Para se salvar, Dilma tem de seguir a receita da oposição

Vicente Nunes
Correio Braziliense

A sorte está lançada. A presidente Dilma Rousseff iniciou, ontem, efetivamente o segundo mandato, ao anunciar a nova equipe econômica. O sentimento no Palácio do Planalto é o de que, ao rasgar a política que prevaleceu no primeiro mandato, a petista abriu mão de convicções importantes. Não está se dando o direito de errar.

Dilma sabe que o que está em jogo, daqui por diante, é a permanência do PT no poder. Se continuasse insistindo nos equívocos dos últimos quatro anos, certamente ajudaria a oposição a retornar, mais facilmente, ao Palácio do Planalto. A ironia é que a presidente está precisando seguir a receita da oposição para se livrar do fiasco.

Quem se der ao trabalho de recuperar o discurso de Dilma durante a campanha eleitoral verá que seu novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tratou de jogá-lo no lixo ao se apresentar como novo guardião dos cofres públicos. Ele ressaltou que, sem um ajuste consistente nas finanças do governo, indicando compromissos com metas de superavit factíveis nos próximos anos, não há como o país sair do atoleiro em que se encontra.

PRÓXIMOS ANOS 

Levy foi taxativo: “O objetivo imediato do governo e do Ministério da Fazenda é estabelecer uma meta de superavit primário para os três próximos anos, compatível com a estabilização e declínio da relação dívida bruta em percentual do PIB (Produto Interno Bruto)”. Desde que Dilma tomou posse, em 2011, e a gastança se instalou na Esplanada nos Ministérios, o endividamento total do país saltou de 53% para 61%. É o maior nível entre as nações emergentes.

O sucessor de Guido Mantega foi além, ao frisar que não haverá mais transferências de recursos do Tesouro Nacional para os bancos públicos. Durante a caminhada à reeleição, Dilma frisou que, se a oposição chegasse ao poder, “não ficaria pedra sobre pedra” nas instituições financeiras federais. E alardeou que programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida e os financiamentos à agricultura, seriam destruídos. Nada disso vai acontecer. Apenas, com o rigor de Levy, todas as liberações de recursos públicos serão feitas de forma criteriosa.

SEM CRESCIMENTO…

Nem mesmo Nelson Barbosa, que comandará o Ministério do Planejamento e é mais alinhado ao pensamento de Dilma, deixou de jogar uma pá de cal sobre a política econômica do primeiro mandato da chefe. Ele ressaltou que, sem crescimento, não há como fazer inclusão social. A petista, na corrida por mais quatro anos no Planalto, reforçou que a população não comia PIB.

A tendência é de que, nos próximos dias, a nova equipe vá anunciando uma série de medidas para mostrar que o compromisso de Dilma de fazer o país voltar a crescer com inflação na meta é para valer. É verdade que as primeiras palavras de Levy não causaram a comoção que o mercado financeiro esperava. Foi firme, deu direções, mas não se aprofundou nos detalhes, até para não alimentar muitas expectativas, já que ele mesmo está caminhando sobre um terreno minado.

6 thoughts on “Para se salvar, Dilma tem de seguir a receita da oposição

  1. Antes de aceitar o cargo, o Levy conversou um bom tempo com o seu ex professor Armínio Fraga. Mais uma demonstração da safada campanha eleitoral petista.

  2. Esqueçam.Ela nunca fará isso.

    Dilma é uma jumenta iletrada que não aprendeu nada de útil na vida.
    Foi,é e sempre será uma subversiva,terrorista e comunista.

    Sua obsessão é o golpe ditatorial e totalitário no Brasil e em toda a América Latina.

    Ela,conjuntamente com os “parceiros de psicopatia” (Fidel,Raul,Lula,Dirceu,Cretina Kirchner,Morales,Correa,Mujica,…) querem ir à historia como os comunistas que deram certo.Uma meta utópica,imbecil,criminosa e doentia.

    Dilma/Lula/PT são os efeitos da imensa existência de imbecis coletivos em terra tupiniquim que lhes dão apoio.

    O que o Brasil e a população ganharam com ascensão petista-comunista ao poder e os
    legados das Eras Lula/Dilma/PT ? Ganhamos retrocesso e nada mais.

  3. No Brasil não existe lei que puna o estelionato eleitoral, pode-se
    apresentar um projeto antes das eleições que agrade aos imbecis, que é a maioria do povo e depois fazer outro totalmente contrário. Mentir e enganar descaradamente não é crime.

  4. O problema não é seguir a receita da oposição, o problema é que a quadrilha é tão incomPTente que não sabe o que fazer, daí copiam de quem tinha o que oferecer. Agora é ver se serão capazes de implantar esta receita sem fazer mais titica.

  5. Há no ar uma ideia geral de que o quadro político nacional também estacionou como o econômico. Me parece ledo engano, doce ilusão…

    Não se esqueçam de que supostos personagens estão sendo devidamente investigados pelo Ministério Público e a Polícia Federal há tempos, em cima das várias linhas nascidas da operação Lava-Jato e das denúncias contidas nas delações premiadas. É muita gente!

    Sem contar as mochilas dos Procuradores que voltaram da Suíça, com montanhas de extratos suspeitos, que vão dar muita dor de barriga em empresários e autoridades…

    Vai que, nessa história muito mal contada do ” eu não sabia”, o desenrolar de toda a investigação prove o contrário, que os “chefes” sabiam de tudo desde o começo, como dedurou o doleiro Youssef… se ele garantiu em juízo, valendo a deleção premiada, presume-se que têm como provar…

    Tudo leva a crer que até antes do Natal, o Papai Noel vai trazer ,muitos presentes, diferentes, para o povo brasileiro. Eu acredito em Papai Noel trazendo pacotes de algemas…

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