de Lula, os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e do Planejamento, Paulo Bernardo, dois poderosos ministros do governo, prepararam um PAF (Plano de Ajuste Fiscal), um projeto de ajuste fiscal realista, fixando o limite de gastos públicos por dez anos, impedindo seu crescimento acima do PIB (Produto Interno Bruto). Quando o PAF chegou à Casa Civil, a ministra Dilma Rousseff liquidou o projeto, fundamental para o equilíbrio das finanças públicas, com uma frase de quatro palavras: – “É um ajuste rudimentar”. Era um tiro de escopeta. Pareciam tempos de Hitler ou Stalin.

Os dois ministros, ao invés de enfrentarem o primarismo da Dilma e convencerem o presidente da República da importância de uma base orçamentária realista, aceitaram a qualificação de “rudimentares”.

DILMA E MANTEGA – Com o afastamento do ministro Palocci, assumiria a Fazenda Guido Mantega, o anti-Palocci, adepto da gastança, que permaneceria nos governos Lula e Dilma.

Eleita presidente em 2010, Dilma Rousseff implantaria a desastrada “Nova Matriz Econômica”, onde o BNDES foi vítima e por extensão toda a sociedade brasileira. Dilma adotaria verdadeiramente uma “política econômica rudimentar”. O País iria afundar em dívidas impagáveis, juros na estratosfera, queda de arrecadação, desemprego na escala de milhões, renda per capita encolhendo em 10%, dívida pública bruta acima de R$ 4,3 trilhões, levando os Estados federativos a situações pré-falimentares.

APARELHAMENTO – Tudo isso foi gerado pelo gasto público irresponsável e aparelhamento do Estado por corporações que usufruíram vantagens de todo tipo: algumas empresas ganharam o apelido de “campeãs nacionais do desenvolvimento”. Um dos exemplos, mas não único, foi o empresário Eike Batista e suas empresas simbolizadas no X de multiplicação, hoje todas elas em situação falimentar. As outras, a “Lava Jato” está revelando.

Se em 2005 o Ajuste Fiscal de Palocci e Paulo Bernardo tivesse sido aprovado, o Brasil não estaria mergulhado no cenário de horror e brutal recessão econômica. A PEC que limita os gastos públicos, agora aprovada na Câmara dos Deputados, poderia ter se transformado em realidade onze anos atrás. Seus fundamentos básicos já estavam presentes na proposta dos dois ministros do PT.

PRISÕES – Satanás não perde tempo. Desolados com seu partido e seu governo, Palocci e Bernardo enveredaram pelos becos do pecado, pelos caminhos do mal. A Lava Jato os pegou na esquina do dinheiro sujo. Palocci está na cadeia, Paulo Bernardo aguardando tornozeleira nas pernas. E Lula se escondendo da Policia quando pensa no juiz Sergio Moro.

O líder do PT na Câmara, o alegre baiano Afonso Florence, ignorando essa realidade, ainda afirma: – “A aprovação da PEC do teto dos gastos representará o desmonte de todas as políticas públicas do Brasil”.

É seguido pela amazônica senadora Vanessa Grazziotin, ao qualificar a PEC 241 de “PEC da maldade”: – “Quem vota a favor da PEC 241 vota contra o Brasil.”

Eles acreditam que o dinheiro público é infinito, desconhecendo que sem o ajuste o resultado será a explosão da inflação, da dívida pública, do desemprego, da falência de empresas e falta de recursos para os investimentos sociais.

APENAS O COMEÇO – O despenhadeiro em que jogaram o Brasil exigirá muito tempo para tirá-lo de lá. O ajuste das contas públicas é apenas o começo. As reformas na estrutura estatal, destacadamente na Previdência, na legislação trabalhista e na área tributária, são imprescindíveis.

Sem o enfrentamento dessas reformas, o desequilíbrio fiscal estrutural estará presente na economia brasileira. Exigirá coragem, determinação e consciência de saber estar construindo, para o futuro, o País que o seu povo merece e tem direito.

12 thoughts on “Palocci, Bernardo e o ajuste que a oposição quer destruir

  1. Muito bom o artigo. Nem parece ser escrito por um comunista.

    O projeto do PT e de toda essa turma do PSOL e PCB que foi liderado por Dilma é exatamente desestruturar a economia e derrubar a máquina pública, desestruturando o país.

    Tudo isso para recriar em seu lugar o protótipo de país comunista, exatamente como Chaves e Maduro estão fazendo na Venezuela.

    É o Foro de São Paulo liderado por Lula e os Castros da Ilha cubana ditando o caos para o Brasil e a América Latina.

    • Tejando… vou dar um desconto.

      Releia o autor e seus escritos e procure saber sobre a sua formação. Depois dê pitaco, ok?!

      Vive no Brasil, um país socialista e não sabe?!

      Fica assim, então.

    • Bem, o editor do blog é comunista, mas tem certeza de que os irmãos Castro e o ditador da Coreia do Norte não são comunistas, são apenas ditadores.

      CN

  2. Os petistas, nunca se importaram com o país, o negocio deles era fazer política para se manter no poder. a ponto de criarem uma rede de corrupção, que penetrou em todos os setores da vida pública. Não só os petistas, mas todos que o apoiaram tem responsabilidade nessa crise gigantesca que atingiu a união, estados e municípios.

  3. Dívidas com o INSS 357 bilhões.
    Sonegação 2016 410 bilhões.
    Bolsa Empresário 224 bilhões.

    Os Skafets da Fiesp que paguem o pato !

  4. Simplesmente porque foi o descontrole dos gastos primários do governo do PT, inundando a economia com excesso de liquidez, que forçou o Banco Central a elevar a taxa básica estrutural para enxugar esse mesmo excesso de liquidez provocado pelo governo.

    Ou seja, o descontrole das despesas primárias (descontrole fiscal) é a causa do desarranjo monetário e da alta da selic.

    Atacando a causa, ataca-se a consequência. Simples assim!

  5. O que se sabia está agora escancarado. Os petralhas querem destruir o país. Esta é a meta inconclusa, e usarão de todos seus artifícios para conseguir o que querem.

  6. Se a Darcy era um fazedor, eu sou um queredor !
    Quero sonegar ! Quero boquinha no Sistema S, Quero Bolsa Empresáriio, Quero Boquinha na EBC , Quero a Ferrari do Collor ! Quero !

  7. Eu quero ! Quero ser ‘liberal’ como o Affif Domingos, que preside aquela inutilidade Sebrae / Nacional, que vive do DPVAT, através da Indyana Seguros, Quero “

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