Partilha das riquezas da Líbia é iniciada antes mesmo de terminar a guerra civil.

Carlos Newton

Não dá para entender. Enquanto os dirigentes ocidentais se apressam em fazer a partilha do espólio da Líbia, com o presidente francês Sarcozy e o premier britânico Cameron tomando a frente, para desespero dos italianos, a guerra civil continua e ninguém sabe quando vai parar.

Como se sabe, o líder Muammar Kadafi está escondido em um local desconhecido desde que as forças da oposição tomaram a capital, Trípoli,em agosto. Mas, ao que parece, a guerra ainda está longe de terminar, como ficou demonstrado este fim de semana.

No domingo, tropas leais ao líder deposto Muammar Kadafi voltaram a lançar ataques nos arredores de Bani Walid, uma das últimas cidades ainda sob domínio do antigo regime. Os aliados do ex-ditador mantiveram posições estratégicas no norte,140 km a sudeste de Trípoli, de onde usaram morteiros e atiradores contra seus inimigos, que tentaram tomar a cidade na sexta-feira, mas foram forçados a baterem retirada. Mas em outro reduto controlado pelas forças pró-Kadafi, a cidade costeira de Sirte (cidade natal do ex-ditador), as tropas dos rebeldes vêm ganhando posições.

Enquanto os combates continuam em várias frentes, o Conselho Nacional de Transição (CNT), que governa a Líbia interinamente, começou a discutir um novo gabinete, considerando a situação do país já dominada.

Mas o futuro é incerto. Se a resistência pró-Kadafi continua, é uma indicação de que a paz dificilmente será alcançada. Mesmo quando os chamados rebeldes estiverem controlando inteiramente o território líbio, pode continuar a haver atentados e conflitos, mantendo o país em permanente opressão. É uma situação verdadeiramente complicada.

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