Pânico no Rio, queda de Witzel, esvaziamento de Guedes e a covid-19 matando mil por dia

Pastor que batizou Bolsonaro é preso e Witzel é afastado do cargo de  governador pelo STJ - ac24horas.com - Notícias do Acre

Pastor Everaldo, que batizou Bolsonaro, também foi preso

Pedro do Coutto

De ontem para hoje, sexta-feira, um novo maremoto atingiu o Rio de Janeiro, estado que se encontra em uma situação alarmante sob todos os aspectos a começar pela segurança pública, passando pelo afastamento do governador Witzel, incluindo o ritmo da covid-19. O pânico nas ruas, título do filme de Elia Kazan, configurou-se ao longo de praticamente 24 horas nos bairros do Rio Comprido e Catumbi.

Enquanto isso, em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro não levou em conta a recomendação da equipe econômica de Paulo Guedes. Decidiu aumentar os gastos públicos além do limite que o ministro tinha estabelecido.

GUEDES REBAIXADO – Neste caso, reportagem de O Globo de hoje, assinada por Manoel Ventura, Marcelo Correa e Geralda Doca, destaca a contradição. Bolsonaro, na minha visão, decidiu rebaixar o ministro da Economia.

O ministro da Economia, na realidade, é também o ministro da Fazenda, do Planejamento, do Trabalho, além de ser também o ministro da Previdência Social. Concretamente é impossível alguém poder acumular essas múltiplas funções. Mas esta é outra questão.

O fato é que o Palácio do Planalto está claramente vetando as soluções propostas por Guedes, sobretudo a iniciativa de cortar as deduções de saúde e educação no Imposto de Renda.

CORRUPÇÃO ETERNA – O Rio de Janeiro nos últimos anos tem sido atacado por vendavais sucessivos de corrupção. Seus governadores envolveram-se em situações extremamente prejudiciais à população. Com isso o poder público estadual conseguiu desrespeitar até os efeitos mortais do Coronavirus.

As fraudes vão do Instituto de Ortopedia aos equipamento de respiração, solução fundamental para assegurar vidas humanas. Verificamos que o ciclone contra o Estado do Rio de Janeiro está sendo realmente devastador. E um dos presos é o “dono” do PSC, o Pastor Everaldo, que batizou Bolsonaro nas águas do Rio Jordão.

CORONAVÍRUS – Mas falei na recuperação das pessoas atacadas pela covid-19. Tive de incluir as outras epidemias (pessoas) que sufocam a população contaminada pelo vírus transmitido por governantes. A respeito do coronavírus, chamo atenção para o seguinte. O crescimento das contaminações situa-se na escala de 3,5% da mesma forma que 3,5% é o percentual das mortes entre os contaminados. Estão morrendo no país 1.000 pessoas por dia, mas felizmente a enorme maioria se recupera.

São portanto 96,5%. Quais os procedimentos médicos adotados para recuperar plenamente as vítimas da pandemia? Importante saber quais os procedimentos adotados, porque uma coisa é a vacina, em torno da qual a humanidade torce para que os cientistas a estabeleçam. Uma coisa é a vacina preventiva. Outra coisa é um fármaco para os já contaminados.

No caso do Rio de Janeiro o panorama é mais terrível: além da covid-19, a corrupção desenfreada.

9 thoughts on “Pânico no Rio, queda de Witzel, esvaziamento de Guedes e a covid-19 matando mil por dia

  1. Faltou colocar na conta a insegurança. Milicianos agora traficantes. E a decisão do STF proibindo ações policiais nós redutos dos bandidos. Ainda bem que eu moro na “,zona verde” livre desta guerra.

  2. O colunista nada falou sobre o infame stf, escritório de advocacia do crime organizado, proibindo ações da polícia contra os traficantes. Uma mãe morreu tentando proteger seu filho numa disputa entre grupos criminosos. Silêncio retumbante.

    Serviços de informações da polícia e das forças armadas descobriram que o CV contratou mercenários, entre os quais terroristas das FARCs e Hezbolah, para treinar seus “soldados” em guerrilha urbana. Exatamente agora, talvez para não atrapalhar o processo de formação dos “revolucionários”, o infame STF proibiu a polícia de fazer incursões nos morros.

    Aí, quando o povo clama pelo fechamento desse antro, vem o Lulu Boca de Veludo falar em ditadura.

  3. Sem entrar no mérito da atuação do governador, sobre as acusações premiadas de seu ex secretario de Saúde, tem um viés político voltado para a eleição de 2022. Ele entrou na disputa em hora errada. Perdeu o time.

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