Paulo Marinho, um novo personagem entra em cena na complicada rede do poder

Coluna Pinga Fogo – Acusações de Paulo Marinho são graves, mas ...

Marinho fez acusações graves e a Procuradoria abriu inquérito

Pedro do Coutto

No final da tarde de ontem, na GloboNews, os jornalistas Natuza Nery, Andreia Sadi e Valdo Cruz analisaram o crescimento da preocupação do Palácio do Planalto, tanto relativamente à próxima decisão do ministro Celso de Mello sobre a divulgação do vídeo da reunião ministerial citada por Sérgio Moro, mas também com relação à entrevista do empresário Paulo Marinho,  publicada na Folha de São Paulo de domingo e na edição de ontem de O Globo.

Penso que Paulo Marinho tornou-se mais um personagem que entra em cena na sempre complicada rede do poder. E o episódio assemelha-se a uma trilha de um filme policial.

EM CLIMA TENSO  – A preocupação do governo Bolsonaro com a decisão de Celso de Melo ampliou-se no exato momento em que surge a explosiva do empresário, cuja residência na Barra da Tijuca transformara-se durante a campanha presidencial de 2018 em uma central de divulgação da candidatura Bolsonaro. 

A convergência de um fator novo sobre outro, atingindo a Polícia Federal, passou  a condicionar os passos e aos atos do presidente da República.

Isso porque a atmosfera que está envolvendo a Polícia Federal agrava-se com a entrevista do empresário, que, aliás, é suplente de Flávio Bolsonaro no Senado Federal. E o empresário Paulo Marinho diz ter provas sustentando a versão que tornou pública desde domingo.

O INTERESSE NA PF – Os dois fatos encontram-se em um ângulo no qual fica claro o interesse do governo a respeito da Polícia Federal. Paulo Marinho, na longa entrevista à Folha de São Paulo, apresentou um rol de advogados que para ele vão se tornar as principais testemunhas do encadeamento dos fatos e situações que segundo ele, se sucederam ao longo das eleições de 2018.

Ele apresentou também uma série de detalhes dos encontros que narrou e que revelam a participação da Polícia Federal, unidade do Rio de Janeiro. Essa unidade teria vazado ao então deputado estadual Flávio Bolsonaro o relatório contendo as investigações em torno de outro personagem misterioso, Fabrício Queiroz.

Marinho destacou que o deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro reconheceu a complicação em que poderia estar envolvido.

OUTRA INVESTIGAÇÃO – Segundo O Globo publicou ontem, a Procuradoria Geral da República vai investigar a estranha influência da família na Polícia Federal do Rio de Janeiro .

São duas situações capazes de convergir para um só plano, no qual se encontra o relato do ex-ministro Sérgio Moro sobre a ansiedade que o presidente Bolsonaro demonstrava ao exigir a substituição do diretor-geral e do superintendente da PF no Rio de Janeiro.

MANIFESTAÇÃO NO DF – O clima no Planalto passou a ser bastante denso e nervoso, pelo temor de que a divulgação dos dois episódios acumulados possa abalar ainda mais o presidente da República, que no domingo participou em mais uma manifestação pública de apoio a seu governo e a sua liderança política.

Quase todas as faixas da semana anterior atacando o Supremo e o Congresso foram recolhidas. Porém, o recolhimento decorreu de uma manifestação de setores do governo achando que esses ataques prejudicam mais do que ajudam o presidente Jair Bolsonaro.

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