Para Mourão, Pazuello deve ser punido por ir ao ato político com Bolsonaro

Mourao-Catarata

Pazuello sabe que errou e se arrependeu, diz Mourão

Daniel Carvalho
Folha

​O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (24) que o general da ativa Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, deve ser punido pelo Exército por ter participado no domingo (23) de uma manifestação política ao lado do presidente Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro.

Para atenuar a punição, que pode ir de uma advertência à prisão, Mourão, que é general da reserva, disse que Pazuello pode solicitar sua aposentadoria ao Exército.

QUESTÃO INTERNA – “É provável que seja [punido], é uma questão interna do Exército. Ele também pode pedir transferência para a reserva e aí atenuar o problema”, disse Mourão a jornalistas ao chegar pela manhã à Vice-Presidência da República, no anexo do Palácio do Planalto.

A pressão para que Pazuello vá para a reserva existe desde que ele assumiu o Ministério da Saúde, mas aumentou com o episódio deste final de semana. O ex-ministro subiu no carro de som onde estava o presidente, que discursou após um passeio de moto com apoiadores.

Como mostrou a Folha, a decisão do general da ativa de subir em um palanque foi considerada descabida por integrantes do Alto Comando do Exército, que enxergaram uma transgressão a normas básicas na caserna.

CABE AO COMANDANTE – Generais que integram a cúpula da Força trocaram impressões por telefone sobre o que ocorreu no Rio de Janeiro e dizem, em conversas reservadas, que o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, deve avaliar o caso e decidir que providência será tomada.

“O regulamento disciplinar do Exército ele no seu anexo I tem uma série de transgressões, entre elas, pode ser aí enquadrada essa presença do general Pazuello nessa manifestação, uma manifestação de cunho político”, afirmou Mourão.

O vice-presidente admitiu entender que Pazuello cometeu um erro, mas que o ex-ministro está arrependido. “Eu já sei que o Pazuello já entrou em contato com o comandante informando ali, colocando a cabeça dele no cutelo, entendendo que ele cometeu um erro”, disse Mourão.

SEM POLITIZAÇÃO – O vice-presidente, no entanto, não vê no episódio risco de que se abra uma brecha para a politização dos quartéis.

“Acho que não [há risco de politização das Forças Armadas]. Acho que o episódio será conduzido à luz do regulamento, isso tem sido muito claro em todos os pronunciamentos dos comandantes militares e do próprio ministro da Defesa”, disse Hamilton Mourão.

Pazuello já foi ouvido na CPI da Covid por causa de sua gestão à frente do Ministério da Saúde durante a pandemia. Após um depoimento repleto de contradições e mentiras, o general deverá ser reconvocado à comissão parlamentar de inquérito.

AFRONTA À CPI – Os senadores que integram o grupo majoritário da CPI da Covid enxergaram a participação de Pazuello, sem máscara, em ato político com Bolsonaro como uma afronta à comissão.

Os parlamentares desse grupo, formado por independentes e oposicionistas, trabalham em estratégias alternativas para romper a blindagem que entendem ter sido criada para dificultar o avanço das investigações relativas ao Ministério da Saúde, em particular da gestão Pazuello. Há intenção, por exemplo, de aprovar repetidamente convocações de alvos.

Mesmo antes do evento deste domingo, o grupo majoritário da CPI já havia definido pela reconvocação do general, por causa da série de mentiras que foram ditas durante sua oitiva, na quarta-feira (19) e quinta-feira (20).

TORNOU-SE INDICIADO – O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse durante o fim de semana que o requerimento de convocação será votado na próxima quarta-feira (26).

“Eu gostaria que estivesse com a mesma coragem de hoje na CPI. O general Eduardo Pazuello fez hoje uma escolha de ser o primeiro personagem declaradamente indiciado da CPI”, afirmou o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

“Se essa CPI não pedir o indiciamento do ex-ministro, ela não terá razão de existir. Componha o depoimento dele com os fatos de hoje e você terá aí os movimentos para isso. Pazuello foi incluído no rol dos indiciados, não por mim, não pelo Renan [Calheiros, relator da comissão], mas pelos atos dele”, completou.

13 thoughts on “Para Mourão, Pazuello deve ser punido por ir ao ato político com Bolsonaro

  1. Texto do oantagonista:

    Um general é, antes de tudo, um soldado que ascendeu na carreira porque, antes de tudo, soube acatar o regulamento. Sem regulamento, não há ordem a ser cumprida, mas desordem a ser instalada. E, na desordem, não há hierarquia, mas aventureirismo.

  2. Essa CPI não é para abrir impeachment contra o Bozo. Essa CPI é para que o STF tenha provas e mais provas para impugnar a candidatura do Bolsonaro.

    O Bozo vai ficar no cargo até o ano que vem, mas será impedido de concorrer à reeleição devido a situação ligada a pandemia, e claro, situações de corrupção dele e dos filhos em crimes de peculato etc e tal.

    O tal Ficha limpa pra ser mais preciso.

    O outro que terá a candidatura impugnada será o concorrente do Bozo, o Lula.

    O STF numa canetada só tirará da corrida presidencial o Bolsonaro e o Lula.

    O STF não fará isso para salvar o Brasil, apesar deles quererem fazer parecer isso pela imprensa anti-brasileira que nós temos, o STF fará isso para salvar a si próprio e a própria maior inimiga do Brasil, a mídia brasileira.

  3. O “tosco” está tentando destruir o Exército sem disparar nenhum explosivo; está usando simplesmente generais subservientes e arregimentando outros, pois, o Pazzuelo veio bem depois da sabujice de outros, que se mostraram após a fatídica reunião ministerial do “vai passando a boiada”. A bomba já está ‘plantada’; agora, só terá efeito se a Instituição Militar fizer literalmente “cara de paisagem” e não punir o general palanquista.
    A menos que se instale outro lema “faça o que digo mas não faça o que eu faço.”

  4. Mourão é fraco até para dar opinião, titubeia mais que rato na areia.

    Quando fala de Pazuello que já está nas cordas assim mesmo mesmo perde as rodas.

    Esse generalato parece não ser de fato e está mais para manco pato.

    Que circo assistimos a toda hora coisa que até um bandido cora.

    Vamos combinar, Pazuello que já não tinha moral se entregou mais ao capitão que jamais seria general.

    Por tudo isso muito caro pagamos, na vida pública brasileira qualquer matuto pensa que é malandro mas quando a porca torce o rabo, todos que eram arrogantes se fazem de ignorantes.

    Pazuello disse que cloroquina é um anti viral, teve que botar saia justa e fingir que não já é carnaval.

    Política de estado é ambiente para gente séria e não para demente que a si mesmo desmente para não ter pela frente um xadrez para trincar dente.

    Bolsonaro fez Pazuello entrar na roda do dá ou desce, o general obediente, falou bem fininho:”um manda o outro obedece”.

    Quem nasce para ser framengo nunca será Vasco pois quem não tem estádio, vive de fiasco.

    Assim são os dois parasitas que ficam doidões mesmo sem biritas.

  5. O dia que será lembrado para sempre como o “tapa na cara” da “mídia do ódio” (veja o vídeo)

    Em um passeio em que percorreu cerca de 30 quilômetros entres as zonas oeste e sul do Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro reuniu uma verdadeira multidão de apoiadores na manhã de domingo (23).

    Acompanhado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, dos deputados federais Marco Feliciano, Carlos Jordy, Luiz Lima, Hélio Lopes e Filipe Barros e dos deputados estaduais do RJ Charles Batista e Anderson Moraes, o passeio de moto do presidente foi seguido por milhares de motociclistas.

    A ‘motociata’ também reuniu uma multidão de pessoas por onde passou, que ovacionaram o presidente ao longo de todo o trajeto, que durou cerca de uma hora e meia.

    Após terminar o passeio, Bolsonaro fez questão de cumprimentar os apoiadores que o aguardavam no Aterro do Flamengo, e fez um discurso sobre a defesa da democracia e de seus valores.

    Um ato histórico!

    Um verdadeiro “tapa na cara” na “mídia do ódio” que insiste a propagar seus ataques contra o presidente.

    https://www.youtube.com/watch?v=3Rpo3DV5G_Q

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