Parlamentarismo e “recall”, como alternativas concretas às crises brasileiras

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Charge do Cláudio (Arquivo Google)

Willy Sandoval

Quem olha o panorama brasileiro sob o aspecto da ética não deixa de ficar desolado e entristecido. Um presidente não é apenas portador do poder supremo de um país. O cargo possui um fundamental componente ético. O presidente tem de incorporar e exibir os valores que devem ser seguidos pelos cidadãos. Aqui temos o contrário: um presidente tido por corrupto, não só por acusação de políticos, mas por diversas investigações fundamentadas da Polícia Federal, com participação de outros importantes órgãos, como o Ministério Público e a Receita Federal.

O desalento que contamina muitos brasileiros é até compreensível. Neste caso, o parlamentarismo seria uma excelente saída, pois seu pressuposto básico é de que a nação não é obrigada a aturar governos medíocres até o final do mandato, mesmo que o prazo seja limitado a razoáveis quatro anos.

MONARQUIA – Sob regime parlamentarista, aceita-se até mesmo pensar na volta da monarquia, aí se faria sentido se devotar a aura quase sacrossanta ao chefe de estado. Nada contra, desde que seja um poder apenas simbólico.

No entanto, já que não querem estabelecer o civilizado parlamentarismo, que se adote então uma solução intermediária que já existe em alguns estados dos EUA – o recall. Ou seja, uma segunda opinião.

A cada dois anos, depois das eleições gerais para presidente, governadores, deputados e senadores, o povo seria convocado a dar o “recall” e confirmar ou não o mandato presidencial. Se houver 2/3 dos votos válidos contrários, o chefe do governo seria “impichado” e convocaria novas eleições para se completar o tempo do mandato.

ELEIÇÕES GERAIS – Uma condição muito importante teria que estar explicita. O presidente não sofreria impeachment sozinho, porque o eventual fracasso também teria de ser creditado ao Congresso, e necessariamente haveria também eleições para Câmara e Senado.

Claramente, haveria necessidade de mudar o tempo de mandato dos senadores, que deixaria de ser de oito anos e seria no máximo de quatro anos, também.

Ou seja, havia um impeachment solidário, a ser decidido pelos verdadeiros donos dos mandatos dos políticos – no caso, os eleitores brasileiros, que pagam as contas e sustentam os detentores do poder.

10 thoughts on “Parlamentarismo e “recall”, como alternativas concretas às crises brasileiras

  1. A situação do Brasil é GRAVÍSSIMA e somente com a refundação da nação (três poderes) sairemos do buraco. Falta líderes. Quem dera termos um Lee Kuan Yew – o líder que levou Cingapura do Terceiro para o Primeiro-Mundo.

  2. As pessoas que de fato amam o Brasil deveriam parar de inventando factoides 171 inúteis que só atrapalham, e, ao invés disso, arregaçar as mangas e abraçarem causas de fato resolvem o país, depois agrega-se ao novo os seus penduricalhos compatíveis com o novo chassi que precisa ser colocado no lugar desse imundice que ai está.

  3. A elite estupida e egocêntrica da nossa colônia já percebeu que democracia não é seu forte e quer dar o golpe dentro do golpe. É claro que não fizeram o que fizeram até aqui para morrerem na praia, vai levar o objetivo até o cadafalso.

  4. 1) Li alhures que estão articulando o Parlamentarismo…

    2) Se for aprovado, qualquer um (a) pode ser eleito (a) pois não vai mandar nada…

    3) Quem vai continuar mandando é o Congresso… e o Primeiro Ministro…

  5. Wiljy Sandoval como muitos preocupados ouve falar em Parlamentarismo e recall, mas pelo visto confirma o que foi perpetuado por Nelson Rodrigues: “O brasileiro tem espírito de cachorro vira-latas”. Tudo que vem de fora é melhor do que aqui temos. Willy fala até em volta da Monarquia. Vê-se logo que Willy não sabe de nada. Escutou falar alguma coisa; se empolgou e “deitou falação”. ( Parlamentarismo surgiu embrionariamente em 1215 na Inglaterra quando da Revolução da Baronias contra João Sem Terra, irmão de Ricardo Coração de Leão. Foi um movimento para compor os interesses dos prelados e barões(nobreza com o Rei. Passaram-se 600 anos para transformar-se em regime. Hoje é forma de governo. Talvez Willy quisesse ter como primeiro ministro Eduardo Cunha.

    • Eu lanço uma proposta para que não se repita esse processo absurdo e traumático do impeachment. Ninguém deve ser obrigado a ficar aturando um mau governante até o fim do seu mandato. Por outro lado, quando tiver um governante decente e competente, ele pode ir ficando sem problema nenhum. Margareth Thatcher ficou mais de 10 anos como 1ª ministra do Reino Unido, Angela Merkel já está há mais de 12 anos como 1ª ministra na Alemanha. Se dermos sorte de finalmente termos um presidente decente e competente talvez 8 anos(4+4) seria pouco. Definitivamente detesto essa falta de flexibilidade desse PRESIDENCIALISMO DE CORRUPÇÃO! Quanto a monarquia repito não seria problema, desde que seja poder apenas simbólico. Tenho certeza também que o custo de uma familia real seria bem mais barato que o custo da famiglia Sarney e outras encasteladas no poder. E finalizando a proclamação da República foi um golpe que só foi consertado mal e porcamente em 1993, 104 anos depois.

  6. Autralia, Japao, Suecia, Reino Unido, Dinamarca, Espanha , Noruega, Holanda, Canadá Belgica.
    Todos estes países sao Monarquias Parlamentaristas com alto grau de IDH.

    Espavorida agita-se a criança
    De noturnos fantasmas com receio
    Mas se abrigo lhe dá materno seio
    Fecha os doridos olhos e descança.

    Perdida para mim, a esperança
    De volver ao Brasil. De lá me veio
    um pugilo de terra. E nesta creio
    Brando será meu sonho e sem tardança.

    Qual infante a dormir em peito amigo
    Triste sombra, varrendo da memoria
    OH! … doce Patria, eu sonharei contigo

    Entre visoes de paz, de luz e de glória
    Sereno, aguardarei no meu jazigo
    A justiça de Deus na voz da historia.

    DON PEDRO II, no exílio

    • Prezado CN,

      A esposa do ex-ministro morreu por doenc,a q vc desinformou.

      Vc vai se desculpar aos seus leitores e ao ex-ministro por seus comentarios injustos, inadequados e inimpa’ticos?

      Abcs,

      Cleber

      • Cleber Souza, se liga.

        Quem disse que a mulher do ministro não estava sendo operada e tinha sido submetida apenas a uma endoscopia foi a filha do ministro, Marina Mantega, em entrevista à Rádio Jovem Pan, no mesmo dia que o ministro foi preso e solto. Dirija sua mensagem a ela, não a mim.

        CN

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