Para defender o Estado mínimo, o ideólogo de Bolsonaro se inspira em Karl Marx

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Seria Paulo Guedes um admirador de Marx?

Carlos Newton

Aqui na ‘Tribuna da Internet’, quando se fala nos grandes pensadores Karl Marx e Friedrich Engels, muitos defensores da intervenção militar ou da eleição dos torturantes Bolsonaro/Mourão têm ataques apopléticos e entram em estado de choque. O motivo é simples – na realidade, nada sabem sobre Marx e Engels, sobre sua obra monumental em defesa dos direitos humanos, das oportunidades iguais, do resgate dos excluídos e da liberdade de imprensa. Na minha visão pessoal, tenho muita admiração por Engels, por ser de família abastada, beneficiária da exploração dos trabalhadores, que não tinham direitos sociais à época. Ou seja, Engels lutava contra seus próprios interesses financeiros.

No Brasil de hoje, vejam a ironia do destino. O economista/banqueiro Paulo Guedes, guru ideológico do candidato Jair Bolsonaro, mostra ser um conhecedor e admirador da obra de Marx, e até se inspirou nela para defender o Estado mínimo, em artigo publicado nesta segunda-feira, dia 11, em O Globo, sob o título “Disfuncional e corrupto”.

SEM NOVIDADES – Como diria o grande escritor alemão Erich Maria Remarque, não há nada de novo no front ocidental, porque não é a primeira vez em que Paulo Guedes, para sustentar suas teses neoliberais, recorre ao pensamento do velho Marx.

Em 4 de janeiro de 2016, no artigo “Farsa ou tragédia?”, também em O Globo, o guru de Bolsonaro já havia citado Marx, ao defender a tese de que os partidos que se revezam na luta pelo poder consideram que a conquista da imensa engrenagem do Estado é a mais importante presa. E ao fazer a citação, escreveu Paulo Guedes:

Esta não é a crônica de um liberal brasileiro sobre os 30 anos de uma transição incompleta do antigo regime militar para uma República corrompida pelo pensamento único da social-democracia. Mas sim observações de Marx a respeito dos descaminhos da República francesa em ‘O Dezoito Brumário de Louis Bonaparte’, opúsculo em que registra a frase de Hegel de que “todos os fatos e personagens de grande importância na história universal ocorrem duas vezes”, acrescentando: “a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

O QUE DISSE MARX – “O Poder Executivo, com sua imensa organização burocrática, sua artificial e complexa engrenagem estatal, seu exército de funcionários, esse espantoso corpo parasita que cobre com uma membrana a sociedade inteira em todos os seus poros, tornou-se uma administração centralizada do poder do Estado. E a revolução que assumiu como objetivo destruir todos os poderes independentes, mesmo municipais e provinciais, aprofundou ainda mais a centralização, ampliando ao mesmo tempo o aparelho de poder governamental e seus atributos. Novos grupos de interesse tornavam-se novos materiais nas mãos do Estado, e cada interesse retirado à iniciativa particular em nome de um interesse geral superior era transformado em objeto da gestão governamental. Os partidos que se revezavam na luta pelo poder consideravam a conquista dessa imensa engrenagem do Estado a mais importante presa do vencedor”, escreveu Marx no clássico “O Dezoito Brumário”, insistentemente citado por Guedes.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – Guedes mostra a importância de se conhecer e entender a portentosa e humanitária obra de Marx e Engels, sem essas bobajadas de atribuir a eles os erros dos supostamente comunistas Stálin, Pol Pot, Ceaucescu, Mao ou Fidel Castro. É uma idiotice tão grande quanto atribuir a Adam Smith os erros dos também supostamente capitalistas Hitler, Mussolini, Suharto, Milosevic, Papa Doc, Pinochet ou Idi Amin Dada.

Paulo Guedes faz bem em assimilar ensinamentos de Marx sobre a necessidade de um Estado mínimo. Pessoalmente, eu também defendo esta tese, mas faço uma ressalva – é preciso ter um Estado mínimo e forte, porque não existe exemplo de país que se tenha desenvolvido sem um Estado forte e capaz de regular os interesses que permeiam as diferentes camadas sociais.

MARX POETA – Para quem gosta de literatura, há também o Marx poeta, de múltiplas obras. Vejam este trecho da “Tragédia do Destino”, um poema particularmente comovedor, ainda que profundamente triste, mostrando o que Marx trazia no coração:

“A menina está ali tão reservada,
tão silente e pálida;
a alma, como um anjo delicada,
está turva e abatida…
Tão suave, tão fiel ela era,
devotada ao céu,
da inocência imagem pura
que a Graça teceu.
Aí chega um nobre senhor
sobre portentoso cavalo,
nos olhos um mar de amor
e flechas de fogo.
Feriu-a no peito tão fundo,
mas ele tem de partir,
em gritos de guerra bradando:
nada o pode impedir”.

Os detratores de Marx logo irão dizer que o cavaleiro era um comunista impiedoso, que matou friamente a jovem. Mas os poetas sabem que ela foi ferida de amor, quando seu amado partiu para a guerra.

21 thoughts on “Para defender o Estado mínimo, o ideólogo de Bolsonaro se inspira em Karl Marx

  1. Carlos Newton,

    Os neoliberais ou liberais quando fala em “Estado mínimo” é na verdade a transferência dos recursos existentes do Estado para beneficiar ainda mais os ricos, portanto a defesa do “Estado mínimo é muito subjetivo e não há um consenso na sua definição. Paulo Guedes, ou outro neoliberal devia expor de forma transparente o que o Estado devia cuidar e não entregar tudo a preço de banana para as “ zelites” – como diz o Lula.
    Saúde é Estado mínimo? Mas o que é saúde? Saúde são os hospitais, saneamento (água, esgoto com seus tratamentos)? Transporte é Estado mínimo? Mas o que é transporte? São as estradas, ônibus, metros? Educação é Estado mínimo? Mas o que é educação? Segurança é componente do Estado mínimo? Mas o que é segurança? – esses componentes Saúde, Transporte, Educação, Segurança – palavras sempre nas cartilhas dos políticos – deviam ser mais detalhadas quanto ao Estado mínimo, visto que depois de eleitos os políticos entregam TUDO para a classe dominante – vide a CEDAE no Rio de Janeiro.
    Privatizam tudo, energia, transporte, educação, segurança – podemos falar em Estado Forte? Mas o que é Estado forte? Como Paulo Guedes poderá definir? Controlar qual porcentagem do PIB para ser considerado um Estado forte forte? Um Estado forte pode ser positivo ou negativo? Devia existir um foco no que precisa ser mexido para se ter um Estado mínimo e forte, mas o ideólogo de Bolsonaro ou outro qualquer não detalha e fica uma confusão quais são os deveres do Estado, ficando ao bel-prazer na cabeça de cada um que faz e pratica as políticas públicas. Quando estiver no poder, esses ideólogos liberais ou neoliberais – entregam tudo para a classe rica e com apoio dos políticos vendidos que estão sempre de plantão e os outros poderes se calam.

  2. Bom dia, CN.
    O último parágrafo, desculpe-me acho desnecessário; pois um detrator deste nível, não deve ser levado a sério.
    Vamos pensar no exemplo de Jesus Cristo; depois de ter feito tudo que fez, mesmo assim o pregaram na cruz.
    Após ele, passamos a entender que a nossa verdade, pode não ser a do irmão ao lado e com isto podemos vir a ser criticado pelo mesmo ou ainda pior, mesmo ele sabendo que estamos com razão, por interesses outros, venha a nos criticar.

  3. Não há como avançar esta discussão sobre o trabalho de Marx referente à época atual, onde o filósofo alemão jamais imaginou ou conseguiu prever como que seriam as relações entre capital e trabalho ou entre empregador e empregado.

    As aplicações da ciência e tecnologia mudaram completamente o curso estabelecido por Marx, tanto na limitação da mão de obra por falta de qualificação, quanto pela necessidade de funcionários altamente profissionais, e dotados de conhecimentos e treinamentos específicos.

    Se, no primeiro caso, o trabalhador fica à mercê de salários que não lhe permite viver condignamente, na segunda questão é o especialista que domina o mercado, valorizando-se sobremaneira e impondo a sua faixa de ganhos merecidamente.

    Logo, não se trata de injustiça neste aspecto, mas de oportunidade no Ensino para o crescimento individual, para estudar e se aperfeiçoar.

    Não há como restringir o debate quanto às diferenças salariais existentes, mas de ampliá-lo, ao agregar-se à educação e ensino como prioridades para qualquer pessoa, e que o Estado deveria ser o responsável por este desenvolvimento.

    No entanto, justamente onde deveria ser “forte” – educação, saúde e segurança -, mostra a sua fragilidade porque substituída pela política, interesses e conveniências dos governantes e dos parlamentos municipais, estaduais e federal.

    Deixa, portanto, de fiscalizar esta relação indiscutivelmente insegura para o trabalhador braçal ou apenas com o Ensino Médio – praticamente não utiliza a mão de obra somente com o Ensino Fundamental -, e estabelece normas rígidas de contratação, afora retribuir com proventos humilhantes quem já é humilde, e impedindo que este servidor alcance melhor posição no mercado de trabalho porque também não estimula e enaltece o estudo, o aprendizado.

    De certa forma, este modelo exclui exatamente quem precisaria ser aproveitado, e não posto de lado porque sem qualificação, uma espécie de reserva de mercado onde a intelectualidade define quem atinge o ápice na sua carreira e quem sempre estará sujeito às crises econômicas ou as inexoráveis mudanças nessa relação entre capital e trabalho.

    Logo, torna-se imperioso que a discussão seja permeada pela educação, tanto como mola mestra que catapulta o trabalhador para salários dignos e adequados, como para melhorar os níveis de analfabetismo absoluto e funcional, onde a minoria das pessoas sem qualificação profissional encontraria no serviço doméstico, como servente de pedreiro, auxiliar de transporte, na limpeza de ruas, como ajudante de marceneiro, de encanador … as suas colocações naturais, até ir melhorando a sua posição, estudando à noite, e sendo estimulada por políticas educacionais neste sentido.

    Entretanto, um povo que sabe o que quer, e constrói o seu destino não interessa aos governos, então a caracterização de um país cujo povo carece de qualificação profissional, haja vista não haver qualquer interesse oficial para o seu desenvolvimento, pelo contrário!

  4. O PENSAMENTO HUMANISTA DE KARL MARX E FRIEDERICH ENGELS

    Faço algumas reflexões e com elas desejamos discutir o conceito de homem em Marx e Engels demonstrando exatamente o contrário daquelas críticas dos que nunca leram suas obras, tanto os partidários da Direita, quanto aos ditadores que nunca entenderam Marx e Engels, como Stalin, Fidel Castro, Pol Pot, e no Brasil o infame partido Stalinista PC do B.

    Inicio com a indagação: neste começo de século em que se fala tanto da redescoberta do valor do indivíduo, há algo mais atual do que o lugar que Marx reservou para o indivíduo na sua concepção de emancipação humana.

    A concepção de homem em Marx e Engels e o programa socialista do século XXI

    Foi com Marx que aprendemos que o capitalismo é um sistema no qual o processo de produção domina os homens e não os homens o processo. O humanismo de Marx em O Capital não é um simples protesto moral: ele rasga o véu mítico da reificação, decifra o “hieróglifo” do valor, apreende a realidade social (humana) oculta pela opacidade do mercado. Nessa obra em que dissecou o processo de degradação física e intelectual dos trabalhadores, o capítulo sobre o fetichismo é a chave para a compreensão do seu humanismo.

    Mas será que os “novos críticos” a leram?

    Quanto ao conceito de homem, remeto-me aqui aos textos que melhor expressamos princípios que guiam a antropologia e também a pedagogia de Marx: a) o papel central e dialético do trabalho; b) a ideia de homem pluri-lateral (na qual harmoniza“tempo de trabalho” e “tempo livre”). Para Marx e Engels, não é possível falar de educação sem referir-se à realidade socio-econômica e à luta de classes que a caracteriza e sustenta. Desse modo, a educação perde todo o aspecto idealista e neutro, bem como rejeita toda reminiscência romântica anti-industrial. Nesse modelo interpretativo são introduzidas propostas consideradas revolucionárias: a) a referência ao trabalho produtivo,que se punha em contraste com toda uma tradição educativa intelectualista e espiritualista; b) a afirmação de uma constante relação entre educação e sociedade.
    No conjunto das obras de Marx e Engels esses textos apresentam com coerência, em um intervalo de trinta anos, as suas ideias sobre a formação do homem, quecoincidem com a história do movimento operário. Isto ocorre na redação de três programas políticos: a) para o primeiro movimento histórico que assume o nome de Partido Comunista (1847-1848); b) para a primeira Associação Internacional dos Trabalhadores (1866); c) para o primeiro Partido Unitário Operário na Alemanha (1875).

    Já em 1848, no Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels propuseram a escola politécnica: Educação pública e gratuita de todas as crianças, abolição do trabalho das crianças nas fábricas, tal como é praticado hoje. Combinação da educação com a produção material, etc .

    Vê-se que desde o início de sua formulação, o marxismo tem como princípio o papel do trabalho na transformação social e pleno desenvolvimento humano. Mais de uma vez Marx chamou a atenção para este aspecto essencial de sua filosofia, como na crítica que fez, em 1875, ao Programa de Gotha, abordando a questão da seguinte maneira: “O parágrafo sobre as escolas deveria exigir, pelo menos, escolas técnicas (teóricas e práticas), combinadas com a escola primária”

    .Ainda na Crítica ao Programa de Gotha, posiciona-se contrário a uma “educação popular a cargo do Estado” afirmando: “Isso de educação popular a cargo do Estado é completamente inadmissível. Uma coisa é determinar, por meio de uma lei geral, os recursos para as escolas públicas, as condições de capacitação do pessoal docente, as matérias de ensino, etc, e velar pelo cumprimento destas prescrições legais mediante inspetores (…) outra coisa completamente diferente é designar o Estado como educador do povo! Longe disto, o que deve ser feito é subtrair a escola a toda influência por parte do governo e da Igreja (…)”

    .Aqui fica evidente a distinção entre o Estado garantir o funcionamento das escolas e o Estado ser o educador, além da emancipação simultânea do homem frente à Igreja e ao Estado. Tese mais do que atual!

    Já nas Instruções aos delegados do primeiro Congresso da Associação Internacional de Trabalhadores (Genebra, 1866), além de reafirmar que todo adulto deve trabalhar tanto com o cérebro como com as mãos, explicitam que “por ensino compreendemos três coisas” : ensino intelectual; físico; e tecnológico.

    No primeiro volume de O Capital Marx analisa a legislação inglesa sobre o ensino junto das fábricas que previam o ensino elementar como condição obrigatória para a utilização do trabalho das crianças e afirma que “do sistema da fábrica (…) nasceu o germe da educação do futuro, que unirá para todas as crianças. A partir de uma certa idade, o trabalho produtivo com o ensino e a ginástica, é visto não só como método para aumentar a produção social, mas também como método,único para produzir homens plenamente desenvolvidos .o ensino do futuro (socialismo) só pode ser colocado em prática com a conquista do poder político pelos trabalhadores, como se lê: “Se a legislação sobre as fábricas, que constitui a primeira concessão arrancada com grande esforço ao capital, combina unicamente o ensino elementar com o trabalho de fábrica, não há dúvida que a inevitável conquista do poder político pela classe trabalhadora trará a adoção do ensino tecnológico, teórico e prático,nas escolas dos trabalhadores”.

    .Ainda em O Capital, enfatiza a ideia sobre a superação da unilateralização do homem pela pluri-lateralização mostrando que a propriedade privada tornou o homem obtuso e unilateral. A divisão do trabalho cria unilateralidade e sob esse signo, precisamente, colocam-se todas as determinações negativas, do mesmo modo que sob o signo oposto da pluri-lateralidade, colocam-se todas as perspectivas de humanização.

    Mas que sentido tem a pluri-lateralidade em Marx e Engels?

    O conceito, como não poderia deixar de ser, está ligado ao de trabalho, que é uma das categorias fundamentais do marxismo ocupando, por conseguinte, lugar central na proposta pedagógica marxista. Distintamente da concepção hegeliana, Marx não vê o trabalho apenas pelo seu aspecto positivo. Hegel, escreve ele nos Manuscritos de 1844, “se coloca no ponto de vista da economia política moderna. Concebe o trabalho como a essência do homem, que se afirma a si mesma: ele só vê o lado positivo do trabalho, não seu lado negativo”. Sendo a essência subjetiva da propriedade privada no capitalismo, aparece ao trabalhador como propriedade de outro, alheia a ele.
    .

    • Parei de ler logo no primeiro parágrafo. Dizer que o marxismo (comunismo/socialismo) nunca deu certo porque os que tentaram implantá-lo nunca leram ou entenderam Marx e Engels é uma desculpa esfarrapada mais velha que andar pra frente.

  5. Quando criança, havia um seriado na Radio Nacional em que começava assim: ninguém sabe o mal que se esconde nos corações humanos… Digo isto, porque fico receoso quanto ao Bolsonaro.Na primeira vez foi enganado pelo Jânio e a última pelo Lula.

    De todos os candidatos o que terá mais poder, se eleito, é disparado o Bolsonaro. Todo alto escalão do exercito, são militarres de sua época. É possível que até colegas dde Agulhas Negras, Se eleito, os altos cargos, tanto na hierarquia militar como nos escalões civis, serao ocupados por militares de sua total confiança,

    Na presidência, envia ao Congresso, uma PEC, modificando a Constituiçao. O número de deputados – federais e estaduais – e senadores é é diminuido. Modifica também o STF e mais algumas medidas de impacto.

    O Congresso, aliado ao STF, se unem e partem para o confronto. Aí que mora o perigo. Usando das prerrogativas constitucionais, ele como chefe supremo, convoca as FFAA e dá uma de Hugo Chavez.

    Será que estou delirando?

    • Não. E os comunistas/socialistas sabem disso, por isso temer tanto Bolsonaro. Outro ponto que você não comentou: Bolsonaro tem apoio das policias e de parte da população espontaneamente. Se o congresso ficar contra Bolsonaro, a população ficará contra o congresso. Qual comunista/socialista tem apoio popular?

  6. Marx era correspondente de jornal americano e aplicava na bolsa de valores, mas falava mal dos patrões. Hoje quem fica com o “mais valia” é o governo que cobrando 65% de imposto sobre o trabalhador(fgts,inss,irrf) e do patrão(irrf, pis, cofins, csll, icms, ipi, ipe,isqn,inss, sat, incra,sesi,senac,taxas, etc.) O Marx que o pessoal ama nunca existiu.

  7. Quando era novo, ensinaram-me certos valores, depois no regime militar, houve mudança no entendimento da vida, nada mais daquilo tinha valor e agora após de 13 anos de governos da pseudo esquerda, já tudo muda novamente.
    Marx e Engels, já não são comunistas, agora são “humanistas” e que tudo o que foi feito em nome deles, inclusive as milhões de mortes para o estabelecimento do comunismo em certas partes do mundo, não teriam seus apoios.
    Paredon, trabalhos forçados na Sibéria, matanças de opositores feitas por Stálin e tantas outras crueldades produzidas pelo mundo afora para a implantação do comunismo, agora são negadas, como o que se pretendeu espalhar pelo mundo, não foi comunismo, foi outra coisa.
    Pelo que se começa a notar, o verdadeiro estado marxista nunca foi a União Soviética, mas sim os Estados Unidos, porque protege a sua população e assegura a todos os seus cidadão um padrão de vida, como os pais do comunismo revindicavam para todo ser humano.
    A verdade é uma só, a explosão demográfica, o número excessivo de habitantes da terra, o uso irracional dos recursos naturais, jamais permitirão que qualquer política de distribuição de rendas, de bem estar social ou qualquer outra forma de convívio humano terá sucesso, com a pobreza aumentando em escala industrial.
    Enquanto a população não parar de crescer, políticas sociais serão um eterno enxugar gelo.
    Ainda tem o componente religioso para agravar a situação, pregam para o século 21, a vida que se vivia no século 01.

    • Controle da natalidade é uma das soluções. Nem precisa ser obrigatória, bastava o estado oferecer incentivos para vasectomia e ligadura de trompas, de preferencia para pessoas sem condições financeiras, morais e sem vontade de criar filhos, haja visto o numero absurdo de abandono de menores e até mesmo de abortos. Quando for o momento de se fazer o inverso como no Japão e países prosperos da Europa, basta dar maiores incentivos fiscais para as pessoas terem mais filhos, pessoas que tenham condições financeiras, morais e vontade de ter filhos. A desgraça no Brasil é não termos nem uma coisa nem outra.

      • Prazer sem responsabilidade

        Já existe um processo de redução populacional.
        Homem com homem, mulher com mulher, apelidado de “teoria de gênero”

        Mais fácil que exterminar os já nascidos…

        sanconiaton

  8. Para qualquer País, especialmente o Brasil, uma Política Econômica baseada em Liberalismo Laissez Faire, de Estado Mínimo, impede o País de se Industrializar de forma Autônoma e Soberana, e de ter a maioria de suas grandes Empresas com Matriz no Brasil.
    Assim, sem uma Indústria Autônoma e Soberana, nunca teremos Alto Padrão de Vida.

    O que Nós necessitamos, é uma Política Nacional-Desenvolvimentista LIBERAL INTERVENCIONISTA ( KEYNESIANA ) que dê prioridade às Empresas com Matriz no Brasil, especialmente as Empresas Privadas.

    A nosso ver, se o Candidato a Presidente Sr. JAIR BOLSONARO, enveredar por esse caminho, Liberalismo Laissez-Faire do Sr. PAULO GUEDES, da Escola de Chicago- EUA, vai por caminho errado.

    O Brasil seguiu esse Modelo Econômico Liberalismo Laissez-Faire, durante todo o Império no Séc XIX, e da República até 1930, e nunca saiu de uma grande Roça de Café e Açúcar, de baixíssimo Padrão de Vida. Foi só quando o grande Presidente GETÚLIO VARGAS mudou o Paradigma e começou a Industrializar o País, Política seguida pela Revolução de 64, que o Padrão de Vida Brasileiro mudou para melhor, apesar de que ainda muito temos que fazer e CORRIGIR.

    Quanto a KARL MARX, de pensamento tão caro a nosso Editor-Moderador Sr. CARLOS NEWTON, ele foi um dos maiores Cientistas Sociais do séc. XIX, mas nunca entendeu que no SOCIALISMO, onde o Homem produz para a Comunidade, o RENDIMENTO é +- 10 Vezes menor que no CAPITALISMO, onde o Homem produz para Sí e sua Família. E sem grande PRODUÇÃO, não tem boa Solução.

  9. Pensando bem, quem não gosta de estado minimo, prefere estados fortes e provedores, são “capitalistas” do tipo irmãos Batista da JBS, ou outro Batista, o Eike das organizações X , os irmãos Marinho que não são Batistas, que só sabem crescer sugando ferozmente as tetas da viúva.

  10. Realmente, poesia comovedora e triste. mas de uma tristeza bonita. Ele abdicou de ser poeta por conta de sua ideologia?
    Carlos Newton, o comunismo para a idéia de que “comunista” não acredita em Deus” O que você respon de?

    • Querida Carmen Lins, comunismo nada tem a ver com religião, é apenas uma ideia de um sistema político-administrativo, que precisa ser adaptada aos dias de hoje, por óbvio. Sou religioso e comunista, acredito que não exista ninguém tão comunista quanto Khrisna, Lao Tse, Buda, Socrates, Jesus e Maomé. Posso estar equivocado, é claro, mas é a minha convicção. Alegar que Marx disse que “a religião é o ópio do povo” é bobagem. A religião sempre foi usada para submeter o povo (todos são iguais,
      mas apenas no templo…).
      Abs.

      CN

      • Código de conduta

        A preocupação com o inexorável desconhecido, o medo da morte…
        Religião só nos mostra o que sabemos por osmose, longe de nos esclarecer contribui para nos manter anestesiados sem a saudável necessidade do questionamento. Sob esse aspecto vejo substancia no conceito expressado, possivelmente, por Marx

        sanconiaton

  11. Sobre essa frase do comentário de Bortolotto –
    “E sem grande PRODUÇÃO, não tem boa Solução.”, faço menção aos homens que viveram no Brasil no Século 20…
    No Brasil BRASIL, o Brasil verdadeiro, 95% da população:

    Bortolotto escreveu “…no SOCIALISMO, onde o Homem produz para a Comunidade, o RENDIMENTO é +- 10 Vezes menor que no CAPITALISMO, onde o Homem produz para Sí e sua Família.”

    No Capitalismo do século 20 a vida dos homens que produziam no campo, sem sonhar com a Industrialização, ao produzir para Sí e sua Família obtinham rendimento era 100 Vezes MAIOR que no Capitalismo!!!

    Estes homens tinham FARDOS de comida; a medida era em GROSA (12 dúzias), uma fartura que, basicamente falando, nem mesmo 10% da população Capitalista mundial pode almejar ter

    Baixíssimo padrão de vida?? Fardos de Arroz, Feijão, Carnes salgadas, Pescados secos, Fruta a perder no chão…
    Festas comemorando Colheitas,
    Fartura e Harmonia Comunitaria…?

    E o padrão de vida do Brasileiro mudou para melhor, AONDE?? Que Brasil é esse???

    Sabe quantos MILHÕES sobreviveram famintos desde o pós 64??
    Sabe quantos MILHÕES de desempregados. hoje sem poder comer o suficiente para poder sobreviver?

    Conversa….

    A Industrializacao trouxe essa pobreza que destruiu o solo, o oceano, esgotou os recursos, acabou com a fertilidade, criou centenas de compostos quimicos incompativeis com os habitantes atuais do planeta, toxinas cancerígenas, e deixou o povo dependente desses 3 ou 4 produtos basicos para sobreviver: Arroz, Batata, Milho, Trigo…..

    Ai o Brasileiro vai pra fila do supermercado e olha para aquela montoeira de Cheetos, Doritos, Cebolitos, e já era… e nem percebe mais… o maior erro já cometido foi deixar de fazer as coisas como Deus quer, e tentar fazer tudo como a ganancia de alguns homens querem…..

    A crise hoje é a resposta! seu modelo desenvolvimentista morreu no mundo todo…
    Estão só tentando contornar os erros, e fazendo tudo errado novamente…

    “Bebida é água.
    Comida é pasto.
    Você tem sede de que?
    Você tem fome de que?
    A gente não quer só comer,
    A gente quer comer e quer fazer amor.
    A gente não quer só comer,
    A gente quer prazer pra aliviar a dor.
    A gente não quer só dinheiro,
    A gente quer dinheiro e felicidade.
    A gente não quer só dinheiro,
    A gente quer inteiro e não pela metade.”

    – Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto

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