Para substituir Guedes, representante dos bancos,  é melhor nomear Meirelles, um banqueiro de verdade 

TRIBUNA DA INTERNET | Meirelles, candidato à sucessão, será protagonista do programa do PSD na TV

Henrique Meirelles exibe o tamanho da divida pública

Carlos Newton

O presidente Jair Bolsonaro tem um maneira peculiar de encarar a responsabilidade com as contas públicas. Com seu conhecimento de macroeconomia é igual a zero, ele só tem preocupação com o teto dos gastos porque os generais que habitam o Planalto na ala militar e o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, falaram sério e o aconselharam a não repetir as pedaladas de Dilma Rousseff e Guido Mantega, porque se arriscaria a também responder a processo de impeachment.

Bolsonaro captou a mensagem de seu professor Raimundo, mas seguiu em frente com aquelas decisões demagógicas que caracterizam um mandato sem metas nem planejamento.

DÍVIDA SEM FREIO – O fato concreto é que a dívida pública bruta do governo chegou a 86,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho, somando novo volume recorde de R$ 6,210 trilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (31/08). Em junho, esse percentual era de 85,5% do PIB, e o aumento mensal de 1% continua refletindo o crescimento expressivo nos gastos públicos em medidas para o combate ao novo coronavírus.

A dívida bruta já ultrapassa em R$ 710 bilhões o total registrado em dezembro de 2019, quando o endividamento somou 75,8% do PIB, já muito acima da média suportável calculada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para economias emergentes, que é em torno de 50%, e isso ajuda a aumentar a desconfiança sobre a capacidade do governo em controlar as despesas públicas em 2021, porque a única meta fiscal que vai valer no próximo ano é a do teto de gastos.

GRAÇAS À PANDEMIA – Bolsonaro é como o Gastão, primo sortudo do Pato Donald, porque até mesmo quando as coisas dão errado, acabam sendo positivas para ele. Basta lembrar que o governo já estava sufocado economicamente quando surgiu a pandemia.

Em consequência do coronavírus, o Congresso lhe deu uma licença extraordinária para extrapolar os casos. Ou seja, Bolsonaro já estava nocauteado financeiramente quando ganhou a autorização para gastar acima da cota fixada  no governo por Henrique Meirelles com apoio do Congresso.

Assim, o projeto do Orçamento do ano que vem permite uma meta fiscal flexível. A previsão inicial era de um rombo de R$ 149 bilhões, já passou para R$ 453,7 bilhões, e o céu é o limite.

NA CORDA BAMBA – Todos sabem que o ministro da Economia, Paulo Guedes, está na corda bamba, até porque o presidente da República faz questão de deixar isso bem claro – estupidamente claro, digamos.

Assim, o país chega novamente a um impasse em sua gestão econômico-financeira. Ou Bolsonaro nomeia Henrique Meirelles e passa a levar a sério a economia, ou escolhe outro general intendente, do tipo Eduardo Pazzuello, e deixa a vida nos levar.

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P.S.
Pensando bem, Meirelles realmente tem mais credenciais do que Guedes. Afinal, se é para manter no Ministério um representante dos banqueiros, é muito melhor entregar logo a pasta a um banqueiro de verdade. A meu ver, Meirelles saiu-se bem no governo Temer e merece uma nova oportunidade. (C.N.)

13 thoughts on “Para substituir Guedes, representante dos bancos,  é melhor nomear Meirelles, um banqueiro de verdade 

  1. Bom dia , o problema é que Meirelles exigiria uma autonomia no cargo que Bolsonaro não está acostumado a dar. Seria certamente um bom ministro mas no governo Bozo quem manda é ele e ponto final. Bozo pai além de incompetente é autoritário.

  2. Uma pergunta, Professor: qual o impacto desse 1.2 trilhão dado aos bancos em março para ser repassado às pequenas e médias empresas, mas foram empregados na compra de títulos da dívida? E por que não se faz a auditoria da dívida?
    E por que se discute a falta de dinheiro ao invés de pegá-lo lá onde ele está, nos dividendos não taxados, nas operações de swap do Banco Central, no que é pago nas operações compromissadas dos bancos?
    Pouco a pouco, M.L. Fattorelli nos abre os olhos.

    • Prezada Colega Sra. SOLANGE,

      A nosso ver, o Banco Central repassou aos Bancos em março/2020 em Reservas Livres para empréstimo emergencial para micro, pequenas e médias Empresas R$ 255 Bi. com previsão de mais conforme a necessidade. Qual foi o problema de que muito pouco dessas Reservas Livres dos Bancos foram usadas nesse estratégico e necessário Programa. Faltou a GARANTIA FEDERAL de que se esses empréstimos não fossem pagos. o BC assumiria o pagamento. Sem Garantia, os Bancos se retraem totalmente.

      Eu tenho o maior respeito pela Auditora MARIA LÚCIA FATTORELLI e seu Patriótico Programa de Informações Econômicas, mas tudo o que ela diz “tem que ser tomado com um grão de sal”.
      É verdade que os Bancos Brasileiros ( +- 50% Estatais) são muito privilegiados, até por serem muito poucos, +- 120 contra + 7.000 nos EUA, contudo a Auditora FATTORELLI nunca ataca as causas do Endividamento Público que são o Governo gastar sempre bem mais do que Arrecada engordando mensalmente a Dívida Pública com o Deficit, e quando esta vira um “Balão enorme” ela argumenta que Juros não pagos no vencimento e incorporados ao Principal da Dívida, é ilegal ( Anatocismo), nós não achamos ilegal.
      Mas alguns privilégios que os Bancos recebem do Governo ela tem Razão, por isso é muito útil o serviço dela.

      Fazer Auditoria POLÍTICA da Dívida Pública, porque Auditoria o BC faz continuamente, sem partir para o DEFAULT, “só espanta os gansos”, e o Capital para empréstimo “e o bicho mais arrisco que existe”, bem mais arrisco do que os gansos.

      Deveríamos copiar Singapore, o País mais bem Administrado do Mundo, que não tem Problema de Auditoria da Dívida Pública, porque NÃO TEM DÍVIDA PÚBLICA. Esse é o ideal.

      Nossas Saudações.

  3. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk NÃO viaja na maionese TI

  4. CN desinformado. Pergunte aos funcionários da Sefaz SP sobre o Meirelles.
    Mote antigo…… chame o Meirelles
    Mote atual ……. cadê o Meirelles ?
    Raramente aparece na Sefaz só o faz com guarda-costa.

  5. Deveriamos aproveitar a deixa para trazer também de volta a Dilma, mas sem amarras com o PT. Por ter mente curta, deve fazer cegamente o que lhe for aconselhado, teremos de volta o famoso cachorrinho das crianças, o Bessie, e o aperfeiçoamento do tunel de vento. E o mais importe de tudo: ficaremos livre de um idiota e saberemos por que o Queiroz deu tanto dinheiro à primeira-dama. Quanto foi mesmo?

  6. O grande e experiente Jornalista Sr. CARLOS NEWTON, nosso Editor-Moderador e Proprietário do TRIBUNA DA INTERNET, elogia, e nós concordamos, o competentíssimo Ministro HENRIQUE MEIRELLES (75) de grande folha de serviços prestados ao Brasil.

    No Governo LULA/JOSÉ ALENCAR (2003 – 2011), e no Governo TEMER (2016 – 2018), que não foram maus Governos do ponto de vista Econômico, o Sr. HENRIQUE MEIRELLES sempre mostrou grande competência e aguda visão Econômica correta.

    No início da pandemia Covid-19 deu a Diretriz perfeita:

    1º Salvar o máximo de Vidas evitando o colapso do Sistema de Saúde, abençoado Sistema de Saúde, principalmente o SUS. Abençoados Médicos, Enfermeiras e Todo o Pessoal.

    2º Salvar o máximo, e FOMENTAR ao limite, o Parque Produtivo Nacional.

    Mas achamos que o Min. da Fazenda PAULO GUEDES (71) está firme no atual Governo porque é muito útil para manter um mínimo de Disciplina Fiscal, e está Politicamente impedido de aprovar qualquer coisa Neo Liberal exacerbada que tire Votos do Gov. BOLSONARO/MOURÃO.

  7. Desde o começo do governo do Presidente Bolsonaro, a máfia que defende os privilégios da teta fácil (cc’s, comissionários, empresas estatais, etc) e do funcionalismo parasitário tenta derrubar o Paulo Guedes.

    PG recomendou um auxílio emergencial de R$ 200 para os pequenos empreendedores. O imprestável Rodrigo Maia, “presidente” preferencial dos golpistas da corruptocracia, tratou de aumentar o valor para R$ 500. Bolsonaro, percebendo a armadilha do Congresso, aumentou a benesse para R$ 600. A Câmara abriu as porteiras para taxistas, músicos, índios e o cacete a4.

    PG tentou compensar a festança com o acordo da ajuda aos estados, cobrando a cotrapartida do congelamento dos salários do funcionalismo. Tudo aprovado e acertado, entra em cena o populismo: injustiça com os servidores da saúde, polícias, guardas, fessores e tudo o mais. Alertado por PG, Bolsonaro veta os aumentos. O Senado derruba o veto. Sob pressão, a Câmara derruba a derrubada do veto.

    PG sugere prorrogar o auxílio reduzindo o valor para R$ 247, o PR pede R$ 300. Enquanto isso, a Câmara cria um novo TRF e o STF autoriza a compra de férias no judiciário. A conta? Fica nas costas do trabalhador, que teve jornada reduzida e salário reduzido.

    Entre todos, o ministro Paulo Guedes parece ser o mais preocupado com responsabilidade fiscal. Certo está o Presidente ao prestigiá-lo, é um ótimo ministro.

  8. Antes de Bolsonaro assumir comentei para um grupo de militares que a dupla Henrique Meirelles e Ilan Goldfajn devia ser mantida, pois estava dando certo e eram profissionais do ramo.

    Alguns concordaram comigo; outros achavam que Meirelles, por ter sido candidato a presidente da República, poderia atrapalhar em vez de ajudar.

    O fato é que o programa de recuperação do desastre causado pela doutora Dilma com a “Nova Matriz Macroeconômica”, estava sendo neutralizado.

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