Para ter apoio do PSB, Ciro negocia direto com Márcio França em São Paulo

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Ciro foi a São Paulo para se entender com o PSB

Gabriela Sá Pessoa
Folha

O PDT corteja o PSB para um apoio nacional a Ciro Gomes, o presidenciável da legenda. Em São Paulo, pedem uma vaga majoritária na chapa de França, emplacando o vice-governador ou um dos candidatos ao Senado. Os cotados para a indicação são os ex-prefeitos paulistas Marcelo Cândido, de Suzano, e Jorge Lapas, de Osasco.

França chegou à convenção por volta das 12h30. Não chegou a se encontrar com Ciro, que entrou no auditório minutos depois de o governador ter saído da Assembleia para participar de convenção do PPS, outro partido aliado.

TROCANDO AFAGOS – Pedetistas e pessebistas trocaram afagos. Lupi elogiou a ação de França durante a greve dos caminhoneiros, quando para ele o governador “mostrou seu coração socialista”.

O governador disse que é “uma honra andar ao lado do PDT e do Lupi. É uma honra para mim poder andar com o Ciro” e citou a amizade que mantém com o presidenciável, que já foi filiado ao PSB.

Porém, emendou os outros candidatos a que dará palanque em São Paulo: Alvaro Dias (Podemos) e Paulo Rabello de Castro (PSC). O apoio nacional de França a Ciro, por ora, não veio.

OITO ESTADOS – Lupi diz que o PDT está se esforçando pelo apoio do PSB, com alianças avançadas em oito estados (PE, ES, DF, PB, SE, RS, MG e, agora, SP).

Os pessebistas, porém, seguem indecisos se permanecem neutros, apoiam o PT ou fecham com o PSB —nessa possibilidade, disse Lupi, poderiam indicar o vice de Ciro. “Tenho esperança de que o Márcio França se convença de que o palanque dele é o do Ciro”, disse o presidente nacional do PDT, que foi ministro do Trabalho no governo Lula.

A jornalistas, na saída da convenção, Ciro lembrou a amizade com França e disse que, ainda que o PDT não receba contrapartidas dos pessebistas, o partido “está tomando posição onde acha que tem que tomar” ao fechar aliança pela reeleição do governador em São Paulo.

UM JOGO – “Como vou deixar de apoiar um homem como o Márcio França? As coisas no Brasil estão se alinhando. Na medida que o Alckmin aceita ser o estuário de tudo o que está aí, na sequência do golpe, está fazendo um jogo, que é um jogo que o Márcio França vai sentir o devido incômodo na hora própria”, disse Ciro.

“Se vier [o apoio do PSB], ótimo. Gostaria muito, espero muito. Mas também estou preparado se não vier.”

Questionado sobre as negociações que manteve com os partidos que criticou e hoje apoiam Alckmin, apelidados de Centrão (DEM, PR, PRB e SD), o ex-governador cearense disse que negociar é preciso e que se prepara “com um olho na eleição e outro no dia seguinte”.

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