Paulo Peres, Rubem Braga e o resto da turma que achava que a poesia era necessária

Carlos Newton

O advogado, jornalista, poeta e compositor carioca Paulo Roberto Peres, muito ligado ao grupo musical Cambada Mineira, há anos mantém o blog Poemas & Canções e colabora na Tribuna da Internet divulgando a obra dos outros. Mas desta vez vamos publicar uma poesia dele, em comemoração à passagem da Páscoa.

Paulo Peres segue o exemplo de Rubem Braga, que criou na imprensa brasileira uma coluna chamada “A Poesia É Necessária”. Tive a honra de levar Paulo Peres para escrever na Revista Nacional, criada por Mauritônio Meira, onde trabalhávamos com grandes jornalistas, como o próprio Braga, Joel Silveira, Nina Chavs, Sebastião Nery, Nertan Macedo, Raul Giudicelli, Jussara Martins, Carlos Renato, Gilse Campos, Roberto Paulino, Alberto Nunes, Willy Oliveira. Muitos já se foram, outros seguem por aqui. A vida vai em frente e a poesia continua sendo necessária.

PÁSCOA
Paulo Peres

Há mais de dois mil anos,
Jesus Cristo tentou
Mostrar à Humanidade
Uma vida melhor,
Mas a ignorância
Da maior parte da população
Incentivada
Pelos poderes da época,
Mercenários e imperialistas,
Como os de hoje,
Impediram-no…

Houve sofrimento,
Houve lágrimas,
Houve escuridão…

Todavia,
Houve sabedoria,
Houve fé,
Houve busca,
Houve perdão,
Houve salvação,
Houve liberdade,
Houve luz,
Houve RESSURREIÇÃO!..

Ressurreição diária
Que existe na PÁSCOA
Do coração
De quem tem como dogma
Os Mandamentos
Da Justiça Divina!

9 thoughts on “Paulo Peres, Rubem Braga e o resto da turma que achava que a poesia era necessária

  1. Muito linda essa poesia da Páscoa. Os ensinamentos de Jesus perduram até hoje, mas, infelizmente os mercenários e imperialistas também continuam a explorar a humanidade para enriquecerem e depositarem grandes fortunas nos paraísos fiscais.

    Sinceramente, por que fazem isso? Talvez vivam até os 100 anos e certamente não irão usufruir dessas fortunas que os bancos adoram. Alguns morrem com o segredo das contas e ninguém da família consegue resgatar. Na outra ponta, esse dinheiro da corrupção falta nos hospitais, falta nas escolas, falta para as crianças sem pai, sem amor e sem carinho nos abrigos de todo o Brasil.

    Pensem nisso, seus corruptores e corrompidos, neste domingo, quando pegarem o garfo e a faca e forem comer as guloseimas da mesa farta. Muitos não terão, nem o osso da galinha e a espinha do peixe, pois o dinheiro levado para o exterior está faltando para quem precisa.

    Por essa simples razão, é que o mundo está cobrando respostas aos crimes contra o patrimônio público. Que os juízes sejam mais céleres nas sentenças, ao se descobrir a mão do gatuno nas obras e serviços do Estado, de modo a coibir a sangria de dinheiro do Tesouro Nacional, portanto, de todos nós.

    OBS: Se não estou errado Carlos Newton, a Revista Nacional vinha em um suplemento do Jornal do Comércio aos domingos. Jamais deixei de ler as crônicas do saudoso Joel da Silveira e de Mauritônio Meira. Por quê razão, o que é bom acaba rápido?

  2. O Caminho da Poesia

    A Poesia andava na Madrugada
    Andava … não navegava
    … nem voava
    Na Madrugada andava a Poesia!

    Isto é Salmo –
    Não é Poesia

  3. http://gregoriano.org.br/gregoriano/historiacantogregoriano.htm: “HISTÓRIA DO CANTO GREGORIANO … O canto gregoriano é a mais antiga manifestação musical do Ocidente e tem suas raízes nos cantos das antigas sinagogas, desde os tempos de Jesus Cristo. Os primeiros cristãos e discípulos de Cristo foram judeus convertidos que, perseverantes na oração, continuaram a cantar os salmos e cânticos do Antigo Testamento como estavam acostumados, embora com outro sentido, à medida que os não judeus gregos e romanos foram também se tornando cristãos, elementos da música e da cultura greco-franco-romana foram sendo acrescentados às canções judaicas.
    O período de formação do canto gregoriano vai dos séculos I ao VI, atingindo o seu auge nos séculos VII e VIII, quando foram feitas as mais lindas composições e, finalmente, nos séculos IX, X e XI, princípio da Idade Média; começa, então, sua decadência. Seu nome é uma homenagem ao papa Gregório Magno (540-604) – veja o vídeo – que fez uma coletânea de peças, publicando-as em dois livros: o Antifonário, conjunto de melodias referentes às Horas Canônicas, e o Gradual Romano, contendo os cantos da Santa Missa. Ele também iniciou a “Schola Cantorum” que deu grande desenvolvimento ao canto gregoriano.”
    … … …
    Jesus cantou a Poesia dos Salmos junto com os Apóstolos após a Ceia, antes de sair para ser traído, preso, torturado sem indenização, julgado, condenado, morto, sepultado e RESSUSCITADO!!! aleluia!!!

  4. http://auladeliteraturaportuguesa.blogspot.com.br/2010/09/literatura-provencal.html tem: “21/09/2010 … Literatura provençal … A literatura na linguagem provençal iniciou-se no século IX quando alguns padres e monges começaram a traduzir orações, hinos, contos e lendas religiosas para essa linguagem, por forma a aproximar o povo da Igreja. No entanto, foi no século XII que começou a afirmar-se a lírica provençal, com nomes como Bertrand de Born, Arnaud Daniel e Guiraut de Bornelh.
    Julga-se que as origens da poesia provençal se relacionem com artistas ambulantes de classe baixa cujos espectáculos incluíam diversões com animais, cantigas e récitas/declamações. Teria sido a partir do contacto com estes espectáculos que os trovadores teriam surgido no seio da Corte, refinando e aristocratizando algumas das características destas manifestações.
    No contexto do lirismo provençal, o amor afirmava-se como um culto, quase uma religião. O trovador, na Corte e na literatura, comportava-se em relação à sua dama como o vassalo para com o seu senhor, prestando-lhe homenagem, servindo-a com fidelidade e combatendo por ela, se necessário. Não se tratava de uma relação sentimental a dois mas de uma aspiração em relação a um objecto inatingível. Além disso, o trovador obedecia a todo um código de comportamento, no qual se prescrevia, por exemplo, a manutenção do segredo da identidade da amada.”
    … … …
    De louvor ao Senhor a Poesia passa ao louvor ao Amor, à Amada e à Natureza.

  5. http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2013/03/31/francisco-de-assis-e-francisco-de-roma/ tem: “Francisco de Assis entreteve com Clara uma relação de grande amizade e de verdadeiro amor. Exaltou a mulher e as virtudes considerando-as “damas”. Oxalá inspire a Francisco de Roma uma relação para com as mulheres, a maioria da Igreja, não só de respeito, mas de valorização de seu protagonismo, na tomada de decisões sobre os caminhos da fé e da espiritualidade no novo milênio.”

    http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2013/06/09/a-tentacao-de-francisco-de-assis-e-a-possivel-tentacao-de-francisco-de-roma/ tem: “Os últimos cinco anos de vida de Francisco (morreu em 1226) foram marcados por profundas angústas, quase desespero, além de graves doenças que o afligiam, como a malária e a cegueira. O problema era objetivo: seu ideal de vida era viver em extrema pobreza, radical simplicidade e despojado de todo poder, apenas apoiado no evangelho lido sem interpretações que geralmente desfibram o seu sentido revolucionário.
    Ocorre que, em poucos anos, seu estilo de vida empolgou mlhares de seguidores, mais de 5 mil. Como abrigá-los? Como dar-lhes de comer? Muitos eram padres e teólogos, como Santo Antônio. Seu movimento não tinha nenhuma estrutura nem legalidade. Era puro sonho tomado a sério. Francisco mesmo se entende como um “novellus pazzus”, como um “novo louco”, que Deus quis na Igreja riquíssima, governada, por Inocêncio III, o mais poderoso dos papas da história.
    A partir do verão de 1220 escreveu várias versões de uma regra, as quais foram todas rejeitadas pelo conjunto da fraternidade. Eram utópicas demais. Frustrado e sentindo-se inútil, decide renunciar à direção do movimento. Cheio de angústias sem saber mais o que fazer, se refugiou por dois anos no mato, apenas visitado pelo amigo íntimo frei Leão.
    Esperava uma iluminação divina, que não vinha. Nesse entretempo, foi redigida uma regra marcada pela influênicia da Cúria Romana e do papa, que transformava o movimento numa ordem religiosa: a Ordem dos Frades Menores, com estrutura e propósitos definidos. Francisco, com dor, humildemente, a aceitou. Mas deixou claro que não discutiria mais senão dando exemplos do primitivo sonho. A lei triunfou sobre a vida, o poder circunscreveu o carisma. Mas ficou o espírito de Francisco: de pobreza, simplicidade e fraternidade universal, que nos inspira até os dias de hoje. Morreu no interior de uma grande frustração pessoal, mas sem perder a jovialidade. Morreu cantando cantilenas de amor da Provence e salmos.”

    Destaco: “Morreu cantando cantilenas de amor da Provence e salmos.”

  6. Trovadorismo – poesia: Cantigas de amor, de amigo e de escárnio e maldizer
    Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
    10/09/200917h07
    A experiência mais criativa e fecunda do Trovadorismo – e, portanto, dos primórdios da literatura portuguesa – encontra-se na poesia trovadoresca (e não na prosa, que é tratada num artigo à parte: veja aqui). De um lirismo estranho, quando comparados, por exemplo, à poesia moderna, os poemas dos trovadores podem parecer ultrapassados àqueles que fizerem uma leitura desatenta, superficial.
    Massaud Moisés diz bem quando salienta que a poesia trovadoresca “exige do leitor de nossos dias um esforço de adaptação e um conhecimento adequado das condições históricas em que a mesma se desenvolveu, sob pena de tornar-se insensível à beleza e à pureza natural que marcam essa poesia”.
    Para conhecer as origens da lírica trovadoresca, devemos recordar que, a partir do século 11, e durante todo o século 12, a região da Provença, no sul da França, produziu trovadores e jograis que acabaram se espalhando por vários países da Europa. A influência da poesia provençal chega, inclusive, aos nossos dias. Esses provençais se misturariam aos jograis e menestréis galego-portugueses, dando origem às cantigas que veremos a seguir.
    É também da Provença que vem o substantivo “trovador”, pois lá o poeta era chamado “troubadour” (enquanto que, no norte da França, recebia o nome de “trouvère”). Nos dois casos, o radical da palavra é o mesmo, referindo-se a “trouver”, ou seja, “achar”. Os poetas eram aqueles que “achavam” os versos, adequando-os às melodias e formando os cantares ou cantigas.
    … … …
    Não podemos esquecer que todas essas cantigas eram musicadas. Os trovadores as cantavam, acompanhados de um ou vários instrumentos musicais. E, em algumas situações, elas podiam, inclusive, ser dançadas.
    Infelizmente, muitas dessas cantigas acabaram desaparecendo, já que eram transmitidas também por via oral. Alguns manuscritos, contudo, foram compilados em obras a que damos o nome de “cancioneiros”, quase sempre graças às ordens dos reis”

  7. http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/01/16/pra-que-discutir-com-madame-426578.asp vem com o educador Edgar Flexa Ribeiro: “Pensar sobre a evolução dos padrões estéticos dos diferentes patrimônios culturais com que a espécie humana povoou o planeta é um tema interessante – para dizer o mínimo.
    Afinal de contas, quando uma cultura gera um padrão estético seu, que é absorvido e incorporado por outra cultura, estamos diante de um tipo de afirmação de enorme significação. Tem profundidade muito maior do que a ocupação militar de um território ou coisa semelhante.

    O mundo europeu, branco, conheceu e processou transformação radical de uma importante de manifestação cultural: a música.
    As Américas brancas escravizaram os negros. Hoje ouvem, dançam e cantam o reggae, o rock, o blues, o samba, o chorinho, o mambo, a salsa, e tudo mais que é hoje a músicas das ruas, das casas, das pessoas. Tudo tem uma origem comum: a música negra.

    A estética musical de origem negra varreu o planeta. É só ver o sucesso do jazz no mundo, e o da Bossa Nova até no Japão! Perguntem a Roberto Menescal e Wanda Sá. Ou então ao Sérgio Mendes.
    Onde andam as mazurcas, as polcas, e outras tantas formas de música que eram cantadas, dançadas, estudadas por meninas ao piano? Quem valsa, hoje em dia?
    Sim, sobrevivem. É tudo que fazem.
    Não foi pouca coisa o que se viu. Foi uma afirmação cultural de uma magnitude tal que é difícil encontrar transformação semelhante que se tenha dado em tão curto período.
    Esse processo a rigor começa quando os primeiros batalhões negros do Exército americano desembarcam na França para lutar no fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918. Faziam e tocavam jazz!
    E daí, terminada a guerra, a França, e logo a Europa, abraçou essa estética nova, a melodia, o ritmo, a estrutura, o som. E tudo começou a ficar diferente.”

  8. O Caminho da Poesia

    Que letras são estas
    Que melodias novas
    Estão em olhos e
    Ouvidos … E em Roma!

    É a Poesia navegando

    Ai, estou sofrendo
    O Sol é Zenith
    A Morte é Nadir
    Viver é sem Horizonte
    É Pindorama com Anchieta em
    Caravelas de fuga marrana
    É o navegante queimado
    Cantando em Orleans, a nova

    É a Poesia navegando
    E o Dia vai andando.

  9. http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-544059/biografia/ mostra a vida de Raul Roulien, que começa a globalizar a música brasileira … em http://pt.wikipedia.org/wiki/Voando_para_o_Rio a Poesia voa por ares nunca antes voados … e temos que “O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora Original em 1934 para a canção “The Carioca”” … é o maxixe escatológico completo http://www.youtube.com/watch?v=HA2zuZON5fo … dança – http://www.youtube.com/watch?v=6gOvZNNko0Ehttp://www.youtube.com/watch?v=boWeczhCFT4http://www.youtube.com/watch?v=l8iw69RExbk … e com Caetano http://www.youtube.com/watch?v=rdRm-5HemiY ou http://www.youtube.com/watch?v=rdRm-5HemiY
    … … …
    maxixe é samba com instrumentos de sopro kkk

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