Palocci, prefeito medíocre e acusadíssimo, ministro da Fazenda incompetente, mas que fingia, para Lula, que era um gênio. Salvo, domina o governo de Dilma, é o segundo da República.

Helio Fernandes

Palocci é um raio que cai no mesmo lugar? Esse ditado popular não tem muita credibilidade, principalmente no Brasil, onde caem 11 mil raios por dia, pode repetir o local. (Daí o respeito por Benjamin Franklin, um dos Fundadores da República, não quis ser presidente, inventou o para-raios, tem sua efígie, que palavra, numa nota de dólar).

A comparação com o ex-ministro da Fazenda é porque, para ele, o raio caiu duas vezes, de forma negativa. Vindo de Ribeirão Preto, prefeito cheio de irregularidades (das bem grandes e faustosas), assombrou a todos que o conheciam, quando foi nomeado ministro da Fazenda, no primeiro governo Lula.

E não foi isso. Apesar da fragilidade intelectual e a falta de credibilidade pessoal, moral e eleitoral, se transformou num dos homens mais poderosos junto a Lula, naturalmente, antes dele ser “o maior presidente de toda a História do Brasil”.

O presidente Lula costumava dizer e repetir com insistência: “Fico torcendo e esperando que o ministro Palocci me dê o SINAL VERDE para reduzir os juros”. Palocci se alegrava, satisfazia diante do espelho, embasbacado com ele refletindo a sua imagem, essa palavra refletir que não frequentava seu vocabulário.

O tempo passou, o Palocci de Ribeirão Preto se materializou, descobriram o que toda a população de Ribeirão Preto já sabia. Existiam dois: um o Palocci prefeito, e o Palocci ministro. Quando conheceram a existência da casa de prostituição, onde Palocci fingia de Berlusconi, Lula não teve contemplação, D-E-M-I-T-I-U-O. Palocci tentou se salvar enxovalhando um digno caseiro, jogou todo seu Poder, utilizou a Caixa Econômica inteira para se salvar.

Foi demitido desprezivelmente, ninguém falava com ele, humilhantemente julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Que ia condená-lo, mas atendendo a pedidos do próprio Lula, “ABSOLVEU-O” por 5 a 4. Um julgamento que parecia ter exilado Palocci para o resto da vida, tem que ter essa palavra colocada entre aspas.

Seu ostracismo parecia irreversível. O envolvimento do ex-ministro com a Caixa Econômica, para condenar o caseiro que teve a dignidade que o ministro jamais conheceu, parecia para sempre.

Foi chamado para a campanha de Dona Dilma, nenhuma explicação. Com a sua desmoralização, não acrescentava nada à já vitoriosa Dona Dilma. Um ano antes eu já informava que ela não tinha para quem perder. Com Serra como adversário, era praticamente candidata única.

O fato de Dona Dilma ter ido para o segundo turno, favoreceu alguns corruptos-carreiristas, pois apesar de todas as evidências de que o segundo turno era um simples acidente de percurso, a própria candidata se assustou. E o grande eleitor, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou a dizer publicamente: “Confiaram demais, facilitaram, já podíamos ter ganho”.

Com isso, houve uma nova campanha, embora curta. Estou à vontade para lembrar esses fatos, pois nem remotamente escrevi a favor de Dona Dilma, apesar de dizer dezenas e dezenas de vezes: “Serra jamais será presidente”. Mas aí começou a grande guerra pelos cargos. Lula fingindo que não queria nada, indicou muita gente.

E como ele já havia confirmado, publicamente que “Mantega continuará ministro da Fazenda”, não podia mudar de posição. E na primeira vez que foi a exterior sem a presença de Celso Amorim, quem convidou? Guido Mantega, a quem deu a vez e a voz para falar como “ministro da Fazenda que vai continuar”.

Sem que a futura presidente percebesse, Palocci era candidatíssimo a chefe da Casa Civil, o cargo mais importante da República. E só mais tarde Dona Dilma veio a saber que Palocci tinha o apoio de Lula. O amigo e grande eleitor demorou a falar com ela.

*** 

PS – Longe da inteligência mas espertíssimo, Palocci não falou nada, ele e Lula combinaram: “Você tem que ser chefe da Casa Civil, formando dupla com Gilberto Carvalho”.

PS2 – “Ele será promovido: de secretário da Presidência, passará a ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência”.

PS3 – Tudo aconteceu como Lula imaginou. Quando o ex-presidente falou com ela, “tudo já estava adivinhado”. Até hoje, Lula nega que Palocci no cargo poderoso seja indicação sua.

PS4 – Palocci está tão forte, que não “livra a cara” de ninguém. Seu objetivo, agora, cumprindo ordens do empresariado paulista: derrubar o ministro da Fazenda. Diz a todo mundo: “Ele é que salvou o negócio do banco de Silvio Santos para o Pactual”.

PS5 – E não esconde: “Esse André Esteves, que comprava e vendia quinquilharias, fala TODO DIA com Mantega, contando o que aconteceu e aconselhando-o sobre o que vai acontecer”. Dilma que se cuide.

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