Paulo Guedes colocou em compasso de espera a desvinculação dos orçamentos

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Guedes diz que pode sair do governo, se mudarem muito o projeto

Pedro do Coutto

Foi esta a decisão que o ministro da Economia, Paulo Guedes, adotou, segundo os jornais de ontem. Matérias sobre o recuo foram publicadas com destaque pelo O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e Valor. O titular da pasta, de outro lado sustentou que, se for aprovada emenda capaz de mudar a PEC enviada ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro, significará a desistência da capitalização que ele quer introduzir no texto final da reforma.

O Valor focalizou diretamente esta situação na reportagem de Fabio Graner, Talita Moreira, Alex Ribeiro e Isabel Versiani. Quer dizer: o ministro Paulo Guedes decidiu, como a Folha ressaltara, colocar em compasso de espera o segundo projeto de desvinculação do orçamento.

LANCE DE DADOS – A editoria de O Estado de São Paulo completa o trio de jornais que utilizou o recuo como a manchete de suas seções econômicas.  Tem-se a impressão de que Paulo Guedes, ao propor a participação de políticos na gestão do orçamento, estava apenas colocando um lance no jogo de dados do poder Executivo. Claro. Pois somente este aspecto pode justificar e esclarecer a mudança de rumo.

Nessa mudança fica demonstrada a intenção de negociar a reforma previdenciária. Tanto assim que a iniciativa destinada a liberar o orçamento de 2019 para incluir as chamadas emendas impositivas colocadas pelos senadores e deputados, era só para consolidar uma outra realidade: tal proposta fica condicionada à aprovação da reforma que muda o sistema de aposentadoria no país.

PRIORIDADE – Guedes sustentou que a reforma da Previdência continua sendo o caminho para uma redução de gastos governamentais na escala de 1,1 trilhão de reais em 10 anos. O Ministro disse que se o Congresso colocar, ao invés de 1,1 trilhão, um corte de apenas 500 bilhões de reais, a reforma da Previdência perde sua força original, esvaziando as modificações que o Palácio do Planalto projetou.

Na minha opinião, é importante dimensionar uma economia governamental ao longo de 10 anos, enquanto o orçamento da União para este ano é de 3,3 trilhões de reais. Se a inflação se mantiver nas escala de 4% ao ano, daqui a 10 anos o orçamento federal terá que ser reajustado em pelo menos 40% no final da década cujo rumo está previsto agora.

Além disso existe um detalhe fundamental: se as aposentadorias forem reduzidas, o fato é que será diminuído também o consumo e, portanto, a receita tributária, indiretamente.

11 thoughts on “Paulo Guedes colocou em compasso de espera a desvinculação dos orçamentos

  1. Fantástico! Novamente os governadores do Nordeste fazem a diferença: Contrários à “reforma” da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), bem como a medidas que facilitem o acesso a armas e que podem retirar recursos de áreas da saúde, educação e assistência social, os governantes dos nove estados nordestinos reunidos nesta quinta-feira (14) em São Luís firmaram protocolo criando o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, Instrumento político e jurídico de cooperação que visa ao fortalecimento regional e à proteção e promoção dos direitos sociais. https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2019/03/governadores-do-nordeste-unem-forcas-contra-propostas-do-governo-bolsonaro

    Em meu face publiquei em 29/11/2016 um post noticiando que os nove governadores do Nordeste, alguns eram outros porque já estavam em segundo mandato ou não retornaram aos governos por outras razões, romperam com o governo Temer explicando os motivos: “Os estados têm que preservar a autonomia, não podemos ter medidas que venham decima para baixo”. Acessem a íntegra no link https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1817449235138006&set=t.100006188403089&type=3&theater

  2. Desvincular as receitas como forma de barganha, nem o PT teria condições elaborar isso. Posso estar errado, mas se isso começar a valer representa dizer que em vez de pagar salários, o “administrador” poderia alocar os recursos em locais mais “interessantes” e lucrativos. Alguém discorda?

    • Peçanha, ou pode dobrar o orçamento da saúde/educação de um ano para o outro. Aqueles partidos/politicos que vivem pedindo mais dinheiro para saude e educação deveriam comemorar, já que com essa medida estariam livres para fazer o que sempre defenderam.

      No entanto, eles já se colocam contra, porque com essa medida, terão que decidir que vão mandar dinheiro para saúde ou para Nomenklatura comunista. E terão que responder porque não estão priorizando a saúde e educação, como sempre prometeram.

      • Então o que se está fazendo é transferir responsabilidade a quem notoriamente tem demonstrado não possuir. Se todos fossem honestos e bem intencionados, não haveria necessidade de leis, polícia, prisões, Judiciário, Legislativo e etc. Não se pode fazer leis para beneficiar um grupo, por melhores as suas intenções, sem esquecer que logo depois dele possa vir um grupo de aproveitadores e destruir a estrutura do país, pois todos mecanismos estarão lá para ajudá-lo.

        • Peçanha, em todos os paises desenvolvidos ou em desenvolvimento, o orçamento é decidido pelos políticos, eles são os responsáveis para decidir onde será gasto o dinheiro arrecadado com impostos. Ninguém está inventando a roda, apenas fazendo aquilo que todos os paises fazem: deixar que as pessoas que são eleitas pelo povo digam onde deve ser gasto o dinheiro.

          Um orçamento na base zero, que é isso que Guedes quer adotar, vai permitir que a população possa ver quem são aqueles que votam de acordo com o que defenderam na campanha. Se um partido/politico diz que quer mais dinheiro para saude e não hora do orçamento vota contra, é hora de repensar o voto neles. O que não dá é dizer que quer mais dinheiro para alguma área e na hora de votar manda para outra. As escolhas ficarão mais claras, e aqueles que sempre “defendem” mais dinheiro para saúde, educação segurança terão oportunidade de mostrar serviço ou ser desmascarado de vez.

          Na situação atual, todos se dizem defensor da saude, e não investem mais porque não podem; com o novo orçamento vão poder priorizar o que quiserem, inclusive dobrando o orçamento de um ano para o outro, mas terão que escolher de onde tirar.

  3. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO, analisa aqui a Proposta de Reforma da Previdência Social, conforme enviada para o Congresso pelo Min. Faz. Sr. PAULO GUEDES que busca uma economia de R$ 1.100 Bi em 10 Anos, em relação ao atual Sistema.
    Em seguida propõe a substituição do atual Sistema Previdência de Solidariedade ( Pay as you go ) para o Sistema de Previdência de Capitalização, o que livra o Tesouro do Custo de provável eventual deficit de Previdência.
    A nosso ver, para o Povo em geral, o Sistema de Capitalização não é bom negócio porque troca a garantia de sua Aposentadoria/Pensão, do Tesouro Nacional, ara as incertezas do Mercado Financeiro.
    Tudo isso será agora debatido no Congresso, mas o fato do Povo ter dado vitória nas Urnas para o atual Governo que tinha apontado o Sr. PAULO GUEDES como futuro Ministro da Fazenda mais de 6 meses antes das Eleições, fortifica muito sua posição.

    Uma coisa é certa, se a Previdência Social, principalmente o Regime Geral (INSS) não tem grande Deficit ( +- R$ 25 Bi / 2018 e tinha Superavit antes), o Deficit da Seguridade Social (Previdência + Assistência Social + Saúde ) atinge ( +- R$ 180 Bi / 2018 com viés de alta).
    E por fim, como do couro saem as correias, o Orçamento Federal de R$ 3.300 Bi tem uma Arrecadação de Impostos de +- R$ 1.600 Bi sendo o Deficit girado pela Dívida Pública.

    O Deficit Primário do Orçamento Federal 2019 está estimado em R$ 140 Bi, e o Deficit Nominal ( o que leva em conta Amortização e Juros da Dívida Pública ) em +- R$ 465 Bi.

    Realmente o Estado Brasileiro ( Federal, Estadual e Municipal) está muito inchado e algo tem que ser feito. O que se deve discutir no Congresso é a maneira mais justa para com o Povo, de re-equilibrar as Finanças Públicas.

    • Sr. Flávio, bom dia.

      O Sr. sabe que previdência privada não é PREVIDÊNCIA SOCIAL.

      A privada não tem auxílio doença e nem aposentadoria por invalidez e gera aposentadoria com valor menor que o salário mínimo.

      Nem gera pensão por morte.

      Previdência privada é um título de capitalização.

      Tenha um bom dia.

  4. A quem este ministro está enganando?

    Economia 1,1 trilhão em 10 anos ou CALOTE de 1,1 trilhão em 10 anos no trabalhador/aposentado.

    Ele está aí para enriquecer mais ainda os banqueiros.

    Desvincular tudo é acabar com o povo que espera nas filas dos hospitais, em escolas que não alimentam os alunos pobres, e a segurança pública vai para o brejo.

    Fora a redução do consumo que não deixará o país crescer.

    Sr. Ministro faça uma auditoria na dívida pública e fiscalize mais os sonegadores de impostos e contribuições sociais que tudo se resolverá, da noite para o dia.

  5. barnabés do país, não adiantam espernearem. O país está quebrado e só gerando deficit.
    Já chega do assalariado carregarem nas costas as opulentas aposentadorias e benesses do funcionalismo.
    É agora ou nunca.
    Podem tentar cooptar todas as facções, sindicalistas, etc., se não for feito agora não existirá mais dinheiro para pagar aos marajás do funcionalismo público federal, estadual e municipal.
    Acabou a farra do boi.
    Chega!

  6. Lunático. Se capitalização fosse o caminho, o trabalhador há muito teria engordado sua caderneta de poupança. Simples assim. Até o FGTS que é de recolhimento obrigatório míngua nas contas da Caixa por remuneração irrisória. É triste de se ver a bondade dos governos quando, para minimizar prejuízos causados pelas desgraças, espetam a conta nas costa do próprio flagelado acenando com a liberação do FGTS. Como se estes tivessem fortunas aguardando por eles.
    Este País somente irá dar certo quando colocarem gestores que conheçam de verdade as dificuldades por que passa o povo que dizem governar. Sumidades alheias à realidade e que se acham senhoras da solução normalmente acabam por jogar o chapéu. Como acena o atual ministro.

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