Para não pegar mal, centrais sindicais fazem reivindicações ao governo, mas é só para constar.

Carlos Newton

Para evitar às críticas sobre sua inoperância e sua conivência ao governo federal, representantes das centrais sindicais vão se reunir nesta quarta-feira com a presidente Dilma Rousseff e com o secretário-geral da presidência, Gilberto Carvalho, em Brasília, para discutir a pauta trabalhista.

Os jornais anunciam que, entre as “reivindicações”, estão a isenção do imposto de renda para PLR (participação dos lucros e resultados), abono salarial, aumento para os aposentados que ganham valores acima do piso nacional, fim do fator previdenciário e reajuste para os servidores públicos e queda nas taxas de juros.

Estão previstas duas reuniões: uma às 11h, com o ministro Carvalho, e outra às 16h30, com a presidente Dilma.

Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal pelo PDT, a isenção do pagamento do imposto de renda na participação dos lucros é uma forma de distribuir renda e fomentar o mercado interno. “A desoneração pode garantir cerca de R$ 1,8 bilhão no bolso dos trabalhadores, garantindo mais consumo e produção”, disse.

“Vou cobrar o governo da necessidade de reajustar as aposentadorias de quem ganha acima do salário mínimo. Não podemos mais permitir esta política de achatamento dos benefícios”, reiterou.

Quem lê esse noticiário, pode até ficar pensando que as centrais sindicais estão mesmo reivindicando alguma coisa. Mas é só para inglês ver. Assim, pode até ser uma homenagem à visita do príncipe Harry, representante da Casa de Windsor. Mas não é para valer.

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