Para nos livramos de Bolsonaro, basta aplicar a 25ª emenda constitucional dos EUA

São três moleques”, diz Mourão sobre filhos de Bolsonaro | Jornal Alto Vale Online

 Charge do Iotti (Gaúcha-Zero Hora)

Carlos Newton     

Todos estão cansados de saber que o Brasil (ou Brazil) na verdade é uma filial da matriz United States of America (USA) e durante muito tempo foi chamado de Estados Unidos do Brasil, seu primeiro nome oficial durante o regime republicano, da Proclamação da República, em 1889, até 1967, quando o regime militar aprovou uma reforma constitucional e eliminou essa denominação.

No ano seguinte, 1968, o Congresso então votou um projeto relatado pelo deputado Gustavo Capanema (PSD-MG) e o país passou a se chamar República Federativa do Brasil, porém jamais deixou de ser filial dos USA.

NO REGIME MILITAR – Nenhum país gosta de ser subsidiário a outra nação mais potente. A denominação Estados Unidos do Brasil dava a entender que isso aqui poderia ser o Brasil dos Estados Unidos, e os militares não somente eliminaram essa possibilidade de erro, como também avançaram muito na autonomia política, social e ideológica do país, sem submissão aos estrangeiros, e a relação com os Estados Unidos foi entre tapas e beijos, digamos assim.

Essa política admirável vinha se consolidando desde a proclamação da independência, com a diplomacia altiva e nacionalista que sempre caracterizou o Império, especialmente na atuação de Dom Pedro II e do Barão de Rio Branco, dois estadistas que merecem que lhes tiremos o chapéu, como se fazia na época.

MATRIZ E FILIAL – Essa antiga relação subjugada de matriz e filial vinha se deteriorando, até que o presidente Jair Bolsanaro formasse sua equipe e se assumisse como americanólatra, fazendo o possível e o impossível para submeter o Brasil aos Estados Unidos.

Com dois anos de governo, ficou patente que Bolsonaro não tem equilíbrio emocional e político para governar o país. Em consequência, há os que preguem sua renúncia, que não acontecerá, enquanto outros defendem o impeachment, que exige uma tramitação longa, não é solução a curto prazo.

Nesse momento é que sentimos a falta da 25ª emenda à Constituição dos Estados Unidos. Imitamos tanto os norte-americanos, mas esquecemos desse detalhe fundamental.

SOLUÇÃO GENIAL –  A 25ª emenda estabelece procedimentos para preencher uma vaga quando há incapacidade do presidente. E o que nos interessa é a Seção 4, que determina:

“Sempre que o Vice-presidente e a maioria dos principais funcionários dos departamentos executivos ou de qualquer outro órgão que o Congresso possa por lei fornecer, transmite ao Presidente Pro Tempore do Senado e ao Presidente da Câmara dos Deputados sua declaração escrita de que o Presidente não pode desempenhar os poderes e deveres de seu cargo, o Vice-presidente deve assumir imediatamente os poderes e deveres do cargo como Presidente em exercício.

Se o Presidente enviar ao Parlamento não de conformar e declarar que não existe incapacidade, o Vice-presidente reafirmar que ele está incapaz, o Parlamento decidirá a questão, reunindo-se dentro de quarenta e oito horas para esse fim, se não estiver em sessão. Genial! Ou bestial!, como dizem nossos irmãos portugueses.

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P.S. –
Que falta faz a 25ª emenda, hein? Era só vice Hamilton Mourão pegar a assinatura da maioria dos membros do Conselho da República, que ele mesmo preside, pedir apoio logístico ao Forte Apache, se dirigir ao Planalto, mandar o importuno se retirar, espargir inseticida na cadeira presidencial, no estilo Jânio Quadros, e tocar o barco para a frente… Se na matriz é assim, por que seria diferente aqui na filial? (C.N.)

23 thoughts on “Para nos livramos de Bolsonaro, basta aplicar a 25ª emenda constitucional dos EUA

  1. Devidamente postado nas páginas de Jair Messias e Mourão no Twitter . Quem sabe o vice se mexe de alguma forma não é mesmo ? Nunca imaginei que houvesse algo pior do que Lula e o PT para o Brasil. Aqui sempre pode piorar o que já está muito ruim!

      • Puxa Carlao…Nao te entendo…vc pregando uma cousa que não tem respaldo em nosso sistema politico e constitucional…ficar citando emendas da constituição dos EUA…com nosso modeli politico é ridículo e totalmente srm noção de cidadania. Puxa CN…vc acha que realmente é esse o caminho de nossa pax social e progresso ? É isso que vc prega prezado rebelião? Tu achas que é desta forma que se muda uma nação?
        Puxa amigo espero muito mais de sua longevidade…do que estas “pérolas ” que tu andas escrevendo há algum tempo.
        Terra Plana…segue plana e estacionaria para louvor do seu Criador YAH ALLELUYA…

  2. Na filial é diferente, porque ela, a filial, copia bem tudo o que a matriz faz de ruim e copia mal tudo que ela faz de bom. No caso da Emenda 25, nenhum presidente completaria o mandato no Brasil, por razões óbvias e ululantes.

  3. CN sendo CN. Eterno golpista. Golpes nunca resolveram problemas. Desestabilizam a tudo e a todos.
    A solução é o povo aprender a votar. JB sempre foi assim. Ou acham que botar bomba no próprio quartel é uma atitude de um equilibrado?

  4. Tem um jeito rápido de tirar o coiso da cadeira : Pólvora !
    Fuzilamento !!!
    “Para o bem de todos e felicidade geral da Nação”.
    Amém !

  5. Pena que neste quesito, o da 25ª emenda, Pindorama seja diferente da matriz, se assim não fosse o Mourão já teria mandado o Pinóquio de volta para casa, inclusive com as despesas de mudança custeadas pela Nação. Fica aí uma ótima ideia para ser incluída na nova constituição, tão desejada pelo líder do governo na Câmara.

  6. Carlos Newton, interessante teu artigo, me fez pensar que nossa primeira Constituição após a independência de Portugal data de 1824 e ela vigorou por 65 anos, até 1889 com a Imposição da República.

    Sim, escrevi “IMPOSIÇÃO” pois Deodoro não “proclamou” coisa nenhuma, foi um traiçoeiro golpe de estado sem o menor apoio do povo.

    Só em 1891, dois anos depois da Imposição é que foi parida, com ferros e pólvora, a primeira Constituição de nossa suposta “república” – que o tempo, o senhor da razão e pai da verdade, se encarregou de provar que não passava de uma “lei transitória”.

    “Lei transitória” pois depois dela veio a de 1934, que foi revogada com o golpe do Estado Novo e a imposição da Constituição de 1937. Depois dessa “lei transitória” de 1937 veio a de 1946. Depois dessa a de 1967. Depois da de 1967 veio a Constituição Federal de 1988, apelidada “Constituição Cidadã” (será?), que está em vigor até hoje mais remendada que roupa de pobre. Mas jamais será feito um remendo para consertar o país.

    A “cidadã”, além de ter estimulado a expansão de castas privilegiadas, permitiu que fosse implantado do Brasil a corrupção impune por decisão judicial.

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