Para reformar a Previdência, relator diz que Temer precisa mudar ministério

Deputado Arthur Oliveira Maia durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto

O relator mostra o que vai acontecer aos servidores

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

Com a pressão da base aliada por uma reforma ministerial, a contabilidade para aprovar o novo texto da reforma da Previdência terá de ser pragmática: ceder apenas nos pontos que trazem votos. O aviso é do relator do texto na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), que trabalha na costura de uma versão que diminua a resistência dos parlamentares. “Essa contabilidade agora tem que ser muito pragmática. Não adianta mais ficar numa conversa teórica. É preciso saber o que traz os votos”, disse Oliveira Maia em entrevista ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’.

“É necessário que o governo realize um gesto político com sua base. Esse gesto político se traduzirá certamente em uma mudança ministerial”, acrescentou o relator, que já tem em mãos uma versão preliminar da emenda que irá à votação direto no plenário da Câmara, ainda sem data marcada para acontecer.

ENXUGAMENTO – A proposta mais enxuta retira pontos sensíveis do texto aprovado na comissão especial em maio: mudanças na aposentadoria rural, nos benefícios de assistência social (BPC) e aumento no tempo mínimo de contribuição. Há ainda negociação para retirar do relatório as restrições que foram criadas para o acúmulo de aposentadorias e pensões, uma medida que teria grande impacto na economia de despesas no curto prazo.

A minirreforma passou a ser negociada no início da semana passada, após quase seis meses de paralisação na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras previdenciárias. O projeto ficou travado em razão da delação dos executivos do grupo JBS, que levou a Câmara a analisar duas denúncias contra o presidente Michel Temer.

JANELA ESTREITA – O governo tem uma janela estreita para tentar aprovar a reforma ainda este ano. Com o calendário de feriados, restam efetivamente apenas quatro semanas de atividade legislativa antes do início do recesso do final do ano. Pelos cálculos de políticos, se não for à votação agora, a proposta não passará em 2018, ano eleitoral.

Com tanta dificuldade, as mudanças em negociação só serão aprovadas depois que o presidente Michel Temer fizer a reforma ministerial cobrada pela base aliada. “Há um descontentamento muito grande com o atual formato do ministério. E o presidente Temer certamente saberá conduzir esse assunto para que, a partir dele, possamos, de fato, encaminhar as mudanças de mérito”, diz o relator.

Arhtur Maia critica a posição de parlamentares que pregam que a reforma da Previdência só deveria ser aprovada depois das eleições. “Não vejo nada mais falso”, disse. Para ele, cada deputado deve deixar clara sua posição. “Defendo que se tente aprovar no plenário, perdendo ou ganhando, mas teremos um resultado”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O maior problema é a falta de um debate profundo. É claro que o aumento da expectativa de vida muda o quadro atuarial, mas a terceirização e a pejotização também são fatores de aumento do déficit, mas o governo não diz uma palavra a respeito. Terceirização e pejotização também reduzem a arrecadação do Imposto de Renda, mas o governo não diz uma palavra a respeito. A dívida pública aumenta progressivamente, mas o governo não diz uma palavra a respeito. Por que será? (C.N.)

11 thoughts on “Para reformar a Previdência, relator diz que Temer precisa mudar ministério

  1. Nada a ver mas importante!

    Sr. Carlos Newton; para seu arbítrio.

    Significado de Tabu Por Dicionário inFormal (SP) em 01-02-2009

    é algo ou alguma coisa que se evita por temor e desconhecimento. Reflexo de falta de maturidade e de individualismo.

    Não foi um “drone” que atrapalhou o aeroporto de SP foi um OVNI.

    Neste momento tem mais OVNIS voando e/ou parados acima das nossas cabeças do que a soma dos automóveis aqui na terra.

  2. Primeiramente reformem o hospício Czariano e depois venham conversar com que paga as contas.
    Qualquer coisa diferente é inaceitável.
    Simples assim.
    Atenciosamente.

  3. Eu acho que a terceirização não afeta nada pois o trabalhador é formalmente empregado numa firma.
    A pejotizacao sim diminui a arrecadação, mas também vai diminuir, no futuro, a quantidade de pensionistas.

    • Desculpe, Teresa, fui terceirizado pela TV Educativa e obrigado a entrar numa falsa cooperativa, que só exigia que os associados descontassem para o INSS sobre um salário mínimo. Todos aceitavam, porque quem ganhava dez salários mínimos, por exemplo, descontava o equivalente a apenas R$ 100 e embolsava os restantes R$ 900. Com isso, a TVE também deixava de contribuir com a parte dela, de 20% sobre o salário do empregado (R$ 2 mil). É assim que funciona a sonegação. Outro detalhe: a cooperativa ou ONG/OAS também não paga ao INSS os 20% da parte do empregador. No total, a sonegação é monstruosa, Teresa. Vou escrever de novo sobre isso.

      Abs.

      CN

        • A terceirização não é ruim, Teresa. O problemas são as irregularidades, muito graves, e não há fiscalização. Em dezembro de 2013, a Petrobras tinha quatro terceirizados para cada funcionário próprio, eram cerca de 280 mil trabalhadores indiretos, sem carteira assinada. Já cortaram a maioria, Hoje são 117.555. Muitas cooperativas foram criadas por funcionários graduados da Petrobras. Trabalhei lá no governo FHC, vi a coisa de perto.

          Abs.
          CN

  4. Assaltaram os cofres públicos, agora como não tem mais de onde tirar, querem virar o contribuinte de pernas para o ar esperando pra ver sei cai alguns centavos. Vão cobrar a fatura do patrimônio dos corruptos, depois dos devedores da previdência, por último acabem com as mordomias e cartões corporativos dos políticos. Aí sim venham falar em arrecadar mais.

  5. A que ponto este país chegou? Fazer por fazer tem apenas um nome. Alguém comprou e quer receber. Seriedade zero. Não querem apenas o povo nas ruas, mas em suas gargantas.

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