Para atender Bolsonaro, Aras tenta unificar forças-tarefas para “controlar” a Lava Jato

De 70 casos da Lava-Jato transferidos à Justiça Eleitoral, apenas ...

Charge do Newton Silva (newtonsilva.com)

Camila Bomfim
TV Globo — Brasília

Procuradores temem perder a autonomia, garantida pela Constituição, e resistem à proposta de unificar as equipes de investigação. A unificação é apoiada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que passaria a ter os investigadores sob seu controle.

A discussão voltou a ganhar força depois do conflito provocado pela tentativa da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo de acessar informações sigilosas da força-tarefa da Lava Jato no Paraná. A subprocuradora é a coordenadora do grupo da operação no âmbito da Procuradoria Geral da República (PGR) e foi nomeada para o posto por Aras.

TENTATIVA ANTIGAA unificação de forças-tarefas em um órgão nacional é uma ideia antiga e foi proposta, com conteúdos diferentes, desde a gestão de Rodrigo Janot na PGR.

Atualmente, a mudança está em discussão no Conselho Superior do Ministério Público Federal e tem o apoio do procurador-geral da República.

A intenção é criar a Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, a Unac, para unificar a atuação das forças-tarefas. Hoje, existem quatro: a Lava Jato no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Curitiba; e a força-tarefa da operação Greenfield, em Brasília, sobre desvios em fundos de pensão.

SEDE EM BRASÍLIA O objetivo é ter uma coordenação nacional, com sede em Brasília, para atuar no combate à corrupção, a atos de improbidade administrativa e ao crime organizado. Tudo isso com amplo acesso ao banco de dados dos núcleos de investigação.

Com a unificação, um procurador que estiver em uma investigação e julgar que necessita de uma equipe maior, poderá acionar a Unac.

Pela proposta em discussão, o coordenador da Unac terá mandato de dois anos. Segundo o projeto, ele vai ser escolhido pelo procurador-geral da República a partir de uma lista tríplice eleita pelos subprocuradores-gerais.

FALTA SER VOTADO A minuta do projeto, que pode sofrer mudanças, fala em unificar bases de dados, mas não explica como. A proposta precisa ser votada pelo Conselho Superior do Ministério Público.

Segundo o texto, ganha-se na organização e racionalização do trabalho, em todos os seus aspectos funcionais e administrativos, como a flexibilidade da atuação de seus integrantes, a economia de recursos, a acumulação contínua e a preservação da experiência e do conhecimento adquiridos,

A minuta também fala em unificação de rotinas, base de dados, sistemas, e tudo que compõe a sua capacidade de inteligência. Essa unificação de dados é um ponto de muita divergência.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se tem uma coisa que está dando certo no Brasil é a Lava Jato. Mas as chamadas autoridades constituídas fazem um esforço inaudito e sobre-humano para esculhambar a bem-sucedida atuação conjunta do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita. É muita desfaçatez.(C.N.)

9 thoughts on “Para atender Bolsonaro, Aras tenta unificar forças-tarefas para “controlar” a Lava Jato

  1. Já cumpriu o papel para a qual foi criada. Condenou Lula. Tirou o PT do governo. Agora, perdeu a finalidade e está querendo adquirir vida própria e independente. Tem que acabar.

  2. Com os meus mestres japoneses, aprendi que para mudar tem-se que pesar com critério os prós e os contras.
    Esse negócio de lista tríplice já vimos pelo ‘tosco’ que só funciona se o PR quiser.
    A independência das unidades tem a vantagem de criar uma saudável competição por resultados.
    Se houver boa comunicação, o modo operandi que dá certo em uma investigação pode vir a ser adotada em outras por outras equipes e por aí em diante.
    Estamos tão enojados das intervenções desmoralizantes nas equipes de investigação que estão dando certo que desconfiamos de tudo e de todos; e sem confiança, nada vai para frente.

  3. Está escrito na matéria … “O objetivo é ter uma coordenação nacional, com sede em Brasília, para atuar no combate à corrupção, a atos de improbidade administrativa e ao crime organizado. Tudo isso com amplo acesso ao banco de dados dos núcleos de investigação.”

    Se isso for feito a Lava-Jato será assassinada, pois Brasília é a capital mundial da corrupção e da impunidade, basta ver quantos ladrões do dinheiro do povo foram punidos até hoje pelo STF.

  4. Carlos porque você não dá uma linha sobre o caso BANESTADO CC5 e não reconhece que os procuradores e Moro cometeram atos ilegais,vou citar um a gravação além do tempo e divulgação da conversa DILMA E LULA,como jornalista não deve se omitir sobre esses fatos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *