Para o leitor-comentarista Paulo Sólon e sua admirável cultura religiosa, um texto escrito no Dia de Natal

Helio Fernandes

Paulo Sólon, há mais de dez anos, num dia como o de hoje, entre o Natal e o Ano Novo, comecei a receber artigos teus, vindos de Miami. Quatro ou cinco de cada vez, pelo correio, o nome que eu não conhecia, e um extenso e admirável currículo, que não podia desconhecer ou ignorar.

Comecei a publicar, não pela sedução das credenciais, mas pela obrigação das afirmações do texto. Lógico, era o Paulo Sólon que me encanta até hoje, embora você já dissesse, “não quero que ninguém ligue para o que escrevo, minhas convicções são minhas e pronto”.

Como a vida não é estática e sim dinâmica, todos mudam, o Paulo Sólon daquela época, já provocando entusiasmo, se transformou no nihilista e anarquista (duas filosofias amaldiçoadas) de hoje, que provoca e assusta tanta gente. É difícil conhecer, ler e discordar de um homem que apresenta e representa apenas sua vontade e sua verdade.

Em matéria de religião, tua cultura, profunda e estabanada, é admirável. Assusta muita gente,que fica entre a curiosidade de entender como é que se aprende tanto, e a coragem (mais do que coragem, ultrapassando o limite da audácia) de afirmar tão vigorosamente, tão claramente, tão entusiasmadamente, avançando e obstruindo o caminho das mais diversas crenças e religiões.

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PS – Paulo, gostaria de ter conhecido pessoalmente tanta gente, começando logicamente por Jesus Cristo, que acabou de nascer, terminando em Marx. Depois dele, com quem gostaria de ter aprendido verbalmente? (Antes dele, Nossa Senhora, tanta gente).

PS2 – Uma das lembranças que mais gosto em Marx (nem ele nem eu somos marxistas), é o fato de ter aprendido, saboreado, citado e repetido, todas as ideias sociais de JC.

PS3 – No Século V, um único personagem me atrai, me fascina, integraria a lista daqueles com quem gostaria de ter aprendido. É o sábio e inacreditável, em matéria de cultura, Santo Agostinho. Como é que pode ser esquecido? Embora nenhuma recriminação pelo fato de discordarem dele.

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