Pânico nas ruas do Rio, com 81%da população condenando o governo Pezão

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Charge do Ique (ique.com.br)

Pedro do Coutto

O título está inspirado em filme famoso de Elia Kazan de 1950 e a situação se compara ao panorama atual que atinge a cidade do Rio de Janeiro, a qual de acordo com pesquisa do Datafolha, publicada ontem pela Folha de São Paulo, acentua que mais de 70% dos moradores da cidade desejam sair do Rio por causa da insegurança. A reportagem sobre a pesquisa é de Júlia Barbon e Marina Estarque. Os números comprovam a sensação coletiva. Não há dia no Rio em que não haja um tiroteio em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas. Neste sábado, por exemplo, no alvorecer houve cerrado tiroteio no Morro do Cantagalo, Ipanema, e também nos morros dos Macacos e São João, na zona norte.

Se tivesse em condição para tal, 72% dos cariocas se mudariam do Rio por causa da violência. 1/3 alteraria sua rotina, recolhendo-se mais cedo a seus domicílios. O medo de sair a noite perturba 78%. O governador Pezão, que não consegue sequer pagar em dia ao funcionalismo estadual, atinge uma reprovação na escala de 80%, somente superada pela rejeição ao Presidente Michel Temer. O Datafolha acentua que os tiroteios foram percebidos com preocupação por 67% dos moradores da cidade. O medo e a insegurança vêm sufocando a cidade inteira.

APLICATIVO – A crise chegou a um ponto de ter-se consolidado um aplicativo que registra, segundo a engenheira Carolina Rodrigues, citada na matéria da Folha, a  ocorrência dos confrontos armados em comunidades marcados pela disputa pelo comércio de drogas.  O aplicativo previne a movimentação nas áreas de risco que se revesam todos os dias.

E 83% dos moradores do Rio são favoráveis a atuação dos militares no combate a violência. É lógica esta visão,  sobretudo porque , no caso da Rocinha, o governador afirmou que deu ordem à PM para não intervir, pois se tratava de luta de bandos pelo espaço do tráfico. Na ocasião, o governador Fernando Pezão esqueceu-se do risco que ameaçava a população local, vítima do fogo cruzado.

Na medida em que o governador anuncia publicamente haver determinado uma atitude de omissão policial em torno de uma batalha urbana, assim agindo decretou a falência da autoridade. Simplesmente porque a autoridade e a segurança têm que estar presentes para impedir conflitos capazes de fazer vítimas mortais entre os inocentes sitiados nas curvas  de São Conrado.

ALHEAMENTO – Aliás, o governador Pezão coloca-se sempre numa posição que o distancia da sua própria responsabilidade e de sua própria visão dos fatos. A revista Veja que se encontra nas bancas destaca uma frase que proferiu diante do juiz Marcelo Bretas a respeito de Sérgio Cabral. Luiz Fernando Pezão. Depondo como testemunha de defesa de seu antecessor, o atual governador disse achar excessiva a condenação de Cabral a 45 anos de prisão.

Portanto, Pezão não defendeu seu antigo companheiro de chapa; ao dizer que achava a pena muito grande, tacitamente concordou com a condenação, somente pedido uma pena menor. Claro. No fundo concordou com a prática de crime por parte de seu antecessor. Armadilhas da linguagem  que terminam esclarecendo pensamentos menos ocultos.

Pensamentos menos ocultos, porém no caso da violência são definições absolutamente concretas, reveladas pela pesquisa do Datafolha e pelas jornalista Julia Barrom e Marina Estaque. Os 7 milhões de habitantes do Rio assinam embaixo. A cidade vive um tempo de pânico. A sensação  está nas ruas.

4 thoughts on “Pânico nas ruas do Rio, com 81%da população condenando o governo Pezão

  1. Os cariocas sempre foram dados a “espertezas”, sempre se acharam mais malandro que os outros brasileiros, o resultado esta ai.
    Politicamente é um povo totalmente irresponsável, que tem votado em nulidades tipo Cabral e Pezão.
    Se o Cabral já era uma porcaria, porque elegeram seu vice, o apagado pezão?
    Ai não tem santo que faça milagres, quando o próprio povo faz tudo ao contrario do que devia.
    Os 72% que desejam sair do Rio para morar em outro lugar, até podem faze-lo, mais com uma condição, os que são usuários de drogas, que alimentam o atual estado de guerra, que deixem seus vícios por ai mesmo, pois caso contrário estarão apenas transferindo o problema, levando as mazelas para outros povos que ainda não as tem e sendo acompanhados pelos traficantes que continuarão atras do seu mercado.
    Acho que só intervenção federal no Rio e com lei marcial, a coisa já passou dos limites a muito tempo.

  2. Essas gentinhas melindrosas, hipersensíveis, que vivem a se lamuriar pelo que acontece nas suas cidades, certamente, elas nunca passaram perto de um garimpo. Ali sim, morre gente sem contar com a “caguetagem” do Ministério Público ou da imprensa fofoqueira. Lá polícia, seja qual for a etiqueta, se não fizer o jogo dos clandestinos, toma metal quente no mesófrio. Imaginem dois estados como o Pará e Amazonas, mais de 1.200.000 quilômetros quadrados cada um; cobertos de florestas e recortados por rios. Grande parte das atrocidades ocorrida ali, o ” mundo civilizado'” nunca sabe. Muitos dos aventureiros que buscam aquelas regiões são criminosos, autores de diversos assassinatos, roubos, tráficos e sequestros etc. Por mais pobres que o sujeito seja tem o seu arsenal. Eu, que sou alfabetizado também em química, perguntava aos meus dois irmãos, por que em alguns ranchos os peões guardavam ácido sulfúrico (H2SO4); eles me diziam que era para quando matassem alguém lançar a substância no rosto do cadáver, dificultando, assim, a identicação da vitima. Luvas hipodérmicas, capuzes, silenciadores, balas recheadas com mercúrio e outros acessórios letais.
    Homens agonizando com DSTs, (a AIDS campeia) febre amarelada, leishimaniose e outras patlogias endêmica daquele Brasil mui peculiar. Pessoas sem um centavo no bolso, distantes da saúde pública, seus familiares nunca mais os virão. Quem deveria ser solidário (seus companheiros) com os enfermos, ao contrário, fazem é escarnecer, dizendo: ” Morre logo peão, que eu quero ficar com a tua boroca (bolsa de viagem). A lei Maria da Penha ainda não chegou naqueles rincões: fêmeas levam taca bruta mais do que galinha para largar o choco.
    90% dos cabras são nordestinos de sangue nos zóio, pela odem: maranhenses, cearenses, piauienses, pernambucanos e outros.

  3. Favela é o lugar ideal para traficantes e bandidos de toda espécie se alojarem. Favela é de difícil aceso, ruas estreitas, cheia de vielas e becos, que os bandidos conhecem muito bem.
    Não vejo uma solução séria para libertar os favelados e toda a cidade do Rio de Janeiro do narco tráfico. Não nos iludamos, a tendência é piorar.
    Isso tem origem no passado. A falta da reforma agrária, fez com que brasileiros de diversos Estados imigrassem para o RJ. a procura de uma vida melhor, o que tinham todo o direito e, assim houve um grande aumento do número de favelas e o Rio de Janeiro, não estava preparado para receber esse grande número de imigrantes, o que provocou o inchaço da cidade. Não podemos esquecer que toda a baixada fluminense sofre do mesmo mal,

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