Para evitar a rebelião popular, a Líbia corta o acesso à internet. Aguardem o que farão os outros países (árabes ou não) sob ditaduras.

Carlos Newton

Não deu outra. As agências de internacionais de notícias informam que, depois do crescimento da onda de protestos contra o regime de Muammar Kadafi, no poder desde 1969 na Líbia, o governo decidiu bloquear totalmente o acesso à internet no país.

Este é a realidade do mundo em que vivemos. Quando explodiram as revoltas na Tunísia e no Egito, os governos tiraram do ar a internet, mas não adiantou, era tarde demais para estabelecer a censura. Portanto, agora se sabe, com toda certeza, que a manutenção das ditaduras hoje depende da censura à internet, o que explica as restrições que países como China ou Cuba fazem permanentemente à rede de informações.

O objetivo da ação do ditador Kadafi é impedir a organização dos manifestantes através de redes sociais como o Facebook e Twitter, apontados por especialistas como ferramentas fundamentais nas mobilizações que permitiram a derrubada do presidente egípicio Hosni Mubarack e a chamada “Revolução de Jasmim”, na Tunísia, que forçou a saída do ditador Zine El Abidine Ben Ali, que governava o país desde 1987.

A agência France Press noticiou que os bens da família de Zine El Abidine Ben Ali no Canadá são avaliados entre 10 e 20 milhões de dólares. O novo governo da Tunísia exige a Ottawa que congele os bens do clã do ex-ditador e das  pessoas próximas a ele, assim como extradite seu cunhado Belhassen Trabelsi, um poderoso homem de negócios milionários que chegou a Montreal a 20 de janeiro

Os despachos das agências indicam que pelo menos 84 pessoas morreram durante os protestos na Líbia nas últimas 72 horas, revelou a Anistia Internacional, acusando as autoridades de atirar contra os manifestantes. Segundo fontes do hospital Al Jala de Benghazi, uma das cidades mais afetadas pelas manifestações, a maior parte das vítimas apresenta ferimentos de bala na cabeça.

“Esta alarmante progressão do número de vítimas e a natureza dos ferimentos sugere que as forças de segurança receberam autorização para utilizar força letal contra manifestantes desarmados”, destacou Malcolm Smart, diretor da Anistia para Oriente Médio e África.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *